Municípios de São Paulo lideram ranking nacional de saneamento básico

Entraram na análise as cidades que informaram no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) dados de 2016 a respeito de cinco indicadores: abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e destinação adequada de resíduos sólidos.

Para o presidente da Abes, Roberval Tavares de Souza, um dos principais alertas do ranking é a falta de informações. “Muitas vezes, os próprios municípios não têm capacitação técnica para informar.”

Responsáveis pelo saneamento básico, os municípios costumam conceder para órgãos estaduais o tratamento de água e esgoto, que por sua vez se valem de recursos federais. Em 2013, o governo elaborou o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), cujo objetivo é garantir que 100% do território nacional seja abastecido por água potável até 2023 e 92% dos esgotos estejam tratados até 2033. Na sua segunda edição, o ranking da Abes analisou municípios de pequeno, médio e grande porte. Pesou no resultado a relação entre internações por saúde e saneamento.

Os municípios foram classificados em quatro categorias de acordo com a pontuação total (de até 500 pontos) obtida pela soma do desempenho de cada indicador: rumo à universalização (acima de 489), compromisso com a universalização (de 450 a 489), empenho para a universalização (de 200 a 449) e primeiros passos para a universalização (abaixo de 200).A maior parte das capitais está na categoria empenho para a universalização (70,4%). Santa Fé do Sul e Uchoa atingiram a pontuação máxima e são dois dos 80 municípios classificados na categoria rumo à universalização.

Entre os de grande porte são apenas 29 municípios, todos no Sudeste e Sul. As regiões Norte e Nordeste mantiveram-se estagnadas. “A população cresce, mas não aumenta o nível de infra estrutura para as pessoas. Isso é fruto da política do governo de não priorizar saneamento básico no País”, afirma Souza. Em relação ao abastecimento de água, apenas 59 municípios atingiram a pontuação máxima. Na coleta de esgoto, foram somente 30 com a nota mais alta, dos quais 25 estão no Sudeste – 23 no Estado de São Paulo. 

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Fonte: Estadão Conteúdo.

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