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Chegou ao Brasil o BlaBlaCar, serviço de caronas que liga motoristas com lugar vazio no carro a potenciais passageiros para ocupar esse espaço em viagens intermunicipais.

Criado na França em 2006 e hoje em 20 países – o Brasil é o primeiro sul-americano a receber o serviço -, o BlaBlaCar serve apenas para quem vai de uma cidade para outra. Quem vai de São Paulo para o Rio de Janeiro, por exemplo, e tem lugares vagos no carro, pode usar o BlaBlaCar para procurar quantas pessoas quiser colocar a mais no carro e dividir o total das despesas – combustível e pedágios – da viagem com eles.

O serviço funciona através de um app (para Android ou iOS) ou da versão web. Os usuários criam perfis, e serão avaliados pelos companheiros de viagem que conhecer através do BlaBlaCar – é um sistema de reputação bastante comum nesse tipo de serviço, no qual os próprios usuários filtram quem realmente está lá para ajudar e quem quer só passar a perna nos outros. Motoristas com espaço no carro fazem um anúncio pelo BlaBlaCar com quantos bancos estão disponíveis e quanto cada um precisa dar para ajudar na viagem, e interessados entram em contato para definir local de encontro e data.

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Não é de hoje que pessoas usam a internet para buscar quem ajude nas despesas de uma viagem, ou então quem quer uma carona até outra cidade. A legislação brasileira prevê uma multa de R$ 5 mil para serviços de carona clandestinos.

Mas o BlaBlaCar tenta se diferenciar de um empresa de ônibus intermunicipal, por exemplo, desestimulando seus usuários a fazerem dele uma fonte de renda – ele é só para rachar a viagem, nada mais do que isso. Para isso, o BlaBlaCar limita a quantidade de passageiros que um motorista pode solicitar pelo app para apenas quatro – afinal, um carro convencional tem espaço para cinco pessoas. Mais do que isso abriria espaço para que vans clandestinas começassem a usar o BlaBlaCar para conseguir passageiros, o que certamente traria problemas para o serviço.

Além disso, o BlaBlaCar limita o preço que pode ser cobrado pelas viagens de acordo com uma estimativa feita por funcionários do serviço, exatamente para evitar que pessoas comecem a usar as caronas para ganhar um dinheirinho extra. Uma viagem de São Paulo para o Rio de Janeiro, por exemplo, tem custo estimado de R$ 180 – quem quiser levar mais duas pessoas com você, cada uma delas colaborará com mais ou menos R$ 60. Se um anúncio pedir mais do que isso para tal viagem, o BlaBlaCar exibe o anúncio em vermelho para não estimular usuários a aceitarem – e, assim, incentivarem esse tipo de comportamento.

O BlaBlaCar já está funcionando no Brasil. Mais informações podem ser encontradas no site oficial do serviço

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 no Gizmodo.


Aos poucos, empresas e pessoas estão repensando e mudando a maneira como se relacionam com o meio ambiente. Os benefícios que a prática da reciclagem proporciona ao meio e às pessoas já são conhecidos, e a novidade é que agora em São Paulo é possível transformar pequenas atitudes sustentáveis em créditos para o transporte público.

Trata-se de um programa de fidelidade atrelado ao depósito de embalagens e garrafas vazias em máquinas  instaladas em shoppings e estações de metrô em São Paulo – ideias parecidas estão sendo executadas também no Rio de Janeiro, onde os materiais recicláveis são trocados por passagem.

Participar do programa é simples. O usuário deve cadastrar gratuitamente uma conta no site ou aplicativo da Retorna Machine e depositar o material reciclável na máquina, que computa instantaneamente os pontos do benefício.

Resíduos PET valem 10 pontos (exceto copos de 300ml do mesmo material, que valem 5) e alumínio valem 15. A cada 100 pontos, o usuário pode resgatar R$ 0,35 em créditos no bilhete único, direto da máquina.

Os pontos de depósito de material reciclável estão instalados na estação Sé do metrô, rodoviária do Tietê e nos shoppings Butantã, Metrô Santa Cruz e Jardim Sul.Além dos créditos no bilhete único, o usuário pode optar por descontos na conta de luz.

Para mais informações clique aqui.

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Fonte: Redação Pensamento Verde.


