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A mudança do Salão do Automóvel de São Paulo do Anhembi, na Zona Norte da cidade, para o São Paulo Expo, na Zona Sul, foi confirmada nesta quarta-feira (30) pela organização do evento.

O evento acontecerá entre os dias 10 e 20 de novembro, sendo que o primeiro fim de semana coincide com a realização do GP Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, e também é um feriado prolongado, o de 15 de Novembro, que cai em uma terça.

De acordo com a organização, a feira vai movimentar cerca de R$ 280 milhões na cidade e gerará mais de 30 mil empregos, diretos e indiretos.

Foi confirmado também que o pavilhão terá ar-condicionado --a falta do equipamento era umas das principais reclamações feitas por visitantes no Anhembi. O local ainda está em obras e a inauguração é prevista para o fim deste mês.

"Precisávamos de ousadia no salão. Não bastava oferecer os veículos que o consumidor sonha, mas também o mesmo conforto, preocupação com nosso cliente", disse Luiz Moan, presidente da Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Marcas e test drive
As vendas dos ingressos antecipados começam nesta sexta-feira (1º) pelo site www.salaodoautomovel.com.br. Haverá desconto de 10% para os fãs da página do salão no Facebook.

Os preços dos ingressos
1º dia (10/11): R$ 40.
Dias da semana e último domingo: R$ 70.
Finais de semana, feriado e ponte: R$ 95.

Paulo Octávio, vice-presidente da Reed, anuncia que o próximo Salão do Automóvel será no São Paulo Expo (Foto: Luciana de Oliveira / G1)Paulo Octávio, vice-presidente da Reed, anuncia que o próximo Salão do Automóvel será no São Paulo Expo (Foto: Luciana de Oliveira / G1)

Paulo Octávio, vice-presidente da Reed, anuncia que o próximo Salão do Automóvel será no São Paulo Expo. Foto: Luciana de Oliveira / G1.

Sem chinesas
A Reed afirmou que as marcas confirmadas para o evento são: Volkswagen, Chevrolet, Ford, Troller, Fiat, Chrysler, Dodge, Jeep, Kia,Honda, Mercedes-Benz, Audi, Renault, Nissan, Mitsubishi, Toyota, Lexus, Land Rover,Jaguar, Hyundai, Suzuki, Peugeot, Citroën, Porsche, Subaru, BMW e Mini. A lista atual não inclui nenhuma marca chinesa.

O salão continuará oferecendo tests drive de carros para visitantes, agora em um espaço maior. A expectativa da organização é que esse programa seja ampliado para 15 marcas. Jaguar, Land Rover, Peugeot, Citroën e Volkswagen já confirmaram que disponibilizarão modelos para testes, segundo a Reed.

Saída do Anhembi
A saída do Anhembi havia sido informada pela Anfavea ao G1 em dezembro passado. Nesta quarta, foi a primeira vez que a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, falou sobre o novo local.

"Algumas melhorias foram feitas (no Anhembi) ao longo dos anos, mas o impacto de mudanças que estão sendo feitas no SP Expo requerem um recurso (financeiro) grande, acho que esse recurso não estava disponível na administração do Anhembi", afirmou Juan Pablo de Vera, presidente da Reed.

"Ninguém (da administração) gostou de saber que o evento está saindo de lá, mas se empenharão para um retorno. Deixamos as portas abertas, nunca deixaremos de considerar (o Anhembi)", completou.

"Vemos o plano de revitalização do Anhembi, anunciado no ano passado, com bons olhos, mas foi uma questão de datas, não vimos a (definição de) data para as realizações", completou Paulo Octávio Almeida, vice-presidente da empresa responsável pela feira.

Em maio de 2015, a Prefeitura de de SP, abriu um chamamento público para tentar viabilizar uma parceria para modernização do complexo do Anhembi, na Zona Norte. Na ocasião, o prefeito Fernando Haddad afirmou que o Anhembi não podia ficar para trás em relação a concorrentes como os centros de exposições Center Norte, o Transamérica Expo Center e o São Paulo Expo. "Nós temos concorrentes (...). Se nós não modernizarmos o Anhembi, ele vai ficar obsoleto", disse Haddad na época.

