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São Paulo São Exemplos

A qualidade do transporte público é um problema em vários países e não é novidade que nas listas, o Brasil é incluído como problemático. Mas, hoje vamos tratar de mostrar de lugares que podem nos servir de inspiração. Listado pelo site Inhabitat, confira abaixo as cidades consideradas Top Five, dotadas dos melhores sistemas de transporte público do mundo.
 
5º lugar: Moscou (Rússia).

Apesar de inaugurado há quase oitenta anos, em 1935, o sistema da capital russa é um dos mais pontuais do mundo. Mais de 8 milhões de passageiros utilizam diariamente o sistema ferroviário de Moscou, que tem 305 km de extensão.


4º lugar: Paris (França).

 

Independentemente de em que lugar de Paris você esteja, é possível encontrar uma estação de metro a cada 500 metros: são pelo menos 300 espalhadas pela cidade, interligando todas as áreas. E, para que as pessoas possam completar seus trajetos da melhor forma possível, a capital francesa tem ainda um sistema de aluguel de bicicletas com 1.400 estações.


3º lugar: Londres (Inglaterra).


A cidade do Big Ben tem o maior e mais antigo metrô do mundo. O Metropolitano de Londres, ou London Underground, que começou a operar em 1863, ainda hoje é um dos mais eficientes, com 268 estações e cerca de 400 km de extensão. Além disso, a capital inglesa conta com uma vasta rede de ônibus, trens na superfície e bondes suburbanos que garantem a mobilidade diária da população londrina.

2º lugar: Nova York (Estados Unidos).

 

Na maior cidade dos EUA, as possibilidades de locomoção são muitas: ônibus, trem, metrô, bicicletas, balsas e até faixas exclusivas para pedestres que fazem da cidade, um dos melhores lugares do mundo para se deslocar utilizando o transporte público. Todos os sistemas funcionam 24 horas por dia, para atender toda a demanda da cidade.

 

1º lugar: Tóquio (Japão).

 
 

A capital japonesa é uma das maiores cidades do mundo e tem o sistema de transporte mais complexo – e completo – do mundo: ônibus, metrô, balsas, VLTs, BRTs, diversas formas de locomoção somam cerca de 10,5 bilhões de viagens por ano. Com uma rede tão extensa, o sistema de transporte público é a espinha dorsal da cidade e a primeira opção da população para se deslocar.

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Com informações da Inhabitat e CicloVivo. Fotos: iStock by GettyImages.

 

Pesquisa desenvolvida pelo Selur e pela PwC avaliou mais de 3.000 municípios com base em critérios como impacto ambiental e engajamento da sociedade. 

Os municípios com arrecadação específica para a estão de lixo oferecem uma destinação mais correta dos resíduos: cerca de 70% das cidades com arrecadação específica dispõem corretamente os resíduos – encaminhando-os para aterros sanitários. Nas localidades sem arrecadação específica, o índice é de 28%.

Os dados estão na segunda edição do Índice de Sustentabilidade de Limpeza Urbana (ISLU), elaborado pelo Selur (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana) e pela PwC. O estudo também revela que, nos municípios com arrecadação específica, o índice de reciclagem de lixo é o dobro (6%) daqueles onde não há a cobrança específica para a gestão de resíduos sólidos.

As cidades que contam com um planejamento de limpeza urbana também apresentam um desempenho melhor. O estudo mostra que 75% dos municípios com esse tipo de plano e arrecadação específica dispõem o lixo em aterros sanitários, ante 24% daqueles sem arrecadação e planejamento de sustentabilidade.

“Os dados apresentados revelam a importância de mecanismos específicos para gerar recursos para o descarte correto dos resíduos”, diz Marcio Matheus, presidente do Selur. “O ISLU também traz uma série de análises e parâmetros para que gestores públicos e privados de limpeza urbana possam tornar o ambiente das cidades mais adequado e sustentável”.

O estudo tem como objetivo suprir a falta de informações sobre a coleta de resíduos nas cidades brasileiras e mapear o cumprimento das recomendações da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Nesta edição, foram avaliados 3.049 municípios, ante 1.729 no ano passado. Os dados utilizados foram coletados na base de 2015 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

O ISLU criou um índice para avaliar a limpeza urbana nos municípios e o grau de cumprimento das normas estabelecidas pelo PNRS, com uma pontuação que varia de zero a um.

