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O Google toca um projeto chamado Earth Solidário que oferece recursos para organizações sem fins lucrativos. A iniciativa mais recente deles é medir a poluição do ar usando os carros do Street View.

Segundo o TechCrunch, isso vem sendo feito há um ano e meio: alguns veículos receberam sensores da startup Aclima para mensurar a qualidade do ar em áreas urbanas.

O objetivo é oferecer esses dados a cidadãos e governos locais para que eles possam combater a poluição. Por exemplo, se um cruzamento sempre ficar cheio de fumaça, seria possível colocar árvores no local, ou alterar o funcionamento dos semáforos.

Davida Herzl, fundadora da Aclima, diz ao TechCrunch: “nós sabemos que as árvores absorvem a poluição, especificamente o NO2. Se pudermos saber onde estão os pontos de poluição, saberemos onde colocar espaços verdes”.

Inicialmente, três carros do Street View recolheram 150 milhões de pontos de dados sobre qualidade do ar durante um mês na cidade americana de Denver, Colorado. Eles mediram a presença de ozônio, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono, carbono preto, entre outros. A NPR explica:

Os sensores, ou “mini-laboratórios móveis”, como Herzl os chama, ficam na parte de trás dos carros do Google Street View, e as amostras de ar chegam a esses sensores através de um buraco em uma das janelas do carro, passando por uma série de tubos “que se parecem com canudos grandes”. Os carros também têm pequenos anemômetros do lado de fora, que podem acompanhar a temperatura e o fluxo do vento, entre outras medições meteorológicas. “É como se tivéssemos dado um nariz para os carros”, diz Herzl.

Agora, o Google vai comprar mais sensores externos da Aclima para equipar carros do Street View que cruzarão San Francisco e outras cidades dos EUA ainda este ano.

A Aclima projeta e constrói seus próprios sensores, envia os dados coletados para a nuvem em tempo real e os analisa, produzindo análises e visualizações.

Mapa AclimaMapa Aclima

A empresa Aclima existe há anos, mas sua existência só foi revelada em junho. Ela vem estudando a qualidade do ar interno em 21 edifícios do Google ao redor do mundo, o que pode aumentar a produtividade.

Por exemplo, ao monitorar salas de conferências ao longo do dia, o Google pode determinar se os níveis de CO2 subiram a ponto de prejudicar o desempenho dos funcionários – isso pode fazer você se sentir sufocado em uma reunião.

Por:  no GIZMODO com TechCrunchNPR via Engadget

 


Um aplicativo colaborativo que reúne 12, 5 mil recomendações em 22 países. Só no Brasil são 847 lugares.

Mais de dois mil chefs, produtores artesanais e jornalistas se uniram para rechear o app Slow Food Planet (http://planet.slowfood.com/) com as dicas mais bacanudas e comprometidas com o princípio do movimento.

“Os alimentos precisam sem bons, limpos e justos” e você não pode ter pressa, claro. Ele pode ser baixado no Apple Store ou Google Store e é free para um território. Caso você queira expandir suas fronteiras custa mais US$1,99 por região.

A arrecadação vai para o movimento. O mais interessante do sistema é que foi dividido em três áreas de busca. “Tempo para comer” prioriza os lugares que valorizam a origem e a autenticidade.

Um exemplo? O restaurante do Bira, no Rio, “onde é possível almoçar peixe fresco, embaixo de árvores e com vista para a restinga de Marambaia.” Captou a essência?

“Tempo para mim” traz seleções para combinar com seu estado de espírito. E “tempo para comprar” reúne lojas de produtos típicos e ou dicas de onde encontrar ingredientes direto da fonte. Ah, e o conteúdo não é estático. Novas sugestões vão sendo incorporadas à medida que os “olheiros” vão descobrindo as surpresas pelo caminho.

Blue Chip de Angela Klinke no Valor Econômico.


A imagem abaixo, mostra o Teatro Municipal e a praça da República no começo da década  de 1910. Até aí, nada demais: a internet está cheia de fotos desses dois locais tiradas nessa mesma época. 

O que torna estas duas fotos interessantes, no entanto, é que nelas aparecem os primeiros táxis da cidade, parados à espera de passageiros. É a frota da Companhia Auto-Taxímetros Paulista, empresa fundada em 1910 para explorar o serviço em São Paulo.

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A imagem é de um livro com mais de 1000 páginas pulicado em 1913, organizado por um certo Reginald Lloyd e intitulado “Impressões do Brazil no Século Vinte: Sua Historia, Seo Povo, Commercio, Industrias e Recursos”. A referência aos táxis aparece ali pela página 700, e eles são apresentados como uma grande inovação:

"A história da fundação e desenvolvimento da companhia desperta real interesse, pois que representa a introdução de uma ideia nova e o seu completo êxito. Atualmente, tem a companhia 62 automóveis-taxímetros (…) e o número dos veículos cresce de dia para dia, com as contínuas aquisições que faz a empresa. (…) Para mostrar a grande aceitação que encontram os carros da companhia, basta dizer que estão em serviço contínuo, por assim dizer, noite e dia. O estabelecimento tem uma escola de choferes, e estes, para entrar no serviço da companhia, têm de passar por um exame rigoroso, com provas minuciosas e práticas. As oficinas da companhia são montadas com os mais modernos maquinismos e utensílios para construção de automóveis e seu reparo. Em suas diversas seções, emprega a empresa 150 homens. O enorme desenvolvimento que tiveram os serviços da companhia em 1911 tornou necessário o aumento do edifício em que se achava instalada. Tanto a garagem como as oficinas têm aspecto de limpeza e ordem perfeitas; os choferes da empresa são de uma cortesia que muito a recomenda. A garagem e oficinas da companhia ficam à Rua Conselheiro Nébias, 55 e 70, havendo, além disso, uma agência à Rua de São Bento, 21.”

