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Ao decidir comprar um imóvel no bairro de Campos Elísios, no centro de São Paulo, saltaram aos olhos da curadora, empresária e pesquisadora de cultura urbana Caru Albuquerque o baixo valor e o espaço dos apartamentos, além dos detalhes históricos esculpidos nos edifícios. Ela comprou e reformou um apartamento no Edifício Cícero Prado, na Avenida Rio Branco, ícone da arquitetura modernista.

A empresária e pesquisadora de cultura urbana Caru Albuquerque. Foto: Helvio Romero/ EstadãoA empresária e pesquisadora de cultura urbana Caru Albuquerque. Foto: Helvio Romero/ EstadãoQuando olhou com atenção ao redor, porém, Caru começou a sentir falta de serviços básicos: bares, restaurantes e farmácias. Para acessá-los, precisava recorrer a estabelecimentos de bairros vizinhos, como Santa Cecília. Também começou a perceber que amigos e parentes tinham medo de visitá-la, pela proximidade com a região da Cracolândia. Conversando com moradores do bairro, concluiu que as demandas dela eram as mesmas da vizinhança.

Caru aproveitou, então, sua experiência na área da cultura e da pesquisa urbana e criou no início deste ano um projeto para tentar incluir o bairro no roteiro histórico e cultural da cidade, com economia criativa e promoção de eventos culturais. Nasceu o ‘Subcentro‘, um projeto cultural que busca chamar atenção de moradores, turistas e empresários da cultura para o Campos Elísios.

O projeto está mapeando ateliês, galerias, centros culturais, bares e restaurantes para articular a realização de eventos coletivos que estimulem a movimentação de pessoas no bairro. O evento de lançamento do projeto aconteceu neste domingo (22) na Praça Olavo Bilac, perto do Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão.

Além da feira, roteiros históricos por casarões e equipamentos culturais do bairro estão sendo preparados. “O Campos Elísios é o subúrbio do centro, por isso o nome Subcentro. O nosso bairro tem mesmo características de interior. A verticalização em massa não atingiu o bairro, que tem muitos imóveis tombados”, explica Caru. “Queremos fazer um site com toda a programação dos eventos do bairro”.

Estigma

Projeto, criado no início do ano por curadora, tenta incluir novamente o tradicional bairro de Campos Elísios no roteiro histórico e cultural. Foto: Folhapress.Projeto, criado no início do ano por curadora, tenta incluir novamente o tradicional bairro de Campos Elísios no roteiro histórico e cultural. Foto: Folhapress.Octavio Pontedura, sócio-proprietário da Refúgios Urbanos – imobiliária com foco na história e na arquitetura – diz ter observado, de alguns meses para cá, um movimento, “ainda tímido”, de gente mais jovem passando a procurar apartamentos no bairro.

Segundo ele, são pessoas com idade entre 35 e 40 anos, solteiras ou casadas, e sem filhos. “Apartamentos nessa região são amplos e confortáveis. Quem escolhe um apartamento desses quer morar bem dentro da sua casa.”

Mas, de acordo com o empresário, imóveis no bairro ainda carregam um estigma de insegurança. “A primeira coisa que a pessoa pensa é na Cracolândia”.

Experiência internacional 

Na opinião do arquiteto e urbanista Valter Caldana, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é comum o movimento de jovens adultos de morar e desenvolver a economia criativa em áreas degradadas. Bairros de Nova York, Paris, Londres e Amsterdã já passaram por processo semelhante décadas atrás.

“Isso aconteceu em grandes cidades do mundo nas décadas de 1980 e 1990, que é esse retorno ao centro, a um modo de vida que não dependa tanto de deslocamentos, onde você muda o padrão de consumo”, explica o professor.

Ele diz ainda que iniciativas da comunidade, como o projeto Subcentro, são importantes para jogar luz a “uma São Paulo belíssima que não vemos mais, pois está encoberta pela poeira da metrópole”.

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Por Juliana Diógenes em O Estado de S.Paulo. 

Empreendedores que usam as redes sociais para alavancar seus negócios devem ficar atentos a esta iniciativa do Instagram no Brasil. Nos dias 25 e 26 de outubro a plataforma realiza a segunda edição do #InstaMarket, no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo  (SP).

