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Sabemos que Tecnologia, Mulheres e startups é um encontro de sucesso, porém essa semana, a revista Exame, ilustrou apenas com homens a sua capa sobre empreendedorismo digital.

Fizemos uma seleção de 8 startups incríveis que descobrimos no Case 2015 e que você tem que conhecer. Essas startups já estão funcionando, já tem produtos no ar,  e dados de crescimento interessantes, porém as escolhemos por uma razão especial: todas elas tem uma mulher entre os co-fundadores.

Por ser o maior evento para startups da America Latina, a cada ano reúnem -se no CASE muitos empreendedores com empresas e projetos bem legais. Esse ano o evento além da oportunidade de colocar o papo em dia sobre todos os assuntos que ocupam as mentes do eco-sistema empreendedor, também proporcionou conhecer os projetos que estão rolando com sucesso, e claro, ficar de olho no ano que vem.

Boa leitura!

Segue a seleção das 8 startups de tecnologia co-fundadas por mulhereres e que você tem que conhecer! 

1) Agrosmart – Mariana Vasconcelos

A empresa Agrosmart, vencedora do Demo Brasil 2015 no Case é um aplicativo que promete conectar os agricultores às suas plantações afim de tornar as atividades do campo mais inteligentes. Com o uso de sensores, dados meteorológicos, processamento de imagens entre outros, fornece ao agricultor o monitoramento de diversas variáveis em tempo real para agricultura de precisão.

2) Contentools – Emilia Chagas

A Contentools é uma plataforma pioneira de gestão e automação de marketing de conteúdo. A primeira versão dessa plataforma criada para otimizar os processo e garantir melhores resultados para times de marketing internos, agências e pontos digitais foi lançada em 2013. Hoje a Contentools conta com clientes como Zendesk e Descomplica e acabou de lançar uma versão para o mercado americano com a abertura de um escritório no Valley. A empresa que foi financiada com o dinheiro das próprias vendas por muito tempo, teve 2M de faturamento no ano passado.

3) Emotion Me – Bruna Bittencourt 

O Emotion Me é o primeiro one-stop-shop de casamento do Brasil que já auxiliou mais de 35 mil casamentos desde seu lançamento em 2012. Com servicços de acesso a mais de 3000 fornecedores e a criação de uma agenda de mais de 80 tarefas, a ferramenta é uma das mais completas do mercado. O Emotion Me esta numa fase de escalar a empressa e buscando parcerias estratégicas.

4) Incast – Vera Kopp 

A InCast é um marketplace de recrutamento de profissionais da economia criativa. A plataforma lançada em janeiro 2015 já conta com mais de 12.000 professionais cadastrados e trabalhando frequentemente. Artistas e equipe técnica de produção que atuam em TV, Cinema, Teatro, Eventos, Rádio, Música e Produções Publicitárias que procuram oportunidades no Brasil ou em Los Angeles podem registrar-se nesse “linkedin” focado no entretenimento e mídia. Se você é um profissional do mercado, talento, equipe de produção, influenciador, etc.,  inscreva o seu perfil na inCast.com.br

5) Tagarela – Georgia Carapetkov

O Tagarela é um aplicativo “gamificado” que possibilita que empresas façam diferentes tipos de pesquisas de mercado e que os usuários respondam de forma divertida e sejam remunerados por isso. Lançado em março de 2015, o aplicativo já é utilizado por pessoas em todo o Brasil. Já existem versões para Android e IOS e ele pode ser facilmente replicado para outros países. O Tagarela conta com uma equipe fundadora 100% feminina com especialistas em pesquisa de mercado, marketing, comunicação, usabilidade, arquitetura de informação e finanças.

