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Como serão as cidades do futuro? Há várias tecnologias disponíveis que já estão moldando as cidades do amanhã, ajudando a aumentar o compartilhamento de recursos, reduzir custos e estabelecer novas formas de comunicação. E a BMW, ao que tudo indica, quer estar na vanguarda desse movimento.

É por isso que a MINI, do grupo BMW, se uniu à HAX, empresa de hardware que faz parte da SOSV (antiga SOS Ventures), para construir uma nova aceleradora, chamada Urban-X, dedicada a startups que trabalham na cidade do futuro.

Cyril Ebersweiler, líder da HAX, disse ao portal TechCrunch que o experimento acontece em Shenzen, na China, e em São Francisco, nos Estados Unidos, com foco em startups de hardware. O novo Urban-X será conduzido a partir de agora em Nova York e a ideia é construir uma ponte entre hardware e software com foco em soluções para o ambiente urbano.

Pode parecer um pouco confuso ter uma empresa sem um acelerador ou uma empresa de capital de risco por trás, mas Ebersweiler acredita que isso vai conseguir levar mais foco para a cidade do futuro.

A entrada da MINI faz sentido em um mundo em transição. Esther Bahne, líder de empreendimentos de impacto da MINI, lembrou ao TechCrunch que nos anos 50, as cidades foram construídas em torno dos carros e que as metrópoles emergentes exigem produtos e serviços em torno do conceito do futuro. 

Segundo ela, a condução autônoma é apenas uma das revoluções que estão por vir e que vão mudar a interação das cidades com as pessoas. “A MINI quer ter um papel ativo nesse contexto, ajudando a construir uma cidade cada vez mais habitável e agradável”, assinalou.

Não só a MINI, mas outras montadoras estão se adaptando para encarar a nova realidade do mercado. Além disso, diversas cidades em todo o mundo estão se adaptando para serem inteligentes, como é o caso de Águas de São Pedro, no Brasil. 

Em princípio, a MINI e a HAX afirmaram que vão investir US$ 60 mil em capital próprio para cada startup do programa, que terá duração e três meses. Mas a ideia é ampliar o projeto e apostar em outras empresas. As candidaturas estão abertas para o programa, que começa em março deste ano. Os interessados podem se inscrever em urban-x.com.

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 Redação IT Forum 365

 


Clayton Melo, da Revista Move analisa importante relatório da Unesco e dá as dicas. "As primeiras décadas do XXI são marcadas por questionamentos radicais a respeito de uma série de assuntos. O mercado de trabalho é um belo exemplo. As relações profissionais têm se transformado profundamente. Enquanto algumas profissões perdem espaço ou são extintas, outras tantas são criadas num piscar de olhos. E não é só isso. O perfil do profissional desejado pelas empresas tem mudado bastante, e isso aumenta o fosso entre o que as escolas e universidades ensinam e o que o mundo corporativo procura.

Uma das raízes do descompasso, segundo pesquisadores de educação de diferentes países, é que o sistema educacional continua ancorado no modelo de transmissão de conteúdo, e não no desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para a vida em sociedade.

Caráter

Apoiada em um sistema pedagógico linear, a escola ainda prioriza o ensino de disciplinas, como matemática, língua portuguesa, geografia e biologia. Isso é necessário, claro, mas é apenas parte da história. As empresas – e a sociedade em geral – sentem falta de talentos que tenham aprimorado atributos de caráter que não estão nos currículos escolares, como criatividade, espírito empreendedor, colaboração e proatividade.

A questão já foi analisada pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco). No relatório “Educação, um tesouro a descobrir”, preparado pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, o economista Jean Delors, presidente da comissão, apresenta o que o grupo de especialistas liderado por ele definiu como os “Quatro pilares da educação”.  São eles: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver.

A Unesco avalia que este é o alicerce do ensino para alunos e futuros profissionais impulsionarem competências que podem ser aprendidas não em livros didáticos, mas por meio do envolvimento com projetos multidisciplinares relacionados a questões sociais, comunitárias, históricas ou outros temas de interesse que estão além dos muros escolares e são parte da vida.

