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Entre os dias 6 e 9 de Setembro, todos os caminhos cicláveis vão dar a Lisboa. Imagem: Divulgação.Entre os dias 6 e 9 de Setembro, todos os caminhos cicláveis vão dar a Lisboa. Imagem: Divulgação.

Todos os que se interessam por mobilidade em bicicleta e desenvolvimento urbano sustentável são chamados a participar na próxima edição da Velo-city, que este ano se realiza em Lisboa, na FIL - Feira Internacional de Lisboa, entre os dias 6 e 9 de Setembro. Com mais de 250 oradores oriundos de mais de 60 países, este é considerado o maior evento internacional dedicado à temática, constituindo uma importante plataforma global de troca de conhecimentos nesta área.

Segundo Caroline Cerfontaine, diretora da Velo-city 2021, esta “é uma conferência anual única com o objetivo de influenciar os decisores no sentido de uma mobilidade mais sustentável, ativa e ciclável, e estabelecer ligações entre as várias partes interessadas com vista a reunir apoio em torno da bicicleta como forma de mobilidade saudável, verde e eficiente”.

Se, nos últimos anos, a bicicleta se revelava como uma opção para muitas pessoas em todo o mundo, com a pandemia esta escolha acabou por se tornar ainda mais natural e óbvia como realça a responsável: “A pandemia mostrou um interesse renovado em relação ao ciclismo por parte de um grupo muito grande e diversificado de cidadãos de todo o mundo, tendo em conta que, durante o confinamento, o tráfego de automóvel diminuiu drasticamente, abrindo espaço para opções de mobilidade ativa.”

A Velo-city é considerada como a principal conferência anual mundial de mobilidade em bicicleta. Foto: Divulgação.A Velo-city é considerada como a principal conferência anual mundial de mobilidade em bicicleta. Foto: Divulgação.

O mesmo é observado por Miguel Gaspar, vereador da Comissão de Mobilidade na Câmara Municipal de Lisboa (CML), segundo o qual “Lisboa recebe a Velo-city num momento importante para a bicicleta”. Isto porque “a pandemia que vivemos alterou os padrões de mobilidade e potencializou o uso de bicicleta em muitas cidades”, aponta, constatando que “a procura mundial disparou e fez com que muitas cidades acelerassem a construção de melhores condições para a utilização deste modal”. “Lisboa foi uma dessas cidades e é por isso uma oportunidade única organizar esta conferência e ter em Lisboa os melhores especialistas mundiais neste momento”, sublinha.

O impacto da Covid-19 na mobilidade em bicicleta será precisamente um dos muitos temas abordados no evento, já que, como destaca Caroline Cerfontaine, “a Velo-city 2021 oferecerá a plataforma de intercâmbio internacional perfeita entre autoridades, defensores, académicos, representantes da indústria e especialistas em mobilidade para tornar as mudanças nas cidades permanentes e encontrar soluções em conjunto para tornar o ciclismo acessível e seguro para todos”.

Festejar a diversidade

A pandemia mostrou um interesse renovado em relação ao ciclismo por parte de um grupo muito grande e diversificado de cidadãos de todo o mundo. Foto: Divulgação.A pandemia mostrou um interesse renovado em relação ao ciclismo por parte de um grupo muito grande e diversificado de cidadãos de todo o mundo. Foto: Divulgação.“Cycle diversity” é o tema da edição da Velo-city 2021 e, nas palavras de Caroline Cerfontaine, isso se justifica porque “esta diversidade revela-se a si própria através de uma variedade de circunstâncias, com ciclistas de todas as idades, origens e gêneros e com todos os tipos de bicicletas, usadas para diferentes fins”. “A bicicleta deve ser acessível a todos”, afirma, admitindo que “vivemos tempos desafiadores que exigem uma ação política ambiciosa, onde a equidade, a justiça intergeracional e a preocupação com o clima devem estar sempre presentes”. Como tal, entende que “devemos tirar partido da diversidade associada à bicicleta para enfrentar as desigualdades das nossas cidades e mitigar os seus efeitos, aumentando o acesso à utilização da bicicleta por todos”. Quanto à adequação do tema à capital portuguesa, Miguel Gaspar não poderia concordar mais. “Não só porque o uso da bicicleta e as soluções para promover a sua utilização são diversas, como a diversidade e a multiculturalidade definem o que é Lisboa”, sublinha o vereador.

