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A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (17/12) a primeira unidade da Rede Pública de Laboratórios de Fabricação Digital (Fab Lab Livre SP), que vai funcionar no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. O projeto tem o objetivo de oferecer aos estudantes da rede pública de ensino acesso a máquinas de produção digital, como impressoras 3D, para desenvolver protótipos de novos produtos, como próteses para área de saúde. Até março de 2016, serão 12 laboratórios desses em operação na Capital.

“Estamos instalando em São Paulo a maior rede de laboratórios públicos de produção no país. Vamos inaugurar mais três até o final do ano e mais oito até março de 2016. Queremos mudar a cabeça dos jovens para que possam inovar e perceber a produção de outra maneira. Aqui será possível fazer desde um game até o protótipo de uma cadeira ou abajur. Nenhum município brasileiro tem Fab Labs como os que estamos inaugurando”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.
 

Inauguração da primeira unidade da Rede Pública de Laboratórios de Fabricação Digital (Fab Lab Livre SP). 
Até março, serão 12 em operação. Foto: Fabio Arantes / Secom.

Os Fab Labs são espaços de produção colaborativa e aprendizado interdisciplinar, que tem como principal público-alvo os estudantes. No local, os jovens terão acesso a impressoras 3D, cortadora laser, software de modelagem e animação para programação em computadores, fresadoras e equipamentos de eletrônica, entre outros recursos utilizados na cultura maker (ou “faça você mesmo”).

Nesses locais, os estudantes vão ter cursos de técnicas de fabricação digital e aprender processos de produção para que possam, de forma colaborativa, criar protótipos de baixo custo para manufatura em larga escala. “As tecnologias dos Fab Labs vão permitir, por exemplo, desenvolver próteses para melhorar a qualidade de vida dos que têm mobilidade reduzida”, disse o secretário Municipal de Serviços, Simão Pedro. A iniciativa vai atender também startups que queiram utilizar os laboratórios para se desenvolver no mercado e ajudar a impulsionar o empreendedorismo.


Equipamento em Cidade Tiradentes oferece a estudantes acesso a máquinas de produção digital,
como impressoras 3D para desenvolver protótipos de novos produtos. Foto: Fabio Arantes / Secom.
 
“A ideia de um laboratório que oferece entretenimento com cultura e conhecimento é muito poderosa”, declarou o especialista em inclusão digital Sérgio Amadeu da Silveira, professor adjunto da Universidade Federal do ABC (UFABC) que foi presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação do governo federal e ajudou a implementar o primeiro telecentro da Capital na Cidade Tiradentes, em 2001.

O Fab Lab Livre SP será gerenciado pela ITS Brasil, entidade selecionada pela Prefeitura para promover o desenvolvimento e o aproveitamento de tecnologias voltadas para o interesse social. A unidade funcionará conectada também com o Fab Lab da Universidade de São Paulo (USP). “Creio que esse projeto é um marco na história da cidade de São Paulo, porque fará com que a tecnologia saia da universidade e chegue à comunidade”, disse Paulo Fonseca, diretor do Fab Lab da USP.

Além da unidade de Cidade Tiradentes, outros três estão em fase de testes na cidade. Eles estão localizados na Galeria Olido, no Centro Cultural da Penha e na Casa da Memória de Itaquera, e deverão ser inaugurados até o final de dezembro. Os outros oito serão abertos até março de 2016. Os 12 laboratórios deverão atender 1.500 estudantes por mês e alcançar um público de 30 mil pessoas em dois anos.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.


O engenheiro Victor Hugo Cruz largou o terno e a gravata para desenvolver sua bicicleta elétrica. Surgiu então a Vela, que foi produzida com um design retrô, aliando o centenário mecanismo das bicicletas com componentes de alta tecnologia. O resultado, depois de dois anos de pesquisa e projeto, é uma solução econômica, sustentável e prática para os problemas de ineficiência do transporte urbano atual. 

Neste ano, a empresa fez dois outros financiamento coletivos nos Estados Unidos, e obteve cerca de US$ 55 mil (R$ 207 mil). As bicicletas vendidas nos EUA serão montadas em Los Angeles, onde Cruz tem parceiros.

Por aqui, a Vela é vendida por R$ 4.390 no e-commerce e na loja da marca. "Temos uma oficina para montagem. Compramos algumas peças no Brasil e importamos outras, como componentes da bateria e do motor, do Japão e da China", diz Cruz.

