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O projeto Ateliê Vivo, uma biblioteca pública de modelagens e espaço de construção de roupas, permite que todo mundo tenha a experiência de produzir suas próprias roupas a partir de modelos doados por estilistas. A iniciativa é do grupo de pesquisa em processos criativos e propostas estéticas G>E (Grupo Maior Que Eu), com coordenação e desenvolvimento da Dani Yukari, Gabi Cherubini, Karla Girotto e Thatiana Yumi Kurita.

 

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Aqui no Modefica, nós acreditamos que um dos passos para levar uma vida mais consciente é reconquistar sua autonomia, poder construir sozinho aquilo que a indústria não te oferece. Seja cozinhando sua própria comida para fugir dos conservantes e temperos industriais ou plantando sua própria horta sem agrotóxicos; quem faz tem o poder nas mãos.

Quando você faz com as próprias mãos experimenta o tempo do processo e cria um elo com o produto final. Entende que para uma peça de roupa existir, por exemplo, precisa de muita dedicação e que não faz sentido abandoná-la depois, pelo contrário, ela precisa ganhar vida.

A ideia do Ateliê Vivo nos é encantadora, pois ela promove exatamente essa autonomia e ajuda a entender a roupa além da moda e do consumo. Karla Girotto, que doou parte do seu acervo de modelagens, afirma que esse processo é a continuação de uma longa história que começou em seu antigo ateliê e que agora pode ganhar novo sentido e imagem. Com o tempo, podemos esperar modelagens de outros estilistas do grupo e também de fora dele, como Giselle Nasser, Lane Marinho, Pitty Taliani (Amapô), Ronaldo Fraga e Rita Comparato.

O Ateliê Vivo acontece na Casa do Povo, dentro do projeto MetaColetivo, que ganhou o edital Proac da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo e propõe que todos os grupos residentes na casa dialoguem com o bairro do Bom Retiro. A participação é gratuita e o projeto acontece aos sábados, das 14h às 21h. Para utilizar o espaço, é preciso ter conhecimentos de corte e costura e levar o próprio tecido.

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Fernanda Cannalonga no Modefica.


Lui Lima e Rômulo Caballero, criativos da agência de publicidade FCB Brasil, estão lançando um novo aplicativo para crianças no site norte-americano de crowdfunding,  Kickstarter: "Jack - O Urso Polar Atleta". A ideia concebida pela dupla criativa visa motivar crianças e adolescentes a terem um estilo de vida mais ativo de uma maneira simples: o app requer que seu dono se exercite para manter o ursinho saudável.

Os usuários terão que fazer exercícios que podem ser rastreados pelos sensores de movimento e GPS do celular. Por exemplo, quando Jack quiser dar uma caminhada, o dono do pet terá que andar também - com o GPS do aparelho, o app será capaz de dizer se o usuário está andando de verdade.

Quando um exercício é realizado corretamente, "Happy Coins" serão conquistadas. Essas moedas podem ser usadas para comprar comida saudável para o ursinho ou mesmo para desbloquear itens especiais - motivando a criança a ser mais ativa.

"Exercícios podem ser divertidos. A maneira que as pessoas falam sobre isso para as crianças faz com que elas pensem que é algo chato. Jack é uma ótima maneira de motivar crianças e adolescentes para que eles se exercitem regularmente enquanto se divertem. Eles vão cuidar da saúde de Jack enquanto cuidam de sua própria saúde", diz Lui Lima, um dos criadores de Jack. 

"Tecnologia é uma das maiores causas do sedentarismo entre os jovens. Mas, ao mesmo tempo, aparelhos eletrônicos são parte da rotina de todos, incluindo crianças e adolescentes. Nós acreditamos que lutar contra a tecnologia não vale a pena neste caso. É por isso que usamos a tecnologia como uma aliada, de uma maneira divertida. É uma ideia que também ajuda os pais preocupados com a saúde dos filhos", conclui Rômulo Caballero, também criador de Jack.

Se você gosta da ideia, pode doar e colaborar com o projeto no Kickstarter.

Acione a legenda no vídeo e veja o vídeo de 'Jack - O Urso Polar Atleta'.

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Fonte: criativos do projeto.


Você já ouvir falar no Meetup? A rede social para organizar encontros locais ajuda a marcar, diariamente, nove mil reuniões. E um dos assuntos mais buscados na plataforma é justamente o empreendedorismo.