Um evento (mesmo) único

Painel final do evento terá um debate entre o vereador Miguel Gaspar e Caroline Cerfontaine, diretora da Velo-city 2021. Imagem: reprodução.Painel final do evento terá um debate entre o vereador Miguel Gaspar e Caroline Cerfontaine, diretora da Velo-city 2021. Imagem: reprodução.

A primeira edição da Velo-city aconteceu em 1980 e, desde então, tem desempenhado um importante papel na promoção da bicicleta como um meio de transporte sustentável e saudável para todos. Uma das muitas medidas que podem ser usadas para medir o sucesso deste evento prende-se com o número de participantes. “Tanto a presença como a diversidade de delegados têm aumentado constantemente ao longo dos anos, o que constitui um claro indicador de que a Velo-city é a principal conferência global de ciclismo, já que não há outra igual”, resume Caroline Cerfontaine, frisando que “as pessoas vêm à Velo-city porque é única. Por exemplo, as conferências não atraem apenas um tipo de profissionais, mas uma mistura de pessoas, profissões, capacidades e experiências, o que é uma componente muito valiosa do sucesso do evento”, aponta.

Da mesma maneira, “a Velo-city também apresenta uma emocionante combinação de sessões em que o foco está no diálogo, participação e troca de conhecimento”, enumera a diretora do evento, acrescentando que “o desfile de bicicletas é um elemento inovador que também atrai e envolve ativamente os residentes da cidade anfitriã e chama ainda mais a atenção para a causa do ciclismo”. Quanto à cidade que acolhe a iniciativa, também para ela as vantagens são evidentes: “A Velo-city impulsiona a economia local através do negócio que gera e do turismo que atrai, ao mesmo tempo que destaca as aspirações da cidade e o seu progresso na transição para uma mobilidade urbana mais sustentável.” Além disso, “a cidade tem um papel na criação de seu próprio legado após a conferência, porque a Velo-city contribui sempre para a aceleração dos planos da cidade em relação à bicicleta”, resume Caroline Cerfontaine.

Repensar cidades, incluir as bicicletas

Depois de Dublin, Irlanda, este ano é a vez de Lisboa ser a cidade anfitriã da Velo-city. Foto: Divulgação.Depois de Dublin, Irlanda, este ano é a vez de Lisboa ser a cidade anfitriã da Velo-city. Foto: Divulgação.

Com um programa composto por mais de 50 painéis, são muitos os temas em destaque ao longo dos quatro dias do evento, todos considerados cruciais para um futuro sustentável. Ainda assim, a responsável pela iniciativa não hesita em destacar os tópicos relacionados com repensar as cidades para serem mais ativas e inclusivas, a igualdade de género na mobilidade em bicicleta e o ciclismo como a chave para uma recuperação económica verde. “Estes tópicos são essenciais para conduzir o desenvolvimento urbano no caminho certo para alcançarmos os nossos objetivos climáticos”, justifica.

Miguel Gaspar chama a atenção para o tema “Reestruturação das cidades e política”, sublinhando que “o combate às alterações climáticas não se vence sem a contribuição das cidades”. “Até 2050, a Organização das Nações Unidas estima que mais de 60% da população mundial viva em centros urbanos. Este aumento de população coloca muita pressão sobre os sistemas, em particular na mobilidade”.

