Feiras criativas de São Paulo discutem calendário único e a criação de uma rede de produtores

De olho nas contrapartidas para o espaço público e a comunidade, garantia de sossego e boa interação com os moradores do entorno e estímulo às feiras, o vereador Police e o Instituto de Design Público deram início a um processo comum de organização dessas feiras. A proposta é criar uma Rede de Produtores de Feiras Criativas. O primeiro encontro, realizado no início de novembro, reuniu representantes de 9 feiras, como a FIC – Feira de Intercâmbio e Criatividade, a Feira Ofício e a Old Roger.

Reunião entre produtores de feiras criativas, realizada no Eureka Coworking, região central de São Paulo; em destaque, Mari Pini do IDP (ao fundo, à direita). Foto: Mariana Caetano /Divulgação.

A maioria dos desafios são comuns aos produtores que atuam em São Paulo, como a burocracia para obter a autorização das feiras ou a coincidência de datas e locais desejados para os eventos, gerando uma disputa, em geral, negativa para todas as partes.

“O desemprego e as mudanças profundas no mundo do trabalho estão alimentando o empreendedorismo”, explica Police. “Cresce a economia criativa, colaborativa, autoral, sustentável e socialmente responsável. E a cidade precisa dar conta dessa transformação de maneira organizada, ou pode acabar sufocando atividades ótimas para as pessoas e também para a população e os espaços públicos como um todo. “

Barracas e frequentadores em edição da Feira Old Roger na praça de República, zona central de São Paulo. Foto: Divulgação.

Fundadora do Instituto de Design Público e da Feira de Intercâmbio e Criatividade (FIC), Mari Pini lembra que esse modelo de feiras remete ao sistema de trocas da Idade Média, que contribuiu decisivamente inclusive para a fundação das primeiras cidades. “Queremos criar uma rede que possa apoiar os produtores, facilitar a organização das feiras e demonstrar também nosso compromisso com a  cidade, com o uso responsável do espaço público.” A primeira troca de experiências foi muito bem recebida entre todos os participantes das feiras CriativaMente, Festival Pinheiros, Das Ideias, Ofício, Foca, FIC, Comida de Herança e Old Roger. “As feiras literárias em São Paulo, por exemplo, já seguem um calendário unificado”, diz Ana Paula Ribeiro, da Feira Ofício. Kauê Magalhães, da Old Roger, defende a construção de um projeto de lei para organizar as feiras e ao mesmo tempo dar segurança jurídica aos eventos.

A maioria dos desafios são comuns aos produtores que atuam em São Paulo. Foto: Divulgação.

“Primeiro precisamos entender as dificuldades de cada um para depois definir se a melhor solução é mesmo um projeto de lei”, afirma Police. O próximo encontro do grupo está marcado para o início da 2020. Até lá, a ideia é apresentar o resultado de um estudo com o maior número possível de produtores de feiras criativas em São Paulo.

Quer acompanhar e participar desse debate? Envie um email para policeneto@policeneto.com.br e/ou contato@feirafic.com 

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Com informações de Mariana Caetano da Assessoria do Vereador Police Neto. O São Paulo São esteve na reunião e é parceiro da iniciativa.

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