O que diz a prefeitura
Procurada pelo G1, a SPTuris, administradora do Anhembi, não comentou a saída do Salão de SP, disse que "uma série de ações estão sendo realizadas para modernização" do local, entre elas reforma e acessibilidade de banheiros e troca da iluminação e que, mesmo com as reformas, "o calendário do Anhembi segue cheio".

E que, paralelamente às melhorias em andamento, está conduzindo dois chamamentos públicos que irão agregar grande valor ao espaço. O primeiro, para construção e operação de uma nova arena coberta multiuso, "acabou de passar pela fase de consulta pública e seguirá para licitação ainda no 1º semestre". O segundo chamamento, para modernização e ampliação de grande parte de todo o complexo de eventos do Anhembi, incluindo o Pavilhão de Exposições, está em fase de análise pela comissão responsável.
 
Projeção do São Paulo Expo após a reforma (Foto: Divulgação)Projeção do São Paulo Expo após a reforma (Foto: Divulgação)

Projeção do São Paulo Expo após a reforma. Imagem: Divulgação.
 
Maior e mais equipado
Mesmo com desconfortos, o Anhembi, com seus 77,7 mil m², ainda é o maior centro de exposições da cidade. Pelo menos até a inauguração da modernização e ampliação do São Paulo Expo, marcada para o próximo dia 26. Segundo a Reed, o complexo começará a receber eventos a partir de maio.

A concessão do pavilhão, que é o antigo Centro de Exposições Imigrantes, foi obtida pela GL Eventos em acordo feito com o governo do estado de São Paulo. A empresa divulgou que investirá R$ 300 milhões na reforma do local. A concessão é por 30 anos.

O pavilhão do São Paulo Expo terá 110 mil m² de área total, sendo 90 mil m² de área interna. Também estão sendo erguidos um edifício garagem com capacidade de 4.500 veículos e um centro de convenções de 10 mil m². Além dessas vagas cobertas, o complexo tem capacidade para mais 1.500 descobertas, um total de 6 mil vagas.

Para melhorar o acesso, estão sendo construídas alças de acesso na Rodovia do Imigrantes.

 

Projeção do São Paulo Expo após a reforma (Foto: Divulgação)Projeção do São Paulo Expo após a reforma (Foto: Divulgação)

Projeção do São Paulo Expo após a reforma. Imagem: Divulgação.

Salão Duas Rodas
Ao G1, Paulo Octávio, da Reed, disse que ainda não há definição sobre se o Salão Duas Rodas, o maior do setor de motos e também organizado pela empresa, vai sair do Anhembi. "Ainda estamos no início do planejamento. Devemos ter novidades no segundo semestre", afirmou.

Assim como o Salão do Automóvel, o Duas Rodas é bienal; os eventos se revezam e a próxima edição da feira de motos será em 2017.

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Luciana de Oliveira. Do G1, em São Paulo.

 


O SXSW, principal evento de comunicação digital e tendências, completou 30 anos. Está mais forte do que nunca. Pela primeira vez teve a participação de um presidente dos EUA em exercício: Barack Obama.
 
O SXSW mostrou um mundo que é muito distante de nós, brasileiros, mas que já é muito real nos EUA e principalmente em Austin, Texas, onde acontece o evento.
 
A evolução com o ano passado é brutal. O que era tendência virou realidade. Cases de sucessos de assuntos como Realidade Virtual (VR), Big Data e internet das coisas foram apresentados no evento por diversas marcas e experimentados in loco.
 
Listo abaixo os 5 tópicos mais marcantes do que vi este ano:  
 
1. Inteligência artificial

Também citado como cognitive ou machine learning, o tema inteligência artificial (ou AI, Artificial Intelligence) tomou conta de grande parte do festival.
 
Por que isso é importante?
 
Primeiro, isso mudará o emprego como conhecemos. Mais de dois terços dos empregos serão extintos, criando por outro lado muitos novos empregos (que provavelmente ainda não existem). Toda atividade e trabalho que demanda produtividade será feito por máquinas.
 
Segundo, inteligência artificial fará das máquinas “seres” mais pensantes. De forma prática, o Google já deu um grande passo nessa área ao fazer uma rede de máquinas conseguir descobrir que um gato se chama ‘Gato’. Ninguém ensinou a máquina isso, ainda assim ela descobriu sozinha! Por que isso é tão importante? Uma das primeiras coisas que o ser humano aprende a fazer é nomear as coisas à sua volta.
 
