Negócios - São Paulo São

São Paulo São Negócios

Diversas pesquisas apontam a Alemanha com um dos países no topo da lista de mais solitários em todo o mundo. Levando em consideração essas e outras questões, incluindo a possibilidade de gerar engajamento e aproximar as pessoas, a Nescafé criou uma ativação que alia tecnologia e gentileza pelas ruas de Berlim.

A marca, com a ajuda da OgilvyOne Frankfurt, instalou uma espécie de máquina de café no mesmo espaço do botão de pedestres para os semáforos. O aparelho tinha uma tela onde era possível ver a pessoa que estava do outro lado da rua, também tentando atravessar na faixa. A interação entre eles gerava um café quentinho numa cinzenta manhã europeia e arrancava muitos sorrisos de ambos os lados.

Uma ótima ideia para as marcas adotarem por aqui neste inverno que chega, não?

Confira o vídeo: https://youtu.be/s6liGluRidA

R
edação ADNews.

 

Para fugir da burocracia na hora de montar uma empresa, o empreendedor pode recorrer a uma página exclusiva criada pela Prefeitura de São Paulo. A Secretaria Municipal de Finanças vai orientar online, sem necessidade de despachantes ou dependência de servidores municipais, a abertura de um negócio.

A página pode ser acessada no portal da Prefeitura de SP: www.capital.sp.gov.br/portal/secoes/empresa.

A ação faz parte de uma revisão de procedimentos internos da Prefeitura começado em 2013. A proposta é que, com os procedimentos simplificados e agrupados em um lugar só, a burocracia para abertura de novas empresas seja reduzida, melhorando o ambiente de negócios da cidade.

A promessa da gestão Fernando Haddad foi trazer mais transparência para os procedimentos internos de abertura de empresas, emissão de licenças e processos de licenciamento.

Essas ações se mostraram mais urgentes depois de varreduras em estabelecimentos noturnos mostrarem falta de alvarás (caso que chamou atenção depois do acidente na boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul), e da máfia do Imposto sobre Serviços (em que fiscais se aproveitavam da subjetividade dos procedimentos da Prefeitura para driblar sistemas e sonegar impostos).

"Em 2014, foi assinado um Protocolo de Intenções, no qual os representantes da Prefeitura, governo estadual e federal reafirmaram seu compromisso em melhorar o ambiente de negócios da cidade, reduzindo o tempo médio necessário para abertura de empresas através da integração de sistemas. Entretanto, antes mesmo da integração, a Prefeitura decidiu reorganizar os procedimentos internos, de forma a facilitar a vida do empreendedor. Assim, surgiu a ideia de criar uma página específica em que todos os formulários, ainda que geridos por Secretarias diferentes, estivessem centralizados e conectados de maneira lógica", diz a Secretaria Municipal de Finanças, por meio de nota.

Estadão Conteúdo. 

Na esteira do sucesso dos livros de colorir sobre cidades, o escritório paulistano Terra Urbanismo disponibilizou gratuitamente em seu blog uma pequena série de croquis de pontos de São Paulo para colorir.

Série em andamento, a equipe do escritório publicará periodicamente desenhos de fragmentos urbanos: uma obra arquitetônica, um monumento, um conflito urbano, uma passagem trivial, detalhe que os olhos perdem no ritmo da cidade contemporânea.

Até o momento estão disponíveis para download no blog do escritório três croquis em preto e branco: uma vista frontal da Catedral da Sé, um detalhe de sua torre, e uma perspectiva do Pateo do Collegio, todos localizados no centro de São Paulo.

Para fazer o download, clique nas imagens para ampliar e salve no tamanho original: https://terraurbanismo.wordpress.com/

Dica: ArchDaily.

 

O Google anunciou na última quarta-feira, 10, que está lançando uma nova empresa que pretende melhorar as cidades usando a tecnologia. Chamada de Sidewalk Labs, a companhia será dirigida por Dan Doctroroff, que já foi CEO da Bloomberg e vice-prefeito de desenvolvimento econômico e reconstrução de Nova York. “É um investimento modesto, mas esperamos que possa melhorar a vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo”, explica Larry Page em seu perfil no Google+

A Sidewalk Labs vai focar na construção de novos produtos, plataformas e parcerias para tratar de questões importantes como custo de vida, transporte eficiente e o uso de energia. A companhia deve funcionar de maneira semelhante ao Calico, laboratório lançado no ano passado pela gigante de tecnologia em parceria com a empresa farmacêutica Abbvie.