Para chegar aos resultados do ISLU, quatro aspectos são levados em consideração: Engajamento do Município (população atendida e população total); Sustentabilidade Financeira (arrecadação específica menos despesa do serviço sobre a despesa total do município); Recuperação dos Recursos Coletados (material reciclável recuperado sobre total coletado); e, por fim, Impacto Ambiental (quantidade destinada incorretamente sobre a população atendida).

Destaques

Estação de coleta seletiva de lixo em Santo André, SP, uma das cidades de boa pontuação no estudo. Foto: Divulgação.Estação de coleta seletiva de lixo em Santo André, SP, uma das cidades de boa pontuação no estudo. Foto: Divulgação.A região Sul se destaca pelo segundo ano consecutivo. Os estados sulistas, liderados por Santa Catarina e Paraná, obtiveram a melhor pontuação no estudo, com 70% dos municípios entre os 50 mais bem colocados no levantamento, seguida pelo Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

O primeiro colocado no ranking deste ano é Maringá, no Paraná, com uma nota de 0,74. “O Paraná é um dos estados que investem em educação ambiental há pelo menos três décadas e continuamente realiza esforços de conscientização popular, o que ajuda a explicar seus bons resultados no ISLU”, diz Federico Servideo, sócio da PwC Brasil.

Os paulistas também conquistaram boas pontuações, com cidades como Santos, Sorocaba, Campinas, Santo André e São Bernardo do Campo entre as 20 primeiras posições do ranking. A capital paulista, no entanto, figura na 50ª posição entre os municípios com mais de 250 mil habitantes.

Brasília, por sua vez, está entre as cidades com pior desempenho. O Distrito Federal possui o segundo maior lixão da América Latina. O aterro começou a ser desativado recentemente – a previsão é que o processo seja concluído até 2018. A iniciativa poderá colaborar para a diminuição do passivo ambiental da capital.

Repetindo os resultados do ano passado, os munícipios da região norte ocupam as 20 piores posições do ISLU entre os municípios com mais de 250 mil habitantes. Capitais como Manaus, no Amazonas, Rio Branco, no Acre, Porto Velho, em Roraima e Teresina, no Piauí, obtiveram algumas das pontuações mais fracas.

Um dos principais motivos é o desempenho em relação à coleta de resíduos. “O estudo revela tanto os avanços realizados pelas cidades no que diz respeito à limpeza urbana e sustentabilidade quanto lança luz sobre o caminho que ainda precisa ser percorrido”, diz Matheus.

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Fonte: PWC.

Paris continua firme na luta para se tornar uma cidade mais amigável para pedestres e ciclistas. Desde 2015, a prefeitura instaurou oficialmente o Dia sem Carro, proibindo a circulação de veículos em alguns pontos da cidade e abrindo as ruas para os pedestres. Em 2015, uma das principais avenidas da cidade, a Champs-Élysées, foi aberta para pedestres e, no ano passado, cerca de 50% do território parisiense foi fechado para os carros, favorecendo o transporte ativo na capital francesa. Em 2017, o plano da prefeitura foi mais ambicioso: fechar 100% do território da cidade para a circulação de veículos, com exceção do anel periférico. O mapa abaixo mostra a evolução do perímetro aberto para pedestres desde 2015:

Veículos como táxis, caminhões de bombeiros e ambulâncias ainda puderam circular dentro da capital, mas com velocidade máxima permitida de 30 km/h. No entanto, foram definidas áreas exclusivamente “pedestrianizadas”, ou seja, territórios onde até mesmo esses veículos estavam proibidos de circular, salvo raríssimas exceções. Essas áreas foram totalmente abertas aos pedestres e ciclistas, que circulavam tranquilamente pelas ruas. Como nas edições anteriores, a Avenida Champs-Élysées foi um dos principais pontos que atraiu a população, mesmo em um domingo nublado e com chuvas ao longo do dia. O início oficial do Dia sem Carro foi às 11h da manhã, e cerca de 30 minutos depois do fechamento para os carros, a avenida já se encontrava totalmente ocupada pelas pessoas: pedestres passeando, fazendo exercícios, crianças andando de bicicleta ou patinete e músicos de rua animando o local. Uma grande festa ao ar livre.