Então, podemos dizer que demos o primeiro grande passo neste assunto.
 
Max Levchin, co-fundador do PayPal, também colocou a inteligência artificial como um super-assistente de humanos – e não ao contrário. Por exemplo: imagine um paciente consultar o médico se está com alguma doença. Antes do médico dar sua posição, o seu caso será analisado pela máquina, comparado a diversos outros casos e ao seu próprio histórico para poder prover ao médico uma ficha de qual seria o provável diagnóstico. Ainda assim, a tomada de decisão final continuará sendo do próprio médico, mas com muito mais informação. Kevin Kelly, fundador da revista Wired, fez inclusive uma previsão que as próximas 10 000 start-ups serão sobre “pegar x (qualquer coisa) e adicionar inteligência artificial”.  
 
2. Virtualidade everywhere
 
O mundo virtual também tomou conta do evento. Os óculos de realidade virtual (VR – Virtual Reality) já podem ser comprados nos varejistas dos EUA e basta colocar esses óculos para imergir num novo mundo. Diferente de assistir TV, quando você coloca esses óculos é como se tivesse de fato sido transportado para um novo mundo. 
 
Realidade virtual (VR)Realidade virtual (VR)

A IBM proporcionou uma experiência de Realidade virtual (VR) na qual as pessoas passeiam por cidades de bicicleta, sem sair do lugar. 
 
Um exemplo, oferecido pela IBM, era colocar o óculos para andar de bicicleta na cidade ou no campo. A resistência nas pedaladas (que ficava maior, nas subidas) e o som durante a expedição, além de obviamente o campo de visão 360 graus, te transportam de fato para uma sensação de andar de bicicleta num espaço aberto.
 
O mundo também tem se tornado mais virtual graças à internet das coisas (IoT – Internet of Things), ou seja, qualquer objeto conectado à internet. Jared Ficklin, um dos palestrantes, disse: “O objetivo antes era ter um computador por residência, mas hoje a ideia é ter 1 000 computadores por casa”.
 
Por isso, a internet das coisas ganhou destaque e também foram apresentados vários exemplos. Para citar dois: uma empresa chamada Sengled levantou a bandeira da convergência e de objetos conectados numa casa inteligente. Eles criaram uma lâmpada de luz que usa a mesma fonte de energia para oferecer um alto-falante acoplado à lâmpada. Ou seja, ao mesmo tempo que é uma lâmpada, é também um som portátil para conectar com o Spotify e tocar música em qualquer cômodo da sua casa. 
 
A Under Armour mostrou um aplicativo para celular que te ajuda a controlar sua saúde com o uso de uma pulseira e mostra dicas e comparativos com atletas no mundo inteiro.A Under Armour mostrou um aplicativo para celular que te ajuda a controlar sua saúde com o uso de uma pulseira e mostra dicas e comparativos com atletas no mundo inteiro.

A Under Armour mostrou um app que ajuda a controlar a saúde com o uso de uma pulseira e mostra comparativos com atletas no mundo inteiro. 
 
Outro exemplo foi apresentado por Kevin Plank, fundador da Under Armour. Ele mostrou uma pulseira que armazena dados de atletas no mundo todo com objetivos arrojados, como por exemplo ajudar a prever e evitar doenças cardíacas. 
Robôs também estavam em todo evento passeando entre os humanos. 
Você já pode ter o seu robô caseiro com inteligência para aprender com seus hábitos e ajudar nas suas tarefas diárias. 
 
3. Privacidade de dados digitais sob julgamento
 
Outro assunto de destaque no SXSW foi privacidade de dados no mundo digital. Um assunto quente é o processo em andamento da contenda Apple vs. FBI sobre compartilhar ou não acesso às informações guardadas nas plataformas da Apple.
 
Barack Obama em sua entrevista, para mim a melhor do SXSW, comentou sobre o assunto. Apesar de não se pronunciar diretamente sobre o processo, comentou sobre o governo ter acesso a dados pessoais nas plataformas digitais. 
 
Barack Obama, na melhor palestra do SXSW, convocou as pessoas a criarem plataformas e ideias que ajudem a resolver os problemas do mundo.Barack Obama, na melhor palestra do SXSW, convocou as pessoas a criarem plataformas e ideias que ajudem a resolver os problemas do mundo.

Barack Obama, na melhor entrevista do SXSW, convocou as pessoas a criarem plataformas e ideias que ajudem a resolver os problemas do mundo. 
 