Segundo o empresário, cerca de 50 unidades já foram vendidas nos EUA e outras 70, no Brasil.

 

Victor Hugo Cruz passeia com a bicicleta elétrica Vela, em São PauloVictor Hugo Cruz passeia com a bicicleta elétrica Vela, em São Paulo

Victor Hugo Cruz passeia com a bicicleta elétrica Vela, em São Paulo. Foto: Danilo Verpa / Folhapress.

 

Características técnicas

A Vela pesa apenas 19 kg, cinco a menos que modelos comuns no mercado. O acabamento é cromado com quadro em aço inox e selim (banco) de couro, com molas de absorção de impacto. A simplicidade dos mecanismos foi estudada para evitar a necessidade de manutenção.

A bateria removível localizada no quadro permite uma fácil recarga - em menos de duas horas e meia - e proporciona à bicicleta uma autonomia de 25 km a 35 km. Para ligar a Vela, basta pressionar um botão e o motor entra como auxílio ao começar a pedalar, facilitando a locomoção (principalmente em subidas). Outros recursos que a bicicleta disponibiliza para seus usuários são uma entrada USB para recarga de celulares e tablets além de um sistema de alarme com senha sequencial e rastreador de GPS interno.

Expansão dos modelos elétricos

Com o grande número de poluentes lançados na atmosfera por veículos automotores, além do problema de mobilidade urbana nas grandes cidades, é cada vez mais comum a busca por meios alternativos de locomoção. Entre esses meios, destaca-se a bicicleta, largamente adotada em grandes centros urbanos - sem contar que é o veículo mais utilizado em todo o mundo.

Com essa popularidade das magrelas, novas tecnologias foram desenvolvidas pelo globo a fim de tornar seu uso mais popular e chamativo, surgindo as bicicletas elétricas e a perfeita união das pedaladas com um motor e bateria elétrica, facilitando a locomoção.

Hoje, o mercado da bicicleta elétrica se encontra em expansão. Em 2009, foi estimado um número de 200 mil bicicletas elétricas espalhadas pelos Estados Unidos. Na Alemanha sua produção ultrapassa a marca de 400 mil unidades. O mercado brasileiro ainda está em desenvolvimento, sendo importados a grande maioria dos modelos presentes no país.

Visão do especialista, Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae-SP

Sustentável: a Vela se destaca como alternativa de mobilidade com mais conforto e design que bicicleta comum.

Clique aqui e assista o video.

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Com informações eCycle e Caderno Negócios da Folha de S.Paulo. 

 

O projeto Ateliê Vivo, uma biblioteca pública de modelagens e espaço de construção de roupas, permite que todo mundo tenha a experiência de produzir suas próprias roupas a partir de modelos doados por estilistas. A iniciativa é do grupo de pesquisa em processos criativos e propostas estéticas G>E (Grupo Maior Que Eu), com coordenação e desenvolvimento da Dani Yukari, Gabi Cherubini, Karla Girotto e Thatiana Yumi Kurita.

 

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Aqui no Modefica, nós acreditamos que um dos passos para levar uma vida mais consciente é reconquistar sua autonomia, poder construir sozinho aquilo que a indústria não te oferece. Seja cozinhando sua própria comida para fugir dos conservantes e temperos industriais ou plantando sua própria horta sem agrotóxicos; quem faz tem o poder nas mãos.

Quando você faz com as próprias mãos experimenta o tempo do processo e cria um elo com o produto final. Entende que para uma peça de roupa existir, por exemplo, precisa de muita dedicação e que não faz sentido abandoná-la depois, pelo contrário, ela precisa ganhar vida.

A ideia do Ateliê Vivo nos é encantadora, pois ela promove exatamente essa autonomia e ajuda a entender a roupa além da moda e do consumo. Karla Girotto, que doou parte do seu acervo de modelagens, afirma que esse processo é a continuação de uma longa história que começou em seu antigo ateliê e que agora pode ganhar novo sentido e imagem. Com o tempo, podemos esperar modelagens de outros estilistas do grupo e também de fora dele, como Giselle Nasser, Lane Marinho, Pitty Taliani (Amapô), Ronaldo Fraga e Rita Comparato.

O Ateliê Vivo acontece na Casa do Povo, dentro do projeto MetaColetivo, que ganhou o edital Proac da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo e propõe que todos os grupos residentes na casa dialoguem com o bairro do Bom Retiro. A participação é gratuita e o projeto acontece aos sábados, das 14h às 21h. Para utilizar o espaço, é preciso ter conhecimentos de corte e costura e levar o próprio tecido.