Para ficar mais claro, vejam o detalhamento dos “Quatro pilares da educação”, segundo o relatório da Unesco.

- Aprender a conhecer combinando uma cultura geral, suficientemente ampla, com a possibilidade de estudar em profundidade um número reduzido de assuntos, ou seja: aprender a aprender, para se beneficiar­ das oportunidades oferecidas pela educação ao longo da vida

- Aprender a fazer a fim de adquirir não só uma qualificação profissional, mas, de uma maneira mais abrangente, a competência que torna a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Além disso, aprender a fazer no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho oferecidas aos jovens e adolescentes, seja espontaneamente na sequência do contexto local ou nacional, seja formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho.

- Aprender a conviver desenvolvendo a compreensão do outro e a percep­ção das interdependências – realizar projetos comuns e se preparar­ para gerenciar conflitos – no respeito aos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.

- Aprender a ser para desenvolver, o melhor possível, a personalidade e estar em condições de agir com uma capacidade cada vez maior de autonomia, discernimento e responsabilidade pessoal. Com essa finalidade, a educação deve levar em consideração todas as potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para se comunicar­.

Mercado atual

Trazendo a questão para mais perto do dia a dia das empresas, a Catho desenvolveu um modelo de habilidades e competências para o mercado atual, conforme lembrado no livro “Escola.com” (Editora Novo Século), da Dra em Educação pela USP Luciana Allan.

A agência de recolocação explica o conceito adotado para definir competência: “Conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e aptidões que possibilitam maior probabilidade de obtenção de sucesso na execução de determinadas atividades.”

O documento separa as competências técnicas e as comportamentais. As de cunho técnico são todas aquelas obtidas por meio da educação formal, treinamentos e experiência profissional.

As de ordem comportamental são as que representam maiores chances de sucesso na realização das tarefas. Podem ser próprias à personalidade, obtidas no convívio social ou aperfeiçoadas por meio de treinamentos. As competências foram subdivididas em cinco grupos: Intelectuais, Comunicativas, Sociais, Comportamentais e Organizacionais. Abaixo, os detalhes sobre as de ordem intelectual, social e comportamental.

1. Intelectuais
São as competências necessárias para reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo de trabalho, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos.

- Transferir conhecimento: saber multiplicar o saber técnico para um superior, pares, subordinados, clientes e fornecedores. E também estar apto a conhecer coisas novas.

- Generalizar o conhecimento: é traduzir as informações do nível institucional para a realidade da organização, transferindo para as equipes operacionais a responsabilidade de colocar as ideias em prática.

- Reconhecer problemas e propor soluções: visualizar, analisar e situar os negócios da empresa diante dos contextos nacional e mundial. E propor ações para superar obstáculos.

2. Competências sociais
É a sabedoria para transpor conhecimentos da vida cotidiana para o ambiente de trabalho e vice-versa. Isso envolve:

- Relacionamento interpessoal: cultivar uma boa relação com os colegas, tanto nas questões voltadas ao dia-a-dia profissional como nos momentos em que o lado afetivo se faz presente.

- Trabalho em equipe: capacidade e discernimento para trabalhar com e para pessoas, influenciando positivamente o comportamento do grupo.

- Consciência ambiental: reconhecer a importância do meio-ambiente e entender o papel das organizações na preservação do planeta.

3. Competências comportamentais
São as que demonstram espírito empreendedor e capacidade para a inovação, iniciativa, criatividade, vontade de aprender, abertura a mudanças e implicações éticas do trabalho. Exemplos:

- Iniciativa: identificar e atuar proativamente na solução de problemas e na busca de oportunidades. É se oferecer para tarefas e identificar o que precisa ser feito. É agir sem que lhe peçam ou exijam e assumir responsabilidade de criar as condições para que um projeto aconteça e dê resultados.

- Criatividade: produzir mais e melhores ideias para o desenvolvimento de produtos, serviços e projetos.

- Adaptabilidade: adaptar-se às condições favoráveis e desfavoráveis, independentemente de quais forem (ambientais, econômicas, tecnológicas, culturais).

- Consciência da qualidade: buscar a excelência de produtos e serviços e ter uma preocupação maior com as crescentes exigências dos clientes internos e externos.