Ele descreveu que concorda com a privacidade dos dados desde que tenha alguma concessão de acesso ao governo com o objetivo de prezar pela segurança de todos.
 
Como exemplo, Obama citou um motorista que ao trafegar na rodovia pode ser parado (e assim ter sua privacidade invadida) para saber se ele está bêbado representando assim um risco para outros na mesma rodovia.
 
Por outro lado, Bruce Sterling comentou sobre o mesmo tema. Sobre ser uma grande disputa de quem será o grande vigilante sobre dados digitais globais, já que Google, Apple, Facebook, entre outras plataformas, apesar de empresas americanas, têm usuários do mundo inteiro.
 
Enfim. Esse assunto vai longe. Então vamos pro próximo destaque do evento. 
 
4. Próxima parada: Marte

Assunto de muitos filmes de ficção científica, aparentemente estamos bem próximo de levar o homem a Marte. Este ano foi apresentado pela Nasa o plano de viajar para Marte com humanos. 
Anotem as datas: em 2018 a primeira viagem para Marte com um astronauta a bordo e em 2027 com ocupação humana. 
Enfim, quando for, não esqueça o casaco!   
5. O ecossistema do empreendedor
 
Por fim, esse é o grande destaque todo ano. O SXSW é de fato um festival que celebra e premia o empreendedorismo. Todo ecossistema é construído para isso. Tem sessões (SXSW Accelerator) onde o único objetivo é dar palco para startups contarem suas histórias e receberem perguntas (e boas críticas) de profissionais de grande sucesso.
 
Uma startup apresenta seu negócio na sessão de Aceleradoras, no SXSW.Uma startup apresenta seu negócio na sessão de Aceleradoras, no SXSW.

Uma startup apresenta seu negócio na sessão de Aceleradoras, no SXSW. 
 
Sessões com mentores também estão disponíveis. Além das palestras das grandes estrelas do festival que sempre dominam o palco: os empreendedores. Fundadores de empresas como Under Armour, PayPal e SoulCycle, entre outras, apaixonados pelo que construíram. Deu para ver claramente nos olhos deles a alegria de terem alcançado a maior realização profissional: empreender.
 
Este ano foram mais e novas histórias de superação onde o ponto em comum entre todas é saber que os fracassos são parte normal do processo.
 
Uma das empreendedoras inclusive disse que seu pai a perguntava todo dia: “Onde você fracassou hoje? Se não fracassou, não está empreendendo.”
 
Enfim, SXSW 16 foi uma longa viagem ao presente numa galáxia não muito distante!
 
Um presente real, mas contraditório.
 
Os discursos de Bruce Sterling e Casey Gerald colocaram de forma clara um sentimento que tive no evento (e tenho diariamente).
 
Avançamos muito na tecnologia. Tanto que estamos próximos de ocupar Marte!
 
Ainda assim é difícil de entender:
 
1) Como temos tanta tecnologia para conectar todos objetos do mundo, mas não conseguimos ajudar os imigrantes refugiados, que nenhum país quer escancarar a porta para os receber?
 
2) Como temos tecnologia para viajar até Marte, mas ainda não resolvemos o problema de fome no mundo?
 
3) Como temos tecnologia para ter acesso a muito mais informação, mas ainda não aceitamos as diferenças entre as pessoas e parecemos ter cada vez mais extremismos?
 
A viagem acabou e ficam as questões. Parece que quanto mais alto voamos com a tecnologia, mais aparecem as nossas falhas humanas. O mais interessante que levo do evento, é que o nosso grande desafio atualmente é social e não tecnológico! Desafio que cada vez terá mais foco em soluções. Num futuro e numa outra galáxia não tão distantes!  

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André Artacho, 31, formado em ciências da computação, é VP de operações da Havas Worldwide. Foi presidente do comitê de Social Media do IAB Brasil e manager do Google Brasil.  *Artigo publicado originalmente no Projeto DRAFT.
 
 

 
A Prefeitura de São Paulo lançou na última quinta-feira (17), na Praça das Artes, região central, a segunda edição do Edital Redes e Ruas. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer o direito à cidade, a inclusão digital, a cidadania e a ocupação do espaço público pela cultura. Neste ano, serão selecionados 47 projetos nas áreas de Cultura Digital, Inclusão e Cidadania, que contarão com o investimento de R$ 2,45 milhões. O evento também foi marcado pelo lançamento do livro sobre a primeira edição da iniciativa.

