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Clayton Melo, da Revista Move analisa importante relatório da Unesco e dá as dicas. "As primeiras décadas do XXI são marcadas por questionamentos radicais a respeito de uma série de assuntos. O mercado de trabalho é um belo exemplo. As relações profissionais têm se transformado profundamente. Enquanto algumas profissões perdem espaço ou são extintas, outras tantas são criadas num piscar de olhos. E não é só isso. O perfil do profissional desejado pelas empresas tem mudado bastante, e isso aumenta o fosso entre o que as escolas e universidades ensinam e o que o mundo corporativo procura.

Uma das raízes do descompasso, segundo pesquisadores de educação de diferentes países, é que o sistema educacional continua ancorado no modelo de transmissão de conteúdo, e não no desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para a vida em sociedade.

Caráter

Apoiada em um sistema pedagógico linear, a escola ainda prioriza o ensino de disciplinas, como matemática, língua portuguesa, geografia e biologia. Isso é necessário, claro, mas é apenas parte da história. As empresas – e a sociedade em geral – sentem falta de talentos que tenham aprimorado atributos de caráter que não estão nos currículos escolares, como criatividade, espírito empreendedor, colaboração e proatividade.

A questão já foi analisada pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco). No relatório “Educação, um tesouro a descobrir”, preparado pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, o economista Jean Delors, presidente da comissão, apresenta o que o grupo de especialistas liderado por ele definiu como os “Quatro pilares da educação”.  São eles: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver.

A Unesco avalia que este é o alicerce do ensino para alunos e futuros profissionais impulsionarem competências que podem ser aprendidas não em livros didáticos, mas por meio do envolvimento com projetos multidisciplinares relacionados a questões sociais, comunitárias, históricas ou outros temas de interesse que estão além dos muros escolares e são parte da vida.

Para ficar mais claro, vejam o detalhamento dos “Quatro pilares da educação”, segundo o relatório da Unesco.

- Aprender a conhecer combinando uma cultura geral, suficientemente ampla, com a possibilidade de estudar em profundidade um número reduzido de assuntos, ou seja: aprender a aprender, para se beneficiar­ das oportunidades oferecidas pela educação ao longo da vida

- Aprender a fazer a fim de adquirir não só uma qualificação profissional, mas, de uma maneira mais abrangente, a competência que torna a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Além disso, aprender a fazer no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho oferecidas aos jovens e adolescentes, seja espontaneamente na sequência do contexto local ou nacional, seja formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho.

- Aprender a conviver desenvolvendo a compreensão do outro e a percep­ção das interdependências – realizar projetos comuns e se preparar­ para gerenciar conflitos – no respeito aos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.

- Aprender a ser para desenvolver, o melhor possível, a personalidade e estar em condições de agir com uma capacidade cada vez maior de autonomia, discernimento e responsabilidade pessoal. Com essa finalidade, a educação deve levar em consideração todas as potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para se comunicar­.

Mercado atual

Trazendo a questão para mais perto do dia a dia das empresas, a Catho desenvolveu um modelo de habilidades e competências para o mercado atual, conforme lembrado no livro “Escola.com” (Editora Novo Século), da Dra em Educação pela USP Luciana Allan.

A agência de recolocação explica o conceito adotado para definir competência: “Conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e aptidões que possibilitam maior probabilidade de obtenção de sucesso na execução de determinadas atividades.”

O documento separa as competências técnicas e as comportamentais. As de cunho técnico são todas aquelas obtidas por meio da educação formal, treinamentos e experiência profissional.

As de ordem comportamental são as que representam maiores chances de sucesso na realização das tarefas. Podem ser próprias à personalidade, obtidas no convívio social ou aperfeiçoadas por meio de treinamentos. As competências foram subdivididas em cinco grupos: Intelectuais, Comunicativas, Sociais, Comportamentais e Organizacionais. Abaixo, os detalhes sobre as de ordem intelectual, social e comportamental.

1. Intelectuais
São as competências necessárias para reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo de trabalho, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos.

- Transferir conhecimento: saber multiplicar o saber técnico para um superior, pares, subordinados, clientes e fornecedores. E também estar apto a conhecer coisas novas.

- Generalizar o conhecimento: é traduzir as informações do nível institucional para a realidade da organização, transferindo para as equipes operacionais a responsabilidade de colocar as ideias em prática.

