Para a OMS, Curitiba e Porto Alegre são exemplos de redução da poluição - São Paulo São


Em um documento divulgado recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a necessidade de reduzir as emissões de poluentes como o carbono negro, o ozônio, o metano e o dióxido de carbono, que não só contribuem para as mudanças climáticas, como também provocam mais de 7 milhões de mortes associadas à poluição do ar por ano.

No  relatório, publicado no último 22 de outubro, a agência da ONU citou as cidades brasileiras de Curitiba Porto Alegre como exemplos bem sucedidos de planejamento urbano orientado para a redução da poluição.

Entre as sugestões, quatro intervenções são consideradas fundamentais pela OMS:

1. a implementação de exigências mais rígidas para reduzir as emissões de veículos à base de combustíveis fósseis;
2. políticas que priorizam o trânsito rápido, através de investimentos em transporte público, e a construção de redes seguras para ciclistas e pedestres;
3. o fornecimento de fontes de energia mais limpas para o aquecimento e a preparação de alimentos, no lugar da madeira e dejetos;
4. e, por fim, o estímulo ao consumo de alimentos plantados entre as populações com salários mais altos, que podem evitar a comida de origem animal.

No relatório, a agência da ONU apresenta um estudo de caso sobre a história de Curitiba. Apesar de sua população ter crescido cinco vezes nos últimos 50 anos, o município conseguiu desenvolver um amplo sistema de transporte que é utilizado hoje por 72% dos moradores. Foram plantadas mais de 1,5 milhão de árvores e, atualmente, 50% do papel, metal, vidro e plástico descartados são reciclados.

Parte do sucesso é fruto de projetos voltados para as regiões mais pobres da cidade, como um programa que permite a moradores de favelas trocar lixo devidamente armazenado por passagens de ônibus ou legumes. O aumento das áreas verdes em áreas vulneráveis a enchentes também foi elogiado pela OMS.

Outra cidade brasileira citada foi Porto Alegre, cujos indicadores ambientais estão bem acima de muitos municípios no Brasil e próximos aos das áreas urbanas de países desenvolvidos.

Leia  o relatório na íntegra aqui (em inglês).

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Via ONUBr