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Entre os dias 13, 14 e 15 de maio, acontece a quarta edição do Festival Path, realizado anualmente pela empresa O Panda Criativo, que reúne diversas atividades culturais e palestras sobre inovação, criatividade e tecnologia. A ideia do evento surgiu em 2002, quando os empresários Fabio Seixas e Rafael Vettori, foram pela primeira vez ao SXSW, em Austin, no Texas (EUA). 

Este ano, o Festival Path acontece nos bairros de Pinheiros e Vila Madalena, em São Paulo, com sede principal no Instituto Tomie Ohtake. O evento contará com 150 palestras ministradas por 300 palestrantes, 26 shows de música em três palcos diferentes, serão exibidos 25 documentários, uma feira de startups, uma feira maker, uma exposição de arte interativa, além de 16 food trucks espalhados pelas ruas próximas. Ao todo, serão 20 atrações simultâneas por dia, somando 300 horas de conteúdo para um público estimado de oito mil pessoas.

A quarta edição do Festival Path inaugura a nova comunicação do evento, desenvolvida pela Ana Couto Branding. Pela segunda vez, a cerveja Sol patrocina o festival, que estreia o patrocínio da rede de streaming Spotify

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Fonte: Redação PróXXima. 


No próximo dia 24 de fevereiro começa a 8ª edição do Open Innovation Weak, evento que reúne seminários, cursos e dinâmicas com temas relacionados a inovação e conectividade. Este ano, a feira vai propor uma reflexão sobre o conceito de open startups, ou seja, empresas de base tecnológica focadas em inovação aberta.

"Uma open startup não é uma pequena empresa que vai se tornar grande. É diferente. A startup aberta é uma empresa que é ágil o suficiente para se transformar conforme vai estabelecendo conexões", explica o investidor Bruno Rondani.

Ele é mentor do movimento "100 open startups", que conecta pessoas e instituições em torno de programas de inovação aberta.

De acordo com Rondani, existem maneiras diferentes de uma grande empresa se conectar com uma startup aberta. As mais comuns são a mentoria, aporte de recursos ou parceria no desenvolvimento e comercialização de produtos e serviços.

"Existe uma ideia disseminada de que startups são adquiridas pelas grandes empresas para eliminá-las, mas essa é apenas uma das possibilidades. Existem muitas outras formas onde a grande empresa na verdade auxilia a startup a viabilizar inovações", diz.

O Open Innovation Week vai reunir empresas líderes em inovação, investidores e startups. Vamos discutir novos conceitos e práticas sobre como startups podem contar com o apoio de grandes empresas para viabilizarem sua inovação e como grandes empresas podem se beneficiar do crescente movimento de startups para serem mais inovadoras”, finaliza Rondani.

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Fonte: Jornal GGN.

 


Se tem uma boa ideia de negócio ou uma startup, o lugar no Brasil para desenvolvê-lo é em São Paulo. A capital paulista alcançou o primeiro lugar no Índice de Cidades Empreendedoras 2015, ranking divulgado hoje pela Endeavor, organização global e sem fins lucrativos de fomento ao empreendedorismo.

Nesta segunda edição, o estudo colocou São Paulo no topo entre 32 municípios brasileiros. O ano passado, a cidade havia ficado em segundo lugar. A metrópole paulista, considerada capital dos negócios na América do Sul, é tida como principal referência de ambiente para se abrir e fazer crescer uma empresa, impulsionada por fatores como o tamanho do seu mercado, os altos investimentos e as condições logísticas disponíveis.

Não é à toa que a cidade é líder também no turismo de negócios no país. Segundo dados do Observatório de Turismo e Eventos, núcleo de pesquisas e inteligência de mercado da São Paulo Turismo – SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos -, cerca de 45% dos turistas que ficam em hotéis na cidade são motivados por negócios. No caso dos turistas estrangeiros em visita ao país, 44,3%, vêm a São Paulo a negócios, de acordo com o Ministério do Turismo, revelando o caráter de cidade global, com oportunidades e investimentos.