Outra referência a esses táxis aparece em “São Paulo de Meus Amores”, livro do jornalista Afonso Schmidt publicado em 1954:

“Naquele tempo, os automóveis começavam a aparecer. Eram, geralmente, de marcas francesas e italianas: Berliet, De Dion Button, Fiat, Benz… Ainda se pareciam com carruagens. Os primeiros táxis eram umas caixas negras, com lanternas vermelhas ao lado, e os primeiros choferes de praça, pensando talvez que se tratasse de embarcações, lhes davam nomes femininos: a ‘Elisa’, a ‘Laura’, a ‘Rosalina’… Tais nomes eram mandados gravar em chapas metálicas e afixados atrás da carroceria”.

Mas nem tudo foi tranquilo, na introdução dos táxis em São Paulo. Em 25 de agosto de 1911, uma notícia d’O Estado de São Paulo relata que os cocheiros que viviam de transportar passageiros da estação da Luz não estavam recebendo nada bem os primeiros táxis que tentavam fazer ponto na porta da estação:

“Os cocheiros dos carros de praça que estacionam na estação da Luz não acolheram bem a concorrência que lhes vai fazer a nova companhia de Auto-transporte (…). No primeiro dia em que ali foram distribuídos vários automóveis, criou-se logo uma corrente de antipatias à nova empresa, e os cocheiros viram na conduta daquela empresa uma concorrência desleal e perniciosa”.

Segundo o Estadão, os protestos dos cocheiros foram bastante violentos, com tumulto e “grande correria”. Cem anos depois, eu fico morrendo de dó de terem amassado a Elisa, a Laura e a Rosalina.

E também fico pensando em como as polêmicas se repetem. Agora são os táxis que assumem o papel de vítimas, acusando o aplicativo Uber, inovação da vez, da mesma “concorrência desleal e perniciosa”.

Obs. A imagem, assim como o trecho do livro “Impressões do Brazil no Século Vinte”, foram reproduzidos de novomilenio.inf.br

Martin Jayo no blog - quando a cidade era mais gentil.

 


A cidade de São Paulo é a melhor opção para quem quer criar uma startup de tecnologia na América Latina. A conclusão é do estudo Global Startup Ecosystem Ranking 2015, realizado pela Compass, uma desenvolvedora de software para empresas de tecnologia que realiza estudos do setor desde 2012.

No ranking global, São Paulo aparece na 12º lugar, subindo uma posição na comparação com o ranking anterior, publicado em 2012. A cidade é a única no Brasil e na América Latina a aparecer no estudo, que mapeia os 20 melhores ecossistemas de startups do mundo.

Na liderança do ranking aparecem o Vale do Silício, Nova York, Los Angeles, Boston e Tel Aviv. O estudo deixou de fora os ecossistemas da China, Taiwan, Japão e Coreia do Sul por causa da barreira da linguagem.

As cidades foram avaliadas nos quesitos performance, disponibilidade de capital, alcance de mercado, talento e capacidade de exportar startups internacionalmente.

O estudo aponta como pontos fortes de São Paulo a disponibilidade de capital, performance das startups e alcance de mercado.

 

Achados

O estudo também apresentou algumas conclusões sobre os ecossistemas estudados. Nova York, Austin, Bangalore, Cingapura e Nova York apresentaram o melhor desenvolvimento no período de 2012 e 2014, enquanto Toronto, Sidney, Vancouver e Seattle apresentaram as maiores quedas. Santiago, Melbourne e Waterloo saíram do ranking, o que mostra uma queda no desenvolvimento dos ecossistemas locais.

Segundo o Global Startup Ecosystem Ranking 2015, os ecossistemas de startups estão cada vez mais internacionais, já que  37% dos investimentos recebidos pelas startups nos 20 ecossistemas mapeados incluem ao menos um investidor de outro país. Já o número de startups que abriram um segundo escritório em outro país ou até mesmo mudaram sua sede de uma região para outra cresceu 8,4 vezes.

O número de saídas bem sucedidas de uma empresa (quando os investidores conseguem vender a sua participação e lucrar) cresceu 78% anualmente entre 2012 e 2014 — 40% por meio de IPOs e 60% por meio de aquisições. Esse movimento foi puxado principalmente por Berlim, Bangalore, Amsterdam, Londres e Tel Aviv. São Paulo não se destacou nesse quesito.