- Reconhecer problemas e propor soluções: visualizar, analisar e situar os negócios da empresa diante dos contextos nacional e mundial. E propor ações para superar obstáculos.

2. Competências sociais
É a sabedoria para transpor conhecimentos da vida cotidiana para o ambiente de trabalho e vice-versa. Isso envolve:

- Relacionamento interpessoal: cultivar uma boa relação com os colegas, tanto nas questões voltadas ao dia-a-dia profissional como nos momentos em que o lado afetivo se faz presente.

- Trabalho em equipe: capacidade e discernimento para trabalhar com e para pessoas, influenciando positivamente o comportamento do grupo.

- Consciência ambiental: reconhecer a importância do meio-ambiente e entender o papel das organizações na preservação do planeta.

3. Competências comportamentais
São as que demonstram espírito empreendedor e capacidade para a inovação, iniciativa, criatividade, vontade de aprender, abertura a mudanças e implicações éticas do trabalho. Exemplos:

- Iniciativa: identificar e atuar proativamente na solução de problemas e na busca de oportunidades. É se oferecer para tarefas e identificar o que precisa ser feito. É agir sem que lhe peçam ou exijam e assumir responsabilidade de criar as condições para que um projeto aconteça e dê resultados.

- Criatividade: produzir mais e melhores ideias para o desenvolvimento de produtos, serviços e projetos.

- Adaptabilidade: adaptar-se às condições favoráveis e desfavoráveis, independentemente de quais forem (ambientais, econômicas, tecnológicas, culturais).

- Consciência da qualidade: buscar a excelência de produtos e serviços e ter uma preocupação maior com as crescentes exigências dos clientes internos e externos.

- Ética: sustentar-se em valores éticos e morais, transmitindo credibilidade e confiança aos colegas, clientes internos e externos, parceiros e fornecedores.

- Coerência: o discurso não deve ser diferente da prática. É preciso que o profissional seja coerente em suas atitudes.

O que a visão da Unesco sobre educação e o estudo da Catho nos indicam é que, no mercado de trabalho da sociedade conectada, o que faz a diferença na carreira não é o conhecimento acadêmico espetacular, mas sim as competências socioemocionais, aquelas relacionadas aos traços de personalidade.

É isso o que as empresas mais valorizam atualmente. E as escolas têm o desafio de desenvolver essas competências nos alunos. Para quem já está no mercado, nunca é tarde: aprenda a aprender. Você só tem a ganhar com isso."

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Um dos fundadores da Revista Move, Clayton Melo foi editor de publicações como Istoé Dinheiro, Gazeta Mercantil e IDG e repórter do Meio & Mensagem, além de ter colaborado com diferentes revistas. 

 


Diversidade cultural? Só São Paulo tem. Serviços a qualquer hora? Só São Paulo tem. Comidas de todos os tipos? Só São Paulo tem. Essas e muitas outras ofertas da capital paulista fazem com que o Brasil a considere referência de modernidade e qualidade, reforçando a ideia de que “só São Paulo tem” tudo para todos. 
 

Se a cidade fosse um país, ela estaria entre as 50 maiores economias do mundo. A comparação é feita por um estudo da Fecomercio-SP, que analisa o PIB, de R$ 571 bilhões, e a população, estimada em quase 12 milhões de pessoas, segundo o IBGE. A capital paulista estaria posicionada, em um ranking fictício, na 43ª posição, entre a Finlândia e a Grécia.

E, como não poderia ser diferente, o potencial consumidor oferece amplo campo de atuação. O comércio varejista deve faturar, em 2016, R$ 160 bilhões, com vendas de R$ 438 milhões por dia e um pouco mais de R$ 5 mil por segundo, isso de acordo com a PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista), elaborada pela federação. Apesar de os números serem robustos, o varejo fechou 2.491 vagas na cidade, em que a ocupação formal atingiu 666.264 empregados.

Ainda assim, “São Paulo é a Nova York da América Latina”. Esta afirmação é do professor de ciências sociais e do consumo da ESPM, Fabio Mariano (ele também analisa o mercado de consumo na página 50), que considera a cidade com maior potencial que Buenos Aires, na Argentina, e Cidade do México, no México. “São Paulo é referência, o lugar onde se encontra de tudo. É antenada e aberta para receber qualquer tipo de novidade”.

