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O vencedor do edital exibirá a obra ao lado dos demais participantes. Imagem: ‘A Batata Preca de Você‘.O vencedor do edital exibirá a obra ao lado dos demais participantes. Imagem: ‘A Batata Preca de Você‘.

A 8º Mostra 3M de Arte anunciou a abertura das inscrições para a participação de artistas com projetos de instalação pública em sua exposição, que será realizada entre os meses de setembro e outubro, no Largo da Batata, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas até 25 de maio, no site da mostra. Como requisitos, os artistas deverão ser residentes no Brasil, maiores de 18 anos e terem até 15 anos de produção artística, contados a partir da primeira exposição em espaços institucionais.

Transitar pelas ruas e avenidas para ir de um lugar ao outro faz parte da rotina de qualquer pessoa que vive em uma grande cidade. Na maioria das vezes, é algo que fazemos quase no modo automático, sem nos darmos conta que por trás de cada rua, de cada praça e de canto da cidade, há uma história.

Recife, capital de Pernambuco, é um desses lugares, repleto de construções históricas e locais que foram homenageados por grandes poetas e escritores.

Pintura das casas na comunidade A Favorita, em Araucária (PR). Foto: Comunicação TETO PR / Flickr.Pintura das casas na comunidade A Favorita, em Araucária (PR). Foto: Comunicação TETO PR / Flickr.

Condições precárias de moradia são realidade para 36 milhões das pessoas que vivem em áreas urbanas no país. Isso quer dizer que 38% dos habitantes de cidades grandes têm qualidade de vida com nível baixo, baixíssimo ou precário. Os números são resultados do estudo de tipologias intraurbanas publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro de 2018, e contempla os espaços de diferenciação socioeconômica nas concentrações urbanas do Brasil.

E é na tentativa de mudar essa realidade que diferentes empresas têm surgido para impactar a situação de habitações de baixa renda, começando pelas próprias comunidades. Enquanto algumas delas apresentam como solução pacotes de reforma de casas que influenciam na economia local e cabem no orçamento dos moradores, outras buscam tornar as comunidades autônomas proporcionando ferramentas que levam a isso — incluindo, nessa conta, a construção de uma infraestrutura básica de qualidade.

Moradigna

Os sócios do Moradigna: Vivian Sória, Rafael Veiga (ao meio) e Matheus (à direita). Foto: Moradigna / Reprodução - Facebook.Os sócios do Moradigna: Vivian Sória, Rafael Veiga (ao meio) e Matheus (à direita). Foto: Moradigna / Reprodução - Facebook.Durante 20 anos, Matheus Cardoso morou no Jardim Pantanal, comunidade da Zona Leste de São Paulo vizinha ao Rio Tietê. A localização geográfica fez com que enchentes, agora já não tão frequentes, fossem uma realidade comum para os moradores. Quando tinha sete anos, um desses eventos marcou Matheus.

“Lembro da água entrando em casa e minha mãe pedindo desculpas para mim e para meu irmão. Isso me marcou em dois sentidos. Primeiro, achar que aquilo era uma normalidade, que se passa anualmente, e depois descobrir que não, que é uma situação errada e desumana“, ele conta.

Antes e depois de reforma de sala. Foto: Divulgação.Antes e depois de reforma de sala. Foto: Divulgação.

Esse foi o início do Moradigna, empresa que promove reformas de residências em comunidades de baixa renda. Atualmente formado em engenharia civil e com mestrado em políticas públicas de habitação, Matheus fundou a empresa com mais dois sócios em 2014, quando tinha 19 anos.

A empresa possibilita as obras através de um pacote chamado Reforma Express, que inclui material, mão de obra, projeto e execução. Além disso, as obras duram cerca de cinco dias, têm garantia de um ano e têm diversas formas de pagamento. Tudo isso garante a viabilidade do pacote. “Uma reforma não planejada é 40% mais cara do que planejada”, explica Cardoso. O impacto social também faz parte da fórmula: toda a mão de obra utilizada vem das próprias comunidades e formam uma rede de colaboradores.

Antes e depois de reforma de banheiro realizada pela Moradigna. Foto: Divulgação.Antes e depois de reforma de banheiro realizada pela Moradigna. Foto: Divulgação.

Nesses quase quatro anos, foram mais de 350 reformas realizadas, impactando mais de 1.500 pessoas. A primeira, conta o engenheiro, foi justamente na casa de sua mãe. “Eu nunca tive condições de largar tudo, tinha que trabalhar enquanto começava o Moradigna”, explica. “E para fazer a primeira reforma eu peguei o cartão de crédito da minha mãe emprestado sem ela saber. O primeiro pedreiro foi meu padrinho. A vizinha viu que o problema tinha sido resolvido e a partir daí foi 100% no boca a boca“.

Espaço de café com uma horta automatizada, sala de meditação, local para a prática de yoga, minigolfe e arena para eventos com 40 pessoas. Esses são alguns dos ambientes do Vivo Digital Labs, um espaço digital de 1500m2 para colaboradores da empresa, inaugurado na última segunda-feira em São Paulo. O Vivo Digital Labs é mais um passo na transformação digital da empresa e reforça o posicionamento da marca, que convida as pessoas a viver menos do mesmo e a experimentar novas possibilidades.