"Numa época em que as preocupações sobre patrimônio urbano, custos, saúde e meio ambiente estão se intensificando, a mudança tecnológica sem precedentes vai permitir que as cidades sejam mais eficientes, ágeis, flexíveis e resistentes", explica Doctoroff em um comunicado à imprensa.

Ainda não há informações sobre como a empresa vai trabalhar exatamente, mas Page explica que é uma iniciativa de longo prazo. “Apostas como esta são difíceis de fazer, mas Sergey e eu sempre acreditamos que elas são importantes. E à medida que mais e mais pessoas vivem, trabalham e se estabelecem em todo o mundo, as oportunidades para melhorar os ambientes urbanos são infinitas”, finaliza.

Fonte: BusinessInsider

 


Beth Viveiros, 38, criou uma padaria com a cara dos novos tempos: pão artesanal de alta qualidade, estratégia de marketing digital e serviço com foco em solução para o cliente. Seus pães e bolos são frescos, feitos em fornadas planejadas apenas uma vez por semana. Muito diferente do serviço da padaria da esquina, que usa massa de pão congelada e pré-pronta, um pão de baixa qualidade que não chega crocante nem até o fim do dia.

A cada segunda-feira a padeira escolhe as receitas que vai assar e lança um post sobre as fornadas da Beth Bakery no Facebook (onde a página da padaria é avaliada com 5 estrelas) e no Instagram. Com um sistema de e-commerce simples, os pedidos de reserva começam a chegar no mesmo dia. Não raro, a venda é total, e os produtos estão esgotados antes de irem para o forno.

Às quartas e quintas-feiras, ela assa bolos, biscoitos e cookies. Na madrugada, começam as fornadas do pão salgado de fermentação natural, que já está em pré-fermentação há muitas horas. Toda a produção é embalada com carinho e, nas primeiras horas da sexta-feira, começa a ser distribuída por motoqueiros para a casa dos clientes no centro expandido de São Paulo.

A micropadaria assa uma média de 90 pães, 50 bolos e 350 biscoitos por semana, com preço médio de 12 reais por pão. A produção pequena permite que Beth cuide pessoalmente de todo o processo, além de fazer o relacionamento com clientes, sem perder o fim de semana ou o lucro.

Um negócio pequeno, artesanal, único 

Mas a padaria nasceu “micro” por força da necessidade. O investimento inicial foi de apenas 10 mil reais, gastos em equipamentos: uma masseira de 12 litros, uma batedeira de 6 litros e um forno com duas câmaras. A mágica acontece na cozinha do do apartamento de Beth, no bairro da Aclimação, na capital paulista.

A opção irredutível por um processo artesanal e, em alguns casos, pela fermentação natural também ajudou a determinar o modelo de negócio de Beth: “Não uso fermentos industriais, melhoradores de farinhas, conservantes, essências ou outros aditivos”

Nos pães salgados, quando opta pela fermentação natural, a padeira tem que administrar processos de fermentação que podem levar 24 ou 36 horas. Tanto trabalho resulta em um pão de sabor mais rico, e que dura pelo menos uma semana com frescor.

Como a produção é pequena e planejada, permite o uso de ingredientes de alta qualidade: farinha integral, ovos orgânicos, frutas e legumes de época. Ela também descarta usar derivados de milho e soja (um espessante natural importante para padarias) para evitar o contato com ingredientes transgênicos.

Há outras padeiras caseiras trabalhando na cidade. Algumas delas são formadas em escolas internacionais e têm experiência em fornos trendy de cidades como São Francisco e Paris. Os pães são espetaculares e as fornadas são vendidas em lista de e-mails com sabor de exclusividade. São produções delicadas, para poucos, e a oferta esgota-se em horas. Pode até ser frustrante passar semanas tentando comprar um pão. A Beth Bakery tem um posicionamento diferente: sua operação de e-commerce e marketing digital é tão charmosa e eficiente quanto a oferta de pães artesanais.

A tecnologia como aliada da simplicidade 

Beth aliou sua produção de alta qualidade a dois serviços que encantam o paulistano: o delivery e a assinatura. Depois de testar entregas de carro e bicicleta, fechou com uma empresa de motoqueiros e cobra taxa de entrega de 10 reais. Já as assinaturas são uma forma de facilitar o pedido e oferecer um desconto: quem preferir pode fazer de uma vez só a compra das próximas quatro semanas (os sabores dos pães ficam de surpresa).