Essa, no entanto, não é uma exclusividade. Grandes cidades espalhadas pelo globo carregam essas características. Atualmente, São Paulo está contaminada por uma tendência mundial que estimula seus moradores a cultivar os espaços públicos e abertos, ressalta Mariano.

Esse novo estilo de vida vem refletindo na administração pública, nas iniciativas dos moradores e nos hábitos de consumo. Os interesses dos paulistanos estão mais voltados ao bem-estar, a explorar a cidade e a procurar por serviços personalizados e originais.

“As ciclovias são um exemplo disso. Os fechamentos da Avenida Paulista e do Minhocão nos domingos fazem parte desse movimento. Os food trucks encontraram seu espaço trazendo serviços comuns com novas experiências”, pontua Mariano.

A Virada Cultural e a Virada Sustentável seguem essa linha e são organizadas pela Prefeitura. Outra observação feita pelo professor é o crescimento do Carnaval de rua em São Paulo, antes pouco frequentado. Na periferia, os saraus de poesia e música reúnem as comunidades em espaços públicos e praças da cidade.

“A diversidade faz o paulistano comprar. O espaço fechado não vai roubar o espaço aberto, mas a tendência está para o crescimento das lojas de rua. Ao fechar a circulação de carros pelas vias, por exemplo, não existe prejuízo para o comércio, pois aumenta a circulação de pessoas”, explica Mariano.

Ao procurar por opções inusitadas que seguem esse conceito, o paulistano pode encontrar o BTNK, que fica dentro de um vagão de trem nos trilhos da Mooca. O projeto, idealizado por Marco Assub, Mariana Bastos e Ian Haudenschild, duraria apenas três meses, mas se transformou em seis, e vai encerrar sua temporada em maio de 2016. O nome, que vem dos “beatniks” de São Francisco, e é uma experiência envolvendo gastronomia, storytelling e música, em uma releitura inspirada na geração beat. 

BTNK está localizado em um vagão de 1922, nos trilhos da Mooca. Foto: divulgação.

A Heineken também se apegou aos espaços abertos e misturou música, drinks e vistas de tirar o fôlego. O Up on The Roof tem curtas temporadas e já levou convidados aos terraços de prédios históricos, como Edifício Planalto, Edifício Martinelli e, neste ano, para o Mirante do Vale.

Para quem procura ambientes tradicionais de varejo, a 25 de Março é um espaço de vendas que abastece todo o Brasil com produtos nacionais e importados. A popularidade está, sem dúvidas, na oferta de artigos de baixo custo, muitas vezes vindos da China e do mercado informal.

Analisando esse e outros pontos de vendas, como a região do Brás, que concentra a indústria de moda, e da Santa Ifigênia, o ‘paraíso dos eletrônicos’, Mariano avalia que a ilegalidade no comércio não é exclusividade de São Paulo. “Isso ocorre em todas as grandes cidades. A comercialização movimenta a economia, mas é uma questão ética. O estado pode deixar de receber e o consumidor não está protegido”, analisa Mariano.

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Mariana Zirondi no Caderno de Propaganda & Marketing. 

 


Estão abertas as inscrições, até o dia 1.o de fevereiro, para um concurso promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a NEXSO que visa selecionar as startups mais inovadoras da América Latina e do Caribe no setor criativo e cultural que estejam em funcionamento e possam ser escaláveis e replicáveis.

Entre as iniciativas que podem concorrer, estão aquelas startups que promovam a melhoria da qualidade de vida dos moradores da região a partir de produtos e serviços em setores como: artes cênicas; artes audiovisuais; tecnologia; desenho e editorial; música; e gestão cultural.

Cada uma das startups selecionadas receberá um convite para participar da 4ª edição do Construir soluções, tendo a oportunidade de apresentar sua startup diante de investidores, meios de comunicação, especialistas do setor e clientes potenciais.

Na ocasião, elas competirão pelos três primeiros lugares do concurso. O prêmio será de 30 mil doláres para o primeiro lugar, 15 mil dólares para o segundo e 7 mil doláres para o terceiro. Outros prêmios serão entregues por parceiros durante o encontro.

Além disso, os selecionados também passarão a ter acesso à plataforma ConnectAmericas do BID.

As inscrições poderão ser feitas por meio de cadastro no site e preenchimento de formulário.

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Fonte: GIFE.