Assim, “as cidades podem e devem liderar esta luta, começando por alterar o paradigma da mobilidade e promover a descarbonização do setor dos transportes”, sintetiza, alertando para o impacto positivo que isso acaba por ter na qualidade de vida dos cidadãos que vivem nas cidades. “O transporte público será sempre a espinha dorsal de uma mobilidade urbana mais sustentável, mas é importante criar alternativas que o complementem, e aí a bicicleta tem e terá um papel cada vez mais importante”, defende, resumindo a importância de eventos como o Velo-city 2021.

O Velo-city Lisboa 2021 acontece no FIL, Parque das Nações de Lisboa. Foto: Divulgação.O Velo-city Lisboa 2021 acontece no FIL, Parque das Nações de Lisboa. Foto: Divulgação.
Serviço

Velo-city 2021
Onde? Realiza-se na FIL - Feira Internacional de Lisboa.
Quando? Entre os dias 6 e 9 de Setembro.
O que é? A maior conferência mundial sobre mobilidade em bicicleta.
Quem pode participar? Toda a gente com interesse no tema pode participar.
Ingressos? Há ingressos individuais e para grupos, para um dia ou para todos os dias do evento, para participação presencial ou online e com desconto para estudantes.
Mais informações para compra de ingressos aqui.
O programa do evento está disponível aqui.

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Fonte: Público.

Paulo Singer foi um dos maiores incentivadores da economia solidária no Brasil e agora terá seu nome em lei na cidade de São Paulo. Foto: Jailton Garcia / RBA.Paulo Singer foi um dos maiores incentivadores da economia solidária no Brasil e agora terá seu nome em lei na cidade de São Paulo. Foto: Jailton Garcia / RBA.

O economista Paul Singer, morto em abril de 2018, foi um dos mais importantes pensadores e grande responsável pela difusão da economia solidária no Brasil. Agora, em São Paulo, passa a ser nome de lei que aguarda sanção do prefeito Ricardo Nunes. Foi aprovado no último dia 23, o projeto de lei 197/2018, proposto pelo vereador Eduardo Suplicy (PT) e que homenageia Singer, com a criação do Marco Regulatório da Economia Solidária na cidade de São Paulo.

“Construído em parceria com sociedade civil por meio do Fórum Municipal de Economia Solidária, criará novas oportunidades renda a trabalhadoras e trabalhadores informais e não organizados de São Paul”, comemorou Suplicy nas suas redes sociais. “O PL leva o nome de Paul Singer, homenagem ao economista que foi Secretário Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego dos governos Lula e Dilma, intelectual de fundamental importância para a concepção teórica desse tema no Brasil, quem certamente estaria comemorando essa conquista conosco.” 

Geração de renda

Projeto de Lei Paul Singer (PL 197/2018) cria o Marco Regulatório da Economia Solidária na cidade de São Paulo. Foto: Agência USP.Projeto de Lei Paul Singer (PL 197/2018) cria o Marco Regulatório da Economia Solidária na cidade de São Paulo. Foto: Agência USP.

A Lei Paul Singer institui a Política Municipal e o Sistema Municipal de Economia Solidária, compostos pelo Conselho Municipal e o Fundo Municipal de Economia Solidária. Assim, serão formalizados parâmetros de desenvolvimento econômico baseados em princípios mais justos, democráticos e eficientes.

A justificativa do PL ressalta a economia solidária como uma forma de ampliação, incentivo e regulamentação das diversas ações que conferem o caráter justo e eficiente na geração de renda. Praticada em todo o mundo, tem características diversas que se adaptam à cultura local. No Brasil, a principal forma de economia solidária são as cooperativas.

A lei tem por objetivo fortalecer a autogestão, a cooperação, a gestão democrática e participativa, a distribuição justa das riquezas produzidas pela coletividade e ainda o desenvolvimento contínuo e sustentável.

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Por Redação RBA..

Apesar da situação econômica atual, ter o carro próprio continua sendo um dos maiores desejos dos brasileiros, assim afirma o relatório da unidade de Veículos, Imóveis e Serviços do Mercado Livre. De acordo com ele, no primeiro trimestre de 2021 houve um aumento de 21% na demanda de veículos 0 km comparado com mesmo período de 2020, isto é, este ano há mais pessoas procurando comprar seu carro zero do que no período pré-pandemia. 