Os brasileiros estão mais interessados em tecnologias para controlar a casa – da luz do quarto aos eletrodomésticos – pela internet. Uma nova pesquisa realizada pela consultoria GfK, obtida com exclusividade pelo ‘Estado’, estima que mais de 90% dos brasileiros já sabem o que é uma casa inteligente e mais da metade (57%) consideram que a automação residencial terá impacto em suas vidas nos próximos cinco anos, até mais do que os carros conectados e a computação em nuvem.

“O brasileiro conhece o significado do conceito”, diz o diretor da GfK, Felipe Mendes. “Cada vez mais pessoas começam a usar essas tecnologias.” A pesquisa foi realizada pela consultoria entre setembro e outubro com 1 mil pessoas no País e em outros sete, como Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Apesar de o levantamento evidenciar o interesse, as casas inteligentes ainda são minoria no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 63,3 milhões de residências no País. Do total, somente 300 mil são equipadas com essas tecnologias, segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside). “Ainda é um mercado incipiente, mas percebemos um claro aumento de interesse”, diz o presidente da Aureside, José Roberto Muratori, que enxerga um mercado de pelo menos 1,8 mil casas que poderiam usar automação no Brasil.

Empresas de vários segmentos veem uma oportunidade de negócio e tanto nas casas conectadas. Já existem construtoras brasileiras especializadas em construir condomínios de apartamentos inteligentes em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Todos os nossos empreendimentos são automatizados. Sem exceção”, afirma o engenheiro de novas tecnologias da construtora Porte, Josenei Spinelli. A empresa, que está no mercado há 29 anos, já lançou cinco empreendimentos conectados desde 2014.

A Avanço Aliados já lançou seis condomínios do tipo desde o ano passado. Segundo o diretor Sanderson Fernandes, os novos recursos atraem clientes. “Atendemos uma demanda que antes não tinha espaço no mercado imobiliário. Agora vemos outras construtoras fazendo o mesmo.”

É o caso da Even e da Tecnisa, que não se especializaram em condomínios inteligentes, mas já começaram a testar as novas tecnologias. Em quase todos os novos prédios das marcas, há a opção de o cliente adotar um kit de automação residencial, que inclui controle de sistema de som e fechadura digital.

Comprar um apartamento inteligente, porém, ainda custa caro. A opção mais barata da Porte – um imóvel sem paredes no estilo Loft – tem preço entre R$ 500 mil e R$ 700 mil. “Há oito anos, se você tentasse comprar um apartamento com automação, pagaria cinco vezes mais”, lembra Spinelli.

O aumento do interesse dos brasileiros em automação residencial acompanha a situação em outros países. “As construtoras estão abraçando a tecnologia para diferenciar suas casas e oferecer conveniência e segurança”, diz o especialista da consultoria norte-americana Strategy Analytics, Bill Ablondi.

Enquanto os americanos preferem investir em sistemas de entretenimento, na Europa a onda é usar a tecnologia para reduzir os gastos com energia elétrica. Muitos desses recursos estão começando a chegar ao Brasil e os exemplos de fora têm ajudado brasileiros a compreender a automação.

Para tornar a casa inteligente, é preciso instalar um conjunto de sensores e atuadores, além de um software de controle, para que o morador envie comandos a partir do smartphone. É o que fez o casal Maira e Augusto Faustino (veja box abaixo), que investiu R$ 45 mil para controlar a iluminação e o sistema de segurança. “A automação abriu um mundo de possibilidades”, diz Maira, que é arquiteta e gastou R$ 45 mil com a instalação da tecnologia. “Não é só uma questão de conforto.”

Uma casa 'inteligente' é sobre fazer a sua vida mais conveniente e menos complicada. Imagem: Decoist.

 

Barreiras

Apesar das previsões otimistas, as empresas do setor ainda enfrentam desafios importantes para popularizar o conceito. O preço alto dos produtos, além da infraestrutura de rede precária e falta de profissionais são alguns deles.

Segundo especialistas, um projeto básico de automação residencial custa, no mínimo, R$ 5 mil – com controle restrito de iluminação, alguns sensores e uma central de controle. A falta de interoperabilidade entre dispositivos é outro problema, já que sensores, lâmpadas e outros dispositivos não seguem um mesmo padrão. “Os aparelhos não conseguem ‘conversar’ entre eles”, diz Muratori. De acordo com a GfK, a falta de integração é um dos motivos que fazem com que parte das pessoas desistam de automatizar a casa.

