Prefeitura de Los Angeles está testando 'asfalto plástico' para pavimentar as ruas da cidade - São Paulo São

Ao misturar garrafas de plástico recicladas com asfalto triturado, o novo processo pavimenta uma estrada sem adicionar nenhum novo asfalto. Foto: TechniSoil Industrial.Ao misturar garrafas de plástico recicladas com asfalto triturado, o novo processo pavimenta uma estrada sem adicionar nenhum novo asfalto. Foto: TechniSoil Industrial.

As ruas de Los Angeles servirão de teste para um novo composto asfáltico feito a partir de plástico reciclado. Desenvolvido pela empresa TechniSoil Industrial, o material emprega em sua composição resíduos plásticos que seriam normalmente descartados, misturados com o próprio asfalto reciclado das ruas.

O composto é resultado de sete anos de estudos e pesquisas. No novo asfalto, o plástico, convertido em óleo, assume o papel do betume e faz com que o material seja 100% reutilizável e tenha resistência entre oito e 13 vezes superior a do asfalto comum. 

Foto: TechniSoil IndustrialFoto: TechniSoil Industrial

A aplicação do novo tipo de asfalto é realizada por meio de uma máquina apelidada de "trem de reciclagem", que remove, tritura e mistura o pavimento antigo ao plástico, reaplicando-o em seguida em um processo contínuo e relativamente rápido. “É basicamente um processo contínuo, em que o trem percorre a estrada e [o pavimento] finalizado sai pela extremidade traseira [da máquina]”, aponta Sean Weaver, presidente da TechniSoil Industrial, em entrevista à Fast Company.

Além de mais resistente, o asfalto à base de plástico apresenta uma pegada de carbono até 90% menor que o asfalto regular. Isso se explica pelo fato de o novo composto dispensar o transporte de matéria-prima por meio de caminhões ao local das obras, já que ele é resultado da reciclagem e aplicação imediata do asfalto existente.

Foto: TechniSoil Industrial.Foto: TechniSoil Industrial.

Os primeiros testes serão realizados em dezembro deste ano quando o pavimento for aplicado. As ruas com o novo asfalto serão monitoradas por dois anos, visando averiguar a resistência a longo prazo do composto. 

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Fonte Haus e Fast Company (Inglês).



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