- Ética: sustentar-se em valores éticos e morais, transmitindo credibilidade e confiança aos colegas, clientes internos e externos, parceiros e fornecedores.

- Coerência: o discurso não deve ser diferente da prática. É preciso que o profissional seja coerente em suas atitudes.

O que a visão da Unesco sobre educação e o estudo da Catho nos indicam é que, no mercado de trabalho da sociedade conectada, o que faz a diferença na carreira não é o conhecimento acadêmico espetacular, mas sim as competências socioemocionais, aquelas relacionadas aos traços de personalidade.

É isso o que as empresas mais valorizam atualmente. E as escolas têm o desafio de desenvolver essas competências nos alunos. Para quem já está no mercado, nunca é tarde: aprenda a aprender. Você só tem a ganhar com isso."

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Um dos fundadores da Revista Move, Clayton Melo foi editor de publicações como Istoé Dinheiro, Gazeta Mercantil e IDG e repórter do Meio & Mensagem, além de ter colaborado com diferentes revistas. 

 


Diversidade cultural? Só São Paulo tem. Serviços a qualquer hora? Só São Paulo tem. Comidas de todos os tipos? Só São Paulo tem. Essas e muitas outras ofertas da capital paulista fazem com que o Brasil a considere referência de modernidade e qualidade, reforçando a ideia de que “só São Paulo tem” tudo para todos. 
 

Se a cidade fosse um país, ela estaria entre as 50 maiores economias do mundo. A comparação é feita por um estudo da Fecomercio-SP, que analisa o PIB, de R$ 571 bilhões, e a população, estimada em quase 12 milhões de pessoas, segundo o IBGE. A capital paulista estaria posicionada, em um ranking fictício, na 43ª posição, entre a Finlândia e a Grécia.

E, como não poderia ser diferente, o potencial consumidor oferece amplo campo de atuação. O comércio varejista deve faturar, em 2016, R$ 160 bilhões, com vendas de R$ 438 milhões por dia e um pouco mais de R$ 5 mil por segundo, isso de acordo com a PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista), elaborada pela federação. Apesar de os números serem robustos, o varejo fechou 2.491 vagas na cidade, em que a ocupação formal atingiu 666.264 empregados.

Ainda assim, “São Paulo é a Nova York da América Latina”. Esta afirmação é do professor de ciências sociais e do consumo da ESPM, Fabio Mariano (ele também analisa o mercado de consumo na página 50), que considera a cidade com maior potencial que Buenos Aires, na Argentina, e Cidade do México, no México. “São Paulo é referência, o lugar onde se encontra de tudo. É antenada e aberta para receber qualquer tipo de novidade”.

Essa, no entanto, não é uma exclusividade. Grandes cidades espalhadas pelo globo carregam essas características. Atualmente, São Paulo está contaminada por uma tendência mundial que estimula seus moradores a cultivar os espaços públicos e abertos, ressalta Mariano.

Esse novo estilo de vida vem refletindo na administração pública, nas iniciativas dos moradores e nos hábitos de consumo. Os interesses dos paulistanos estão mais voltados ao bem-estar, a explorar a cidade e a procurar por serviços personalizados e originais.

“As ciclovias são um exemplo disso. Os fechamentos da Avenida Paulista e do Minhocão nos domingos fazem parte desse movimento. Os food trucks encontraram seu espaço trazendo serviços comuns com novas experiências”, pontua Mariano.

A Virada Cultural e a Virada Sustentável seguem essa linha e são organizadas pela Prefeitura. Outra observação feita pelo professor é o crescimento do Carnaval de rua em São Paulo, antes pouco frequentado. Na periferia, os saraus de poesia e música reúnem as comunidades em espaços públicos e praças da cidade.

“A diversidade faz o paulistano comprar. O espaço fechado não vai roubar o espaço aberto, mas a tendência está para o crescimento das lojas de rua. Ao fechar a circulação de carros pelas vias, por exemplo, não existe prejuízo para o comércio, pois aumenta a circulação de pessoas”, explica Mariano.

