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A ocupação residencial da Paulista tem, em sua representação, o famoso Belvedere Trianon, local onde a elite paulistana costumava realizar seus eventos. Foto: São Paulo Antiga.A ocupação residencial da Paulista tem, em sua representação, o famoso Belvedere Trianon, local onde a elite paulistana costumava realizar seus eventos. Foto: São Paulo Antiga.

Desde o início do século, o Mirante 9 de Julho faz parte da história de São Paulo. Mas por 76 anos permaneceu invisível, esperando para ser redescoberto e integrar novamente a cidade e seu movimento. Hoje, o mirante existe como uma janela para mirar São Paulo e também um reflexo da cidade para si. E a partir de agora, o espaço passa a ter nova gestão, baseada no feminino e suas facetas: um espaço multicultural, plural, democrático e livre, de todas e todos.

O foco será na temática das humanidades com livros de autores brasileiros e estrangeiros, escolhidos a dedo. Foto: Instagram..O foco será na temática das humanidades com livros de autores brasileiros e estrangeiros, escolhidos a dedo. Foto: Instagram..

A publicitária Daniela Amendola e a jornalista Roberta Paixão abrem a Livraria Mandarina, no próximo domingo, 18, na Rua Ferreira de Araújo, 373 em Pinheiros.

A materialização do projeto é fruto da amizade entre as duas e nasce com o propósito de ser um terreno fértil de ideias e, ao mesmo tempo, um espaço acolhedor.

Unidade será pequena e com curadoria atenta, diz dono da rede. Imagem: Divulgação.Unidade será pequena e com curadoria atenta, diz dono da rede. Imagem: Divulgação.

A Travessa, dona das livrarias mais charmosas e bem-sucedidas do Rio, inaugura dia 9 sua primeira loja de rua de São Paulo. Ela fica no número 513 da Rua dos Pinheiros, em uma pequena casa de 200 m² que foi totalmente reformada para abrigar a nova livraria do bairro. Esta é a segunda loja de Rui Campos na cidade – a outra, ainda menor, fica no Instituto Moreira Salles, na Avenida Paulista.

“Sempre tivemos o desejo de fazer uma Travessa em São Paulo, e também muitos pedidos, e ficávamos pensando onde ela poderia estar. Se a Travessa tem uma estratégia é a de interpretar o lugar onde ela vai atuar, tentar falar a língua do pessoal que está por ali”, conta Campos que começou a frequentar o bairro depois que a Travessa assumiu a livraria oficial da Festa Literária Internacional de Paraty – é ali que fica a sede da Casa Azul, organizadora da Flip.

A livraria tem 200 m² e foi dividida em dois andares. Foto: Divulgação.A livraria tem 200 m² e foi dividida em dois andares. Foto: Divulgação.Rui gostou da vizinhança e tratou de procurar um imóvel grande para instalar sua livraria, e então percebeu que nada por ali era espaçoso. “Começamos a pensar nisso entre maio e junho do ano passado, muito antes de essa crise da Saraiva e Cultura e do modelo de megaloja mostrar problema. Foi quando decidimos que não tínhamos que fazer ali uma loja grande e que teríamos que agir de acordo com a linguagem de Pinheiros – de lojas com uma curadoria muito especial”, diz.

A ideia de Rui é investir em atendimento de qualidade e acervo especial, moderno, com uma seleção muito mais rigorosa do que a feita nas demais lojas. Só para se ter uma ideia, a de Pinheiros deve abrigar, em seus 200 m², algo como 18 mil livros. A Livraria da Travessa de Ipanema, uma das mais tradicionais da rede, tem 80 mil volumes e um espaço cinco vezes maior que a filial paulistana. O projeto arquitetônico daqui, como das demais lojas da rede, é de Bel Lobo. 

A seleção inclui todos os gêneros, com destaque para temas atuais, como política e feminismo, e também para obras de autores portugueses – numa espécie de contrapartida informal pela operação em Lisboa, onde ela desembarcou em maio para ocupar 300 m² da Casa Pau Brasil, num casarão tombado do bairro cult de Príncipe Real.

Chegou a hora de outras 12 grandes artistas mulheres entrarem na “Casa de Música – Escuta as Minas do Spotify”. 

A partir desta segunda-feira, (5), o Spotify abre as inscrições para uma nova leva de artistas em começo de carreira (mulheres, claro) ter a chance de gravar seus singles em uma casa feita por mulheres e para mulheres, equipada com estúdio e estrutura de primeira, além de uma equipe técnica experiente e formada por alguns dos maiores nomes do mercado musical brasileiro.

 

Inicialmente, dez carros estão disponíveis para a operação, mas a ideia é disponibilizar 300 veículos até o fim de 2020. Foto: Divulgação.Inicialmente, dez carros estão disponíveis para a operação, mas a ideia é disponibilizar 300 veículos até o fim de 2020. Foto: Divulgação.

Carros elétricos estão longe da realidade da grande maioria dos brasileiros, mas quem mora na capital paulista ou está de passagem pela cidade poderá saber como é a experiência de dirigir um veículo do tipo.

 

Para reduzir o descarte de plástico, Pepsico testa venda de água potável em latinhas. Imagem: Reprodução.Para reduzir o descarte de plástico, Pepsico testa venda de água potável em latinhas. Imagem: Reprodução.

 

Canudos de metal e copos reutilizáveis estão na moda e representam o esforço de parte dos consumidores para reduzir o descarte de plástico em seu dia a dia. Nas últimas semanas, diversas empresas e entidades governamentais divulgaram iniciativas para diminuir a produção e o descarte de plástico, inspiradas pelo movimento Julho Sem Plástico. A Pepsico anunciou nos Estados Unidos que venderá água potável em latinhas de alumínio, em vez de em garrafinhas de plástico — cuja cadeia de reciclagem ainda não é tão desenvolvida. A P&G, por sua vez, anunciou que está trabalhando para extrair materiais de fraldas usadas para reciclagem. No Brasil, a Prefeitura de São Paulo sancionou ao final de junho uma lei que proíbe o fornecimento de canudos plásticos nos estabelecimentos da cidade. Outras marcas, como Starbucks, AccorHotels, Omo e McDonald’s também vêm diminuindo o uso de plástico em sua cadeia de produção e fornecimento.

A rede Starbucks vai eliminar canudos de plástico em suas lojas em todo o mundo até 2020. Foto:  Kim Ho-young. A rede Starbucks vai eliminar canudos de plástico em suas lojas em todo o mundo até 2020. Foto: Kim Ho-young.

A melhor embalagem, contudo, talvez seja aquela que “nem precisa existir” ou que está inteiramente intregada ao produto, na avaliação do designer Barão Di Sarno, sócio da empresa de design Questtonó. “As questões da atualidade exigem mais do que inovação incremental. É claro que mudar materiais é importante, mas não vai dar conta do problema ambiental. O mundo da embalagem precisa ser entendido como parte do produto”, avalia.

No Brasil, algumas empresas têm aproveitado matérias-primas típicas do País para produzir as chamada bioembalagens – aquelas feitas de material orgânico. Uma delas é a Oka Bioembalagens, de Botucatu (SP), que usa fécula de mandioca, fibras de frutas e sementes para produzir recipientes para empresas do setor alimentício, eletrônicos, cosméticos e brindes.

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