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A Universidade Presbiteriana Mackenzie inaugurou há poucos dias o primeiro laboratório da América Latina especializado em grafeno. Fino, resistente e derivado do carbono, o material deu o Nobel de Física de 2010 a seus criadores e pode, nos próximos anos, revolucionar a indústria, a engenharia e o setor de tecnologia.

Construído com uma parceria entre o Mackenzie, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Centro de Pesquisa Avançadas em Grafeno da América Latina (também chamado de MackGraphe) custou cerca de R$ 100 milhões. O laboratório ocupa um edifício com área superior a 4 mil metros quadrados, distribuídos em nove andares, no campus da instituição em Higienópolis, região central de São Paulo.

Ainda pouco conhecido, o grafeno é um material que deve estar presente em boa parte dos eletrônicos no futuro. Gerado a partir do grafite, uma boa forma de entender o grafeno é imaginá-lo como uma folha de átomos de carbono, densamente compactados em um formato bidimensional.

Além de fino e resistente, o material ainda reúne uma série de importantes propriedades para a indústria de inovação: é transparente, leve, conduz eletricidade e calor e ainda é flexível. Não é para menos que tantas aplicações com o material estejam em fase de desenvolvimento para diversas áreas como defesa, eletroeletrônicos, semicondutores e produtos como plástico ou látex.

Suas aplicações vão de raquetes de tênis, já disponíveis no mercado, a preservativos – financiados pela Fundação Bill e Melinda Gates, do cofundador da Microsoft e sua esposa. Além disso, há estudos recentes demonstrando sua aplicação na filtragem e retirada de materiais radioativos de águas contaminadas.

Origem. Segundo o reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Benedito Guimarães Neto, o projeto teve início em 2012 quando uma equipe da instituição visitou a Universidade Nacional de Cingapura para desenvolver pesquisas na área de fotônica, que estuda geração, transmissão e detecção da luz.

“Após a visita, a gente viu que poderia aproveitar as potencialidades da tecnologia para pensar algo bem maior. Foi aí que surgiu a ideia do centro de pesquisas em grafeno”, diz. Desde 2010, a Universidade Cingapura tem um centro específico para estudo das aplicações e propriedades do grafeno.

A meta da universidade é dominar o conhecimento científico sobre o grafeno nos próximos cinco anos. Depois disso, começará a desenvolver inovações com o material. Para isso, a instituição pretende buscar parcerias com o setor industrial para propor soluções com o grafeno para a melhoria de processos e produtos.

“A universidade tem o conhecimento, mas são as empresas quem devem produzir novidades”, diz o coordenador do MackGraphe, Thoroh de Souza. O foco da universidade é buscar empresas nacionais que já tenham condições de infraestrutura e investimento, em setores como o agronegócio.

O Brasil tem uma das maiores reservas de grafite do mundo, mas ainda não desenvolveu a cadeia completa de produção do grafeno. “Produção industrial em grande volume e com qualidade não existe no mundo”, diz o brasileiro Antonio Hélio de Castro, diretor do centro de materiais bidimensionais da Universidade de Cingapura. Para ele, um dos desafios para o desenvolvimento neste área é dominar processos de produção de grafeno de alta qualidade.

“Hoje existe uma corrida para controlar e ter a propriedade intelectual em pesquisas com grafeno”, diz Castro. Por sua versatilidade, a perspectiva é de que o material terá peso equivalente ao do silício hoje. “O Brasil não pode deixar de participar desta corrida, porque perde a oportunidade de dividir a riqueza que esse material vai gerar.”

Leia também: Dobrável e forte, o grafeno é o material do futuro.

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Thiago Sawada no LINK do Estadão.

 

 
A cineasta Vera Egito faz a estreia mundial de seu primeiro longa, Amores Urbanos, viaja pelo mundo para promover o filme e fala, à coluna, da luta por mais mulheres numa área dominada pelos ‘brothers’. Depois de ter sido apresentada em Cannes como “jovem talento promissor” – em 2009, com dois curtas-metragens –, Vera Egito começa agora a correr o mundo para divulgar seu primeiro longa, Amores Urbanos. A estreia mundial aconteceu, ontem, no Miami International Film Festival e o filme desembarca em telas brasileiras a partir de maio.
 

'Amores Urbanos' tem o cantor Thiago Pethit, Maria Laura Nogueira e Renata Gaspar no elenco. Foto: divulgação. 
 