Para superar esse problema, “integradoras” surgiram no mercado nos últimos anos. Elas fazem os aparelhos “conversarem” com o sistema de controle. Atualmente, há 250 empresas do tipo no Brasil. “Há um grande mercado para os ‘encanadores digitais’ que instalam, programam e asseguram que a tecnologia está funcionando”, diz Ablondi, da Strategy. Entretanto, não é fácil encontrar profissionais que sejam capazes de instalar qualquer dispositivo de automação residencial.

Oportunidade

As grandes empresas do setor de tecnologia, entre elas Apple e Google, também estão de olho no setor e tentam colocar os smartphones no centro da casa inteligente. No ano passado, elas anunciaram esforços para garantir que o iOS e Android substituam as centrais para controlar lâmpadas, termostatos e outros aparelhos de forma mais fácil e barata. “A Apple e o Google querem facilitar o acesso à tecnologia, mas vão precisar convencer as fabricantes a ajustar os dispositivos para funcionar no protocolo delas. Não é uma tarefa fácil”, diz Ablondi.

Seja como for, os especialistas concordam em um ponto: as casas se tornarão inteligentes em um futuro próximo. “Assim que produtos bons e baratos chegarem ao mercado, as pessoas vão apostar na automação residencial”, prevê Mendes, da GfK. Para Muratori, da Aureside, esse momento está próximo. “Até 2020, as casas conectadas no Brasil estarão no mesmo nível do que já encontramos nos EUA e Europa.”

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Por Matheus Mans no Link do Estadão.

 

 


Por mais contraditório que pareça, tem dias em que tudo o que se quer no home office é companhia. Seja para trocar ideias, pedir uma opinião em um projeto ou jogar conversa fora entre um e-mail e outro. Se você já passou por isso é bem provável que, mesmo sem saber, seja simpatizante do Hoffice, movimento que vem ganhando força no Brasil.


Usar a técnica de impressão em 3D para a construção de moradias populares de forma rápida e barata. Essa é a proposta da start-up Urban 3D, fundada pela paulista Anielle Guedes, de apenas 23 anos, uma das dez vencedoras do prêmio “Inovadores com menos de 35 anos: Brasil”, concedido pela “MIT Technology Review”, publicação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A premiação foi realizada nesta quinta-feira (19), no segundo e último dia da conferência EmTech Brasil 2015.

O prêmio chancelado pelo MIT é uma referência na indústria de tecnologia. Nomes como Sergey Brin, cofundador da Google, e Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, estão entre as personalidades da indústria que foram premiadas no início da carreira.
 
"Receber o carimbo do MIT é um indicativo que estamos no caminho certo – avaliou Anielle." E tem a importância de ser para uma mulher, que cria tecnologia, abre um negócio. Apesar da pouca idade, o currículo da jovem impressiona, com cursos na Team Academy, Instituto Europeu de Design e Singularity University. Foi lá que o projeto nasceu. Em um dos trabalhos, os alunos foram desafiados a criarem respostas para desafios globais, usando tecnologias disruptivas. 
 
Atualmente, Anielle trabalha no desenvolvimento do hardware, que já é capaz de construir pequenas peças com o uso da manufatura aditiva. No início, a ideia é ter fábricas de estruturas pré-moldadas, que são montadas no local da construção. 

A proposta da Urban 3D é conseguir executar projetos em 10% do tempo, com 10% dos custos das técnicas tradicionais. A start-up busca investimentos para cumprir o cronograma de iniciar as construções dentro de 5 anos, no Brasil. 

"A ideia é começar pelo Brasil porque eu sou brasileira, mas vamos onde encontrarmos oportunidade" – disse Anielle. "No mundo, 3 bilhões de pessoas enfrentam problemas com habitações precárias. Em 15 anos, o número vai subir para 5 bilhões."

A preocupação social também faz parte do projeto do carioca Tales Gomes, de 27 anos. Ele é criador de uma plataforma de avaliação de risco para diabetes, hipertensão e doenças cardíacas. O teste, que custa entre R$ 10 e R$ 30, é realizado em cerca de dez minutos e serve para triagem rápida de pacientes, mais eficiente que os sistemas atuais, por apenas uma parcela do custo. 