“O Redes e Ruas se encaixa na preocupação que temos, o da ocupação das praças e democratização dos espaços públicos. Queremos ver as praças ocupadas com música, teatro e outras formas culturais. E isso está dando certo. Só com o fato de colocarmos o WiFi Livre SP em alguns pontos, vimos, por meio de pesquisas da Universidade Federal do ABC, que os cidadãos passaram a ocupá-los com mais frequência”, afirmou o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.

O novo edital foi elaborado a partir da avaliação das experiências da primeira edição, que reuniu 59 iniciativas coletivas e individuais para o fomento da cultural digital em toda a cidade.

Nesta segunda edição, as inscrições serão feitas exclusivamente pela internet no período de 23 de março a 24 de abril. O edital completo poderá ser visualizado na página do Edital Redes e Ruas no Facebook.
 

Lançamento do Edital 'Redes e Ruas' na Praça das Artes. Foto: Sylvia Masini / Secom.

Os projetos serão divididos em quatro categorias:

- Robótica Livre: Destinado a pessoas físicas, terá até 15 projetos com abrangência na criação e aprimoramento de robôs e drones. Serão destinados R$ 50 mil.

- Midialivrismo: Abrange, entre outros pontos, a criação coletiva de conteúdos analógicos e digitais para sites, produção de jornalismo comunitário, webrádio e desenvolvimento de games entre comunidades. Serão até 12 projetos no valor de R$ 50 mil, destinados a pessoas físicas e jurídicas;

- Intervenção Digital: Compartilhamento e difusão de arte e cultura digital em espaços públicos. Serão até 15 projetos destinados a pessoas físicas e jurídicas no valor de R$ 50 mil;

- Formação em Rede: Focado em pontos de cultura, tem como objetivo criação de imagens e desenvolvimento de vídeos, uso da internet como ferramenta de aprendizagem, entre outros. Serão escolhidos até 5 projetos no valor de R$ 70 mil. Destinados a pessoas físicas e jurídicas.

A ação é uma parceria entre as secretarias municipais de Cultura, de Direitos Humanos e Cidadania e de Serviços. De acordo com o secretário de Cultura, Nabil Bonduki, a união das três pastas mostra que é possível trabalhar de forma integrada para atingir os anseios dos cidadãos.

“O programa trabalha com diferentes formas de apropriação dos espaços urbanos, em que as diversas formas de artes dialogam entre si e com outros pares. Os exemplos reunidos no livro mostram o enorme potencial da cultura como elemento vital do processo de transformação da cidade”, afirmou.

Ao destacar a importância do projeto para a cidade, o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Eduardo Suplicy, ressaltou o direito à cidade, cujo maior desafio é a construção de cidades igualitárias. Para ele, as produções culturais, como as desenvolvidas pelos contemplados do edital, simbolizam os valores dos direitos humanos na vida cotidiana dos cidadãos.

Livro “Redes e Ruas – Inclusão, Cidadania e Cultura Digital” - Organizado pela Sampa.Org e Coletivo Digital, o livro “Redes e Ruas – Inclusão, Cidadania e Cultura Digital” registra a primeira edição do programa, com depoimentos das experiências de cada grupo, relevando as transformações no cotidiano das pessoas envolvidas pelas atividades.

Serviço: 2º Edital Redes e Ruas
Inscrições: 23 de março a 24 de abril
Íntegra disponível na página do Edital Redes e Ruas no Facebook

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação / Prefeitura de São Paulo.

 


A cidade de São Paulo deverá entrar no circuito das film commissions no segundo semestre de 2016. Pelo menos, esta é a previsão de Tammy Weiss, responsável pela coordenação da São Paulo Film Commission. O projeto está sendo viabilizado pela Spcine, que foi lançada oficialmente em 28 de janeiro de 2015. A nova agência deverá facilitar a filmagem de produções cinematográficas e televisivas, atrair novos projetos e promover a imagem da metrópole em mercados e festivais internacionais, como o European Film Market, que ocorre dentro do Festival de Berlim.