6) Tem açúcar – Camila Carvalho

É um site que facilita o compartilhamento de coisas entre vizinhos através de empréstimos e doações. O site tem como objetivo ajudar as pessoas a economizar dinheiro, incentivar o consumo mais consciente, e também ajudar as pessoas a se conectarem para recriar uma sensação de comunidade. O site lançado em janeiro 2015 já tem 62.000 usuários cadastrados, com uma chance de 45% de sucesso para os pedidos serem respondidos por vizinhos.  Está numa fase de captação de investimento afim de desenvolver um aplicativo que vai complementar o site.

7) Timo Kids – Fabiany Lima

O Timokids é um aplicativo para celulares e tablets que leva, para mamães e crianças do mundo todo, historias e jogos socioeducativos ilustrados em 3D, narrados e legendados em diversos idiomas. A ferramenta de entretenimento educativo está presente em mais de 190 países e conta com mais de 80 .000 downloads. Todas as historias do Timokids são narradas e legendadas em vários idiomas para atingir um mercado maior.

8) Trustvox – Tatiana Pezoa

Confiança online é um desafio com grandes oportunidades! Para a Trustvox, a sinceridade não tem preço! Essa empresa define-se como uma certificadora de reviews e garante aos seus clientes que eles podem confiar nas opiniões e avaliações publicadas em sua loja. Embora tenha menos de 2 anos e tenha começado sem um modelo de negócio aprovado no mercado, a Trustvox, hoje conta com mais de 450 clientes entre os quais o Boticário, o Staples e o Polishop.

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Fonte: Girls In Tech. 


A busca por melhoria da mobilidade urbana é boa não apenas para a qualidade de vida nas cidades com para a redução de gases associados à mudança climática [1] e à poluição causadora de doenças respiratórias. Ela é ótima também para os negócios da Courrieros, empresa de São Paulo que se diferencia como inovadora por usar bicicletas e veículos elétricos para prestar serviço de entregas, dentro do conceito de logística urbana sustentável. “Depois de visitar um amigo em Nova York e conhecer a novidade lá, certo dia decidi eu mesmo entregar de bike um documento do trabalho e percebi o potencial do filão”, revela o empresário Victor Castello Branco.

Foi a senha para o administrador de empresas largar o mercado financeiro e investir todas as fichas no apelo da sustentabilidade, ao lado ao sócio, o advogado André Biselli, amigo de infância.

[1] No município de São Paulo, o transporte é o principal gerador de gases do efeito estufa no setor de energia, que corresponde a 81,9% das emissões totais.

Ter uma atividade condizente aos valores e estilo de vida da dupla é um sonho da adolescência agora realizado. Mas montar o negócio exigiu muito mais do que juntar meia dúzia de ciclistas dispostos a pedalar pela cidade. “Logo de início, em 2012, percebemos que a maior dificuldade estaria na mão-de-obra e fizemos disso nosso diferencial”, conta Victor, ao detalhar o rígido processo de seleção e treinamento dos entregadores, que vai desde o preparo físico e o senso de localização na cidade até o modo de se comportar no trânsito e lidar com clientes – capricho importante no ramo do delivery.

Um aplicativo de celular, desenvolvido pela empresa, facilita a comunicação e permite rastrear o deslocamento do entregador no mapa da cidade. Hoje com 41 ciclistas que pedalam em média 8 horas por dia (70 a 80 quilômetros), a Courrieros cobre a região das avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini, principais centros financeiros da capital paulista, abrangendo basicamente três categorias de atendimento: as entregas de e-commerce programadas, os serviços esporádicos e os fixos em que os ciclistas ficam alocados em restaurantes, drogarias ou cartórios. No total, são 140 clientes que associam a imagem às questões ambientais, detalhe que faz toda a diferença frente os principais concorrentes: as empresas de motoboy.Para entrega de bike, além da Courrieros, só existem mais três, que seguem modelos diferentes. Na concorrência com o serviço de motoboys, as pedaladas são competitivas. “Com bicicletas, o tempo e o preço médio da entrega (40 minutos/R$ 25) são equivalentes aos das motos”, informa Victor. O maior argumento está quesito ambiental: quando se considera todos os impactos, inclusive o da necessidade de alimentação para o ciclista repor as energias, o uso da bicicleta e não da moto deixa de emitir 113 gramas de dióxido de carbono em cada 100 quilômetros. O valor exato da economia de emissões (média de 0,5 quilo em cada 5 quilômetros) é registrado no envelope da entrega, juntamente com um selo dizendo “obrigado pelo passeio de bike”.

