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São Paulo São Exemplos


Um estudo recente mostra que a cidade de Londres já atingiu a meta estabelecida para 2020 de reduzir em 40% o número de mortos e feridos graves em acidentes de trânsito.

Um dos principais fatores destacados pela prefeitura e ativistas é o foco na implementação do limite de 20 milhas por hora (32 km/h) em ruas e avenidas estratégicas da capital britânica.

São as chamadas "20 mph zones", que já representam 25% de todas as vias de Londres, ou 280 km de ruas com esse limite. O percentual mais do que dobrou desde que o atual prefeito, o conservador Boris Johnson, assumiu. No seu primeiro ano de governo, entre 2008 e 2009, 11% das ruas obedeciam esse patamar, segundo dados da prefeitura.

Oito novas faixas foram anunciadas em março deste ano, entre elas uma que liga o famoso Big Ben à também turística London Bridge, e em outros trechos movimentados, como nas regiões de Camden Town, Earls Court e King Cross. Parte delas tinha velocidade máxima de 32 mph, ou 51 km/h.

As chamadas vias expressas continuam com limites maiores, mas a prefeitura trabalha para que as demais sigam a tendência das "20 mph zones".

O bairro de Tower Hamlets quer que todas as suas ruas tenham esse patamar e conta com apoio popular: em consulta pública, 80% dos moradores aprovaram a redução de velocidade.

No fim de 2012, a prefeitura divulgou um plano cuja prioridade era a redução em 40% do grupo chamado de"KSI" ("killed and seriously injured", ou morto e gravemente ferido).

Para tanto, anunciou foco em medidas como as zonas de 20 mph, instalação de câmeras de vigilância, fiscalização de veículos, programa de educação no trânsito entre outras coisas. Como parâmetro, utilizou a média anual de 3.600 ocorrências entre 2005-2009.

Balanço divulgado pela prefeitura em junho deste ano aponta 2.100 registros em 2014, queda de 40% como queriam as autoridades para seis anos mais tarde.

Na análise do número de mortos, separando-o dos de feridos com gravidade, a proporção é a mesma: 127 em 2014 ante a média de 211.

Quando se leva em conta somente ocupantes de veículos como vítimas, a redução chega a 67%, ou, em números absolutos, de 949 para 316.

Agora, a prefeitura quer reduzir pela metade esses novos índices até 2020.

Duas entidades que militam na segurança do trânsito em Londres ouvidas pela Folha, "Brake" e "Living Streets", consideram as zonas de 20 mph como fundamentais para a mudança.

"A prova de que a redução do limite de velocidade reduz o número de mortes é irrefutável. Se você é atingido por um carro a 20 mph, tem 97% de sobreviver, mais do que se for a 35 mph [56 km/h], cuja probabilidade é de 50%", diz Sarah Williams, diretora da "Living Streets".

Ambas destacam que, se o passageiro está mais protegido, o mesmo, por enquanto, não se aplica a pedestres e ciclistas.

"Londres ainda está longe de uma história de sucesso total. Apesar da queda do 'KSI", os ferimentos leves crescem e isso é importante porque atinge as pessoas que caminham nas ruas e pedalam" destaca Ed Morrow, diretor da "Brake".

Os dados confirmam seu discurso: os "ferimentos leves" cresceram 15% em 2014 em relação a 2013, sendo que pedestres, motociclistas e ciclistas representam 80% das vítimas de colisão. "Eu não acho, diante disso, que as ruas estão mais seguras. Há muito a fazer ainda", ressalta a dirigente da "Living Streets".

Uma análise separada só de ciclistas feridos "leves" aponta um aumento de 73% de ocorrências desde 2009. A prefeitura justifica que o percentual segue a mesma proporção do aumento do uso de bicicletas, que teria dobrado em Londres de lá para cá como resultado da política de incentivo para o ciclismo na cidade.

Multas

Nas ruas com 20 mph, quem for flagrado acima desse limite perde três pontos na carteira de habilitação e leva multa de 100 libras (R$ 510). Quem atinge 12 pontos em três anos tem a licença para dirigir suspensa por pelo menos seis meses, podendo chegar a dois anos, dependendo da reincidência.