A tecnologia é o ingrediente final da receita do negócio da Beth Bakery. Com a produção pequena e uma janela de venda justinha, de três dias, Beth usa as redes sociais como vitrine. Além de contar, a cada segunda-feira, quais serão as fornadas programadas, Beth investe 25 reais por fornada com anúncios no Facebook, cerca de 120 reais no mês. Ela cruza os dados que coleta dos clientes na loja virtual com o serviço do Facebook e mostra o anúncio com as fornadas da semana para gente que já comprou na bakery. “Uso esse recurso para lembrar clientes que tem fornada nova saindo”, conta. Atualmente, 40% do tráfego do site vem do Facebook, entre links orgânicos e anúncios. “As compras efetivamente concluídas a partir dos anúncios do Facebook correspondem a 12%, sendo que a maior parte ainda vem direto ou pelo e-mail semanal”, afirma. Beth chamou a atenção do Facebook for business, que usou a sua história como um case de sucesso no uso da plataforma feito por pequenos negócios no Brasil.

As fornadas são vendidas apenas pelo site. Nada de telefone ou emails. O sistema usado para o carrinho de compras é da empresa carioca XTech. “Escolhi esta empresa porque eles também são pequenos e podem me dar um atendimento rápido como preciso”, conta Beth. Como forma de pagamento, a bakery aceita Paypal, PagSeguro e até depósitos nos bancos Itaú e Bradesco. Mas não aceita pagamento em dinheiro, cheque ou em Bitcoins.

Beth formou-se em panificação com Rogério Shimura, o mais importante professor de padeiros da cidade, no início de 2014. “Eu não sou chef!”, enfatiza. Fez estágio na empresa de Shimura e aprendeu ali como se faz a produção em larga escala. “A operação dele é para atender restaurantes, saem caminhões de pães com entregas todos os dias”, conta. Só para uma hamburgueria famosa, em Pinheiros, são 300 pães de hambúrguer todos os dias, um volume que não atrai a empreendedora: “Não me vejo em um negócio deste tamanho. Não quero me afastar da cozinha artesanal nem do comando no negócio inteiro. Prefiro ter uma padaria pequena”

Antes de começar a padaria artesanal, Beth tinha uma carreira em uma empresa de engenharia. Seu último job foi montar e atender a estrutura de facilities do escritório do Google em São Paulo. “Sempre tive emprego coxinha”, conta Beth. Filha de uma família classe média, ela diz que quase não teve escolha na profissão. Passou da escola técnica (em secretariado) para uma faculdade de engenharia (que nunca terminou), e logo começou a trabalhar na empresa de engenharia onde passaria 13 anos.

Foi justamente a experiência com os processos da engenharia que capacitaram Beth para encarar a vida de empreendedora. “Quando pedi demissão, eu precisava respirar, fazer as coisas que não tinha feito com 20 anos, passear com o cachorro e tomar sol de tarde”, diz ela. “Não tinha planos; mas não dá pra dizer que foi uma decisão sem pensar.” Poucos meses depois de se desligar do mundo da engenharia, Beth já estava na escola de Shimura. Montou a Beth Bakery enquanto ainda estava fazendo aulas, e vendia as fornadas para os amigos.

Os pães vieram com a nova vida  

Sua inspiração vem de pequenas boulangeries na França, no Canadá e na Argentina. “No Brasil, a profissão do padeiro não é valorizada”, diz. “Mas nestes países, os jovens profissionais da panificação estão voltando para cidades pequenas onde podem fazer a diferença na comunidade com seu trabalho, ou abrindo negócios pequenos com uma relação intensa com a comunidade dos bairros em que escolhem ficar.” Muitos deles, nativos digitais, usam as redes para mostrar a produção e deixar o cliente com água na boca. “Decidi apostar na padaria artesanal depois de ver o vídeo dos canadenses da Polestar Hearth“, conta Beth, que também se inspira na americana Barrio Bread e nas argentinas Cocu e L’épi.

A fornada dessa semana já saiu!

Os rapazes da Polestar Hearth baseiam seu negócio em valores como a força na rede de consumidores, lição que Beth procura adotar. Dizem no site: “Por que adotar um plano de assinatura de pães, o breadshare? Porque empreendimentos apoiados pela comunidade permitem que padeiros artesanais e agricultores operem de maneira sustentável, em um mix de habilidades tradicionais e inovadoras, com baixo custo, ferramentas simples e uma rede comunitária que sustentam o negócio fisicamente e espiritualmente”.

Beth acaba de fechar o aluguel de sua cozinha de produção. Ainda não sabe se vai continuar com portas fechadas ou se vai abrir em alguma hora do dia para atender também a vizinhança. Não quer ignorar as oportunidades apenas porque criou um modelo de negócios de sucesso com base em um marketing digital e muita conexão com seu público. Por ora, pretende abrir a portinha discretamente, para oferecer seu pão aos vizinhos do bairro.