Em São Paulo, o número de adeptos da bicicleta cresceu 50% entre 2013 e 2014 um ano, de acordo com pesquisa do Ibope. No período, a cidade ganhou 86,1 mil ciclistas.

A expectativa do empresário é de pelo menos dobrar em 2016 o atual faturamento de R$ 1 milhão por ano, com o aumento do número de bikes e o uso de motocicleta elétrica, o que permitirá a cobertura de bairros mais distantes, via integração dos dois modais. Inovar para expandir o serviço em novas áreas da cidade e vencer as distâncias será sempre o maior desafio de agora em diante, na análise do empresário.

Chegar a outras capitais também faz parte do plano: em maio deste ano o negócio foi expandido para o Rio de Janeiro, onde é expressiva a cultura da vida saudável. “Os recentes investimentos públicos em ciclovias nas cidades, apesar de alguns erros, estão estimulando novos hábitos e dando visibilidade ao ciclista, que passa a ser mais respeitado e reconhecido pela contribuição ao meio ambiente”, afirma Victor, otimista com o futuro do negócio. “É um caminho sem volta”.

Ficha – Courrieros
Setor: Transporte e logística.
- Pequena empresa.
- Faturamento anual de R$ 1 milhão.
- 47 funcionários.
- Fundação em 2012.
- Principais clientes: NetShoes, Nike, Walmart, Odebrecht, Promon Engenharia, Chocolat Du Jour.

O que faz: Empresa de logística urbana sustentável que usa bicicletas e outros modais elétricos para realizar entregas, dentro do conceito de “ecolivery”.

Inovação para sustentabilidade.

São uma alternativa de baixo carbono aos serviços prestados por outras empresas de entregas, como os motoboys, que emitem gases de efeito estufa em seus deslocamentos. Com a mesma rapidez das motos, o ciclista da Courrieros evita que 113 gramas de CO2sejam emitidos a cada 100 quilômetros percorridos, de acordo com estimativas da empresa.

Potencial de replicação e escalabilidade.

Planejam a ampliação da área de cobertura em São Paulo para bairros mais afastados da região central, mediante a integração de bikes e motocicletas elétricas. Recentemente, expandiram suas operações para o Rio de Janeiro. Usufruem dos investimentos recentes em ciclovias nas duas cidades para otimizar seu tempo e raio de entrega.Destaques de gestão

Como os principais desafios são a segurança dos entregadores e a qualidade do atendimento, a empresa mantém um rígido processo de seleção, contratação e acompanhamento dos entregadores. Realizam ações de integração com os bikerspara acompanhar suas queixas e sugestões e identificar melhorias no atendimento aos clientes. Oferecem bicicletas e equipamentos de primeira linha a seus funcionários. Possuem ações de viés social, como o trabalho com jovens de baixa renda.

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Sérgio Adeodato no Página 22 (FGV / EAESP).


Sabemos que o ambiente de negócios brasileiro é um dos mais desafiadores do mundo. Mas algumas empresas do país conseguem vencer esse desafio e crescer: as Scale-ups. Elas são menos de 1% do total de empresas brasileiras, mas crescem acima de 20% ao ano por três anos consecutivos e são responsáveis por gerar mais de 40% dos novos empregos da economia. As Scale-ups criam quase 100 vezes mais empregos do que a média das empresas no Brasil.

Incentivar o crescimento das empresas é urgente e, para isso, é imprescindível que tenhamos cidades mais preparadas. O ponto de partida é identificar as principais forças e os desafios de cada cidade para que o gestor público possa agir de forma precisa.