A permanência desses turistas que vêm à capital para fazer negócios é, em média, de mais de três dias, com gasto diário de mais de R$ 500, saltando para R$ 660, se considerados apenas os visitantes internacionais. Os eventos e feiras de negócios geram impacto econômico de R$ 16 bilhões na movimentação dos vários setores do mercado paulistano, de acordo com dados do estudo “Impacto das Feiras de Negócios na Cidade de São Paulo”, da Fipe/Ubrafe em 2014.

Tendência de mercado

Os espaços colaborativos formam um segmento do empreendedorismo que começou a ser monitorado recentemente pelo Observatório de Turismo e Eventos da SPTuris. São ambientes de trabalho inspirados no modelo de espaço compartilhado, que propiciam interação por vezes inesperada entre pessoas de formações diversas, normalmente de micro e pequenas empresas, profissionais liberais, autônomos ou cidadãos independentes, convergindo num mesmo local com ideias e projetos inovadores.

Conforme levantamento realizado pelo Observatório da SPTuris, até setembro de 2015 a quantidade dessas iniciativas distribuídas na cidade era:
• 86 espaços de co-working – lugares com estrutura de escritório que pode receber pessoas de diferentes ramos de trabalho, interagindo num mesmo espaço.
• 5 incubadoras – normalmente mantidas por instituições sem fins lucrativos, que oferecem infraestrutura e espaço físico.
• 6 aceleradoras – possuem investimento da iniciativa privada e visam ao lucro.

SP à frente

Na pesquisa da Endeavor, foram avaliados 56 diferentes indicadores agrupados em 7 pilares que mais impactam a vida do empreendedor: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora.

Entre os pontos de destaque que mais fazem diferença na colocação da cidade São Paulo em primeiro lugar estão o mercado, representando 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a concentração de mais de 60% de todos os investimentos de capital de risco do Brasil, e a a infraestrutura, por ser o principal hub logístico do país, com proximidade dos maiores aeroportos, do Porto de Santos e conexão por rodovias.

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Arthur Schommer na São Paulo Turismo – SPTuris.

 


Startup. Ô palavra que não para de aparecer por aí. “Meu amigo tem uma startup”, “Vou abrir uma startup”, “Conheci uma startup de tal coisa”… com certeza você já ouviu uma dessas frases, né?

O conceito de startup é bastante simples: uma pessoa tem uma ideia, acredita que ela pode dar dinheiro e monta uma empresa para torná-la realidade. Porém, é na hora da prática que fica mais complicado: o cenário de atuação é incerto, então, são necessários investidores, parceiros, pessoal e muito esforço e união para que uma startup dê certo.

Existem startups de todas as áreas imagináveis – reciclagem, culinária, serviços domésticos, arquitetura. O bim.bon faz parte desse universo, e sabendo da realidade desses empreendimentos tão corajosos e impactantes, adoramos conhecer mais empresas como nós.

 

logo programa vivendalogo programa vivenda

 

Uma delas é o Programa Vivenda, startup criada para realizar reformas de baixo custo, alta eficiência e rapidez para populações menos favorecidas. Continue acompanhando e conheça esse projeto que já melhorou a vida de centenas de pessoas:

Quem teve a idéia?

Fernando Assad, Marcelo Coelho e Igiano SouzaFernando Assad, Marcelo Coelho e Igiano Souza
Fernando Assad, Marcelo Coelho e Igiano Souza no Jardim Ibirapuera, onde funciona o primeiro escritório da Vivenda. Foto: Isabela Mena / Draft.
 

No Brasil, mais de 12 milhões de moradias populares apresentam problemas construtivos. Seja por falta de ventilação, projetos elétricos e hidráulicos mal feitos ou excesso de umidade, vários brasileiros têm sua saúde e bem estar colocados em risco dentro de suas próprias casas.

Além disso, as pessoas que vivem nessas condições nem sempre têm poder aquisitivo para realizar uma reforma mais complexa. Assim, recorrem a profissionais não tão qualificados, que podem fazer o serviço de qualquer jeito – ou nem terminá-lo – e o barato acaba saindo mais caro.

Diante dessa realidade, o administrador de empresas Fernando Assad, o historiador Marcelo Coelho e o arquiteto Igiano Souza criaram o Programa Vivenda.

Eles se conheceram em 2009 quando a empresa de Fernando, a Giral, contratou a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), na qual Marcelo e Igiano trabalhavam,  para realizar um projeto de pós-urbanização de uma favela.