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Fernanda Cannalonga no Modefica.


Lui Lima e Rômulo Caballero, criativos da agência de publicidade FCB Brasil, estão lançando um novo aplicativo para crianças no site norte-americano de crowdfunding,  Kickstarter: "Jack - O Urso Polar Atleta". A ideia concebida pela dupla criativa visa motivar crianças e adolescentes a terem um estilo de vida mais ativo de uma maneira simples: o app requer que seu dono se exercite para manter o ursinho saudável.

Os usuários terão que fazer exercícios que podem ser rastreados pelos sensores de movimento e GPS do celular. Por exemplo, quando Jack quiser dar uma caminhada, o dono do pet terá que andar também - com o GPS do aparelho, o app será capaz de dizer se o usuário está andando de verdade.

Quando um exercício é realizado corretamente, "Happy Coins" serão conquistadas. Essas moedas podem ser usadas para comprar comida saudável para o ursinho ou mesmo para desbloquear itens especiais - motivando a criança a ser mais ativa.

"Exercícios podem ser divertidos. A maneira que as pessoas falam sobre isso para as crianças faz com que elas pensem que é algo chato. Jack é uma ótima maneira de motivar crianças e adolescentes para que eles se exercitem regularmente enquanto se divertem. Eles vão cuidar da saúde de Jack enquanto cuidam de sua própria saúde", diz Lui Lima, um dos criadores de Jack. 

"Tecnologia é uma das maiores causas do sedentarismo entre os jovens. Mas, ao mesmo tempo, aparelhos eletrônicos são parte da rotina de todos, incluindo crianças e adolescentes. Nós acreditamos que lutar contra a tecnologia não vale a pena neste caso. É por isso que usamos a tecnologia como uma aliada, de uma maneira divertida. É uma ideia que também ajuda os pais preocupados com a saúde dos filhos", conclui Rômulo Caballero, também criador de Jack.

Se você gosta da ideia, pode doar e colaborar com o projeto no Kickstarter.

Acione a legenda no vídeo e veja o vídeo de 'Jack - O Urso Polar Atleta'.

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Fonte: criativos do projeto.


Você já ouvir falar no Meetup? A rede social para organizar encontros locais ajuda a marcar, diariamente, nove mil reuniões. E um dos assuntos mais buscados na plataforma é justamente o empreendedorismo.

Por isso, EXAME.com entrevistou três empreendedores que usam o Meetup para saber por que eles decidiram trabalhar com essa plataforma. Os entrevistados são Juan Bernabó, fundador da fomentadora de startups Germinadora; Paulo Salem, coordenador do grupo IMEmpreende, da USP, no Meetup; e Wagner Marcelo, idealizador do grupo Cultura Empreendedora, projeto incubado pela PUC-SP.

Veja, a seguir, os benefícios apontados por esses empreendedores em usar o Meetup para organizar encontros:

1. Encontrar pessoas com a mesma visão (e os mesmos problemas)


Salem conta que o objetivo do IMEmpeende não era só reunir alunos e ex-alunos do Instituto de Matemática e Estatística da USP, mas também atrair quem não tem ligação com a universidade e está interessado em empreendedorismo tecnológico. Por isso, a escolha pelo Meetup era óbvia. “A plataforma já tem esse direcionamento para que pessoas selecionem interesses. Assim, muitos usuários acabam se inscrevendo e aparecendo, mesmo sem nenhuma relação com o instituto”, conta.

Segundo Marcelo, do Cultura Empreendedora, essa possibilidade de pesquisa por interesse traz inclusive um público de estrangeiros que vivem no Brasil. “Em todo encontro nós temos pessoas de outros países, como americanos, franceses e chilenos”, afirma o idealizador. “É um público segmentado, que realmente está interessado no que você está fazendo”. O grupo usa o Meetup há cerca de um ano.

Bernabó, da Germinadora, cita como benefício não apenas encontrar empreendedores, mas também poder trocar estratégias. “Vira uma comunidade de pessoas que querem saber mais daquele assunto. Nossos desafios são parecidos, criar negócios e produtos digitais, e há uma troca de práticas”. A fomentadora de startups em estágio inicial usa o Meetup desde sua criação.