Índice de Cidades Empreendedoras tem como objetivo, ser a base para que as cidades entendam como oferecer melhores condições para que seus empreendedores possam crescer. São eles que transformarão mercados, cidades e o mundo.

É nas cidades que os empreendedores estão. E é por isso que a Endeavor lançou a segunda edição do Índice de Cidades Empreendedoras: para estimular que municípios sejam cada vez mais férteis para o crescimento das empresas.

Esta segunda edição do estudo conta com algumas melhorias, como a adição de casos de melhores práticas internacionais que mostram onde as cidades do estudo poderiam se inspirar para vencer seus desafios. Além disso, o número de cidades avaliadas saltou de 14 para 32, em 22 estados. Por isso, nessa edição, o estudo analisou 55 indicadores em sete pilares: Ambiente Regulatório, Acesso a Capital, Mercado, Inovação, Infraestrutura, Capital Humano e Cultura Empreendedora.

Veja os destaques das 5 cidades mais bem colocadas:

1ª – São Paulo – A força da capital econômica do país

O maior mercado do país e a maior oferta de capital para empreendedores estão em São Paulo. A capital paulista concentra mais de 60% de todos os investimentos de capital de risco do país. A superpotência econômica também é a terceira melhor no pilar de Inovação, com a terceira maior proporção de empresas de tecnologia.

Seu maior desafio está em Capital Humano, onde ocupa a 20ª posição de 32 cidades, ficando logo atrás de João Pessoa. Apesar de concentrar boa parte das melhores universidades do país, proporcionalmente a outras cidades, São Paulo não tem tantos alunos em cursos de alta qualidade. Como o número de empresas a procura de bons profissionais na cidade é grande, a mão de obra fica muito cara. O salário de um dirigente em São Paulo é de R$ 9.432, em média, cerca do dobro da média das 32 cidades pesquisadas.

2ª – Florianópolis – A ilha empreendedora

A capital catarinense é a cidade com o melhor capital humano do país. Contratar profissionais com boa formação e com salários até um pouco abaixo da média nacional é algo mais simples na cidade – 60% dos alunos formandos da cidade estão matriculados em cursos de alta qualidade pelo MEC, a mais alta taxa do estudo. A cidade também é líder em inovação, com a maior proporção de mestres e doutores do estudo.

O desafio da ilha está justamente no fato da cidade ser pequena. Mesmo crescendo, o mercado interno de Florianópolis é pequeno: a cidade tem o 27º maior PIB de 32 analisados. Principalmente na cidade o recado que vale para todo o país é urgente: os empreendedores precisam buscar o mercado externo. Em Florianóplis apenas 0,35% das empresas exportam.

3ª – Vitória – Equilíbrio dá resultado

Vitória não é líder em nenhum dos pilares do estudo, mas tem resultados expressivos em todos eles. A cidade é vice-líder em Capital Humano graças, por exemplo, a larga oferta de Ensino Profissionalizante na cidade: 3,7% da população com mais de 15 anos está matriculada nesses cursos, mais que o dobro da média do estudo, de 1,8%.

Apesar disso, a cidade precisa incrementar seus investimentos em inovação, já que foram poucos investimentos de organizações como BNDES e Finep e a cidade não tem, por exemplo, nenhum parque tecnológico.

4ª – Recife – A melhor do Nordeste está avançando

A melhor representante do Nordeste apresentou grandes avanços em alguns de seus indicadores. A cidade, 6ª colocada em Capital Humano, tem a maior proporção de inscritos no Ensino Técnico (5,5% da população acima de 15 anos). A cidade também tem impostos mais baixos e processos burocráticos menos complexos do que a média do estudo, dando a cidade a 7ª posição em Ambiente Regulatório.

O Recife, no entanto, ainda precisa melhorar a imagem que sua população tem a respeito do empreendedorismo. Um em cada quatro recifenses acredita que empreendedores exploram seus funcionários, a 3ª maior taxa do estudo.