São Paulo

Em São Paulo, o número de mortes em acidentes de trânsito subiu em 2014 após dois anos em queda.
Segundo relatório da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), foram 1.249 vítimas no ano passado, contra 1.152 em 2013 –aumento de 8%.
O número de feridos em acidentes também cresceu – 4%, de 423 para 441 –, mas a CET considera nesse dado apenas os feridos envolvidos em acidentes em que houve ao menos uma vítima fatal.
O número geral de acidentes com vítimas em 2013, independentemente da gravidade, foi de 25.560, queda de 5% sobre o ano anterior. O dado de 2014 não foi divulgado pela gestão Fernando Haddad (PT).

Medidas preventivas adotadas em Londres

- Zonas de 20 milhas por hora: Londres implementou redução de velocidade para diminuir acidentes graves.
32 km/h: É a velocidade máxima permitida equivalente à 20 milhas por hora.
- 40% do número de mortos e feridos graves: era a meta para 2020, que Londres atingiu em junho de 2014, com 2.100 registros.
- 3.600 ocorrências: foi a média de casos de mortes e de pessoas gravemente feridas por ano, de 2005 a 2009.
- 280 km de rua com novo limite: equivale a 25% das vias da cidade, sendo que em 14% delas foi implementada a medida, após criação da meta de 2020.
- 8 novos locais de redução anunciados em março: um deles liga o Big Ben à London Bridge.
- 100% das ruas de Tower Hamlets: é a quantidade de vias que 80% dos moradores do bairro querem que se enquadrem em "zonas de 20mph".
- 15% de casos de ferimentos leves: foi o aumento de 2014 em relação a 2013.
- 80% das vítimas de colisão: são os pedestres, motociclistas e ciclistas.
- 50% do índice atual: a nova meta para 2020 pretende reduzir pela metade a quantidade de casos.

Outras para reduzir acidentes graves:

  • Instalação de câmeras de vigilância.
  • Fiscalização de veículos.
  • Programas de educação no trânsito.

Fonte: Prefeitura de Londres com Leandro Colon daquela cidade para a Folha de S.Paulo.


Já chegou na mídia internacional o video do ciclista brasileiro que, irritado com o Fiat Uno estacionado na ciclovia, levantou o carro com as próprias mãos e tirou o veículo do caminho.

O site RT.com chama o ciclista de ‘Hulk’. O vídeo, que foi divulgado ontem no YouTube e já contabiliza quase 1 milhão de visualizações, não especifica em qual cidade brasileira isso aconteceu.

Assista: https://youtu.be/luNGjffDjCs

A reação deste homem diante da falta de educação de um motorista que estacionou o carro em cima de uma ciclovia chama a atenção de milhares de internautas, desde a última segunda-feira. A cena, registrada em vídeo, mostra que, apenas com a força dos braços, o rapaz, que teve o passeio interrompido por um Fiat Uno no meio do caminho, tira o carro da pista destinada a ciclistas e, como quem não fez nada de mais, volta a pedalar tranquilamente.

O vídeo, gravado em alguma cidade brasileira, tem feito tanto sucesso quanto o ciclista, que foi prontamente aplaudido por pedestres que passavam pelo local no momento da intervenção. Em menos de um dia, as imagens foram vistas por mais de 700 mil pessoas no YouTube - e o número está subindo rápido. 

A repercussão também invadiu a rede social Reddit, onde internautas - a maioria de americanos - comentam o feito do brasileiro fortão. Muitos pararam para descobrir o peso do carro, para saber se o feito havia sido tão grande assim.

OK, o Uno não é dos carros mais pesados que existem por aí no mercado. Mesmo assim, é um peso e tanto. Na média, um carro desses - dos modelos mais antigos da série da Fiat - pesa cerca de 800 kg. Não é qualquer um que levanta esse peso todo, não é? E não é qualquer um, mesmo, que levanta um carro desses como quem levanta uma caixa de madeira, e depois sai pedalando.

Entre aplausos e curtidas, por parte do ciclista ficou a lição ao motorista mal educado, que, quando voltou, provavelmente encontrou o carro dele de um jeito diferente do que havia deixado. Talvez tenha sido melhor que ele não estivesse no veículo na hora em que o ciclista fortão passou...

