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A cada dois anos, a consultoria dinamarquesa Copenhagenize publica um ranking das 20 cidades mais amigáveis do mundo para o ciclismo. A medição foi realizada pela primeira vez em 2011 e até hoje é considerada uma das mais importantes no assunto, porque a empresa é dedicada a promover o uso da bicicleta como meio de transporte e não apenas como um meio recreativo - em sua estratégias de desenho urbano está focada nas pessoas e aconselha governos de cidades ao redor do mundo. Nos resultados deste ano há cidades icônicas na cultura de ciclismo que foram destacados e outras três que promoveram novos planos de mobilidade sustentável e apareceram no top 20.

Em 2016, Barcelona lançou uma estratégia inovadora para combater a poluição causada pelo tráfego de veículos na cidade: os superquarteirões. A tática sustentável foi detalhada no plano de mobilidade e prevê que 60% do espaço das ruas em que hoje circulam carros seja devolvido aos cidadãos. Por lógica, a priorização de ambientes para pedestres leva à redução do tráfego de carros.

Caminho de Frankfurt acabou com o grande problema do consumo de drogas em Taunusanlage. Foto: Epizentrum.Caminho de Frankfurt acabou com o grande problema do consumo de drogas em Taunusanlage. Foto: Epizentrum.

No final da década de 1980, o maior ponto de uso de drogas a céu aberto da Alemanha ficava em Frankfurt: na região do parque de Taunusanlage, próximo à estação ferroviária central, viviam cerca de 1,5 mil dependentes de heroína, numa espécie de "Cracolândia" alemã.

Ela prometeu e parece ter cumprido, para alegria dos milhares de parisienses e turistas que circulam pela capital francesa durante o verão: Anne Hidalgo, prefeita de Paris, anunciou a abertura da Bacia de La Villette (leste), no 19° distrito da cidade, aos banhistas em busca de refresco, a partir de 15 de julho de 2017.

 

Em Copenhage, as pessoas que optaram por um meio de transporte alternativo (265.700 pessoas) superaram as que circulavam de carro (252.600 pessoas). Foto: Getty / iStockphotoEm Copenhage, as pessoas que optaram por um meio de transporte alternativo (265.700 pessoas) superaram as que circulavam de carro (252.600 pessoas). Foto: Getty / iStockphoto

Em Copenhagen, o trânsito é outro. Na capital dinamarquesa circulam mais bicicletas do que carros, tanto que, numa iniciativa pioneira, a cidade vai instalar painéis eletrónicos para controlar o congestionamento das ciclovias.

Para facilitar a vida de quem, todos os dias, pedala na cidade, os sinais – que vão custar à cidade mais de 500 mil euros – pretendem informar sobre todo o tipo de trabalhos na via, eventos relacionados com esta modalidade, distâncias, filas e o nível de trânsito. Quando as ciclovias estiverem congestionadas, tal como nas estradas, os sinais sugerem rotas alternativas.

Serão instalados inicialmente cinco painéis informativos em pontos estratégicos da cidade, especialmente os locais críticos dos cerca de 390 km de ciclovia da capital. As placas que serão instaladas vão permitir que os ciclistas que, diariamente, invadem a cidade escolham “as ciclovias com menos congestionamento”, adiantou Morten Kabell, responsável pelo departamento ambiental e de tecnologia da cidade.

“Há uma necessidade de melhorar as acessibilidades para o número crescente de ciclistas que agora começam, em alguns pontos, a lutar por um lugar na ciclovia”, afirmou Kabell à Danmarks Radio.

A capital da Dinamarca bateu, pela primeira vez, o recorde de usuários de bicicletas em novembro do ano passado, isto quer dizer que as pessoas que optaram por um meio de transporte alternativo (265.700 pessoas) superaram as que circulavam de carro (252.600 pessoas). De casa para o trabalho, da escola para o parque, os habitantes da cidade circularam mais de 1,4 milhões de km em duas rodas no ano de 2016.

Nos últimos 20 anos, o tráfego de bicicletas aumentou 68% e, com este aumento, crescem também os investimentos nas infra-estruturas de suporte a este meio de transporte. Estima-se que este tráfego cresça 25% até 2025.

Copenhagen já conta com 17 pontos para circulação exclusiva de bicicletas, e os gestores pretendem fazer crescer este número, assim como reforçar a sinalização e aumentar a rede de ciclovias já existente.

A cidade oferece também uma app, a i bike cph, que permite o planejamento das rotas, assinalando aquilo a que chamam “rota verde”, um circuito mais calmo e que ocupa cerca de 60 dos 390 km de ciclovia da capital.