Com orçamento enxuto, o longa conta a história de três amigos que moram no mesmo prédio, vivendo conflitos da classe média paulistana. “Foi um processo bem intenso, porque tinha muitas referências pessoais. E a equipe foi toda de amigos. Estávamos em casa falando da nossa própria vida”, relatou a diretora em entrevista à repórter Marilia Neustein. Além da escolha pela participação de amigos, como Thiago Petit e Ana Cañas, a cineasta se deu conta, ao longo do processo, de que toda sua equipe criativa era formada de mulheres.
 
Nesta véspera do Dia Internacional da Mulher, a militante da causa faz uma comparação oportuna: “Aconteceu o mesmo que se dá com os diretores: eles chamam os brothers deles. Eu fiz o mesmo. Só que no meu caso são “manas”, as minhas parceiras e amigas. Que também são grandes profissionais”, diz.
 
A questão de gênero no audiovisual, aliás, é uma grande preocupação da cineasta, que participa de movimentos a favor de maior representatividade das mulheres no mercado. “Quando uma mulher lidera ou escreve um projeto, há personagens femininas fortes e questões que não são só sobre homens”, afirma. “É por isso que batemos o pé sobre a liderança do projeto. Porque é a liderança que vai trazer essa multiplicidade”. A seguir, os principais trechos de entrevista.
 
Por que contar essa história, uma história de amizade, e como surgiu a ideia do filme?
Acho que a resposta vem da contemporaneidade. Creio que os filmes, assim como os livros, têm o mérito de ser um retrato do tempo. Talvez o Amores Urbanos seja o retrato dessa geração urbana. Até arrisco dizer que é o retrato de um estilo de vida das grandes cidades brasileiras. O filme fala sobre libertação na forma de se relacionar. Os personagens brigam muito mas estão sempre juntos. Acho que isso é o reflexo também de uma certa latinidade. As vidas urbanas se conectam mundo afora, mas eu vejo essa turma que é retratada no filme em muitas cidades latinoamericanas. Agora, por que contar essa história? Acho que tem algo de autoficção. O filme não é autobiográfico, mas algumas falas foram literalmente extraídas da minha vida e da vida dos meus amigos.
 
Muito se fala da falta de filmes brasileiros que retratem a classe média.Amores Urbanos mostra a complexidade desse universo? Acho que sim. O filme foi pré-selecionado para alguns festivais que disseram que o longa não representava o Brasil, porque não é isso que eles esperam do universo latino-americano. Eu entendi. Penso que temos que retratar o Brasil inteiro em todos os seus aspectos: a vida rural brasileira, a periferia, e todos os grupos que não têm voz. O que me dói ainda é que o filme retratado na periferia não seja feito por um autor periférico, por exemplo. Eu ainda acho que é um discurso muito paternal, porque quem faz cinema, quem vai ao cinema, quem escreve sobre cinema, é a turma que está no Amores Urbanos. É essa turma.
 
Acha que a produção deveria ser mais democratizada?
Existem mil movimentos, o cinema na periferia, o cinema negro, as mulheres negras autoras. Eu acho que vai ser legal quando os filmes brasileiros retratarem um Brasil e forem feitos e produzidos, idealizados por esse Brasil múltiplo, e não um cenário onde 84% dos longas é escrito e dirigido por homens héteros brancos.
 
Como diretora, você teve alguma transformação durante o filme? Alguma reflexão?
O processo que seguimos foi, desde o começo do roteiro, muito intenso porque tinha muitas referências pessoais. E a equipe era toda composta de amigos. Estávamos em casa falando da nossa própria vida. O mais desafiador, na verdade, foi filmar em 17 dias com um orçamento muito enxuto.
 