Por isso, EXAME.com entrevistou três empreendedores que usam o Meetup para saber por que eles decidiram trabalhar com essa plataforma. Os entrevistados são Juan Bernabó, fundador da fomentadora de startups Germinadora; Paulo Salem, coordenador do grupo IMEmpreende, da USP, no Meetup; e Wagner Marcelo, idealizador do grupo Cultura Empreendedora, projeto incubado pela PUC-SP.

Veja, a seguir, os benefícios apontados por esses empreendedores em usar o Meetup para organizar encontros:

1. Encontrar pessoas com a mesma visão (e os mesmos problemas)


Salem conta que o objetivo do IMEmpeende não era só reunir alunos e ex-alunos do Instituto de Matemática e Estatística da USP, mas também atrair quem não tem ligação com a universidade e está interessado em empreendedorismo tecnológico. Por isso, a escolha pelo Meetup era óbvia. “A plataforma já tem esse direcionamento para que pessoas selecionem interesses. Assim, muitos usuários acabam se inscrevendo e aparecendo, mesmo sem nenhuma relação com o instituto”, conta.

Segundo Marcelo, do Cultura Empreendedora, essa possibilidade de pesquisa por interesse traz inclusive um público de estrangeiros que vivem no Brasil. “Em todo encontro nós temos pessoas de outros países, como americanos, franceses e chilenos”, afirma o idealizador. “É um público segmentado, que realmente está interessado no que você está fazendo”. O grupo usa o Meetup há cerca de um ano.

Bernabó, da Germinadora, cita como benefício não apenas encontrar empreendedores, mas também poder trocar estratégias. “Vira uma comunidade de pessoas que querem saber mais daquele assunto. Nossos desafios são parecidos, criar negócios e produtos digitais, e há uma troca de práticas”. A fomentadora de startups em estágio inicial usa o Meetup desde sua criação.

2. Saber mais sobre o mundo do empreendedorismo


Além de encontrar pessoas interessadas, Salem destaca como vantagem do Meetup o conhecimento sobre o que acontece no mundo do empreendedorismo. “Acontecem muitas coisas nessa área hoje, especialmente em São Paulo. Assim, fica difícil acompanhar. Nesses encontros, as pessoas sabem de informações que, de outro modo, não conheceriam”, conta.

3. Networking e procura de parceiros


Uma consequência óbvia desse encontro de pessoas focadas em empreendedorismo é a construção de um networking mais sólido. Bernabó ressalta que, pelos encontros, os interessados podem se ajudar nos empreendimentos, seja por meio de parcerias ou pela indicação de talentos. “Tivemos umas três startups que surgiram de sócios que se encontraram pelo Meetup, por exemplo. O encontro acabou virando um negócio”, conta.

Salem também conta um caso parecido. “Há executivos que cansaram da vida corporativae que aparecem para analisar potenciais negócios. Por exemplo, um americano que empreendia no Brasil foi a um encontro procurando um sócio com um foco mais técnico”.

4. Negociações mais pessoais

Além de conhecer potenciais sócios e funcionários, pelos encontros do Meetup essa negociação também pode ser mais efetiva, afirma Salem. Em uma conversa por e-mail ou em encontros online, o coordenador e empreendedor destaca que pode ser mais difícil citar valores ou outros dados confidenciais.

“Apesar da facilidade na comunicação digital, a presencial ainda é mais eficiente em assuntos de maior delicadeza. Por esse motivo, eu sou contra transmitir esses encontros online”, explica Salem.

5. Controle de quem lê e participa


O IMEmpreende começou a usar o Meetup neste ano, ainda que o grupo tenha sido criado no ano passado. “Antes disso, nós organizávamos as reuniões por e-mail mesmo, mas era difícil saber quantas pessoas iriam ao evento. Com o Meetup, é possível ter um maior controle nesse quesito”, afirma Salem. É possível administrar, inclusive, cobranças de pagamentos, completa Marcelo.

Quando você entra em um grupo no Meetup, os participantes recebem um e-mail a cada novo encontro criado. “No Facebook, você posta e nem todo mundo vai até a página para ler. Outros postam em cima do seu aviso e ele é afundado.”, explica o idealizador do Cultura Empreendedora. Já no Meetup, todos os participantes são avisados pelo e-mail, fazendo com que entrar na plataforma não seja essencial.

