Exemplos - São Paulo São

São Paulo São Exemplos

 

Segundo a BBC, os esforços feitos pela Câmara Municipal de Lisboa ao longo dos últimos três anos ajudaram a cidade a ganhar o título de European Entrepreneurial Region of the Year (Região Empreendedora Europeia do Ano) para 2015, com o apoio a start-ups a par da renovação da própria cidade, incluindo a requalificação de edíficios que dão origem a novos estabelecimentos comerciais, o que, consequentemente, faz regressar mão de obra a Lisboa.

"A mudança foi dramática" afirmou Rui Coelho, diretor executivo da InvestLisboa, a agência de promoção de investimentos em Lisboa, em declarações à BBC. "Vimos investimentos recorde, os maiores de sempre, no setor imobiliário, turismo e empreendedorismo em 2015. Isso é fantástico. No entanto, não vamos agora cruzar os braços. O desemprego ainda é muito alto e no que toca à reabilitação do centro da cidade ainda há muito a ser feito", completou.

Outro exemplo referido pela BBC é a Startup Lisboa, fundada em 2011, e que já ajudou a criar mais de 250 empresas, nas quais cerca de 30% dos novos empresários são estrangeiros. "Por causa da evolução tecnológica, pessoas talentosas podem trabalhar e viver em qualquer lugar e assim escolhem um lugar agradável para viver, e com certeza Lisboa é um desses lugares", afirmou Rui Coelho. As start-ups mais representativas encontram-se nas áreas do turismo, indústrias criativas e tecnologia.

O meio de comunicação elogia ainda a proximidade com o Atlântico, os cerca de 220 dias de Sol por ano, o facto de a língua inglesa ser amplamente falada, e ainda a vantagem de os custos com as despesas correntes para as empresas (rendas e colaboradores), serem relativamente mais baixos do que em outras capitais europeias.

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Fonte: SAPO24


No povoado de Serrote, cerca de 15 km de Conceição do Coité, na Bahia, uma menina de 12 vem fazendo a diferença quando o assunto é educação. A pequena Maria Clara resolveu abrir uma biblioteca para incentivar o hábito da leitura nas crianças e adolescentes do povoado.

Estudante da Escola Antonio Nunes Gordiano Filho, no distrito de Salgadália, teve uma ideia, começou uma campanha de doações de livros e montou um acervo, que mistura livros didáticos, romances e clássicos da literatura brasileira.

De acordo com o site Calila Notícias, os livros arrecadados por Maria Clara ficam sobre duas prateleiras de ferro, no local onde há alguns anos funcionava um posto telefônico, às margens da BA 411. Par o feito, ela contou com a ajuda do avô Guiofredo Pereira, presidente da associação de moradores da comunidade, e da diretora da escola onde estuda, Simone Nascimento.

Ainda segundo a publicação, tudo começou quando ela enviou mensagens em grupos do aplicativo WhatsApp, explicando a ideia. Logo surgiram os primeiros interessados em ajudá-la e assim conseguiu viabilizar a ideia. Hoje a biblioteca já fornece material para pesquisa de estudantes e faz empréstimo de livros. Apesar do tamanho e da simplicidade, não falta organização e controle. Todos livros são catalogados e os empréstimos são devidamente registrados. "A biblioteca é de toda comunidade. Esses livros não são meus, são para quem quiser levar pra casa, e ficar quanto tempo for necessário pra terminar a leitura", explicou ao Calila Notícias.

Com o sucesso do projeto, que vem sendo divulgado em rádios locais, Maria Clara chegou a Salvador na última terça (26) e conheceu a biblioteca do campus I da UNEB, no Cabula. Por lá, a coordenadora do sistema de bibliotecas da UNEB se emocionou com o exemplo da menina e se dispôs a visitar o local e ajudar na ampliação do projeto da coiteense.

Já na fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado, foi recebida pela diretora do Livro da Leitura, Mariangela Nogueira, que se entusiasmou com a história e garantiu apoio imediato, doando uma caixa de livros com cerca de 50 exemplares.

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Com informações do site Calila Notícias.


As 11 milhões de toneladas de alimentos ainda comestíveis que são jogadas no lixo todos os anos na Alemanha incentivaram várias iniciativas no país, muitas a fim de aproveitar os produtos "feios" e perto de estragar. Assista ao video aqui.