São Paulo tem um papel importante no filme, não é?
Tem. Mesmo sem ter nenhum plano geral, revelamos a cidade. São Paulo está na forma como as pessoas falam. Nessa lógica louca na qual se você não tem um bom emprego, está fracassado. Se namora “uma gata” tem que mostrar para os outros. Acho que têm muitas coisas negativas na lógica de São Paulo. De outro lado, a cidade dá essa possibilidade de ser anônimo. Você pode viver em uma cidade ultraconservadora ou em uma das cidades mais libertárias. Tudo isso na mesma SP. Amores Urbanos está nessa variedade de pessoas…
 
A equipe de criação do filme é quase toda composta por mulheres. Foi uma opção sua?
Não fiz questão. E isso é que foi bonito. Só me dei conta quando a equipe já estava formada. Aconteceu o mesmo que acontece com os homens.diretores: eles chamam os brothers deles. Eu fiz o mesmo, só que no meu caso são “manas”, não são brothers. Chamei as minhas parceiras, minhas amigas. Que também são grandes profissionais. Quando olhei em volta era diretora de fotografia, técnica de som, montadora, diretora de arte, figurinista. Era só “a mulherada”. No meu set de criação tinha um único homem – o diretor de produção – e isso gerava muita piada (risos). É claro que eu tenho amigos homens. Mas existe também uma associação, essa afinidade de gênero – que no movimento feminista chamamos de sororidade. Todos os amigos diretores que conheço escolhem sempre uma equipe só de homens e nunca foram questionados por isso.
 
Você participa de um grupo em prol das mulheres no audiovisual.
Sim. A SPCine convocou uma reunião das mulheres do audiovisual de SP e disso surgiu um grupo no Facebook. Hoje são mais de duas mil mulheres no Brasil. Somos uma rede de contatos, estamos levantando pesquisa sobre a situação da mulher no audiovisual, um banco de dados com todos os nossos nomes e funções, etc. Mas é um grupo apolítico, bem heterogêneo.
 
Nesse contexto, como você vê a representatividade da mulher nesse mercado?
Questiono o porquê de 84% dos filmes brasileiros serem liderados, escritos e dirigidos por homens brancos. Existem muitas mulheres, diretoras consagradas, produtoras consagradas que não entram nessas estatísticas. Acho muitíssimo grave que não haja filmes lançados por mulheres negras no Brasil, por exemplo. Não está certo. Isso não é um problema só das mulheres negras, isso é um problema de todos nós. E eu ouvi de um amigo: “Não sei por que você está tão preocupada, você é mulher e dirige filmes”. Eu respondi: “Talvez porque o mundo não gira em torno do meu umbiguinho”.
 
Estamos vivendo essa primavera do feminismo. O que acha disso?
É engraçado porque fui criada por uma mãe feminista, eu vivi isso. Ela sempre me falou da Frida Khalo, Rosa Luxemburgo, Olga Benário, Simone de Beauvoir. As mulheres fortes sempre povoaram a minha construção como pessoa. E acho maravilhoso que essa reflexão esteja voltando. Sempre digo aos ativistas do movimento LGBT e do movimento negro que, às vezes, há uma impressão de que o mundo está muito reacionário. Entretanto, o reacionário só existe porque é uma reação à nossa atitude de estarmos botando as asinhas de fora.
 
Outra questão importante levantada pelas mulheres no cinema não é apenas o número de lideranças no audiovisual, mas também a forma como as personagens mulheres são retratadas nos filmes.
 
Existe até um teste que indaga, nos filmes dirigidos por homens, quantas personagens mulheres existem e dessas quantas têm fala, e quantas falas não são sobre homens. O resultado é realmente impressionante. Quando uma mulher lidera ou escreve um projeto audiovisual, existem personagens femininas fortes e existem questões na vida delas que não são só sobre homens. E é natural escrever sobre elas. Por isso eu sempre repito que o autor periférico precisa ter voz. A autora negra precisa ter voz. Porque automaticamente o retrato aparece na tela. É por isso que batemos o pé sobre a liderança do projeto. Porque é a liderança que vai trazer essa multiplicidade.
 
A atriz Viola Davis falou sobre isso no seu discurso do Emmy. Sobre a oportunidade da mulher negra no audiovisual americano.
Achei muito interessante, no discurso dela, quando ela disse que você não pode ganhar um prêmio por um papel que não existe. Essa é a grande questão. Você não pode atuar em um filme que não existe, ou dirigir um roteiro que não existe. É importante ter mais mulheres escrevendo, mais mulheres negras escrevendo.
 
Você é mãe de uma menina. Pensa nisso ao criar sua filha também?
Muito. Penso nisso tudo. Eu acho que é como eu fui criada, na verdade – que é não colocar o gênero como um empecilho.

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Direto da Fonte, por Sonia Racy em O Estado de S.Paulo.
 