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Mariana Fonseca / EXAME.com

 


“Uma das maneiras mais eficazes de gerar novos empregos é estimular a indústria criativa”, diz George Windsor, diretor de pesquisa da Nesta, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo estimular os 12 setores da economia criativa no Reino Unido. A declaração foi dada pelo especialista após palestra realizada no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, em São Paulo (SP).

O evento faz parte da série “Diálogos de Economia Criativa entre Brasil e Reino Unido”, promovida pelo British Council, com patrocínio do BNDES. O objetivo dos encontros, que têm curadoria da economista Lidia Goldenstein e participação de especialistas brasileiros e britânicos, é mostrar como a indústria criativa transforma as economias das cidades, dos países e do mundo.

Na visão de Windsor, a criação de empregos ligados à criatividade tem enorme potencial para movimentar a economia, inclusive em países como o Brasil. “A indústria criativa agrega valor aos produtos de uma maneira que nenhum outro setor é capaz”, diz.

Segundo ele, há várias maneiras de gerar empregos ligados à economia do conhecimento: estimular a indústria de games; desenvolver núcleos criativos locais, que trabalhem com base nas tradições culturais de cada região; facilitar o crédito para setores criativos da economia; investir em educação voltada para o design e para a tecnologia.

Caso o governo britânico abrace essas medidas, ele acredita ser possível criar 1 milhão de empregos no Reino Unido até 2030. “É uma aspiração. Talvez vocês também possam pensar em um plano desse tipo para o Brasil.”

Segundo levantamento divulgado pela FIRJAN (Federação da Indústria do Rio de Janeiro) em 2014, a indústria criativa emprega 892,5 mil profissionais em 251 mil empresas. Com base na massa salarial destas empresas, estima-se que em 2013 a economia criativa tenha gerado um Produto Interno Bruto de R$ 126 bilhões em 2013, o equivalente a 2,6% do total. Ainda segundo a instituição, nos últimos dez anos o PIB da indústria criativa avançou 69,8%, superando o aumento de 36,4% do PIB brasileiro no mesmo período.

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Marisa Adán Gil no Pequenas Empresas Grandes Negócios.

 


Sabemos que Tecnologia, Mulheres e startups é um encontro de sucesso, porém essa semana, a revista Exame, ilustrou apenas com homens a sua capa sobre empreendedorismo digital.

Fizemos uma seleção de 8 startups incríveis que descobrimos no Case 2015 e que você tem que conhecer. Essas startups já estão funcionando, já tem produtos no ar,  e dados de crescimento interessantes, porém as escolhemos por uma razão especial: todas elas tem uma mulher entre os co-fundadores.

Por ser o maior evento para startups da America Latina, a cada ano reúnem -se no CASE muitos empreendedores com empresas e projetos bem legais. Esse ano o evento além da oportunidade de colocar o papo em dia sobre todos os assuntos que ocupam as mentes do eco-sistema empreendedor, também proporcionou conhecer os projetos que estão rolando com sucesso, e claro, ficar de olho no ano que vem.

Boa leitura!

Segue a seleção das 8 startups de tecnologia co-fundadas por mulhereres e que você tem que conhecer! 

1) Agrosmart – Mariana Vasconcelos

A empresa Agrosmart, vencedora do Demo Brasil 2015 no Case é um aplicativo que promete conectar os agricultores às suas plantações afim de tornar as atividades do campo mais inteligentes. Com o uso de sensores, dados meteorológicos, processamento de imagens entre outros, fornece ao agricultor o monitoramento de diversas variáveis em tempo real para agricultura de precisão.

2) Contentools – Emilia Chagas

A Contentools é uma plataforma pioneira de gestão e automação de marketing de conteúdo. A primeira versão dessa plataforma criada para otimizar os processo e garantir melhores resultados para times de marketing internos, agências e pontos digitais foi lançada em 2013. Hoje a Contentools conta com clientes como Zendesk e Descomplica e acabou de lançar uma versão para o mercado americano com a abertura de um escritório no Valley. A empresa que foi financiada com o dinheiro das próprias vendas por muito tempo, teve 2M de faturamento no ano passado.

3) Emotion Me – Bruna Bittencourt 

O Emotion Me é o primeiro one-stop-shop de casamento do Brasil que já auxiliou mais de 35 mil casamentos desde seu lançamento em 2012. Com servicços de acesso a mais de 3000 fornecedores e a criação de uma agenda de mais de 80 tarefas, a ferramenta é uma das mais completas do mercado. O Emotion Me esta numa fase de escalar a empressa e buscando parcerias estratégicas.