Nos dois dias, o Instagram abre espaço para que empreendedores discutam o futuro dos negócios e de quebra, aprendam a usar a plataforma como estratégia de alavancagem operacional. No local, os participantes vão encontrar cerca de 40 negócios independentes dos seguintes setores: arte, acessórios, moda, decoração, beleza e gastronomia.

Em nota, a plataforma informou que o intuito do evento é a troca de experiências entre empreendedores e apresentar exemplos de economia criativa. Além dos negócios, o #InstaMarket promoverá workshops gratuitos com o tema “Insta para Empresas”. As vagas são limitadas, logo os interessados devem fazer a inscrição por meio deste  link.

“Serão conteúdos voltados para quem quiser aprender mais sobre como utilizar as ferramentas criativas da plataforma e aprimorar a maneira como faz negócios, já que apenas no último mês, mais de 180 milhões de pessoas visitaram um website, ligaram, enviaram um e-mail ou mensagem pelo Direct , procurando mais informações sobre um negócio na plataforma”.

Mercado promissor

Dados da plataforma indicam que atualmente o cala tem mais de 15 milhões de contas comerciais, ou seja, de empresas de qualquer porte e ramo de atividade. “O evento reunirá parte dessas micro, pequenas e médias empresas brasileiras que têm no Insta a sua vitrine de negócios e que, agora, se encontrarão no mundo off-line”.

As vendas online têm grande potencial de crescimento no País e podem ser alavancadas com o uso das redes sociais. Grandes empresas como o Magazine Luiza, por exemplo, já usaram plataformas sociais para a venda de produtos e para os pequenos negócios, ter uma loja no Instagram ou no Facebook ,  pode ser a forma de empreender com custo mais baixo e bom resultado. 

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Fonte: Brasil Econômico.

Quando falamos saudável, queremos dizer: aquelas culinárias naturais alternativas, que têm um olhar diferente para o alimento, seja por utilizar somente orgânicos, trabalhar de uma forma nova com alimentos para os quais muita gente não dá muito valor, defender o conceito de comida viva, praticar o vegetarianismo ou veganismo, enfim, usar a criatividade para criar pratos que são alimentos verdadeiros, e não somente comida com baixo valor nutricional. 

Há muitos deles pela cidade mas aqui, temos uma pequena lista de alguns que merecem atenção. 

1. Goa

O Goa prioriza o uso de vegetais sem agrotóxicos nas preparações e não utiliza quase nenhum elemento de origem animal. Foto: Restorando.O Goa prioriza o uso de vegetais sem agrotóxicos nas preparações e não utiliza quase nenhum elemento de origem animal. Foto: Restorando.Goa é aquele lugar pra se levar uma pessoa que diz que não gosta de comida saudável e vegetariana – eles não são do tipo que acham que comida saudável é só salada, e nem forçam a barra com pratos do tipo: purê de chuchu. Lá tudo brilha aos olhos, enche a boca de água e – o mais importante – é bom pra caramba. O cliente pode escolher entre 2 entradas, 3 pratos principais (com direito a uma repetição) e duas sobremesas. Os sucos mais deliciosos e nutritivos que você poderia imaginar podem ser repetidos quantas vezes você quiser. O preço de tudo isso? Justíssimo.
 
2. Zona Cerealista

Ao lado do Mercado Municipal de SP, no quadrilátero das ruas Santa Rosa, Mendes Caldeira, da Alfândega e Álvares de Azevedo. Foto: Divulgação.Ao lado do Mercado Municipal de SP, no quadrilátero das ruas Santa Rosa, Mendes Caldeira, da Alfândega e Álvares de Azevedo. Foto: Divulgação.
Atrás do Mercadão, alguns quarteirões formam o paraíso dos apaixonados por grãos, queijos, azeites, frutas secas, e especiarias em geral. E, o melhor – com qualidade lá em cima, e com o preço justíssimo. Apesar de ser muitas vezes esquecida pela mídia, a Zona Cerealista é a melhor opção em SP para quem quer encontrar produtos bons e baratos. Depois de conhecer lá, você nunca mais vai achar normal pagar R$ 10 por um saquinho de granola chinfrim nos mercados comuns.