 
A cidade de São Paulo ganhou um novo alento para os sabores brasileiros. Estão sendo abertos neste mês de março quatro novos boxes do Mercado Municipal de Pinheiros, focados em ingredientes de diferentes biomas do Brasil, que ficarão sob a curadoria do Instituto ATÁ em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), o Instituto Auá, a Central do Cerrado e o grupo Quintana. O Mocotó Café, aberto em janeiro, também faz parte do projeto.


O prefeito Fernando Haddad, durante a abertura dos novos boxes do Mercado de Pinheiros, que passa por processo de revitalização.
Foto: Claudio Tavares / ISA.

 As seis organizações formam um coletivo, que desenvolve diversos projetos com comunidades locais e tradicionais aliados à valorização dos ingredientes nativos. A ideia é facilitar o caminho para que os produtos estejam disponíveis no Mercado de forma qualificada, com preço justo e respeitando as peculiaridades de cada região.
 

O óleo de Pequi do Xingú é um dos ingredientes à venda no Mercado de Pinheiros. Foto: Cláudio Tavares / ISA.


Fortalecer a cadeia do alimento

O projeto do Instituto ATÁ no Mercado de Pinheiros atua em várias frentes. Um de seus principais objetivos é trazer luz à rica biodiversidade do Brasil, que se traduz em um leque sem-fim de ingredientes, repletos de aromas e sabores desconhecidos de grande parte de nossa população.

Outro objetivo é fortalecer a ponta da cadeia, contribuindo para que esse grupo de pequenos produtores, artesãos e comunidades se estruturem e sejam remunerados de maneira justa, tornando seus negócios sustentáveis economicamente, e facilitando sua entrada no competitivo mercado paulistano. O papel de todas as organizações envolvidas é de construir pontes entre o consumidor e o pequeno produtor, buscando encurtar o caminho do campo à mesa.

Como não haverá intermediários em todo o processo, os boxes se consolidarão também como um grande showroom, possibilitando outros negócios para as comunidades, os artesãos e os pequenos produtores. A expectativa é que os boxes sejam um estímulo para o comércio de varejo e um incubador de negócios para esses produtos. Seja com chefs e restaurantes que ali terão acesso a produtos vindos de locais distantes, seja para outros pontos de venda, com empórios e restaurantes. O projeto pretende ser o ponto de partida para uma rede que se estenderá por toda a cidade.

O chef Alex Atala, do Instituto ATÁ, acredita que criar uma demanda para esses produtos, apresentando-os ao público consumidor, e tornar viável o uso dos ingredientes brasileiros não apenas em suas regiões de origem é também uma poderosa ferramenta de preservação do meio ambiente.

Artesanato usado na culinária dos povos indígenas do Xingú. Foto: Cláudio Tavares / ISA.

Termo de Cooperação

O projeto dos boxes focados nos biomas do Brasil faz parte de um novo momento do Mercado Municipal de Pinheiros, que passa por um processo de revitalização com reformas estruturais, melhorias e um calendário de atividades educativas e culturais para o ano.

Ali, no tradicional espaço, localizado no Largo da Batata, firmou-se um termo de cooperação entre o Instituto ATÁ e a Prefeitura de São Paulo para um projeto inovador. A entidade, composta por lideranças de diferentes setores, como o chef Alex Atala (Grupo D.O.M.), Beto Ricardo (Instituto Socioambiental) e Roberto Smeraldi (Oscip Amigos da Terra – Amazônia Brasileira), com o prefeito Fernando Haddad e o secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, Artur Henrique, formalizaram o acordo que permite à entidade ocupar e administrar cinco boxes do Mercado e também desenvolver ações que promovam o fortalecimento da cadeia produtiva do alimento.

A iniciativa, da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), por meio da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan), faz parte do programa Fortalecimento da Diversidade Gastronômica na Cidade de São Paulo, pela valorização de ingredientes da cozinha brasileira.

“O Mercado Municipal de São Paulo, o Mercadão, reflete perfeitamente a diversidade cultural paulistana, mas ainda falta um espaço que represente nossos sabores nativos. A ideia é que o Mercado Municipal de Pinheiros ocupe essa lacuna e se torne uma embaixada do ingrediente brasileiro”, explica o chef Alex Atala.

Trazer produtos que representem os diferentes biomas e priorizar ações que valorizem o pequeno produtor e fortaleçam a cadeia do alimento serão prioridades no projeto do Instituto ATÁ para a parceria. “Queremos que o Mercado de Pinheiros se torne uma extensão da rota turística que vai ao Mercadão e que o público venha de metrô e de bicicleta”, afirma Alex Atala.