Avenida Champs-Élysées às 11h30 da manhã, logo após o início oficial do Dia sem Carro. Foto: Laura Azeredo.Avenida Champs-Élysées às 11h30 da manhã, logo após o início oficial do Dia sem Carro. Foto: Laura Azeredo.

Outra região da capital francesa que foi totalmente aberta para a circulação de pedestres foi o bairro Marais, um dos principais bairros comerciais da cidade. A chuva não afastou turistas e moradores que curtiam o local no horário do almoço, circulando tranquilamente pelas vias totalmente liberadas dos automóveis.

Mesmo com a chuva, pedestres aproveitavam para circular tranquilamente pelas ruas do Marais. Fotos: Laura Azeredo.Mesmo com a chuva, pedestres aproveitavam para circular tranquilamente pelas ruas do Marais. Fotos: Laura Azeredo.

Conversando com pedestres no local, eles descreveram a iniciativa da prefeitura como “sympa”, ou seja, simpática, agradável. Alguns relataram que, mesmo nas ruas onde havia circulação de veículos, todos estavam respeitando a velocidade máxima permitida de 30km/h e muitos estavam parando para pedestres atravessarem, mesmo quando o sinal estava aberto para veículos. Outra observação feita por pedestres que circulavam no bairro foi que as ruas estavam mais silenciosas, sem barulhos de motores e buzinas, apenas de pessoas conversando e passeando.

O silêncio das ruas foi um dos apontamentos feito por pedestres que circulavam pela cidade neste dia. Foto: Laura Azeredo.O silêncio das ruas foi um dos apontamentos feito por pedestres que circulavam pela cidade neste dia. Foto: Laura Azeredo.

O turístico bairro Montmartre também teve parte do seu perímetro aberto exclusivamente para pedestres, sem circulação de veículos. A região apresentava, como de costume, muitos turistas andando pelas ruas, no entanto, sem precisar ocupar somente as estreitas calçadas. Guardas de trânsito orientavam os motoristas sobre o acesso restrito ao local, permitindo o acesso somente a moradores que apresentavam um comprovante de residência, uma exigência da prefeitura.

Turistas circulando no espaço por onde geralmente passam veículos e guardas de trânsito orientando motoristas sobre o acesso restrito ao local. Fotos: Laura Azeredo.Turistas circulando no espaço por onde geralmente passam veículos e guardas de trânsito orientando motoristas sobre o acesso restrito ao local. Fotos: Laura Azeredo.

Apesar de ter restrição parcial aos veículos, o entorno do canal Saint-Martin foi majoritariamente ocupado por ciclistas, que pedalavam tranquilamente pela avenida Quai de Valmy e lamentaram que o dia não estava com sol, mas que isso não os impediu de sair para pedalar. Os automóveis que circulavam pela região respeitavam o limite de velocidade, convivendo harmonicamente com os ciclistas e pedestres que estavam no local, mesmo sob a chuva.

No Quai de Valmy, próximo ao canal Saint-Martin, ciclistas predominavam na avenida e conviviam em harmonia com os veículos que andavam em baixa velocidade. Fotos: Laura Azeredo.No Quai de Valmy, próximo ao canal Saint-Martin, ciclistas predominavam na avenida e conviviam em harmonia com os veículos que andavam em baixa velocidade. Fotos: Laura Azeredo.

Segundo o secretário de transportes de Paris, Christophe Najdovski, o principal objetivo da “Journée sans ma voiture” é ser um dia “lúdico e pedagógico”. A ideia é conscientizar a população sobre o uso excessivo do automóvel e sua consequência para a poluição do ar, mostrando que há outras formas de se deslocar dentro da cidade, que conta com uma das melhores redes de transporte público da Europa. Em todas as edições, o Dia sem Carro apresentou uma queda significativa no índice de poluição atmosférica, e não foi diferente em 2017: houve uma queda de 35% no índice, segundo medições realizadas pela Airparif. Quanto ao ruído, medições da Bruitparif confirmaram uma redução de 54% de ruído na região da Avenida Champs-Élysées (-2,7dB).