3. Cachoeira Natural


O Cachoeira não serve carne vermelha e não utiliza banha de porco, gordura hidrogenada, caldos industrializados ou amaciantes em seus pratos. Foto Divulgação.O Cachoeira não serve carne vermelha e não utiliza banha de porco, gordura hidrogenada, caldos industrializados ou amaciantes em seus pratos. Foto Divulgação.

Mostramos acima um restaurante gourmet vegetariano, e agora é a vez do Cachoeira Natural, restaurante no estilo self-service. O cardápio oferece mais de 70 opções de pratos naturais, entre saladas, sushis, pratos quentes, sobremesas light, sucos naturais entre outros. Entre os destaques do menu, fica a lasanha de shimeji com molho branco, um suflê verde, à base de shinguensai, cebolinha, salsinha e espinafre e o omelete de nirá, uma mistura de ovos e condimentos. De noite, de terça a domingo, o espaço se transforma no Bar do Camarão, onde diversas opções do crustáceo são servidas além do buffet de saladas e sucos naturais com frutas da época.

 

4. Gulabi Hari (ex Gopala Hari)

 

O Gulab Hari é um restaurante Vegetariano e Vegano com uma forte inspiração indiana, facilmente percebida em seus aromas e temperos marcantes. Foto: Divulgação.O Gulab Hari é um restaurante Vegetariano e Vegano com uma forte inspiração indiana, facilmente percebida em seus aromas e temperos marcantes. Foto: Divulgação.

Há 22 anos em um dos pontos mais concorridos de São Paulo, próximo à Av. Paulista, tornou-se referência não só entre os vegetarianos. Os “não vegetarianos” são, hoje, 80% do seu público, provando que cozinha sem carne não significa cozinha sem sabor. Ao contrário, o cardápio assinado pela Chef Nrihari Devi, diariamente no comando do Gulab Hari, se destaca por sabores notáveis.
 
5. Prime Dog Lanchonete

Prime Dog é uma das primeira lanchonetes fast food da cidade com opções vegetarianas e veganas. Foto: Divulgação.Prime Dog é uma das primeira lanchonetes fast food da cidade com opções vegetarianas e veganas. Foto: Divulgação.

Quem disse que vegano não tem direito a um fast food de vem em quando? Nessas horas, vale lembrar do Prime Dog Lanchonete. Ele não é totalmente vegetariano, mas merece espaço aqui por ser uma lanchonete inovadora ao oferecer um cardápio bacana para os veganos/vegetarianos. Lá é possível encontrar hamburguer e lanches veganos, com direito a “vegarella” e “tofupiry”, além de Beirutes, hotdogs e sobremesas sem nenhum ingrediente de origem animal. Destaque para os cupcakes e o alfajor.

6. Frutaria Paulista 

 

Semelhante a uma barraca de feira, a Frutaria Paulista reúne sucos, cremes de frutas e lanches naturais. Foto: Reprodução.Semelhante a uma barraca de feira, a Frutaria Paulista reúne sucos, cremes de frutas e lanches naturais. Foto: Reprodução.

Deu vontade de tomar um suco excêntrico, tipo cupuaçu ou graviola, no meio da madrugada de domingo? Corre pra Frutaria Paulista. Ela fica bem no finzinho da Av. Paulista, e serve sucos e uma variedade de frutas frescas, 24h por dia, 7 dias da semana. O preço não é super acessível mas vale a pena por causa da qualidade das frutas servidas. Ah, eles fazem delivery nas proximidades.

7. Sorveteria Soroko

O ambiente é realmente simples, parecido com sorveteria de bairro do interior: mesas chumbadas no chão, bancos fixos, lixeira em formato de palhaço e freezers sem glamour.  Foto: Divulgação.O ambiente é realmente simples, parecido com sorveteria de bairro do interior: mesas chumbadas no chão, bancos fixos, lixeira em formato de palhaço e freezers sem glamour. Foto: Divulgação.

Veganos e pessoas com restrição ao leite batem cartão nesta sorveteria simples, de jeitão interiorano. Eles tem sorvetes normais, mas atraíram o público vegano porque têm várias opções de sorvetes sem leite e outros derivados de animais. Entre as sugestões à base de soja, estão flocos, chocolate e banana. Há outros sabores, também produzidos lá mesmo, como quindim e pétalas de rosa, que se revezam na bancada. A Sorveteria é famosa também pelo seu açaí na tigela.