5ª – Campinas – Números de capital em pleno interior

Por estar localizada no interior do estado de São Paulo, Campinas consegue ter a 4ª melhor Infraestrutura pesquisada. Com o maior centro de carga aérea do país e o 5º maior em passageiros, Viracopos tem potencial para ser o maior aeroporto da América Latina em carga. A cidade também é 4ª em inovação, com a segunda melhor média de investimentos da FINEP e do BNDES por empresa.

O principal desafio da cidade está no seu Ambiente Regulatório, já que a carga de ICMS estadual é um dos mais altos.

Todas as cidades ainda precisam avançar nos mais diversos indicadores. A Endeavor espera conseguir ajudar essas cidades a chegarem lá!

Para saber mais sobre esses resultados e conferir resultados das outras 27 cidades, acesse o relatório da pesquisa.

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Fonte: Endeavor Brasil.


O Google anunciou na última quarta-feira, o nome de 11 empresas emergentes lideradas por mulheres, que apresentarão seus projetos no Vale do Silício à investidores em dezembro, entre as quais está uma empreendedora brasileira.

Ao todo, as iniciativas selecionadas fizeram parte de um grupo inicial de 450, de 40 países diferentes, na primeira competição deste tipo que foi realizada pelo Google.

Os critérios de seleção exigiam que entre os fundadores houvesse ao menos uma mulher, que que as empresas emergentes estivessem planificando a denominada série A de financiamento, com intenção de arrecadar entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões.

A apresentação para investidores acontecerá em 9 de dezembro, na cidade de San Francisco.

"Estou muito impressionada com o nível dos talentos que foram revelados nesta competição", disse à Agência Efe, Mary Groove, diretora da divisão do Google para Empreendedores.

Entre as vencedoras, estão cinco empresas americanas, uma do Brasil, além de outras de Canadá, Israel, México e Reino Unido.

Empreendedora paulista, de 35 anos, Luciana Caletti, junto com dois sócios, criou o "I Love Mondays" (Eu Amo as Segundas-Feiras), que ajuda as pessoas que estão procurando emprego a conhecer realmente como é o ambiente nas empresas que estão pensando em trabalhar, a partir de avaliações anônimas de funcionários atuais.

"Nosso sonho é conseguir uma maior transparência no mercado de trabalho", disse à Efe a brasileira.

A ideia é conseguir replicar a plataforma em outros países, dizendo que, as pessoas não só buscam um bom salário, mas também um lugar agradável.

"Essa expectativa de felicidade no trabalho é algo relativamente novo" disse Luciana Caletti.

Além disso, há iniciativas de desenvolvimento de ferramentas financeiras para idosos, plataformas para facilitar a comunicação entre os diferentes participantes de um projeto de construção, projetos de inteligência artificial, soluções de comércio eletrônico, plataformas que seguem a Bolsa e ajudam a tomar decisões, criação de histórias permanentes sobre objetos de luxo, de correção de inglês para pessoas não-nativas em emails e outros documentos, além de aplicativo que apaga SMS enviados antes que o destinatário os receba.

Um relatório de 2014 do Centro para o Empreendimento da Universidade de Babson, em Massachusetts, apontou que as empresas que o executivo-chefe era uma mulher receberam só 3% do capital de risco entre 2011 e 2013, o que equivale a US$ 1,5 bilhão, em US$ 50,8 bilhões.

"As mulheres têm um problema de acesso ao capital de risco. Com este evento o que buscamos é conectar às empreendedoras com os investidores e fomentar uma mentalidade que inclua a todos", disse Mary Groove.

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Teresa Bouza da EFE.


Chegou ao Brasil o BlaBlaCar, serviço de caronas que liga motoristas com lugar vazio no carro a potenciais passageiros para ocupar esse espaço em viagens intermunicipais.