Independente das tradições ou estilo arquitetônico, toda cidade tem uma história para contar. Com o passar do tempo, reformas e a transformação da paisagem urbana, essa história pode até se perder ou ser esquecida, mas continua ali.

Para resgatar a memória de construções e espaços históricos, as mineiras Paola Carvalho e Raíssa Pena criaram o projeto Chão Que Eu Piso, que reúne um acervo digital com fotos de pisos de cidades brasileiras e do mundo inteiro, tiradas por elas mesmas e por outras pessoas. A atenção especial vai para os ladrilhos hidráulicos, mosaicos e parquets, elementos clássicos da arquitetura que mexem com a nossa memória afetiva – seja pelas cores, formas ou pelas recordações pessoais que nos fazem lembrar.

O bim.bon entrevistou Paola e Raíssa em busca de suas inspirações, da história e da popularidade do projeto, que começou em 2013 no Instagram e já reúne mais de 4 mil imagens de encher os olhos, tiradas em países como México, França, Espanha, Itália, Israel, Polônia e Japão. Confira:

Vocês são jornalistas, e a Raíssa também é designer. Como surgiu a ideia de um projeto tão relacionado à arquitetura?
- Paola: O gosto por história da arte, arquitetura e design sempre existiu em nós duas. Em minhas andanças – e incomodada com tantos selfies em lugares turísticos – resolvi começar a tirar fotos de meus pés sobre pisos lindos de lugares históricos que tinham muito para contar. Era a minha forma não só de registrar por onde estive, mas também de chamar a atenção para a história que aqueles pisos, muitas vezes não notados, tinham testemunhado.

 

Museu da Electricidade- Belém, Lisboa.Museu da Electricidade- Belém, Lisboa.

Museu da Eletricidade. Belém, Lisboa. Foto: divulgação.
 
O projeto começou de forma muito simples e se tornou um sucesso. Como foi perceber essa grande repercussão entre o público?

Foi muito instigante. Amigos perceberam a predileção e começaram a nos enviar fotos por onde andavam. Eu pesquisava a história e eles se surpreendiam. No Instagram, ficamos surpresas como pessoas do mundo todo passaram a usar a hashtag #chaoqueeupiso. Então começamos a perceber a repetição de padrões em diferentes cidades e até continentes e, assim, a influência estética de um lugar sobre o outro, e como desenhos de chão podiam despertar a memória afetiva de muita gente.

Colégio Pio XII. Belo Horizonte. Foto: divulgação.

Hoje, o Chão Que Eu Piso Também é uma loja. Vocês já tinham a ideia de comercializar produtos desde o início do projeto?
De jeito nenhum. Foi um hobby, que virou vício e, depois, negócio. Justamente por padrões terem muita história para contar e despertarem a memória afetiva das pessoas é que resolvemos criar produtos. As estampas inspiradas em seus padrões transformam o produto em um objeto bonito e especial. Eles contêm história, design, recordações e carinho!

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Além de pôsteres e cadernos, vocês também produzem produtos personalizados. Como isso funciona?
Personalizamos cadernos com a estampa do chão de cozinha de vó, do colégio, da igreja onde aconteceu o casamento…

Vocês lembram de alguma história inusitada envolvendo o projeto?

Há algumas histórias interessantes, como o chão postado por uma pessoa que fez um outro seguidor lembrar do lugar onde deu o primeiro beijo em sua atual esposa; ou a do chão de uma igreja onde foi o casamento do irmão de um seguidor e que fez outro seguidor se lembrar do chão da cozinha da avó no interior. Ele disse que até conseguiu sentir o cheiro da comida que a avó fazia! São muitos casos.

Como surgiu a parceria com a guloseria Frau Bondan?
Como a loja faz produtos embalados com algo que sempre mexe com a memória afetiva das pessoas, combinou muito bem com o conceito do Chão Que Eu Piso. A Frau é de Belo Horizonte e nos convidou para desenvolver estampas inspiradas em pisos de prédios históricos daqui. É uma forma de enaltecer a história da nossa cidade, uma bela recordação de se ter do lugar que o belo-horizontino ou o turista provavelmente conheceu. As estampas com esses padrões especiais estão em latas de cookies e tartufos, necessaires térmicas com barra de chocolate, estojos com chocolates e aventais.