Ao lado da realidade aumentada e da internet das coisas, a inteligência artificial está entre os campos da tecnologia que avançam em ritmo mais acelerado, o que abre a possibilidade de tornar a nossa rotina cada vez mais semelhante a um filme de ficção científica.Uma das consequências das descobertas nessa área é a possibilidade de ver carros que dispensam o uso de motoristas circulando por aí. 

Empresas como GoogleTesla e Uber já investem pesado nessa frente e têm testado os veículos autônomos com diferentes níveis de sucesso.

O que vai mudar no nosso cotidiano quando o futuro chegar? Da forma como organizamos a nossa rotina à maneira como as cidades são planejadas, tudo pode ser radicalmente transformado. O site “Inc.” selecionou algumas previsões sobre o tema feitas por economistas, empreendedores e jornalistas.


1. Os carros serão as cafeterias do futuro

Segundo Ben Schiller, colunista da "Fast Company", em vez de ser apenas um meio para ir de um lugar a outro, o carro se tornará também um espaço para socializar. O texto comenta um estudo de 2014 da agência Sparks & Honey, que traça tendências para as próximas décadas. “As crianças também poderão utilizar as janelas para aprender sobre o mundo que se passa lá fora, uma vez que elas estejam equipadas com tecnologia de realidade aumentada.”

2. Dirigir se tornará um hobby

O seu transporte do futuro? Pode ser um carro Google. Foto: AFP / Getty Images.O seu transporte do futuro? Pode ser um carro Google. Foto: AFP / Getty Images.“A direção manual será como ouvir um disco de vinil”, disse Chris Dixon, sócio da investidora Andreessen Horowitz, ao "Business Insider". “Será cool, um hobby, algo retrô que as pessoas acham legal.” Isso irá acontecer, é claro, se o próximo item desta lista não se confirmar.

3. Humanos serão banidos da direção

Uma vez que os carros autônomos se mostrem menos passíveis a erros e acidentes que os veículos normais, os motoristas humanos tendem a ser proibidos de assumir a direção. A visão apocalíptica é de Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX. “As pessoas vão perceber que é muito perigoso”, disse o empreendedor no ano passado. “Não dá para colocar uma pessoa pilotando uma arma de duas tonelas.”

4. Adeus taxas e cartões de zona azul

Foto: Zipcar.Foto: Zipcar.A infraestrutura financeira que regula o transporte atual também será transformada. É o que acredita Robin Chase, fundadora da startup de compartilhamento de veículos Zipcar. “Podemos nos despedir de receitas com estacionamento, carteiras de motorista e multas de trânsito”, escreveu a empreendedora no site "Backchannel". Para ela, as receitas com peças mecânicas, registros veiculares e inspeções serão reduzidas drasticamente, já que a tendência será de menos carros nas ruas uma vez que as pessoas irão dividir as viagens com mais pessoas.

5. A vida vai melhorar para quem mora longe do trabalho

O trânsito e a distância são obstáculos perversos que atormentam a vida de quem mora longe do trabalho. Com os carros autônomos, esse período do dia que hoje é totalmente desperdiçado poderá ser aproveitado para estudar, ver TV, ler ou se preparar para as tarefas do dia, como prevê o economista Tyler Cohen em texto para a Bloomberg.

6. Você terá menos desculpas para chegar atrasado

Foto: Flightbucks.Foto: Flightbucks.Trânsito? Ele deve se tornar cada vez mais raro. Uma vez que os veículos inteligentes forem amplamente adotados, será mais fácil planejar a hora de sair e prever o horário de chegada com precisão, de acordo com Geoff Nesnow, fundador do site mycityatpeace.com.

7. As pessoas vão tentar hackear os carros autônomos

Nesnow também acredita que “o hackeamento de veículos será um problema sério”. Para ele, há a real possibilidade de que pessoas mal intencionadas queiram invadir os sistemas dos automóveis e, por exemplo, desabilitar o freio. Elon Musk garante que as pessoas atualmente desenvolvendo essa tecnologia já estão conscientes disso e têm igual preocupação em criar mecanismos eficientes de segurança.

8. Espaço, muito mais espaço

Para desempenhar suas funções, automóveis inteligentes precisarão de muito menos espaço para estacionar, garagens amplas para manobras serão dispensáveis e até as estradas e autoestradas serão menores. Essa é a previsão da consultoria McKinsey publicado no ano passado. “Até 2050, é possível que precisemos de 75% de espaço a menos para os nossos carros”, disse o site "Wired". “Isso siginifica 5,7 bilhões de metros quadrados, o equivalente a todo o Grand Canyon.”

A Nissan é uma das marcas que aposta na tecnologia. Carro conceito Nissan IDS / Divulgação.A Nissan é uma das marcas que aposta na tecnologia. Carro conceito Nissan IDS / Divulgação.

9. O som dos carros será outro

Os carros elétricos não precisam fazer barulho, mas o governo americano determinou que ele seja obrigatório para que as pessoas possam escutá-los se aproximando. Designer de áudio, Connor Moore garante que o som não será nada parecido com o dos motores tradicionais. “Lembre dos antigos toques de celular e como eles se tornaram arranjos harmônicos digitais mais atraentes”, afirmou à revista The California Sunday. “Os carros do futuro passarão pelo mesmo processo e poderão criar suas próprias identidades: poderemos identificar se o veículo que se aproxima é um Nissan, um Uber, um Google, um Apple ou um Microsoft.”

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Da Redação Revista PEGN