Lixo: Com catadores remunerados, SP quer universalizar a seletiva neste semestre

Os catadores de material reciclável vãoparticipar formalmente, com remuneração e de maneira mais intensa nos serviços de limpeza pública em São Paulo. 
 
Através de novos acordos firmados com a Prefeitura, eles serão responsáveis por parte da coleta seletiva de porta a porta, num processo em três etapas, que terá início em 22 de fevereiro e deve estar concluído até 18 de abril. 
 
A partir desta data, segundo o cronograma divulgado pela Prefeitura, a seletiva de recicláveisestaráiniciada em todos os bairros. Estão previstos períodos de divulgação de cinco dias para cada grupo de bairros incluídos, na semana que antecede o começo da operação. 
 
Atualmente há cerca de mil catadores cooperados em convênios com a Prefeitura e São Paulo recicla cerca de 2,5% do que é recolhido na coleta domicilar. Esses materiais são processados por duas centrais mecanizadas e por 21 cooperativas. A coleta seletiva chega a 85 dos 96 distritos da cidade, sendo que em 46 deles todas as ruas são atingidas, em 39 deles o serviço não é extensivo a todas as ruas e em 11 distritos não há seletiva.
 
Segundo dados da administração municipal,  esses novos acordos, assinados no último dia 20 de janeiro, garantem a inclusão de mais de 1,5 milhões de domicílios, onde vivem cerca de 5 milhões de paulistanos,nas rotas de coleta de recicláveis. 
 
Na primeira fase do projeto, a partir de fevereiro , serão atingidos 16 distritos, entre eles Pirituba, São Mateus e Vila Sônia. De 15 a 19 de fevereiro, deverão ser divulgados horários e dias da semana da coleta para os moradores dessas áreas.  
 
Na segunda etapa, que começa em 14 de março, serão 14 distritos, entre eles Vila Guilherme, Cidade Dutra, Vila Maria, Grajaú, Socorro. Na última etapa, a partir de 18 de abril, serão os últimos dez distritos, entre eles Butantã, Jaraguá, Casa Verde, Itaquera e Morumbi.
 
Ao fim do processo, as concessionárias do serviço de coleta continuarão responsáveis por 56 distritos e as cooperativas de catadores cuidarão de 40 distritos. A estimativa da administração municipal é que cerca de 1.500 catadores tenham seu trabalho formalizado, o que garante condições de trabalho regulares. 
 
Com recursos do BNDES, R$ 41 milhões serão investidos na reforma de dez galpões, construção de mais três, compra de equipamentos e capacitação profissional técnica dos catadores. 
 
A cidade de São Paulo produz, diariamente, cerca de 20 mil toneladas de resíduos, sendo que cerca de 12,5 mil toneladas vêm da coleta domiciliar. Da coleta domiciliar, 35% em média são os chamados resíduos secos passíveis de reciclagem – papéis, vidros, latas de plásticos. A meta da prefeitura é pular dos atuais 2,5% e chegar a 10% de reciclagem desse material. 
 
Como o modelo de reciclagem em São Paulo mistura todos os recicláveis secos numa única porção para a saída das casas, um cuidado deve ser redobrado: os moradores devem enxaguar os recipientes que tenham restos de comida para que não estes restos contaminem os demais materiais. 
 
Sim, você pode ter lido algumas vezes que não é necessário lavar os recipientes que vão para a reciclagem ou que é errado fazer essa higienização, por causa do gasto de água. Mas essa orientação não se aplica ao fluxo dos recicláveis em São Paulo. Use pouquíssima água, mas não deixe sujos os recipientes.
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Mara Gama em sua coluna na Folha de S.Paulo.

 

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