A criação da film commission é uma reivindicação antiga do setor e a promessa é de desburocratizar a pré-produção e a rodagem. Tata Amaral, diretora de filmes como “Antônia” (2006), “Hoje” (2011), e da série “Psi” (2015) da HBO, é uma das realizadoras independentes que mais filma em São Paulo e sente os entraves a cada novo projeto. A implantação de um escritório único será fundamental para dinamizar os trabalhos, na sua opinião.

“Uma film commission atuante não exporia os produtores a ficarem dias tentando obter informações de uma instituição que nunca ouviu falar de audiovisual. Ela deve ser o verdadeiro comunicador entre as instituições e os produtores”. Tata reforça que será importante para construir, junto aos órgãos municipais, regras claras quanto ao uso dos espaços públicos e autorizações.

A proposta, de acordo com Tammy, é justamente promover o uso das locações e oferecer apoio em diferentes esferas: política, técnica, legal, infraestrutura e logística. Para isso, será criado um site e um aplicativo nos quais os produtores informarão todas as necessidades da produção. Assim, a obtenção das licenças deverá ficar mais ágil. Os dispositivos vão oferecer um banco de locações com os principais logradouros, como Parque Ibirapuera, Avenida Paulista, Theatro Municipal e Vale do Anhangabaú. Listas de profissionais e serviços como alimentação, hotelaria e aluguel de equipamentos também serão divulgados e haverá uma cartilha única para produtores e órgãos públicos.

Outro obstáculo na metrópole é o trânsito. Bloquear uma rua discreta no Centro ou parte de uma avenida extensa como a Sumaré, hoje, é quase inviável, porém as conversas com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já começaram em julho de 2015. Segundo Tammy, a CET será “a grande aliada” e a proposta é “contar com uma pessoa específica dentro da companhia para atender às demandas”.

Rafaella Costa, produtora que trabalha com Tata Amaral, também aguarda a centralização dos pedidos. “Se for possível unificarmos tudo, economizaremos tempo e dinheiro. Já pedi ‘pelo amor de Deus’ para que ajudassem a viabilizar projetos que vendiam a cidade como cenário e não tivemos respaldo algum. Morríamos com a burocracia”.

Inspiração em Nova York e Rio de Janeiro 

Uma das inspirações foi a film commission de Nova York, cujas características urbanas se assemelham com as da capital paulista. Em Nova York, também não era fácil rodar um longa-metragem nos anos 1960. As demandas dos produtores chegaram aos ouvidos do então candidato a prefeito John V. Lindsay, que prometeu facilitar os processos de filmagem durante a sua campanha, em 1965, segundo informações da agência. Anos depois, foi criado o escritório Made in NY – Mayor’s Office of Film, Theatre & Broadcasting. Os resultados, de acordo com os dados oficiais, foram imediatos. Só na cidade de Nova York, o número de produções cresceu 100% naquele primeiro ano das operações e houve um adicional na ordem de US$ 20 milhões. Com isso, não só a Broadway ficou reconhecível nas telas, mas também os museus, os monumentos e os parques, estimulando o turismo e a cultura local. Hoje, Nova York é uma das cidades mais filmadas do mundo, cuja produção movimenta US$ 7 bilhões a cada ano, empregando 130 mil profissionais.

O escritório de São Paulo também buscou referências no Rio de Janeiro e em Santos. Além de servir de cenário e dar apoio para a produção de boa parte dos filmes nacionais, o portfólio da Rio Film Commission inclui superproduções como “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” (EUA/2012) e “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio” (EUA/2011).

No litoral paulista, a film commission de Santos também acumula uma série de produções. Criado em 2007, o escritório ajuda na busca de locações, agiliza as negociações de serviços, disponibiliza um banco de profissionais e escritório para as equipes. Lá, foram rodados filmes como “Querô” (2007), “Plastic City” (2010) e “Lula, o Filho do Brasil” (2010).

Para São Paulo, a Spcine ainda não arrisca uma estimativa quantitativa, mas está se preparando para um grande salto. “Todos serão beneficiados: o setor do audiovisual, o setor público, o comércio, o turismo, a população, e principalmente a cidade. Será mais viável filmar aqui”, diz Tammy.

Diana Almeida, produtora de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” (2014), aguarda com boas expectativas. “São Paulo é de uma riqueza cinematográfica muito especial. Além disso, é onde fica a sede da minha produtora e onde moram os técnicos com quem gostamos de trabalhar. Faz sentido filmar aqui”.