Conheça alguns produtos que serão comercializados nos novos boxes do Mercado de Pinheiros

Bioma Amazônia / Mata Atlântica (Instituto ATÁ).
- Tucupi
- Molho de tucupi preto
- Maniva precozida
- Mini-arroz do Vale do Paraíba
- Farinha piracuí
- Farinha de milho biju
- Cachaça de jambu
- Cumaru
- Açúcar aromatizado com cumaru
- Aviú
- Queijo marajoara
- Doce de cupuaçu
- Farinha d’água
- Feijão manteiguinha
- Geleia de jambu
- Geleia de priprioca
- Polpa de bacuri
- Polpa de murici
- Polpa de taperebá

Bioma Amazônia / Mata Atlântica (Instituto Socioambiental).
- Pimenta baniwa
- Mel dos Índios do Xingu
- Castanha do Pará
- Farinha de mesocarpo de babaçu
- Farinha de mandioca (Mata Atlântica)
- Banana chips (Mata Atlântica)
- Taiada (Mata Atlântica)
- Rapadura (Mata Atlântica)
- Óleo de Pequi
- Pimenta do Xingu. Ainda não disponível
- Azeite de castanha. Ainda não disponível
- Óleo de babaçu. Ainda não disponível
- Cerâmica Baniwa
- Cerâmica Yudja
- Cerâmica Wauja

Bioma Mata Atlântica (Instituto Auá).
- Cachaça curtida com cambuci, com pelo menos 400 anos de tradição no alto da Serra do Mar de São Paulo
- Xarope de cambuci, com tradição centenária na região, sendo excelente expectorante
- Licores de grumixama, araçá, cambuçá, pitanga e outras nativas, produzidos em Parelheiros, no extremo sul da cidade de São Paulo
- Paleta de uvaia artesanal da marca Empório Mata Atlântica
- Geleias de Cambuci, Uvaia, Juçara e outras nativas, de diversos produtores da Serra do Mar Paulista
- Antepastos, molhos e chutney à base de Cambuci
- Granola com juçara, produto exclusivo de São Luiz de Paraitinga
- Mudas de cambuci, grumixama e araçá
- Cambuci congelado da Rota do Cambuci

Bioma Cerrado/Caatinga (Central do Cerrado).
- Óleos vegetais (babaçu, pequi, macaúba)
- Farinhas (jatobá, babaçu e buriti)
- Castanhas como a de baru e pequi
- Geleias, licores, doces e polpas de frutas nativas do Cerrado e da Caatinga
- Artesanatos de Capim Dourado
- Tecelagens com pigmentos naturais e outros produtos associados ao modo de vida dos agroextrativistas
- Produtos das Mulheres Quebradeiras de Coco de Babaçu, que possuem uma relação muito forte com as matas de cocais ou babaçuais de onde tiram inúmeros produtos para seu sustento e possuem uma luta muito forte em defesa do direito a suas terras e territórios e contra a grilagem de terras.

Bioma Pampas (Marcos Livi/Quintana).
- Mel branco de Cambará do Sul
- Pimentas de Turuçu
- Charque de gado de Santana do Livramento
- Charque de cordeiro feito pelo chef Márcio Avilla, de Pelotas
- Artesanato em nó de pinho, lascas de araucária, lã de ovelha
- Carne de ovelhas crioulas do Projeto Monã
- Sucos de frutas nativas, como butiá
- Arroz cachinho, de Sentinela do Sul, uma semente quase crioula, esquecida por 100 anos e agora novamente sendo resgatada e gerando uma nova fonte de renda para uma associação de 23 produtores. Disponível apenas em maio.

Bioma Caatinga (Mocotó).
- Manteiga de garrafa
- Pimentas
- Farinhas
- Cachaça
- Rapadura
- Tapioca
- e pratos típicos nordestinos

Serviço

Mercado Municipal de Pinheiros.
Rua Pedro Cristi, 89.
Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 8h às 18h.
Fecha aos domingos.

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Informações: Giuliana Bastos assessora de imprensa do Instituto ATÁ, Assessoria de Comunicação do Mercado Municipal de Pinheiros e da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo.