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Da Redação com informações Hypness.

 

Sem editora e feito coletivamente por jovens de periferias de São Paulo, Prato Firmeza, o guia gastronômico das quebradas paulistas é finalista do maior prêmio literário do Brasil, o Prêmio Jabuti. O livro concorre com grandes nomes como Paola Carosella, Bela Gil e Rita Lobo na categoria Gastronomia. Clique aqui e confira os selecionados.

Segundo a São Paulo Turismo, a cidade tem mais de 12 mil restaurantes. Bares? Mais de 15 mil. Padarias? Três mil. “Prato Firmeza” nasceu como um serviço para quem come e empreende na periferia. Mas também com um papel político importante: mostrar que a cidade é maior do que o que se passa entre as marginais. E que a “meca gastronômica” estava sendo subestimada. São Paulo tem um cardápio farto pra oferecer – custando bem menos, segundo eles.

A pizza com um pouco de tudo da Pizzaria SP, no Capão Redondo. Foto: Guilherme de Sousa.A pizza com um pouco de tudo da Pizzaria SP, no Capão Redondo. Foto: Guilherme de Sousa.

Burguer bem generoso da Casa da Árvore, em Pirituba. Foto: Guilherme de Sousa.Burguer bem generoso da Casa da Árvore, em Pirituba. Foto: Guilherme de Sousa.

Um temake gigante da Ville Japan, no extremo sul da capital. Foto: Guilherme de Sousa.Um temake gigante da Ville Japan, no extremo sul da capital. Foto: Guilherme de Sousa.

Os jovens da Escola de Jornalismo da Énois, gastaram a sola do sapato e foram para os quatro cantos de São Paulo desbravar o que se come nos lugares pouco conhecidos. O resultado, mais do que uma curadoria de onde se comer bem e barato, foi uma descoberta da própria cidade e muitas vezes do próprio bairro, que ganhou um novo olhar e uma nova topografia de significados. A comida também ganha novos sentidos nessa pesquisa, e a certeza de que as dimensões sociais e afetivas que temos com o alimento são inerentes ao bem viver, e dependem muito pouco de um cenário glamuroso, e sim da criação de laços de significado.

O início

Turma de 2016 da Escola de Jornalismo, autores do Prato Firmeza. Foto: DivulgaçãoTurma de 2016 da Escola de Jornalismo, autores do Prato Firmeza. Foto: Divulgação

Em meados de 2012, quando um aluno interessado por gastronomia foi provocado por seus professores a enxergar como a gastronomia pode ser acessível e não só coisa de granfino, Matheus Oliveira deu vida à versão online do Prato Firmeza, elegendo os espaços que servem boas comida a preços módicos, sem que, pra isso, fosse necessário ir muito longe de casa. O projeto que teve sua estreia na internet foi retomado em 2016,  numa versão impressa, contando com a ajuda de toda a turma do Énois.

Prato Firmeza, o guia gastronômico das quebradas paulistas é finalista do maior prêmio literário do Brasil, o Prêmio Jabuti. Foto Divulgação.Prato Firmeza, o guia gastronômico das quebradas paulistas é finalista do maior prêmio literário do Brasil, o Prêmio Jabuti. Foto Divulgação.Eles investigaram suas quebradas e descobriram 40 estabelecimentos dignos de foto no Instagram – de veganos anárquicos e saborosos, como a Casa da Lagartixa Preta, em Santo André, a japoneses com cara de Liberdade, como o Ville Japan, no Jardim Marcelo, extremo sul de São Paulo.

O segundo número do guia está sendo desenvolvido em 2017, por uma nova turma, e chegará à marca dos 200 estabelecimentos. O lançamento será acompanhado de um aplicativo em que todos os restaurantes, bares e lanchonetes aparecerão geolocalizados.

Assista o vídeo “Prato Firmeza“ e saiba mais.
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Petter e Christiane formam uma dupla dinâmica imbatível na região da Baixada fluminense, no Rio de Janeiro, mais especificamente em Nova Iguaçu. Lá, eles montaram uma agência digital, a #TudoNosso, que atende pequenos e micro-negócios populares, levando a eles o acesso a tecnologias digitais e eficácia produtiva, que por sua vez transformam essas operações em atividades de sucesso para seus empreendedores.