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Por Belisa Figueiró na Revista de Cinema.

 

 
Foi acompanhando feiras esporádicas para garimpar produções ilustradas —até então por lazer— que o casal de publicitários Fernanda Terra, 36 e Nat de Abreu, 39, teve a ideia de montar um espaço fixo para reunir esses artistas, independentes ou não. Assim nasceu a Ilustrarquia, que abriu as portas na última segunda (14), na avenida Paulista.
 

Não há restrição em relação ao material, contanto que os objetos integrem o universo da ilustração: seja no papel, em madeira, camisetas, adesivos ou tatuagens. As técnicas também são variadas: serigrafia, grafite e estêncil, por exemplo.

"Muita gente produz e estoca em casa porque não tem onde expor ainda", diz Nat. "Outros não conseguem espaço nas feiras", completa Fernanda. Prova disso é que depois de um anúncio em uma rede social sobre a abertura da loja, choveram produções nos braços do casal —que passaram por uma curadoria. "Tudo o que temos aqui os ilustradores trouxeram até nós". Nas prateleiras estão livros que custam de R$ 3,50 (revista "NFL Comics") a R$ 40 ("Vida de Prástico", de Ricardo Coimbra). Coleções da série "Peanuts", que chegam em breve, farão parte do acervo dedicado às crianças.

O espaço também irá sediar cursos sobre produção independente e métodos de impressão e ilustração, além de vender materiais como molesquines, lápis e canetas.

Serviço
Ilustrarquia
Edifício Barão de Christina - 1º andar - av. Paulista, 1.471, Bela Vista. 
Seg. a sex.: 11h às 19h30. Sáb.: 11h às 14h. 

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Fonte: Guia da Folha.


A NASA, USAID, Nike e o Departamento de Estado dos EUA estão trabalhando juntos numa aceleradora internacional com foco em inovações sustentáveis ​​e bem social. Em 2010, o quarteto fez parceria com a LAUNCH, uma espécie de incubadora de startups que tem se dedicado a solucionar o impacto ambiental, econômico e social dos métodos de fabricação atual até o ano de 2020. Isso significa numa reformulação dos produtos que usamos todos os dias, e introdução de novos compostos para tomar o lugar dos materiais mais caros e menos ecologicamente sensíveis ao meio ambiente.

Foram escolhidos pelo programa dez empresas inovadoras que participaram de um fórum de três dias na NASA para trocar ideias e colaborar com um conselho de especialistas com o intuito de tornar a sustentabilidade uma norma nas indústrias, incluindo a moda. Conheça as 10 inovações discutidas, e o potencial de mudança que cada uma representa.

1. QMilk : Milhões de litros de leite azedam anualmente e não servem para consumo humano, para solucionar esse desperdício uma empresa alemã criou um tecido maravilhoso que compete com o algodão. A QMilk começou a fabricação de protótipos de uma nova fibra antimicrobiana, resistente a chamas e feita inteiramente de leite. A fibra super macia é 100% biodegradável, criada apenas com recursos renováveis através da caseína do leite azedo, produz desperdício zero e pode ser usado para fazer roupas e tecidos de decoração.

10 inovações sustentáveis que estão prestes a mudar a indústria da moda stylo urbano-1

Foto: reprodução do site.

2. Geckskin : Adesivos inspirados nas patas de lagartos, mas sem o resíduo. A startup americana projetou o produto para se prender e soltar sobre as superfícies repetidamente, sem perder as suas propriedades adesivas. Pense nisso como um poderoso velcro, mas que nunca perde sua força. As aplicações potenciais incluem o setor de eletrodomésticos, militar e moda. A Geckskin ainda está em seus primeiros estágios, e vai legar ainda um tempo antes de colocar seu produto no mercado.

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Foto: reprodução do site.

3. Barktex : Couro feito de casca de madeira? É isso mesmo, transformando a casca de árvore num material que lembra couro, o processo envolve a remoção da casca exterior das árvores, absorvendo essas tiras em água e, em seguida, através de um processo composto, transforma as tiras em um material que funciona como couro para as mais diversas aplicações. O projeto foi concebido para ser de baixa energia, ecologicamente seguro e fornecer emprego a centenas de agricultores em Uganda na África. O objetivo é levar esse modelo para outras partes da África e do mundo em desenvolvimento. O vídeo abaixo mostra o couro de árvore, muito legal.
 