Com o projeto, vocês estão ainda mais atentas a todos os chãos que pisam. Vocês têm algum tipo e/ou estampa preferidos?
- Paola: Gosto muito de um ladrilho geométrico verde do Cine Theatro Brasil. São todas figuras de traços retos que, se observadas à distância, formam grandes círculos. As várias formas que podem ser encontradas ali quase que me hipnotizam.
- Raíssa: Eu adoro um do Museu de Artes e Ofícios que lembra um bordado em ponto-cruz, com quadrados bem pequenos. É impressionante como um ladrilho – que é uma peça essencialmente feita para ser pisada – pode conter tanta delicadeza.
 

Theatro Municipal, Rio de Janeiro. Foto: divulgação.
 
Como o projeto influenciou a trajetória pessoal e profissional de vocês?

- Raíssa: Para mim foi uma reaproximação com minha faceta de designer, que estava adormecida desde que iniciei a trajetória no jornalismo. Mas foi também uma maneira de saber mais sobre a história da minha própria cidade e ficar mais atenta a belezas que nem todo mundo vê.
- Paola: O jornalismo mantém a minha curiosidade aguçada, me dá técnica e conhecimento para apurar as histórias de cada lugar que citamos. Mas o projeto me fez enxergar para além do jornalismo e em outras áreas que sempre gostei, como arquitetura, história, arte, design e turismo.

Quais os próximos passos que podemos esperar do Chão Que Eu Piso?

Queremos aumentar o número de parcerias (como com a Frau Bondan, Museu das Minas e do Metal Gerdau e Urban Arts, que já temos), a venda online, a produção de objetos personalizados e brindes corporativos. Uma novidade que nos empolga é a realização de um ciclo de palestras envolvendo a arquitetura, a história e o design de Belo Horizonte.

Na primeira coleção do projeto em parceria com a Frau Bordan, foram escolhidas estampas encontradas no conjunto arquitetônico da Praça da Estação. Desta vez, foram retratados os pisos do Cine Theatro Brasil, na Praça Sete, e do casarão onde viveu Afonso Pena Júnior (filho do ex-presidente Afonso Pena), na Rua Aimorés.

O Cine Brasil, inaugurado em 1932, foi a primeira construção de BH a sofrer influência art déco. Já o Casarão de Afonso Pena Júnior foi construído em 1914 e possui dois pavimentos interligados por um conjunto rebuscado de escadaria, cúpula e balaustrada trabalhadas em ferro.

O Chão Que Eu Piso é uma ótima iniciativa de valorização da arquitetura e do urbanismo da cidade onde vivemos, aproveite para seguir o projeto no Instagram e no Facebook – e é claro, não se esqueça de contribuir com imagens do chão que você pisa diariamente.

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Nadine Alves no Bim Bom.

 


Entre os dias 20 e 23 de fevereiro, no Pavilhão do Anhembi, a cidade de São Paulo se tornará a capital do empreendedorismo. Com expectativa de receber mais de 120 mil pessoas, a Feira do Empreendedor SP 2016 exige uma série de cuidados para que os visitantes possam aproveitá-lo ao máximo. Por isso, confira as dicas de etiqueta e recomendações antes de ir ao evento. 
 
O primeiro passo que o visitante deve tomar é o do planejamento. Sem se programar direito, os empreendedores não conseguirão fazer bom proveito do evento. Para José Carmo de Oliveira, consultor de marketing do Sebrae-SP, os visitantes devem procurar a programação para selecionar as palestras que desejam assistir e definir os estandes que pretendem visitar.
 

“O ideal é fazer uma lista com tudo que for do seu interesse, começando do mais essencial até as atividades de menor importância”, diz Carmo. E essa ordem deve ser respeitada ao longo da feira: “as primeiras visitas devem ser as fundamentais. Não perca tempo com o que é dispensável”.

Outra recomendação é definir as visitas de acordo com os seus objetivos – normalmente diferentes entre aqueles que querem empreender e os que já são empreendedores. Se você possui uma empresa, vá atrás de estandes que possam proporcionar novas parcerias, busque fornecedores, priorize contatos que ajudem a aumentar as vendas ou a criar novos produtos, por exemplo.

Se você ainda não abriu sua empresa, comece pelas palestras sobre o tema. Depois, procure o atendimento pessoal, onde consultores do Sebrae e especialistas serão responsáveis por esclarecer dúvidas pontuais do seu futuro negócio. “Há muita informação disponível na feira para quem deseja se tornar um empreendedor”, diz Carmo.