2. Saber mais sobre o mundo do empreendedorismo


Além de encontrar pessoas interessadas, Salem destaca como vantagem do Meetup o conhecimento sobre o que acontece no mundo do empreendedorismo. “Acontecem muitas coisas nessa área hoje, especialmente em São Paulo. Assim, fica difícil acompanhar. Nesses encontros, as pessoas sabem de informações que, de outro modo, não conheceriam”, conta.

3. Networking e procura de parceiros


Uma consequência óbvia desse encontro de pessoas focadas em empreendedorismo é a construção de um networking mais sólido. Bernabó ressalta que, pelos encontros, os interessados podem se ajudar nos empreendimentos, seja por meio de parcerias ou pela indicação de talentos. “Tivemos umas três startups que surgiram de sócios que se encontraram pelo Meetup, por exemplo. O encontro acabou virando um negócio”, conta.

Salem também conta um caso parecido. “Há executivos que cansaram da vida corporativae que aparecem para analisar potenciais negócios. Por exemplo, um americano que empreendia no Brasil foi a um encontro procurando um sócio com um foco mais técnico”.

4. Negociações mais pessoais

Além de conhecer potenciais sócios e funcionários, pelos encontros do Meetup essa negociação também pode ser mais efetiva, afirma Salem. Em uma conversa por e-mail ou em encontros online, o coordenador e empreendedor destaca que pode ser mais difícil citar valores ou outros dados confidenciais.

“Apesar da facilidade na comunicação digital, a presencial ainda é mais eficiente em assuntos de maior delicadeza. Por esse motivo, eu sou contra transmitir esses encontros online”, explica Salem.

5. Controle de quem lê e participa


O IMEmpreende começou a usar o Meetup neste ano, ainda que o grupo tenha sido criado no ano passado. “Antes disso, nós organizávamos as reuniões por e-mail mesmo, mas era difícil saber quantas pessoas iriam ao evento. Com o Meetup, é possível ter um maior controle nesse quesito”, afirma Salem. É possível administrar, inclusive, cobranças de pagamentos, completa Marcelo.

Quando você entra em um grupo no Meetup, os participantes recebem um e-mail a cada novo encontro criado. “No Facebook, você posta e nem todo mundo vai até a página para ler. Outros postam em cima do seu aviso e ele é afundado.”, explica o idealizador do Cultura Empreendedora. Já no Meetup, todos os participantes são avisados pelo e-mail, fazendo com que entrar na plataforma não seja essencial.

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Mariana Fonseca / EXAME.com

 


“Uma das maneiras mais eficazes de gerar novos empregos é estimular a indústria criativa”, diz George Windsor, diretor de pesquisa da Nesta, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo estimular os 12 setores da economia criativa no Reino Unido. A declaração foi dada pelo especialista após palestra realizada no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, em São Paulo (SP).

O evento faz parte da série “Diálogos de Economia Criativa entre Brasil e Reino Unido”, promovida pelo British Council, com patrocínio do BNDES. O objetivo dos encontros, que têm curadoria da economista Lidia Goldenstein e participação de especialistas brasileiros e britânicos, é mostrar como a indústria criativa transforma as economias das cidades, dos países e do mundo.

Na visão de Windsor, a criação de empregos ligados à criatividade tem enorme potencial para movimentar a economia, inclusive em países como o Brasil. “A indústria criativa agrega valor aos produtos de uma maneira que nenhum outro setor é capaz”, diz.

Segundo ele, há várias maneiras de gerar empregos ligados à economia do conhecimento: estimular a indústria de games; desenvolver núcleos criativos locais, que trabalhem com base nas tradições culturais de cada região; facilitar o crédito para setores criativos da economia; investir em educação voltada para o design e para a tecnologia.

Caso o governo britânico abrace essas medidas, ele acredita ser possível criar 1 milhão de empregos no Reino Unido até 2030. “É uma aspiração. Talvez vocês também possam pensar em um plano desse tipo para o Brasil.”

Segundo levantamento divulgado pela FIRJAN (Federação da Indústria do Rio de Janeiro) em 2014, a indústria criativa emprega 892,5 mil profissionais em 251 mil empresas. Com base na massa salarial destas empresas, estima-se que em 2013 a economia criativa tenha gerado um Produto Interno Bruto de R$ 126 bilhões em 2013, o equivalente a 2,6% do total. Ainda segundo a instituição, nos últimos dez anos o PIB da indústria criativa avançou 69,8%, superando o aumento de 36,4% do PIB brasileiro no mesmo período.

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Marisa Adán Gil no Pequenas Empresas Grandes Negócios.

 

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