Criado na França em 2006 e hoje em 20 países – o Brasil é o primeiro sul-americano a receber o serviço -, o BlaBlaCar serve apenas para quem vai de uma cidade para outra. Quem vai de São Paulo para o Rio de Janeiro, por exemplo, e tem lugares vagos no carro, pode usar o BlaBlaCar para procurar quantas pessoas quiser colocar a mais no carro e dividir o total das despesas – combustível e pedágios – da viagem com eles.

O serviço funciona através de um app (para Android ou iOS) ou da versão web. Os usuários criam perfis, e serão avaliados pelos companheiros de viagem que conhecer através do BlaBlaCar – é um sistema de reputação bastante comum nesse tipo de serviço, no qual os próprios usuários filtram quem realmente está lá para ajudar e quem quer só passar a perna nos outros. Motoristas com espaço no carro fazem um anúncio pelo BlaBlaCar com quantos bancos estão disponíveis e quanto cada um precisa dar para ajudar na viagem, e interessados entram em contato para definir local de encontro e data.

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Não é de hoje que pessoas usam a internet para buscar quem ajude nas despesas de uma viagem, ou então quem quer uma carona até outra cidade. A legislação brasileira prevê uma multa de R$ 5 mil para serviços de carona clandestinos.

Mas o BlaBlaCar tenta se diferenciar de um empresa de ônibus intermunicipal, por exemplo, desestimulando seus usuários a fazerem dele uma fonte de renda – ele é só para rachar a viagem, nada mais do que isso. Para isso, o BlaBlaCar limita a quantidade de passageiros que um motorista pode solicitar pelo app para apenas quatro – afinal, um carro convencional tem espaço para cinco pessoas. Mais do que isso abriria espaço para que vans clandestinas começassem a usar o BlaBlaCar para conseguir passageiros, o que certamente traria problemas para o serviço.

Além disso, o BlaBlaCar limita o preço que pode ser cobrado pelas viagens de acordo com uma estimativa feita por funcionários do serviço, exatamente para evitar que pessoas comecem a usar as caronas para ganhar um dinheirinho extra. Uma viagem de São Paulo para o Rio de Janeiro, por exemplo, tem custo estimado de R$ 180 – quem quiser levar mais duas pessoas com você, cada uma delas colaborará com mais ou menos R$ 60. Se um anúncio pedir mais do que isso para tal viagem, o BlaBlaCar exibe o anúncio em vermelho para não estimular usuários a aceitarem – e, assim, incentivarem esse tipo de comportamento.

O BlaBlaCar já está funcionando no Brasil. Mais informações podem ser encontradas no site oficial do serviço

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 no Gizmodo.


Aos poucos, empresas e pessoas estão repensando e mudando a maneira como se relacionam com o meio ambiente. Os benefícios que a prática da reciclagem proporciona ao meio e às pessoas já são conhecidos, e a novidade é que agora em São Paulo é possível transformar pequenas atitudes sustentáveis em créditos para o transporte público.

Trata-se de um programa de fidelidade atrelado ao depósito de embalagens e garrafas vazias em máquinas  instaladas em shoppings e estações de metrô em São Paulo – ideias parecidas estão sendo executadas também no Rio de Janeiro, onde os materiais recicláveis são trocados por passagem.

Participar do programa é simples. O usuário deve cadastrar gratuitamente uma conta no site ou aplicativo da Retorna Machine e depositar o material reciclável na máquina, que computa instantaneamente os pontos do benefício.

Resíduos PET valem 10 pontos (exceto copos de 300ml do mesmo material, que valem 5) e alumínio valem 15. A cada 100 pontos, o usuário pode resgatar R$ 0,35 em créditos no bilhete único, direto da máquina.

Os pontos de depósito de material reciclável estão instalados na estação Sé do metrô, rodoviária do Tietê e nos shoppings Butantã, Metrô Santa Cruz e Jardim Sul.Além dos créditos no bilhete único, o usuário pode optar por descontos na conta de luz.

Para mais informações clique aqui.

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Fonte: Redação Pensamento Verde.

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