Foto: The Atlantic / reprodução.

4. Blue Flower : Uma iniciativa têxtil que visa apoiar e capacitar as mulheres em situação de risco e reduzir o impacto ambiental da fabricação. O fundador da empresa, a designer de moda Eileen Fisher, quer criar cadeias de valor sustentáveis ​​em todo o mundo. A iniciativa destina-se a ajudar as comunidades pobres a desenvolver de bio-fibras de baixo impacto provenientes de roupas de segunda mão, substituindo a viscose, um têxtil artificial tratado com produtos químicos tóxicos.

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Foto: reprodução do site.
 
5. Seda artificial de abelhas: Seda bio-sintética produzida através da fermentação dos casulos onde as abelhas estocam o mel. O processo foi criado pela agência de ciência nacional da Austrália, CSIRO, e utiliza bactérias geneticamente modificadas para reproduzir as “teias”, altamente flexíveis que podem ser usadas ​​para tecelagem e tricô, ou enrolados em esponjas, filmes transparentes ou nanofibras.
 
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Foto: reprodução do site.

6. Ambercycle : Essa startup utiliza micróbios modificados para degradar as garrafas de plástico, como as de refrigerante, tornando a reciclagem do plástico rentável e sustentável. O sistema  reduz o custo da reciclagem e utiliza processos orgânicos sem pegada de carbono. Isso também permite que os produtores possam fazer a reutilização dos plásticos e removê-los dos aterros. A Ambercycle foi uma das selecionadas para a competição Global Change Award da H&M.
 
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Imagem: reprodução do site.

7.  Benigna by Design : Essa startup recolhe e analisa os dados para entender o impacto dos tecidos, e a intenção é mostrar para as empresas como o desgaste têxtil leva à poluição da fibra, e oferecer soluções para o controle de emissões. A Benigna criou um sistema de análise que cientificamente seleciona o material de melhor custo-benefício com o menor impacto ecológico. O Dr. Mark Anthony Browne, que surgiu com a ideia durante o seu pós-doutorando na Universidade da Califórnia , diz que seu programa “vai criar tecidos mais eficazes e de baixo custo que poluem menos e tem menos fibras tóxicas … em todo o seu ciclo de vida.”
 

Imagem: UNIFEBE / Reprodução.

8. Ecovative : Imagine uma embalagem totalmente biodegradável e isolante feita de cogumelos? O produto é projetado para servir como um substituto para o poliestireno, um polímero sintético utilizado para produzir produtos prejudiciais ao meio ambiente, tais como copos de isopor e material de embalagem. As embalagens da Ecovative “podem ser compostadas a baixas temperaturas em pilhas de compostagem doméstica, e elas vão se desfazer naturalmente“, explica o diretor de design, Sam Harrington. Outros usos para o material são sandálias, pranchas de surf e isolamento.
 
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Imagem: reprodução do site.


9. BioCouture : Cria materiais sustentáveis através de micróbios, transformando-os em alta costura. O conceito foi criado pelo designer de moda Suzanne Lee, que prevê que a celulose microbiana é um catalisador que pode revolucionar a moda. A celulose microbiana pode ser cultivada em um balde e utilizada para criar couros biodegradáveis para roupas e acessórios. E, de acordo com sua filosofia “faça você mesmo”, Lee também planeja usar o BioCouture para compartilhar receitas e ferramentas educacionais.
 
10 inovações sustentáveis que estão prestes a mudar a indústria da moda stylo urbano-710 inovações sustentáveis que estão prestes a mudar a indústria da moda stylo urbano-7

Imagem: reprodução do site.
 

10. CRAiLAR:  Essa empresa quer tornar o linho competitivo em custos e conforto, com o algodão. Além de sua ampla disponibilidade em todo o mundo, o linho também usa muito menos água, pesticidas e terra para plantio do que o algodão, resultando em emissões de CO2 mais baixas. O processo da CRAiLAR utiliza menos de 97% da água do ciclo de vida necessária para produzir um quilograma de algodão. O produto final é uma fibra suave e natural que é praticamente indistinguível do algodão, sem o preço elevado.

Imagem: Naturally Advanced Blog.

Você acha que essas inovações podem realmente mudar o mundo? Ou as expectativas delas são um pouco elevadas? 

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Da redação Estilo Urbano.

 

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