Uma dica importante: as salas têm lotação limitada. Por isso, programe-se para evitar filas ou perder seu lugar. Inscreva-se nas palestras e nos atendimentos que pretende ir logo que chegar à feira.

O consultor lembra que, por motivos de segurança, não é permitido levar crianças ou adolescentes. A idade mínima para entrada é de 14 anos.

Roupas confortáveis, água, pequenos lanches e até analgésicos são parte do kit básico do visitante. “Quando puder, saia do Pavilhão por alguns minutos, respire um ar puro e volte com mais ânimo. A feira pode ser exaustiva, mas vale a pena”, diz Carmo.

Não perca tempo e faça já sua inscrição para a Feira do Empreendedor SP

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Redação: Pequenas Empresas, Grandes Negócios.


São Paulo comemora essa semana seus 462 anos! Para aproveitar as homenagens à cidade cinza, lançamos o documentário ARTE | TERRITÓRIO. Nele, acompanhamos diversos artistas visuais e espaços culturais que ocupam a região central de São Paulo - onde o caos inspira trabalhos que refletem diretamente o espírito da capital. “O centro de São Paulo te coloca num lugar de indagação da realidade humana e não tem como isso não ser interessante pra um artista", diz Maria Montero, criadora do Phosphorus, um espaço independente de arte experimental, com foco em residência artística e crítica dos processos. 
 
 
Felipe Morozini no documentário ARTE | TERRITÓRIO

Em seus doze minutos, o curta inclui relatos dos artistas Felipe Morozini, Luciano CortaRuas, as galeristas Maria Monteiro, Fernanda Brenner e o curador Fernando Velázquez. Entre os temas abordados estão as inspirações, mas também os desafios de trabalhar na região. “Os projetos que existem no centro hoje são experimentais e estão de fato descobrindo o local. Não há exploração comercial. Esses espaços no centro querem explorar, experimentar, provocar", explica Velázquez, curador do 
Red Bull Station.

Estúdio Lâmina
O Estúdio Lâmina é um espaço cultural que é de tudo um pouco: galeria, estúdio e casa. Lá eles acolhem diversas residencias artisticas que vão desde música, fotografia e cinema até dança, moda e circo. 
Av. São João, 108, Centro.


Felipe Morozini
Além de artista, Morozini é ainda diretor da Associação Parque do Minhocão, organização social que defende que o Elevado Presidente Costa e Silva se transforme numa área de lazer para a população da cidade. Morozini mora no Minhocão e seu trabalho tem forte relação com o centro paulistano. Entre seus trabalhos mais conhecidos está a performance "Jardim Suspenso da Babilônia", na qual, junto de 21 amigos, ele pintou flores de cal em toda a extensão do Elevado Costa e Silva em 2009.

Pivô. Foto: Salvador Cordaro.                      

Pivô
O Pivô, localizado no Edifício Copan, no centro de São Paulo, foi fundado em 2012 e desde então recebe diversas exposições, worshops, palestras e experimentações artísticas sobre arte, arquitetura, urbanismo e muito mais. Vale a visita! 
Av. Ipiranga, 200, bloco A, Loja 54, República.


Tag Gallery

Curte arte urbana? Então você não pode deixar de visitar a Tag Gallery. O espaço, localizado em um prédio antigo no centro de São Paulo, é dedicado ao desenvolvimento da street art em São Paulo e sua conexão com artistas do mundo inteiro. 
R. Líbero Badaró, 336, 3º andar, Centro.

 

Phosphorus. Foto: divulgação.

 

Red Bull Station

Nosso espaço cultural e criativo fica ilhado em uma bifurcação ao lado da Praça da Bandeira e tem uma vista absurda do terraço. A entrada é gratuita e o local ainda conta com programas permanentes de residências e ocupações, além de uma cafeteria e um dos melhores estúdios de música da América Latina. 
Pça. da Bandeira, 137, Centro.

Phosphorus

O Phosphorus, idealizado por Maria Monteiro, é um espaço independente de arte experimental, com foco em residência artística e crítica dos processos. Ele fica em nada menos que na primeira rua de São Paulo, ao lado do Pateo do Colégio, o Marco Zero da cidade. 
R. Roberto Simonsen, 108, Sé.

Confira o nosso especial São Paulo 462 Anos!


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Isabela Talamini no site do Red Bull Station.

 

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