Em Roterdã na Holanda, praças com piscinões revitalizam espaços públicos e geram áreas de convivência - São Paulo São

São Paulo tem dia de caos com transbordamento de rios e trens parados. Foto: CPTM.São Paulo tem dia de caos com transbordamento de rios e trens parados. Foto: CPTM.

A chuva que atinge a capital paulista e a Região Metropolitana de São Paulo desde a madrugada desta segunda-feira (10) provoca caos no trânsito e no transporte público. As marginais do Tietê e do Pinheiros têm bloqueios devido a pontos de alagamento. A circulação de trens da CPTM chegou a ser interrompida em duas linhas. Órgãos públicos suspenderam atividades na capital.

Raul Juste Lores, Editor-chefe da Veja São Paulo escreveu em seu Twitter: "Publiquei há um ano, mas quase ninguém leu. A história dos piscinões inteligentes de Roterdã (cidade que alaga por razões diversas...)". Segue a matéria do dia 28 de dezembro de 2018, publicada por ele na Revista que serve como exemplo de iniciativa urbanística para enfrentar o crescimento desordenado das cidades e as consequências danosas que isso pode causar.

Desníveis da “praça das águas” para escoar as chuvas viram arquibancadas e assentos quando ela está seca, o que acontece na maior parte do ano. Foto: Ossip Van Duivenbode  /Divulgação.Desníveis da “praça das águas” para escoar as chuvas viram arquibancadas e assentos quando ela está seca, o que acontece na maior parte do ano. Foto: Ossip Van Duivenbode /Divulgação.

"Os estúdios de cinema e publicidade da Vila Leopoldina sabem bem o que é ser inundado durante as chuvas de verão. A infraestrutura da metrópole, de canos subdimensionados a bocas de lobo sufocadas pela sujeira paulistana, sempre é pega de surpresa pelas chuvas que têm época certa para desabar.

Verde, poços e muros foram criados para coletar a água, que não se mistura com o esgoto: Foto: Jurgen Bals /Divulgação)Verde, poços e muros foram criados para coletar a água, que não se mistura com o esgoto: Foto: Jurgen Bals /Divulgação)

Na Holanda, onde saber conviver com a água é fundamental, a prefeitura de Roterdã inovou ao criar, em 2013, a “praça aquática” Benthemplein, com três grandes tanques e uma rede de canais para coletar a água das chuvas. O que poderia ser um piscinão monótono, como os da periferia paulistana, virou uma praça vibrante de 9 000 metros quadrados — já que na maior parte do ano ela está seca. Além de ter função de reservatório, a praça abriga anfiteatro, quadras, assentos, e até árvores para garantir sombra.

O complexo ainda possui quadras esportivas e pista de skate. Foto: Jeroen Musch / Divulgação)O complexo ainda possui quadras esportivas e pista de skate. Foto: Jeroen Musch / Divulgação)

A Benthemplein conseguiu outro feito: dá destaque ao dinheiro investido em saneamento, normalmente invisível e subterrâneo (o que deixa os políticos pouco entusiasmados por priorizar o assunto). As sarjetas têm elementos de aço convidativos para os skatistas. Os arquitetos e paisagistas Florian Boer e Dirk van Peijpe, do escritório local De Urbanisten, fizeram oficinas com alunos de escolas próximas, fiéis de uma igreja e vizinhos para projetar o conjunto com as necessidades dos frequentadores. Desde então, já planejaram outras praças aquáticas nos Estados Unidos, em Singapura e na Bélgica."

A água captada não se mistura com o esgoto. Foto: Urbanisten / Divulgação.A água captada não se mistura com o esgoto. Foto: Urbanisten / Divulgação.

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Por Raul Juste Lores na Vejinha.

 

 


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