Ps: O detalhe - e a menção honrosa - do vídeo vai para o rapaz de branco que chega para ajudar o fortão. Ele teve a sensibilidade de perceber, depois de esboçar abaixar para pegar o carro, que o ciclista herói não precisava de mãozinha nenhuma pra cumprir aquela tarefa.

Fontes: Bluebus e EXTRA


 

Projetistas da Universidade de Cardiff, no País de Gales, Grã-Bretanha, afirmam ter construído uma casa cuja emissão de gases causadores do efeito estufa é zero.

Segundo os pesquisadores, a casa até exporta mais energia para a rede do que consome. Mais importante, o gasto para construir uma casa do tipo é semelhante ao da construção de casas convencionais de programas habitacionais do governo britânico.

Foram necessárias apenas 16 semanas para construir a casa a um custo de mil libras por metro quadrado (quase R$ 5 mil).

Os criadores da casa afirmam que, no futuro, os donos do imóvel poderão até ganhar dinheiro vendendo o excesso de energia.

No inverno britânico a casa terá que importar energia, mas este gasto será compensado pelas exportações do excesso de energia durante os meses de verão.

Luz natural

A construção tem painéis fotovoltaicos de vidro na face sul do telhado, o que permite que o espaço logo abaixo seja iluminado por luz natural. Isto reduziu o custo da instalação de painéis de energia solar em um teto comum.

A casa usa energia solar e armazenamento de energia em baterias para o aquecimento, ventilação, fornecimento de água quente, energia elétrica para os eletrodomésticos e luzes de LED.

"Usando as tecnologias mais recentes, inovação e design, é possível sim construir uma casa com emissão zero de carbono a um custo baixo, criando benefícios no longo prazo para a economia e também para o meio ambiente", afirmou Phil Jones, o professor que liderou o projeto.

Apesar das boas notícias, a casa criada pela Universidade de Cardiff ainda precisa ser testada por moradores, pois nem sempre as construções têm um desempenho tão bom quando são colocadas à prova em uma situação real, abrigando uma família real.

O projeto pode significar uma reviravolta na política de habitação britânica.

O ministro das Finanças inglês, George Osborne, chegou a dizer que uma casa com tanta eficiência energética era impossível e até acabou com uma exigência de que todas as novas casas construídas na Grã-Bretanha a partir 2016 teriam que ter emissão zero de carbono. Para Osborne, casas com este nível de eficiência sairiam caras demais.

Críticos afirmam que, a partir de projetos como este, grandes construtoras que trabalham no mercado britânico serão obrigadas a aprender novas técnicas e usar novos materiais.

"Precisamos acabar com a abordagem sem visão que se importa apenas com os custos de construção. Os proprietários das casas querem saber quando custa viver na casa, não construir", disse Jenny Holland, da Associação para Conservação de Energia.

"As pessoas pagam um pouco mais por uma geladeira ou freezer eficientes. Se gastar um pouco mais resulta em uma casa melhor que tem contas de energia perto de zero, os ocupantes ficarão satisfeitos e todos nós vamos colher as recompensas ambientais", acrescentou.

Fonte: BBC Brasil.

Ps: uma ótima ideia também para as construções em nosso país tão ensolarado.


Uma organização de jovens conhecida pela utilização de grafite como um meio de expressão fez uma parceria com o governo do México para reabilitar Palmitas, uma cidade no distrito de Pachuca.

Com o apelido de "Equipe Micróbio", o grupo pintou 209 casas, ou vinte mil metros quadrados de fachada que foi transformada em um grande mural de arco-íris.

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De acordo com Streetartnews, o impacto foi extremamente positivo: 452 famílias, ou 1.808 pessoas, foram envolvidas pelo projeto, o que resultou na erradicação da violência entre os jovens da região.

O grupo, cujo nome significa literalmente "tripulação micróbio", fez como prioridade, o envolvimento da comunidade, o que poderia explicar parcialmente os bons resultados.

Assista o video: https://youtu.be/AhyvMs4ZEuI

Fonte: Bored Panda.

 


Um ônibus desativado foi transformado em instalações móveis de banho para comunidade sem-abrigo de São Francisco em uma tentativa de “restaurar a dignidade, um banho de cada vez.”