 


Enquanto os lixões não param de acumular plástico, há muitas pessoas que não tem um teto para morar. E o que uma coisa tem a ver com a outra, afinal? Para a EcoDomum, startup mexicana, tudo!

O grande “vilão” do meio ambiente – que demora centenas de anos para se decompor, enche lixões e polui oceanos – também é uma solução muito viável e econômica de moradia popular. A matéria-prima barata garante a acessibilidade da tecnologia, que tranforma plástico em paredes e telhados. Segundo a EcoDomum, uma casa com 40 metros quadrados custa aproximadamente U$ 280 dólares para ser construída.

E mais! Além de acessível, o material é durável e impermeável. A startup produz cerca de 120 painéis todos os dias, evitando que cerca de 5,5 toneladas de plástico sejam desperdiçados no lixo diariamente. Uma casa simples leva uma semana para ser construída e usa apenas 80 painéis — cerca de duas toneladas de plástico —, segundo o fundador da empresa, Carlos Daniel González.

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O processo para a construção de casas populares a partir de plástico usado, reciclado e prensado. Imagem: EcoDomum.

Todo o processo de construção, desde a coleta e separação do plástico até a produção dos painéis e montagem das casas, é feito pela startup, que enxergou uma grande oportunidade de aquecer a economia local, enquanto resolve dois problemas: um social e outro ambiental.

A empresa já construiu mais que 500 casas com o método e já está com diversos projetos para o futuro. O objetivo é expandir ainda mais a capacidade de produção e espalhar a iniciativa pelo país — e, por que não, pelo mundo? — no ano de 2016.

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Por Jéssica Miwa no Greenest Post.



Entre os dias 13, 14 e 15 de maio, acontece a quarta edição do Festival Path, realizado anualmente pela empresa O Panda Criativo, que reúne diversas atividades culturais e palestras sobre inovação, criatividade e tecnologia. A ideia do evento surgiu em 2002, quando os empresários Fabio Seixas e Rafael Vettori, foram pela primeira vez ao SXSW, em Austin, no Texas (EUA). 

Este ano, o Festival Path acontece nos bairros de Pinheiros e Vila Madalena, em São Paulo, com sede principal no Instituto Tomie Ohtake. O evento contará com 150 palestras ministradas por 300 palestrantes, 26 shows de música em três palcos diferentes, serão exibidos 25 documentários, uma feira de startups, uma feira maker, uma exposição de arte interativa, além de 16 food trucks espalhados pelas ruas próximas. Ao todo, serão 20 atrações simultâneas por dia, somando 300 horas de conteúdo para um público estimado de oito mil pessoas.

A quarta edição do Festival Path inaugura a nova comunicação do evento, desenvolvida pela Ana Couto Branding. Pela segunda vez, a cerveja Sol patrocina o festival, que estreia o patrocínio da rede de streaming Spotify

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Fonte: Redação PróXXima. 


No próximo dia 24 de fevereiro começa a 8ª edição do Open Innovation Weak, evento que reúne seminários, cursos e dinâmicas com temas relacionados a inovação e conectividade. Este ano, a feira vai propor uma reflexão sobre o conceito de open startups, ou seja, empresas de base tecnológica focadas em inovação aberta.

"Uma open startup não é uma pequena empresa que vai se tornar grande. É diferente. A startup aberta é uma empresa que é ágil o suficiente para se transformar conforme vai estabelecendo conexões", explica o investidor Bruno Rondani.

Ele é mentor do movimento "100 open startups", que conecta pessoas e instituições em torno de programas de inovação aberta.

De acordo com Rondani, existem maneiras diferentes de uma grande empresa se conectar com uma startup aberta. As mais comuns são a mentoria, aporte de recursos ou parceria no desenvolvimento e comercialização de produtos e serviços.

"Existe uma ideia disseminada de que startups são adquiridas pelas grandes empresas para eliminá-las, mas essa é apenas uma das possibilidades. Existem muitas outras formas onde a grande empresa na verdade auxilia a startup a viabilizar inovações", diz.

O Open Innovation Week vai reunir empresas líderes em inovação, investidores e startups. Vamos discutir novos conceitos e práticas sobre como startups podem contar com o apoio de grandes empresas para viabilizarem sua inovação e como grandes empresas podem se beneficiar do crescente movimento de startups para serem mais inovadoras”, finaliza Rondani.

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Fonte: Jornal GGN.

 

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