4) Incast – Vera Kopp 

A InCast é um marketplace de recrutamento de profissionais da economia criativa. A plataforma lançada em janeiro 2015 já conta com mais de 12.000 professionais cadastrados e trabalhando frequentemente. Artistas e equipe técnica de produção que atuam em TV, Cinema, Teatro, Eventos, Rádio, Música e Produções Publicitárias que procuram oportunidades no Brasil ou em Los Angeles podem registrar-se nesse “linkedin” focado no entretenimento e mídia. Se você é um profissional do mercado, talento, equipe de produção, influenciador, etc.,  inscreva o seu perfil na inCast.com.br

5) Tagarela – Georgia Carapetkov

O Tagarela é um aplicativo “gamificado” que possibilita que empresas façam diferentes tipos de pesquisas de mercado e que os usuários respondam de forma divertida e sejam remunerados por isso. Lançado em março de 2015, o aplicativo já é utilizado por pessoas em todo o Brasil. Já existem versões para Android e IOS e ele pode ser facilmente replicado para outros países. O Tagarela conta com uma equipe fundadora 100% feminina com especialistas em pesquisa de mercado, marketing, comunicação, usabilidade, arquitetura de informação e finanças.

6) Tem açúcar – Camila Carvalho

É um site que facilita o compartilhamento de coisas entre vizinhos através de empréstimos e doações. O site tem como objetivo ajudar as pessoas a economizar dinheiro, incentivar o consumo mais consciente, e também ajudar as pessoas a se conectarem para recriar uma sensação de comunidade. O site lançado em janeiro 2015 já tem 62.000 usuários cadastrados, com uma chance de 45% de sucesso para os pedidos serem respondidos por vizinhos.  Está numa fase de captação de investimento afim de desenvolver um aplicativo que vai complementar o site.

7) Timo Kids – Fabiany Lima

O Timokids é um aplicativo para celulares e tablets que leva, para mamães e crianças do mundo todo, historias e jogos socioeducativos ilustrados em 3D, narrados e legendados em diversos idiomas. A ferramenta de entretenimento educativo está presente em mais de 190 países e conta com mais de 80 .000 downloads. Todas as historias do Timokids são narradas e legendadas em vários idiomas para atingir um mercado maior.

8) Trustvox – Tatiana Pezoa

Confiança online é um desafio com grandes oportunidades! Para a Trustvox, a sinceridade não tem preço! Essa empresa define-se como uma certificadora de reviews e garante aos seus clientes que eles podem confiar nas opiniões e avaliações publicadas em sua loja. Embora tenha menos de 2 anos e tenha começado sem um modelo de negócio aprovado no mercado, a Trustvox, hoje conta com mais de 450 clientes entre os quais o Boticário, o Staples e o Polishop.

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Fonte: Girls In Tech. 


A busca por melhoria da mobilidade urbana é boa não apenas para a qualidade de vida nas cidades com para a redução de gases associados à mudança climática [1] e à poluição causadora de doenças respiratórias. Ela é ótima também para os negócios da Courrieros, empresa de São Paulo que se diferencia como inovadora por usar bicicletas e veículos elétricos para prestar serviço de entregas, dentro do conceito de logística urbana sustentável. “Depois de visitar um amigo em Nova York e conhecer a novidade lá, certo dia decidi eu mesmo entregar de bike um documento do trabalho e percebi o potencial do filão”, revela o empresário Victor Castello Branco.

Foi a senha para o administrador de empresas largar o mercado financeiro e investir todas as fichas no apelo da sustentabilidade, ao lado ao sócio, o advogado André Biselli, amigo de infância.

[1] No município de São Paulo, o transporte é o principal gerador de gases do efeito estufa no setor de energia, que corresponde a 81,9% das emissões totais.

Ter uma atividade condizente aos valores e estilo de vida da dupla é um sonho da adolescência agora realizado. Mas montar o negócio exigiu muito mais do que juntar meia dúzia de ciclistas dispostos a pedalar pela cidade. “Logo de início, em 2012, percebemos que a maior dificuldade estaria na mão-de-obra e fizemos disso nosso diferencial”, conta Victor, ao detalhar o rígido processo de seleção e treinamento dos entregadores, que vai desde o preparo físico e o senso de localização na cidade até o modo de se comportar no trânsito e lidar com clientes – capricho importante no ramo do delivery.