A plataforma se baseia em um software, para PCs e tablets, que cruza dados médicos – pressão arterial, glicemia, colesterol e triglicerídeos – com respostas de um questionário pessoal. O resultado é um ranking, que avalia o risco para o desenvolvimento dessas doenças. 
"A inovação está no modelo de integração das informações" – explicou Gomes. – "Nós iniciamos as atividades no ano passado, no Rio de Janeiro. A ideia é expandir para São Paulo em 2016, e atender 15 mil famílias."
 
O “Inovadores com menos de 35 anos: Brasil” também premiou velhos conhecidos do cenário brasileiro de inovação. Tallis Gomes, de 28 anos, ganhou projeção por fundar o Easy Taxi, aplicativo que alterou a relação entre passageiros e motoristas de táxi. Atualmente, o jovem empreendedor está à frente do Singu, marketplace de serviços de beleza.
 
"Trazer a premiação e a conferência para o Rio de Janeiro é um reconhecimento da cidade como pólo mundial de empreendedorismo" – disse Gomes. – "Eu fiquei conhecido pelo Easy Taxi, mas ser reconhecido pelo MIT me dá um selo que eu não possuía."
 
Além dos três, foram premiados Claudio Trindade, de 33 anos, criador de um dispositivo de implante intraocular para o tratamento de doenças de córnea; Fábio Piva, 33, criador de plataforma para acabar com filas; Marcelo Cicconet, 32, criador de aplicativo para o aprendizado de música; Mateus Calligioni de Mendonça, 34, criador de sistema para rastreamento e organização da cadeia do lixo; Ronaldo Tenório, 30, criador de plataforma de tradução para libras; Diego Aranha, 32, criador de plataforma para fiscalização do resultado de eleições; e Danielle Brants, 31, desenvolvedora de jornal que traduz notícias para a linguagem infantil.

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Por Sergio Matsuura em O Globo.
 
 
 


A bicicleta elétrica é um veículo híbrido, ou seja, funciona com pedaladas e com motor movido a bateria. Elas já podem ser usadas em ciclovias desde sua regulamentação em 2013, contanto que cumpram algumas especificações, como por exemplo não ultrapassar os 25 km/h com ajuda do motor e oferecer apenas assistência à pedalada, em vez de propulsão independente de esforço do usuário. Algumas dessas biciclatas possuem até mesmo tecnologia de recarga de bateria por meio da força exercida pelo ciclista ao pedalar.

Se as bicicletas elétricas ainda não são tão comuns por aqui, as compartilhadas caíram no gosto usuário. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, tem planos para tornar este serviço municipal e expandi-lo. Hoje há dois serviços, denominados Bike Sampa e Ciclo Sampa, pertencentes ao banco Itaú e à Bradesco Seguros, respectivamente.

Combinando estas duas variações, São Paulo possui um sistema de empréstimos de bicicletas elétricas, numa iniciativa privada sem relação com o poder público. Desde o início de 2015, a empresa E-Moving oferece o serviço, e hoje são 29 bicicletas em operação. O representante da empresa, Kleber Piedade, contou que existem planos de levar o projeto para o Rio de Janeiro.

O sistema teve início na Praça Valorama, na zona sul da capital paulista, onde após um cadastro os ciclistas podiam usufruir do serviço. Kleber conta que a empresa precisou rever o modelo por questões financeiras e do ponto de vista do usuário, e hoje se concentra em estabelecimentos comerciais. “Estamos presentes nos hotéis Ibis Budget, oferecendo o aluguel de bicicletas elétricas para os hóspedes”, diz Kleber.

O usuário pode optar por alugar a bicicleta por semana ao custo de R$150, ou por mês pagando R$350, além de aluguéis avulsos. O ciclista entra em contato por e-mail ou telefone e a empresa entrega a bike.

A E-Moving também atua com empresas, como restaurantes. “Algumas empresas optam por utilizar as bicicletas elétricas tanto para fazer entregas como para oferecer para seus funcionários, para que eles possam ir para reuniões e almoços”, conta Kleber. A bike que utilizada é a Sense Breeze, com autonomia de cerca de 30 km.

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Renato Lobo no Vá de Bike.

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