Jornada do Patrimônio 2019 – Memória Paulistana, celebra histórias, lugares e pessoas em cerca de 500 pontos da cidade

A maior edição do evento desde sua criação celebra histórias, memórias, pessoas e lugares que traduzem o nosso patrimônio histórico e cultural. A programação inova nas atividades e oferece mais de 400 roteiros históricos, 300 visitas a imóveis tombados, 210 oficinas e 50 sessões de cinema do Circuito Spcine, com documentários realizados com investimento da Secretaria da Cultuta para o programa “História dos Bairros de São Paulo”.

A Expedição abre a Jornada do Patrimôni com objetivo de estimular a população a reconhecer os patrimônios históricos e culturais paulistanos. Foto: Thais Antunes / O Globo.

A ação especial Expedição Fotográfica no Triângulo SP será lançada em 10 de agosto e desbrava o Centro antigo da cidade, convidando os participantes a lançar olhar sobre memórias, pessoas e lugares que traduzem o patrimônio histórico e cultural da cidade. O roteiro percorrido é formado pelo Largo São Bento, Largo São Francisco e Igreja Ordem Terceira do Carmo. Durante o passeio, historiadores narram curiosidades e histórias sobre cada local, enquanto os fotógrafos auxiliam nos registros.

A festa de lançamento desta edição do evento será realizada no Beco do Pinto, dia 16, a partir das 18h, com a Pratododia All Stars, que apresenta um repertório de reggae, ritmo registrado como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Entre os destaques da programação está o Grande Cortejo da Memória Paulistana, que no sábado (17) percorre o Triângulo SP, criando um roteiro de memória conduzido pelo ator Pascoal da Conceição que entra em cena como Mario de Andrade e apresenta personagens históricos, interpretados por grandes nomes da dramaturgia brasileira.

Com direção artística de Georgette Fadel e dramaturgia de Bernardo Galegale, o espetáculo traz Beth Araújo como Marquesa de Santos, Kelly Campelo como Anita Malfatti, Cassio Scapin como Adorinan Barbosa, Laila Garin como Elis Regina, Leopoldo Pacheco como Plinio Marcos e Fernando Sampaio como Piolin, Aílton Graça como Tebas, arquiteto negro e autor de alguns projetos como a torre da primeira catedral da Sé e elementos decorativos da fachada da Igreja da Ordem Terceira do Carmo.

O ator Pascoal da Conceição como Mário de Andrade que inspirou-se nas ruas e caminhos de São Paulo para compor a sua poesia e prosa.  Foto: Divulgação.

Os teatros independentes registrados pelo Conpresp como patrimônio imaterial da cidade oferecem 30 atividades entre oficinas e bilheteria, além de intervenções artísticas gratuitas.

Parceria com o Sesc SP

O Sesc SP é parceiro da Prefeitura de São Paulo na Jornada do Patrimônio desde a primeira edição, em 2015, contribuindo com roteiros de memória, palestras, oficinas, materiais educativos e intervenções artísticas. Para este ano foram programadas 28 atividades realizadas por 13 unidades na capital e região metropolitana. Os roteiros buscam levar os participantes a encontrar pontos de identificação direta ou indireta com as muitas referências culturais simbólicas presentes na cidade. 

Margem direita do rio Tamanduateí no fim do século XIX. Foto: Acervo SMC. Os temas dos roteiros apresentam abordagens diversas quanto às memórias paulistanas. O evento é um momento importante de ampliação e intensificação do sentido de pertencimento, da vinculação afetiva à cidade e do respeito e valorização da diversidade cultural.

O diálogo entre os conceitos de memória e esquecimento é uma temática muito presente nas atividades oferecidas pelo Sesc. A reflexão e crítica aos processos que culminaram no cenário urbano também são motivadores de roteiros, como o “Tamanduateí encontra São Caetano” que discutirá a expansão do núcleo histórico da cidade e o escoamento da produção do ABC Paulista. 

Quilombaque: refúgio e resistência em Perus. Foto: Divulgação.Ainda na leitura de camadas menos visíveis apresentam-se os roteiros que tratam da resistência, como a história do “Quilombaque”, uma organização criada em 2005 por iniciativa de um grupo de jovens do noroeste da cidade, cujo envolvimento com a arte revelou uma alternativa de enfrentamento à violência e gentrificação vivenciada na região. Outra memória de resistência por meio da arte e cultura é contada no passeio ao Centro Cultural e Quilombo Urbano Aparelha Luzia, fundado em abril de 2016, criada pela ativista, artista, educadora e deputada estadual por São Paulo Erica Malunguinho. Estes e outros roteiros e programações podem ser acessados em sescsp.org.br/jornadadopatrimonio.

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Com informações da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.
O site da Jornada: http://jornadadopatrimonio.prefeitura.sp.gov.br/abertura_2019/

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