A falta de capital de risco disponível no mercado deixou de ser um problema para as startups. Esse tipo de investimento cresceu 95% entre 2013 e 2014 nos ecossistemas listados, mas as cidades que se destacaram foram novamente as europeias e americanas. Em Berlim, por exemplo, os investimentos cresceram 12 vezes de um ano para o outro.

Todas as startups apresentaram grande desequilíbrio o quesito igualdade de gêneros, embora o número de fundadoras do sexo feminino tenha crescido 80% – as mulheres são 18% das fundadoras de startups, número que era de 10% no estudo anterior.

O Global Startup Ecosystem Ranking 2015 foi baseado em entrevistas com mais de 200 empreendedores e especialistas de 25 países e em uma pesquisa com 11 mil startups, investidores e envolvidos com o setor ao redor do mundo ao longo dos últimos cinco meses.

Fonte: Start no caderno Link do Estadão. 


Ter mil ideias por dia é algo fantástico no mundo do empreendedorismo, certo? Nem sempre. Saiba como a criatividade impulsiva, aquela que não se transforma em ação, pode ser um empecilho para a produtividade.

A maioria das pessoas se esforça para ser criativa, afinal, no mundo da informação, é importante ser criativo. E isso vale para tudo, desde ter boas ideias publicitárias até a capacidade de tuitar coisas divertidas, passando pela competência de resolver problemas e pensar fora da caixa para inovar. No mundo dos excessos, a criatividade diferencia as pessoas, as empresas, os países, os músicos, os governantes, as crianças, ou seja, quase tudo que nos cerca.

No empreendedorismo, em particular, ser criativo é fundamental, desde a geração da ideia do negócio em si, passando pelo modelo de negócios, até a capacidade de fazer acontecer com pouco dinheiro e por aí vai. O empreendedor, penso, é um ser criativo por natureza, ou por formação. Convém lembrar que criatividade se expressa nas diferentes pessoas dos jeitos mais variados. Há criativos expansivos, criativos tímidos, criativos lógicos, criativos visuais… e assim por diante.

Considero-me uma pessoa razoavelmente criativa, e fiz uso disso ao longo da minha carreira empreendedora. Saio de férias e, só de olhar para as coisas, pessoas ou ruas, tenho mil ideias de projetos, produtos e empresas. No banho, surgem quase todo dia, “n” ideias. Quando me deparo com um problema, em uma questão de instantes, já imaginei diferentes formas de resolvê-lo. Ao encontrar com empreendedores, as conversas costumam ser um arsenal de ideias, projetos, conceitos, empresas, modelos de negócios, nomes etc.

Isso tudo é bom? É ótimo, claro, a não ser por um aspecto que venho tentando controlar nos últimos anos: a criatividade impulsiva, ou seja, aquela que não é transformada em ação, mas que pode nos entreter por horas, dias, meses até. Além disso, existe o fato de que ser criativo muitas vezes se torna uma atividade prazerosa em si e pode transformar uma pessoa criativa em um ser improdutivo. A criatividade que se basta em si mesma não é legal.

Hoje, me policio para não ficar curtindo ideias de negócios, para não ficar pensando em novas empresas ou produtos digitais, para não passar horas discutindo o modelo de negócios da Apple, do Google ou mesmo da empresa de um amigo. Percebi que, muitas vezes, a criatividade me bastava, que eu preenchia meu dia com ela, mas, na realidade, estava sendo pouquíssimo focado e eficiente nas minhas tarefas.

Passei, então, a conter meus impulsos criativos e a dirigi-los para as pequenas coisas do meu negócio onde eu pudesse fazer diferença e não viver criando imaginariamente coisas incríveis que acabavam não virando nada. O lance é: deixar de ser criativo o tempo todo exige uma criatividade enorme!

Bob Wollheim é CEO da S-Kul, sócio e co-fundador da plataforma SixPix.

Fonte: Endeavor

Bob também é conselheiro do São Paulo São.

O campo da publicidade ganhou uma ajuda tecnológica hoje com a criação do primeiro anúncio feito com inteligência artificial.

Trata-se de um poster digital para a marca fictícia de café Bahio e que está sendo exibido em um ponto de ônibus na cidade de Londres. A inteligência do painel está no fato de que ele adapta o anúncio de acordo com a reação das pessoas que veem o poster.

Como é possível medir essa reação, você pergunta? Há um sensor Kinectlocalizado acima do painel digital que consegue rastrear o rosto de quem olha para a tela e determinar se ela reagiu bem ou mal. Esta reação faz um programa decidir se algum elemento do anúncio deve ser alterado ou não, como o texto, a fonte, o tamanho da fonte, a imagem de fundo e até o layout completo.

 

A criação é da agência M&C Saatchi, que diz também que este é o primeiro anúncio no mundo que usa inteligência artificial. No vídeo abaixo o CIO da agência, David Cox, explica um pouco de como ele foi criado e como funciona.

Assista: https://youtu.be/JfpuqfqC-ts

Como não é possível medir de imediato o impacto dos anúncios, somente no futuro saberemos se a campanha deu certo e se a marca de café Bahio realmente decolou ou não.

Rafael Silva no Brainstorm9 

 

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