Um aplicativo de celular, desenvolvido pela empresa, facilita a comunicação e permite rastrear o deslocamento do entregador no mapa da cidade. Hoje com 41 ciclistas que pedalam em média 8 horas por dia (70 a 80 quilômetros), a Courrieros cobre a região das avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini, principais centros financeiros da capital paulista, abrangendo basicamente três categorias de atendimento: as entregas de e-commerce programadas, os serviços esporádicos e os fixos em que os ciclistas ficam alocados em restaurantes, drogarias ou cartórios. No total, são 140 clientes que associam a imagem às questões ambientais, detalhe que faz toda a diferença frente os principais concorrentes: as empresas de motoboy.Para entrega de bike, além da Courrieros, só existem mais três, que seguem modelos diferentes. Na concorrência com o serviço de motoboys, as pedaladas são competitivas. “Com bicicletas, o tempo e o preço médio da entrega (40 minutos/R$ 25) são equivalentes aos das motos”, informa Victor. O maior argumento está quesito ambiental: quando se considera todos os impactos, inclusive o da necessidade de alimentação para o ciclista repor as energias, o uso da bicicleta e não da moto deixa de emitir 113 gramas de dióxido de carbono em cada 100 quilômetros. O valor exato da economia de emissões (média de 0,5 quilo em cada 5 quilômetros) é registrado no envelope da entrega, juntamente com um selo dizendo “obrigado pelo passeio de bike”.

Em São Paulo, o número de adeptos da bicicleta cresceu 50% entre 2013 e 2014 um ano, de acordo com pesquisa do Ibope. No período, a cidade ganhou 86,1 mil ciclistas.

A expectativa do empresário é de pelo menos dobrar em 2016 o atual faturamento de R$ 1 milhão por ano, com o aumento do número de bikes e o uso de motocicleta elétrica, o que permitirá a cobertura de bairros mais distantes, via integração dos dois modais. Inovar para expandir o serviço em novas áreas da cidade e vencer as distâncias será sempre o maior desafio de agora em diante, na análise do empresário.

Chegar a outras capitais também faz parte do plano: em maio deste ano o negócio foi expandido para o Rio de Janeiro, onde é expressiva a cultura da vida saudável. “Os recentes investimentos públicos em ciclovias nas cidades, apesar de alguns erros, estão estimulando novos hábitos e dando visibilidade ao ciclista, que passa a ser mais respeitado e reconhecido pela contribuição ao meio ambiente”, afirma Victor, otimista com o futuro do negócio. “É um caminho sem volta”.

Ficha – Courrieros
Setor: Transporte e logística.
- Pequena empresa.
- Faturamento anual de R$ 1 milhão.
- 47 funcionários.
- Fundação em 2012.
- Principais clientes: NetShoes, Nike, Walmart, Odebrecht, Promon Engenharia, Chocolat Du Jour.

O que faz: Empresa de logística urbana sustentável que usa bicicletas e outros modais elétricos para realizar entregas, dentro do conceito de “ecolivery”.

Inovação para sustentabilidade.

São uma alternativa de baixo carbono aos serviços prestados por outras empresas de entregas, como os motoboys, que emitem gases de efeito estufa em seus deslocamentos. Com a mesma rapidez das motos, o ciclista da Courrieros evita que 113 gramas de CO2sejam emitidos a cada 100 quilômetros percorridos, de acordo com estimativas da empresa.

Potencial de replicação e escalabilidade.

Planejam a ampliação da área de cobertura em São Paulo para bairros mais afastados da região central, mediante a integração de bikes e motocicletas elétricas. Recentemente, expandiram suas operações para o Rio de Janeiro. Usufruem dos investimentos recentes em ciclovias nas duas cidades para otimizar seu tempo e raio de entrega.Destaques de gestão

Como os principais desafios são a segurança dos entregadores e a qualidade do atendimento, a empresa mantém um rígido processo de seleção, contratação e acompanhamento dos entregadores. Realizam ações de integração com os bikerspara acompanhar suas queixas e sugestões e identificar melhorias no atendimento aos clientes. Oferecem bicicletas e equipamentos de primeira linha a seus funcionários. Possuem ações de viés social, como o trabalho com jovens de baixa renda.

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Sérgio Adeodato no Página 22 (FGV / EAESP).

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