Para quem não mora na Aclimação, o endereço continua o mesmo: a internet.

***
Giuliana Tatini no Projeto Draft. 

 

Os paulistanos acabam de ganhar um novo lugar para se divertirem na cidade. Desembarca em São Paulo o Escape 60, a primeira empresa brasileira de entretenimento a oferecer um tipo inédito de atração no Brasil: salas temáticas onde grupos se reúnem para solucionar enigmas em apenas 60 minutos. Os jogos são presenciais, temáticos e interativos. Para oferecer a melhor experiência aos clientes, cada sala foi pensada para transportar seus participantes a um mundo lúdico e misterioso, sem interferências do mundo real, onde cada pista leva à solução final.

O conceito surgiu há cerca de três anos, na Ásia. O objetivo foi proporcionar uma opção de entretenimento presencial para aqueles que se interessavam por grandes desafios e que curtiam uma verdadeira experiência sensorial, estimulada pelos detalhes da ambientação – objetos e móveis –, de sons e de tudo que pudesse envolver o participante no clima proposto. O modelo de negócio atravessou fronteiras, e muitos países da Europa e os Estados Unidos abriram salas com esse tipo de atração. O sucesso foi instantâneo e se reflete na fila de espera, que em muitas cidades passa de duas semanas. A diversão já figura entre as principais atrações de entretenimento, segundo o TripAdvisor, das maiores e mais conhecidas cidades do mundo, como: Nova York, Paris, Londres e Roma.

Foi nesse divertido ambiente que quatro brasileiros conheceram o que poderia mudar o mercado de entretenimento no Brasil, até hoje focado em parques de diversão, cinemas, teatros e boliches. Após conhecer a atração, há um ano, durante uma viagem de férias com a família na capital francesa, Jeannette Galbinski, Márcio Abraham, José Roberto Szymonowicz e Karina Papautsky tiveram a ideia de abrir um negócio como este em São Paulo.

Cada jogo comporta um grupo, de dois a 16 participantes, que deve desvendar o mistério por meio de dezenas de pistas e escapar do espaço em até 60 minutos. Caso contrário, são resgatados do local. Estima-se que aproximadamente 20% dos participantes vençam o desafio. Os recordistas, aqui no Brasil, entrarão para o ranking de uma cobiçada Galeria da Fama, que vai estimular de forma divertida a concorrência entre os ávidos por um bom jogo.

Para compor cada ambiente e sua riqueza de detalhes, a equipe criativa de cenografia da Ahcervo foi contratada e contou com a supervisão da sócia e arquiteta Karina Papautsky. “Ficamos muito felizes com os resultados da decoração dos espaços, que remetem de forma fiel aos temas designados para as salas. Cada peça tem seu significado e uma utilidade, e temos certeza de que nossos clientes vão se surpreender ao entrar nas salas. A ideia foi envolver e transportar os participantes para um mundo lúdico e interativo”, afirma Karina.

Complementando o projeto visual do Escape 60, a fachada foi grafitada pelo artista Sipros, que expõe suas habilidades pelas ruas do País desde 1997. O artista é famoso por recriar cenas tanto do cotidiano quanto inusitadas, que mostram a figura humana com perfeição. Por isso, foi escolhido para representar a temática do novo entretenimento da cidade.

A primeira unidade do Escape 60, localizada na Vila Olímpia, na capital paulista, oferece seis salas: A Joia da Coroa, Corredor da Morte, O Falsário, O Laboratório do Dr. Mortare, Operação Resgate e Salvem Nossas Almas (S.O.S.). Elas simulam ambientes como um banco, uma prisão, um ateliê, um laboratório, um quarto de hotel e uma sala de jantar, que foram cuidadosamente projetados e decorados com objetos e móveis, que oferecem pistas para desvendar os enigmas, e também receberam sonorização especial.

Conheça um pouco de cada uma das seis salas, que podem ser escolhidas por famílias, amigos, equipes de trabalho e outros públicos que se interessem pelo tema: 

Suzanne Tanoue na Zoopihttp://bit.ly/1Q7L9QD

 

APOIE O SÃO PAULO SÃO

Ajude-nos a continuar publicando conteúdos relevantes e que fazem a diferença para a vida na cidade.
O São Paulo São é uma plataforma que produz conteúdo sobre o futuro de São Paulo e das cidades do mundo.

bt apoio