Segundo o último relatório do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, cerca de 795 milhões de pessoas em todo o mundo - quase uma a cada nove - não têm alimentos suficientes para levar uma vida saudável e ativa.

Destas, 3,1 milhões são menores de cinco anos, número que, de acordo com a Ação contra a Fome, representa que 8,5 mil crianças morrem por dia por causas relacionadas com a desnutrição.

Estes dados chegaram há tempo à consciência de pessoas como o berlinense Raphael Fellmer, que no começo de 2012 decidiu criar um sistema de coleta de excedentes que, com o tempo, cresceu e acabou se transformando no portal "foodsharing.de".

Esta iniciativa pôs em contato pessoas interessadas em resgatar "alimentos em um estado não comercializável" e em recuperar excedentes de supermercados, padarias, mercados, restaurantes e casas particulares.

"O objetivo é simples: conscientizar as pessoas sobre a quantidade de comida que é jogada fora e que ainda pode ser aproveitada", explicou Fellmer.

Há três anos, ele e um grupo de pessoas começaram a colocar os alimentos "resgatados" em geladeiras e prateleiras em lugares públicos como em escolas, empresas, igrejas e universidades.

A organização tem na AlemanhaÁustria e Suíça cerca de 350 pontos solidários, nos quais mais de 2,5 mil pontos de venda de comida e milhares de voluntários, previamente registrados, deixam e pegam alimentos para compartilhá-los.

O projeto está se expandindo à Espanha, onde já há duas geladeiras em funcionamento, e também a outros países como Itália e Índia, embora não estivesse isento de alguns impedimentos.

 

 

"Em Berlim fecharam uma geladeira porque disseram que não cumpria os requisitos sanitários, mas já foram recolhidas mais de 30 mil assinaturas para reabrí-la. E em Múrcia (Espanha) também houve problemas", admitiu Fellmer.

Em Freiburg, o problema do desperdício de alimentos deu lugar a um movimento reivindicativo que, embora por enquanto só agrupe cerca de 40 estudantes, já ocupou espaço nos principais veículos de imprensa do país.

Conhecidos como "Bänderer", seus membros comem as sobras que outros estudantes deixam nas bandejas da cafeteria da universidade.

"Não é uma questão de dinheiro, é uma forma de reivindicação política", contou ao jornal "Badische Zeitung" Renate Heyberger, vice-presidente da Studentenwerk de Freiburg, encarregada de cuidar da cantina da universidade.

Para este verão, o centro prevê oferecer porções de comida menores.

Frente a esta iniciativa, outros jovens viram uma forma de fazer negócio e mostrar que muitos produtos rechaçados são comestíveis. Eles fazem isso no restaurante "Restlos Glücklich!" ("Feliz sem restos", em tradução livre) em Berlim.

Baseando-se em uma ideia dinamarquesa e graças ao financiamento coletivo, um grupo de amigos abriu neste mês um local que utiliza produtos que muitos estabelecimentos descartam por não cumprirem as normas estéticas.

O restaurante, que espera ter local próprio no próximo mês de junho, abre às sextas-feiras e sábados e elabora seu menu dependendo dos alimentos que recebem.

Salada de cenouras fritas, verduras na grelha, mamão papaia, sopa de batata-doce e gengibre com chips de ervas e um bolo de mirtilos são alguns dos pratos elaborados pelo chef Daniel Roick, de 27 anos.

Com preços que oscilam de 6 euros o prato a 19 euros o menu completo, a arrecadação é destinada a pagar o cozinheiro e os encarregados do restaurante, no qual trabalham vários voluntários.

A administração olha às vezes com receio para estas iniciativas, mas os ministros de Consumo dos estados federados alemães, reunidos em Düsseldorf, reconheceram nesta semana a urgência de dar passos neste sentido.

"Precisamos de uma estratégia nacional para limitar o imenso desperdício de alimentos, e além disso um órgão de coordenação em nível federal", ressaltou em comunicado o presidente rotativo da Conferência de ministros de Consumo, Johannes Remmel.

É necessário agir tanto por razões econômicas e sociais como ambientais, disse ele, após lembrar que, segundo números da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de um terço de todos os alimentos produzidos no mundo acabam no lixo.