Circular tranquilamente pelas ruas de Paris foi uma realidade no Dia sem Carro. Foto: Laura Azeredo.Circular tranquilamente pelas ruas de Paris foi uma realidade no Dia sem Carro. Foto: Laura Azeredo.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, participou de diversas atividades que aconteceram no dia, aproveitando para pedalar pelas ruas da capital, convidando os moradores a descobrir a cidade livre dos automóveis. Meses antes do evento, a prefeitura já vinha realizando esforços de modo a informar aos moradores e turistas como funcionaria o dia, investindo em publicidade e informativos distribuídos pela cidade.

Painel publicitário informando sobre o Dia sem Carro na capital parisiense e placas orientando os motoristas nas áreas com restrição de acesso para automóveis. Fotos:Laura Azeredo.Painel publicitário informando sobre o Dia sem Carro na capital parisiense e placas orientando os motoristas nas áreas com restrição de acesso para automóveis. Fotos:Laura Azeredo.

No entanto, mesmo com informes prévios e preparativos para este dia, a iniciativa da prefeitura sofreu críticas por parte da população. Como ocorreu nas edições anteriores, alguns cidadãos foram contra a medida, considerando a iniciativa “muito radical”. Com a circulação de veículos liberada somente no anel periférico da cidade, muitos motoristas aderiram à “operação escargot”, uma ação organizada por associações da sociedade civil que defendem a circulação motorizada, propondo aos motoristas que andassem em velocidade muito reduzida, prejudicando a circulação de veículos nas vias periféricas.

Em mais um Dia sem Carro em Paris, a prioridade foi dos pedestre. Foto: Laura Azeredo.Em mais um Dia sem Carro em Paris, a prioridade foi dos pedestre. Foto: Laura Azeredo.Apesar das críticas, sem dúvida a cidade atingiu seu objetivo de ter um dia lúdico e pedagógico. Numa cidade dominada por carros, como tantas outras, foi possível ter um domingo totalmente fora do comum, com ruas tranquilas para caminhar e pedalar, com pessoas que não se deixaram intimidar pela chuva que insistia em cair. Ao observar ruas ocupadas por pedestres e ciclistas, foi possível vislumbrar uma cidade mais agradável, silenciosa e calma, sem o trânsito e a correria cotidiana característica da capital francesa. Ao ver a Champs-Élysées, uma das avenidas mais famosas do mundo, exclusiva para o transporte ativo, foi possível, acima de tudo, ter esperança. Neste dia, Paris provou que caminha, cada vez mais, na direção para se tornar uma cidade para pessoas.

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Por Laura Azeredo no The City Fix Brasil.

O conceito de Ecovila consiste basicamente em um modelo de sociedade sustentável, tanto no que diz respeito a manutenção do ambiente, quanto a felicidade e liberdade de seus indivíduos. São comunidades urbanas ou rurais que tem como ponto em comum a integração da sociedade com uma realidade harmônica e natural. Nessas “sociedades alternativas”, práticas como produção local de alimentos, utilização de sistemas de energias renováveis, respeito ao meio ambiente, liberdade religiosa e cultural, economia solidária, cooperativismo e rede de trocas são as características mais marcantes dos microbairros e contribuem para uma vida muito mais feliz, diferente, muitas vezes, do cotidiano de uma metrópole.

Ísafjörður tem cerca de 3.000 habitantes e a casa mais antiga da Islândia. Desde quinta-feira passada esta pequena cidade pesqueira, capital da região dos Fiordes do Noroeste, tem, além de suas pitorescas casinhas de madeira, uma nova atração turística: uma faixa de pedestres cujas listras, graças a um efeito ótico, parecem flutuar de maneira tridimensional acima da calçada. A ideia é que, ao o vê-la, os motoristas parem. O efeito imediato foi que um cruzamento qualquer de Ísafjörður se tornou famoso.