Ao procurar por opções inusitadas que seguem esse conceito, o paulistano pode encontrar o BTNK, que fica dentro de um vagão de trem nos trilhos da Mooca. O projeto, idealizado por Marco Assub, Mariana Bastos e Ian Haudenschild, duraria apenas três meses, mas se transformou em seis, e vai encerrar sua temporada em maio de 2016. O nome, que vem dos “beatniks” de São Francisco, e é uma experiência envolvendo gastronomia, storytelling e música, em uma releitura inspirada na geração beat. 

BTNK está localizado em um vagão de 1922, nos trilhos da Mooca. Foto: divulgação.

A Heineken também se apegou aos espaços abertos e misturou música, drinks e vistas de tirar o fôlego. O Up on The Roof tem curtas temporadas e já levou convidados aos terraços de prédios históricos, como Edifício Planalto, Edifício Martinelli e, neste ano, para o Mirante do Vale.

Para quem procura ambientes tradicionais de varejo, a 25 de Março é um espaço de vendas que abastece todo o Brasil com produtos nacionais e importados. A popularidade está, sem dúvidas, na oferta de artigos de baixo custo, muitas vezes vindos da China e do mercado informal.

Analisando esse e outros pontos de vendas, como a região do Brás, que concentra a indústria de moda, e da Santa Ifigênia, o ‘paraíso dos eletrônicos’, Mariano avalia que a ilegalidade no comércio não é exclusividade de São Paulo. “Isso ocorre em todas as grandes cidades. A comercialização movimenta a economia, mas é uma questão ética. O estado pode deixar de receber e o consumidor não está protegido”, analisa Mariano.

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Mariana Zirondi no Caderno de Propaganda & Marketing. 

 


Estão abertas as inscrições, até o dia 1.o de fevereiro, para um concurso promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a NEXSO que visa selecionar as startups mais inovadoras da América Latina e do Caribe no setor criativo e cultural que estejam em funcionamento e possam ser escaláveis e replicáveis.

Entre as iniciativas que podem concorrer, estão aquelas startups que promovam a melhoria da qualidade de vida dos moradores da região a partir de produtos e serviços em setores como: artes cênicas; artes audiovisuais; tecnologia; desenho e editorial; música; e gestão cultural.

Cada uma das startups selecionadas receberá um convite para participar da 4ª edição do Construir soluções, tendo a oportunidade de apresentar sua startup diante de investidores, meios de comunicação, especialistas do setor e clientes potenciais.

Na ocasião, elas competirão pelos três primeiros lugares do concurso. O prêmio será de 30 mil doláres para o primeiro lugar, 15 mil dólares para o segundo e 7 mil doláres para o terceiro. Outros prêmios serão entregues por parceiros durante o encontro.

Além disso, os selecionados também passarão a ter acesso à plataforma ConnectAmericas do BID.

As inscrições poderão ser feitas por meio de cadastro no site e preenchimento de formulário.

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Fonte: GIFE.


Independente das tradições ou estilo arquitetônico, toda cidade tem uma história para contar. Com o passar do tempo, reformas e a transformação da paisagem urbana, essa história pode até se perder ou ser esquecida, mas continua ali.

Para resgatar a memória de construções e espaços históricos, as mineiras Paola Carvalho e Raíssa Pena criaram o projeto Chão Que Eu Piso, que reúne um acervo digital com fotos de pisos de cidades brasileiras e do mundo inteiro, tiradas por elas mesmas e por outras pessoas. A atenção especial vai para os ladrilhos hidráulicos, mosaicos e parquets, elementos clássicos da arquitetura que mexem com a nossa memória afetiva – seja pelas cores, formas ou pelas recordações pessoais que nos fazem lembrar.

O bim.bon entrevistou Paola e Raíssa em busca de suas inspirações, da história e da popularidade do projeto, que começou em 2013 no Instagram e já reúne mais de 4 mil imagens de encher os olhos, tiradas em países como México, França, Espanha, Itália, Israel, Polônia e Japão. Confira:

Vocês são jornalistas, e a Raíssa também é designer. Como surgiu a ideia de um projeto tão relacionado à arquitetura?
- Paola: O gosto por história da arte, arquitetura e design sempre existiu em nós duas. Em minhas andanças – e incomodada com tantos selfies em lugares turísticos – resolvi começar a tirar fotos de meus pés sobre pisos lindos de lugares históricos que tinham muito para contar. Era a minha forma não só de registrar por onde estive, mas também de chamar a atenção para a história que aqueles pisos, muitas vezes não notados, tinham testemunhado.