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Com informações da Agência EFE.

 


"A solidariedade tem que rimar com dignidade. Se isso acontecer temos um valor humano, porque as pessoas são o que mais contam", afirmou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Santo António, Vasco Morgado, defendendo que a entrega de "um saquinho de comida" com uma fila de pessoas à espera para o receberem "não é pedagogicamente aceitável hoje em dia, no século XXI".

Neste sentido, o supermercado social visa "dar dignidade a quem recebe os apoios", disse o autarca, referindo tratar-se de um projecto inovador na cidade de Lisboa, por "conseguir dar poder de escolha a quem é apoiado".

No Valor Humano, aberto nesta quinta (14), os fregueses de Santo António podem encontrar "um bocadinho de tudo" à disposição, desde produtos alimentares não perecíveis a produtos de higiene. Carne e peixe não estão disponíveis por questões de segurança alimentar.

O supermercado social destina-se apenas aos residentes desta freguesia lisboeta, tendo em conta a condição social em que se encontram, e prevê-se que abranja "mais de 1.000 pessoas de 360 famílias", informou Vasco Morgado.

"As técnicas de apoio social, depois de receberem o pedido de inscrição, fazem a avaliação do rendimento per capita, através do IRS [Imposto sobre o Rendimento Singular], do Subsídio de Desemprego, do Rendimento Social de Inserção", esclareceu o autarca.

Dependendo do número de elementos do agregado familiar, são atribuídos os créditos, chamados 'Santos Antónios', que funcionam como moeda de troca para fazer compras no supermercado.

(Imagem: Reprodução Público)(Imagem: Reprodução Público)

Imagem: reprodução.

 

A oferta de produtos disponível no supermercado vai desde uma variada gama de produtos alimentares (exceto frescos, carne e peixe, por questões de segurança alimentar), até produtos de higiene, vestuário e produtos didáticos.

Todos os produtos disponibilizados são frutos de doações de comerciantes da freguesia.

Apenas os moradores da JFSA podem usufruir deste mercado que se espera que abranja mais de mil pessoas de 360 agregados familiares.

Segundo o presidente da Junta, o supermercado é “um passo à frente” no apoio social, já que vai substituir a entrega de “saquinhos de comida” que “não traz dignidade a quem é apoiado”.

Nas prateleiras existe “um bocadinho de tudo”, desde produtos alimentares e higiénicos ao vestuário e materiais didáticos, exceto carne e peixe por questões de segurança alimentar.

Os produtos disponibilizados resultam de doações dos comerciantes da freguesia, frisou o autarca, acrescentando que o supermercado tem, neste momento, artigos no valor total de “cerca de 15 mil euros”.

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Com informações do Jornal de Negócios e Novos Rurais.


A capital francesa tem estudado diversas maneiras de se tornar mais amiga dos pedestres e ciclistas. A Praça da Bastilha é o próximo alvo do projeto. Sendo basicamente uma ilha em meio ao tráfego, o local deve passar por mudanças que reduzirão o espaço para os carros, aumentando a segurança das pessoas fora dos automóveis.

Este é apenas um, entre sete pontos históricos da cidade que estão passando por um replanejamento. O primeiro local a passar por mudanças foi a Praça da República, em 2013. Também cercada por ruas de tráfego intenso, a praça ganhou mais árvores e bancos. Agora ela é cheia de pessoas e serviu de inspiração para os novos projetos.

Em todos os casos, a prefeitura deverá reduzir em até 50% a área destinada aos carros nos arredores das praças. A Praça da Bastilha, por exemplo, será diretamente conectada à calçada, ganhará novas áreas verdes e espaço para as pessoas descansarem.

Imagem: DivulgaçãoImagem: Divulgação


Outros casos mais específicos, como a Praça da Nação, já têm muita área verde, mas precisa de melhorias para atrair mais pessoas. Antes que as mudanças sejam feitas efetivamente, no entanto, as autoridades municipais contam com uma tecnologia de monitoramento. O sistema permitirá que o fluxo de pessoas seja totalmente quantificado em testes com estruturas provisórias. Assim, a prefeitura terá certeza de quais são as reformas necessárias para melhorar a qualidade de vida da população e promover a ocupação do espaço urbano.