A partir daí, os três trabalharam juntos em mais projetos e começaram a pensar no que seria o Vivenda, e a Academia ajudou muito no processo – já com a ideia de criar um negócio social (não sabe o que é isso? Daqui a pouco a gente explica), Fernando foi fazer mestrado na FEA (Faculdade de Economia e Administração da USP) e utilizou sua dissertação para avançar no projeto.

 

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Divulgação da Vivenda em uma feira de rua no Jardim Ibirapuera, em São Paulo. Foto: Isabela Mena / Draft.

Com uma metodologia participativa de estudos, a tese do Vivenda progrediu e, em 2013, o programa começou a se estabelecer como empresa quando foi selecionado para ser acelerado pela Artemisia, sua parceira e mentora.

Depois de acelerados, o trio se viu sem investidores. Com isso, buscaram fontes alternativas para arrecadar dinheiro, como doações de empresas e empréstimos no banco.

Assim, o Programa Vivenda começou a funcionar em 2014, e com menos de dois anos já reformou mais de 176 casas no Jardim Ibirapuera, periferia da Zona Sul de São Paulo, onde fica seu primeiro escritório.

Como funciona?

antes e depois banheiro reformado programa vivendaantes e depois banheiro reformado programa vivenda

Exemplo “antes-e-depois” de uma reforma de banheiro, um dos produtos oferecidos pela Vivenda.  Foto: reprodução.

O Programa Vivenda funciona no modelo de negócio social, ou seja, é uma empresa que tem foco em ajudar pessoas e causas (o chamado “impacto social”), mas que também visa o lucro, ainda que pequeno.

Se você ficou confuso, aqui vai um resumão para entender um negócio social:

1. Existe um problema social;
2. Existe uma ideia que pode resolvê-lo:
3. Além do impacto social, essa ideia gera lucro. 

Segundo Fernando, o motivo para a escolha do modelo é a alta demanda:

“Temos que atender 16 milhões de casas e não dá para fazer isso apenas com doações. Sempre quisemos oferecer uma solução escalável, que tivesse abrangência nacional, por isso somos um negócio social.”

Dessa forma, além dos investimentos iniciais, o Vivenda também criou uma campanha de financiamento coletivo, a qual ainda está captando recursos, e busca operar em escala para atingir de maneira mais rápida seu objetivo de resolver o problema de inadequação das moradias populares e ajudar as pessoas a deixarem seu cantinho mais seguro e confortável.

Kits

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Uma solução prática de operação do Vivenda foi a divisão do seu produto em kits, cada um com serviços específicos para um cômodo da casa. Quem contrata o programa tem a opção de escolher entre um deles ou até mesmo todos.

Assim, os preços variam de R$ 900 a R$ 5 mil, e os clientes podem pagar em até 12 vezes sem juros para receberem sua casa ou cômodo reformados em até 6 dias.

Como vai o Vivenda?
 
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Fernando Assad recebe Prêmio Empreendedor Social de Futuro 2015 pelo Programa Vivenda. Foto: Folhapress.
 

Depois de já ter transformado a vida de várias pessoas na periferia de São Paulo, o Vivenda caminha muito bem. O fundador Fernando recebeu o prêmio de Empreendedor Social de Futuro 2015 pelo programa.

Além do prêmio, que é organizado pela Folha de S. Paulo, o Vivenda também já foi comentado por diversas plataformas importantes e, também em 2015, foi reconhecido pela ONU no PNUD Brasil (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) pela “iniciativa de desenvolver uma solução de negócio capaz de responder a desafios sociais e ambientais do país.”

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Reconhecimento do Programa Vivenda pelo PNUD Brasil. Reprodução: Facebook.

Com números e títulos impressionantes para uma empresa tão nova, Fernando, Marcelo e Igiano seguem fechando parcerias para que o programa evolua ainda mais.

A mais recente delas foi feita para que ele se torne um modelo de escritório dentro de lojas de material de construção dos locais onde atende. A proposta é que, ao ir à loja comprar os materiais, o morador já saia de lá com uma reforma completa. Com isso, a ideia é que o modelo do Vivenda se espalhe como franquia social por outras comunidades para ajudar cada vez mais pessoas.