Doniece Sandoval de 52 anos, uma ex-executiva de marketing que surgiu com o conceito, disse que ela ficou chocada com a sujeira do povo que ela testemunhava nas ruas e queria ajudar. Ela comenta que são mais de 3.500 desabrigados em São Francisco, no entanto, a cidade tem apenas oito chuveiros públicos para acomodá-los.

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Depois de ver a ascensão da comida gourmet sobre rodas, ela decidiu aplicar a mesma idéia para lavar. Sua organização sem fins lucrativos, 'Lava Mãe', foi lançada em 2013 e o primeiro ônibus está rodando como parte de um projeto-piloto.

Espera-se que um serviço completo seja lançado na primavera de 2015, com isso se espalhando através do país. Ela atende aos passageiros do sexo masculino, feminino e deficiente.

 “Lava Mãe, não é sobre acabar com os desabrigados. O que somos é sobre fornecer higiene, porque acreditamos que a higiene traz dignidade e dignidade abre oportunidades.”

Acesse o site, saiba mais e assista o video: http://www.lavamae.org/

A agência de transporte municipal de São Francisco doou um ônibus para a causa e está disposta a fornecer mais três, se o projeto Lava Mae for bem sucedido. Além disso a Comissão de Utilidades Públicas da cidade também concordou em deixar os casas de banho móveis conectadas em hidrantes se a água for paga.

 

Vicente Carvalho no Razões Para Acreditar.

 


Uma ex-fábrica de semicondutores da Sony Corporation no Japão foi ​transformada na  maior fazenda ​'indoor' do mundo. Shige Shimamura​, ​​fisiologista de plantas ​e CEO da Mirai Co., parceria da GE Japão, ​realizou seu sonho de água, espaço e energia ​para produzir um sistema ​eficiente de cultivo interior​,​ uma realidade.

Apesar de ter ​começado ​a produção há ​apenas ​um ano, a fazenda já ​produz 10.000 ​pés de alface por dia. Está localizada na província de Miyagi no leste do Japão, área duramente atingida pelo terremoto ​e ​pelo tsunami em 2011.

Em ​seus ​25.000 pés quadrados, quase metade do tamanho de um campo de futebol, a fazenda ​tem 17.500 luzes LED, distribuídos por 18 ​áreas de ​cultivo​,​15 prateleiras elevad​as ​que ​são a chave para o sucesso da iniciativa.

Os LEDs foram desenvolvidos para o projeto pela GE e emitem luz em comprimentos de onda ideais para o crescimento das plantas, ​permitindo​ que​ Shimamura control​e o​s​ ciclos ​da ​noite e dia e​ possa acelerar​ a produção da verdura​.

Ao controlar a temperatura, umidade e irrigação, a fazenda cortou o uso da água para apenas um por cento do necessário utilizado em agricultura convencional ao ar livre. 

"O que precisamos não é apenas a criação de mais dias e noites. Queremos alcançar a melhor combinação de fotossíntese durante o dia e de respiração durante a noite através do controle da iluminação e do meio ambiente", diz Shimamura. 

Os sistemas fazem com que o alface produzido cresça rico em nutrientes e duas vezes e meia mais rápido do que numa fazenda ao ar livre. 

A produção desperdiçada é reduzida em cerca de 50 por cento caindo para apenas 10 por cento da colheita. Isto significa um aumento de 100 vezes na produtividade dos pés por metro quadrado. Os LEDs também duram mais do que as luzes fluorescentes e consomem 40 por cento menos energia.

Sobre a parceria bem sucedida, Shimamura acrescenta: "Eu sabia como cultivar bons legumes biologicamente e queria integrar com o conhecimento de que tem tecnologia para fazer as coisas acontecerem." 

A equipe da GE do Japão foi convencida de que fazendas interiores como esta da província de Miyagi, poderiam ser a chave para resolver o problema de escassez de alimentos do mundo. 

Os parceiros do projeto estão já trabalham na implantação de fazendas interiores semelhantes em Hong Kong e no extremo oriente da Rússia.

Assista o video: https://goo.gl/BTNZ50

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Beverley Mitchell para o Inhabitat.