A tecnologia de monitoramento é chamada de Placemeter e ajudará a trabalhar projetos para Paris com base em diferentes cenários. Entre as situações observadas estão: uso das ruas fechadas para lazer, expansão cicloviária e instalação de bancos e cadeiras em áreas públicas.
 
Imagem: DivulgaçãoImagem: Divulgação

“Estamos oferecendo pela primeira vez à cidade de Paris uma ferramenta dinâmica, capaz de experimentar diferentes desenhos urbanos, de forma ágil, evitando dezenas de milhões de euros em projetos que não tenham sido testados na vida real antes”, explicou Martin Lagache, um dos representantes da Placemeter, ao site Fast Co. Exist.
 
Imagem: DivulgaçãoImagem: Divulgação
 

A intenção é melhorar a qualidade das praças, tornando-as mais atraentes e seguras, para que funcionem como verdadeiras áreas de lazer em meio urbano. A proposta também deve reduzir a quantidade de carros nos centros, colaborando para a redução da poluição.

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Redação Ciclo Vivo. Fotos: divulgação.


Bairro que concentra a maioria dos equipamentos culturais da Capital, o Centro tem, contraditoriamente, sufocado espaços de arte. O outrora comentado corredor cultural que ligaria o Benfica à Praia de Iracema – tendo a região central como miolo – parece esquecido e, cada vez mais, artistas e públicos se dispersam. Neste 13 de abril, dia em que Fortaleza celebrou 290 anos, o Vida&Arte questiona: a arte ainda tem espaço no “coração” da Cidade?

O artista plástico Rian Fontenele luta para que sim: o Centro ainda seja um polo cultural. Ele fez de sua casa, no encontro da Travessa Maranguape com Avenida Adolfo Caminha, um ateliê de pintura que resiste em meio à desordem da feira difundida a partir da rua José Avelino. Para Rian, porém, se manter ali é uma “odisseia de quem tenta resistir à agressão urbana e ao descaso desta cidade de muros altos e indiferente”.

Ao trocar o apartamento em que morava no Meireles pelo galpão de 450 metros quadrados nessa área de comércio, o objetivo era demarcar mais um espaço para as artes. “O Ateliê foi construído como um simbolo de entrega e vivência às artes, sua construção foi, de fato, uma experiência de requalificação urbana desta zona degradada”.

O artista plástico Rian Fontenele em sua casa-galeria no Centro. Proposta é fazer do bairro um "distrito artístico". Foto: Ethi Arcanjo.

Para se fortalecer nesse movimento contrário à falta de ordenamento público na região, Rian se junta agora a outros artistas para resistir. Ele se alinhou aos seus vizinhos da Travessa da Imagem e do Galpão Super 8 para formar o núcleo de projeto que deve tomar corpo nos próximos meses. “A construção de um distrito artístico traria um uso diurno e noturno, construindo um roteiro entre galerias, ateliês, estudios, movimentando e agregando valor ao Centro Histórico da cidade”, relata Rian.

O fotógrafo e pesquisador Silas de Paula também encabeça esse movimento, ao lado de Rian e Marcos Montenegro (Travessa da Imagem). Ele antecipa que o primeiro passo dessa resistência é uma ação chamada Imagens não reveladas. “A ideia é revelar o Centro, mostrando projetos e artistas que habitam essa região”, explica. Partindo das artes visuais, o grupo pretende incluir o teatro, a dança, a música e demais áreas. “Não há a manutenção de pensamento sobre o Centro, a ideia agora é discutir e intervir diretamente”, avalia Silas.

Para ele, a feira da José Avelino é um símbolo da falta de ordenamento no bairro. “Aquilo é uma loucura. Fica completamente fechada a rua, é uma desorganização. Os artistas não são contra o vendedor de rua, mas não pode essa zona”, critica o professor universitário.

“Estamos pensando um projeto conjunto em que pretendemos discutir arte e propor projetos como formação e acompanhamento teórico e prático com jovens artistas e curadoria crítica”, completa Rian.

Silas pondera: ações como essa que agora se desenha são uma forma de provocação. “Se a gente consegue trabalhar várias linguagens, nós conseguiremos fazer mostras e fechar as ruas, assim como as feiras fazem. Temos que chamar atenção para que a sociedade discuta”, incentiva.

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Paulo Renato Abreu em O Povo On Line.