As informações com relação aos parceiros e os valores fechados não chegaram a ser reveladas, mas o que importa é que a ideia está crescendo e ainda podemos esperar grandes ações do projeto.

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Com BimB-on, Projeto Draft e Projeto Vivenda.

 


Imagine receber em casa as frutas e legumes para a semana? Pois isso já é possível na capital paulista, onde um casal lançou um serviço de entrega que, além de levar economia, trás essa comodidade para os moradores.

Batizada de “Fruta Imperfeita”, a iniciativa de Roberto Fumio Matsuda e Nathalia Inada diz respeito principalmente à redução do desperdício de alimentos. A dupla entrega alimentos considerados “feios” para estarem nas prateleiras dos grandes supermercados.

Fazem parte da cesta frutas e legumes às vezes muito grandes ou muito pequenas. Algumas têm imperfeição no formato, na cor, mas a dupla garante que todas são igualmente saborosas e frescas.

Em parceria com produtores, os produtos são selecionados e entregues semanalmente. Há cestas de diferentes tamanhos para atender públicos diversos. Basta o cliente escolher o período de assinatura que varia de mensal (4 semanas de entrega) ou bimestral (8 semanas de entrega).  Se preferir, pode optar ainda pela compra unitária (somente 1 entrega) – neste caso é cobrada uma taxa de entrega de R$ 3,00. Confira aqui.

O serviço também pode compensar financeiramente. Em comparação a outros serviços de entrega, de acordo com Matsuda, há uma economia de 66%. Cada quilo de produtos sai, em média, por R$ 3,00. Em tempos de crise financeira e maior conscientização ambiental, a ideia tem tudo para dar certo.

Já há supermercados no Canadá e França que vendem alimentos “defeituosos” com o custo menor aos demais. É uma maneira de incentivar a compra dos produtos que ainda estão bons para o consumo, mas que ficam de escanteio só por causa de suas aparências.

Além do site, o projeto tem página no Facebook.

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Redação CicloVivo.


Como serão as cidades do futuro? Há várias tecnologias disponíveis que já estão moldando as cidades do amanhã, ajudando a aumentar o compartilhamento de recursos, reduzir custos e estabelecer novas formas de comunicação. E a BMW, ao que tudo indica, quer estar na vanguarda desse movimento.

É por isso que a MINI, do grupo BMW, se uniu à HAX, empresa de hardware que faz parte da SOSV (antiga SOS Ventures), para construir uma nova aceleradora, chamada Urban-X, dedicada a startups que trabalham na cidade do futuro.

Cyril Ebersweiler, líder da HAX, disse ao portal TechCrunch que o experimento acontece em Shenzen, na China, e em São Francisco, nos Estados Unidos, com foco em startups de hardware. O novo Urban-X será conduzido a partir de agora em Nova York e a ideia é construir uma ponte entre hardware e software com foco em soluções para o ambiente urbano.

Pode parecer um pouco confuso ter uma empresa sem um acelerador ou uma empresa de capital de risco por trás, mas Ebersweiler acredita que isso vai conseguir levar mais foco para a cidade do futuro.

A entrada da MINI faz sentido em um mundo em transição. Esther Bahne, líder de empreendimentos de impacto da MINI, lembrou ao TechCrunch que nos anos 50, as cidades foram construídas em torno dos carros e que as metrópoles emergentes exigem produtos e serviços em torno do conceito do futuro. 

Segundo ela, a condução autônoma é apenas uma das revoluções que estão por vir e que vão mudar a interação das cidades com as pessoas. “A MINI quer ter um papel ativo nesse contexto, ajudando a construir uma cidade cada vez mais habitável e agradável”, assinalou.

Não só a MINI, mas outras montadoras estão se adaptando para encarar a nova realidade do mercado. Além disso, diversas cidades em todo o mundo estão se adaptando para serem inteligentes, como é o caso de Águas de São Pedro, no Brasil. 

Em princípio, a MINI e a HAX afirmaram que vão investir US$ 60 mil em capital próprio para cada startup do programa, que terá duração e três meses. Mas a ideia é ampliar o projeto e apostar em outras empresas. As candidaturas estão abertas para o programa, que começa em março deste ano. Os interessados podem se inscrever em urban-x.com.

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 Redação IT Forum 365

 

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