 

Museu da Electricidade- Belém, Lisboa.Museu da Electricidade- Belém, Lisboa.

Museu da Eletricidade. Belém, Lisboa. Foto: divulgação.
 
O projeto começou de forma muito simples e se tornou um sucesso. Como foi perceber essa grande repercussão entre o público?

Foi muito instigante. Amigos perceberam a predileção e começaram a nos enviar fotos por onde andavam. Eu pesquisava a história e eles se surpreendiam. No Instagram, ficamos surpresas como pessoas do mundo todo passaram a usar a hashtag #chaoqueeupiso. Então começamos a perceber a repetição de padrões em diferentes cidades e até continentes e, assim, a influência estética de um lugar sobre o outro, e como desenhos de chão podiam despertar a memória afetiva de muita gente.

Colégio Pio XII. Belo Horizonte. Foto: divulgação.

Hoje, o Chão Que Eu Piso Também é uma loja. Vocês já tinham a ideia de comercializar produtos desde o início do projeto?
De jeito nenhum. Foi um hobby, que virou vício e, depois, negócio. Justamente por padrões terem muita história para contar e despertarem a memória afetiva das pessoas é que resolvemos criar produtos. As estampas inspiradas em seus padrões transformam o produto em um objeto bonito e especial. Eles contêm história, design, recordações e carinho!

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Além de pôsteres e cadernos, vocês também produzem produtos personalizados. Como isso funciona?
Personalizamos cadernos com a estampa do chão de cozinha de vó, do colégio, da igreja onde aconteceu o casamento…

Vocês lembram de alguma história inusitada envolvendo o projeto?

Há algumas histórias interessantes, como o chão postado por uma pessoa que fez um outro seguidor lembrar do lugar onde deu o primeiro beijo em sua atual esposa; ou a do chão de uma igreja onde foi o casamento do irmão de um seguidor e que fez outro seguidor se lembrar do chão da cozinha da avó no interior. Ele disse que até conseguiu sentir o cheiro da comida que a avó fazia! São muitos casos.

Como surgiu a parceria com a guloseria Frau Bondan?
Como a loja faz produtos embalados com algo que sempre mexe com a memória afetiva das pessoas, combinou muito bem com o conceito do Chão Que Eu Piso. A Frau é de Belo Horizonte e nos convidou para desenvolver estampas inspiradas em pisos de prédios históricos daqui. É uma forma de enaltecer a história da nossa cidade, uma bela recordação de se ter do lugar que o belo-horizontino ou o turista provavelmente conheceu. As estampas com esses padrões especiais estão em latas de cookies e tartufos, necessaires térmicas com barra de chocolate, estojos com chocolates e aventais.

Com o projeto, vocês estão ainda mais atentas a todos os chãos que pisam. Vocês têm algum tipo e/ou estampa preferidos?
- Paola: Gosto muito de um ladrilho geométrico verde do Cine Theatro Brasil. São todas figuras de traços retos que, se observadas à distância, formam grandes círculos. As várias formas que podem ser encontradas ali quase que me hipnotizam.
- Raíssa: Eu adoro um do Museu de Artes e Ofícios que lembra um bordado em ponto-cruz, com quadrados bem pequenos. É impressionante como um ladrilho – que é uma peça essencialmente feita para ser pisada – pode conter tanta delicadeza.
 

Theatro Municipal, Rio de Janeiro. Foto: divulgação.
 
Como o projeto influenciou a trajetória pessoal e profissional de vocês?

- Raíssa: Para mim foi uma reaproximação com minha faceta de designer, que estava adormecida desde que iniciei a trajetória no jornalismo. Mas foi também uma maneira de saber mais sobre a história da minha própria cidade e ficar mais atenta a belezas que nem todo mundo vê.
- Paola: O jornalismo mantém a minha curiosidade aguçada, me dá técnica e conhecimento para apurar as histórias de cada lugar que citamos. Mas o projeto me fez enxergar para além do jornalismo e em outras áreas que sempre gostei, como arquitetura, história, arte, design e turismo.

Quais os próximos passos que podemos esperar do Chão Que Eu Piso?

Queremos aumentar o número de parcerias (como com a Frau Bondan, Museu das Minas e do Metal Gerdau e Urban Arts, que já temos), a venda online, a produção de objetos personalizados e brindes corporativos. Uma novidade que nos empolga é a realização de um ciclo de palestras envolvendo a arquitetura, a história e o design de Belo Horizonte.

Na primeira coleção do projeto em parceria com a Frau Bordan, foram escolhidas estampas encontradas no conjunto arquitetônico da Praça da Estação. Desta vez, foram retratados os pisos do Cine Theatro Brasil, na Praça Sete, e do casarão onde viveu Afonso Pena Júnior (filho do ex-presidente Afonso Pena), na Rua Aimorés.

O Cine Brasil, inaugurado em 1932, foi a primeira construção de BH a sofrer influência art déco. Já o Casarão de Afonso Pena Júnior foi construído em 1914 e possui dois pavimentos interligados por um conjunto rebuscado de escadaria, cúpula e balaustrada trabalhadas em ferro.

O Chão Que Eu Piso é uma ótima iniciativa de valorização da arquitetura e do urbanismo da cidade onde vivemos, aproveite para seguir o projeto no Instagram e no Facebook – e é claro, não se esqueça de contribuir com imagens do chão que você pisa diariamente.

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Nadine Alves no Bim Bom.

 


Entre os dias 20 e 23 de fevereiro, no Pavilhão do Anhembi, a cidade de São Paulo se tornará a capital do empreendedorismo. Com expectativa de receber mais de 120 mil pessoas, a Feira do Empreendedor SP 2016 exige uma série de cuidados para que os visitantes possam aproveitá-lo ao máximo. Por isso, confira as dicas de etiqueta e recomendações antes de ir ao evento. 
 
O primeiro passo que o visitante deve tomar é o do planejamento. Sem se programar direito, os empreendedores não conseguirão fazer bom proveito do evento. Para José Carmo de Oliveira, consultor de marketing do Sebrae-SP, os visitantes devem procurar a programação para selecionar as palestras que desejam assistir e definir os estandes que pretendem visitar.
 

“O ideal é fazer uma lista com tudo que for do seu interesse, começando do mais essencial até as atividades de menor importância”, diz Carmo. E essa ordem deve ser respeitada ao longo da feira: “as primeiras visitas devem ser as fundamentais. Não perca tempo com o que é dispensável”.

Outra recomendação é definir as visitas de acordo com os seus objetivos – normalmente diferentes entre aqueles que querem empreender e os que já são empreendedores. Se você possui uma empresa, vá atrás de estandes que possam proporcionar novas parcerias, busque fornecedores, priorize contatos que ajudem a aumentar as vendas ou a criar novos produtos, por exemplo.

Se você ainda não abriu sua empresa, comece pelas palestras sobre o tema. Depois, procure o atendimento pessoal, onde consultores do Sebrae e especialistas serão responsáveis por esclarecer dúvidas pontuais do seu futuro negócio. “Há muita informação disponível na feira para quem deseja se tornar um empreendedor”, diz Carmo.

Uma dica importante: as salas têm lotação limitada. Por isso, programe-se para evitar filas ou perder seu lugar. Inscreva-se nas palestras e nos atendimentos que pretende ir logo que chegar à feira.

O consultor lembra que, por motivos de segurança, não é permitido levar crianças ou adolescentes. A idade mínima para entrada é de 14 anos.

Roupas confortáveis, água, pequenos lanches e até analgésicos são parte do kit básico do visitante. “Quando puder, saia do Pavilhão por alguns minutos, respire um ar puro e volte com mais ânimo. A feira pode ser exaustiva, mas vale a pena”, diz Carmo.

Não perca tempo e faça já sua inscrição para a Feira do Empreendedor SP

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Redação: Pequenas Empresas, Grandes Negócios.

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