Também houve um incremento da intenção de compra nos últimos 12 meses, em termos gerais o aumento foi de 24%. Mas se considerarmos somente os carros novos o incremento foi de 81% em relação ao primeiro trimestre de 2020 e de 30% em relação ao quarto trimestre de 2021.

Os carros novos mais procurados em maio deste ano eram os seguintes:

  1. Chevrolet Onix.
  2. Toyota Hilux.
  3. Hyundai HB20.
  4. Fiat Strada.
  5. Hyundai Creta.

A intenção de compra de veículos seminovos não ficou para atrás, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período de 2020, no entanto a demanda se manteve no mesmo patamar que os registros do ano passado. Neste trimestre os seminovos mais procurados foram os seguintes:

  1. Volkswagen Gol.
  2. Honda Civic.
  3. Toyota Corolla.
  4. Fiat Palio.
  5. Honda Fit.

Planejar a compra do carro novo

Este ano há mais pessoas procurando comprar seu carro zero do que no período pré-pandemia. Imagem: iStock.Este ano há mais pessoas procurando comprar seu carro zero do que no período pré-pandemia. Imagem: iStock.

Como podemos ver, o desejo de ter o carro próprio continua em alta, apesar da situação complicada pela qual muitos estão passando em decorrência da pandemia. Por esse motivo, quem pretende comprar um carro, seja 0 km ou seminovo, deve prestar muita atenção ao orçamento e analisar o impacto de todos os gastos que envolvem a compra de um carro. 

Isso mesmo! Não basta considerar se o orçamento permite ou não fazer o pagamento das parcelas do financiamento, também é importante considerar a manutenção do carro, o IPVA, os impostos, o seguro e os gastos em combustível e estacionamentos de acordo ao uso do veículo.

Hoje em dia qualquer pessoa deve considerar sair da concessionária com um seguro para seu veículo a fim de preservar sua inversão. Apesar das campanhas de conscientização e dos cuidados de cada motorista, ainda são altos os riscos aos que um carro se expõe no dia a dia. 

Por isso é possível fazer o cálculo do seguro de carro on-line antes de comprar o veículo. Inclusive, este pode ser um fator decisivo no momento de decidir qual carro comprar, porque fatores como a marca, o modelo e as características específicas do veículo influenciam no valor do seguro. 

Dos gastos básicos do veículo (combustível, manutenção e impostos) o motorista não pode evitar, mas no ponto dos seguros tem várias alternativas além da contratação da tradicional apólice: seguros por tempo determinado, pay per use, proteção veicular, entre outros. Por isso, é importante que o comprador, antes de fazer o financiamento do veículo, possa fazer um bom planejamento de gastos para os meses seguintes e assim não ter suas finanças prejudicadas. 

Também é importante considerar que para conseguir bons financiamentos de veículos é conveniente fazer uma entrega e parcelar o saldo. Quanto maior o pagamento inicial que o novo proprietário fizer, melhores serão as condições de pagamento e menores as taxas de juros que terá que pagar. Para isto, também é importante planejar o orçamento a fim de economizar o dinheiro necessário. 

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Da redação.

A Rua Três Rios fica no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, e é considerada histórica. Foto: Getty Images.A Rua Três Rios fica no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, e é considerada histórica. Foto: Getty Images.

A revista Time Out, da Inglaterra, elege anualmente as ruas mais legais do mundo. O veículo, que é uma espécie de guia de experiências, elaborou um ranking com 30 posições e uma rua paulistana ocupou o sétimo lugar da lista.

A Rua Três Rios está localizada no bairro do Bom Retiro, no zona central de São Paulo, e é considerada histórica. Além disso, a revista também diz que a região concentra diferentes gerações de imigrantes, como italianos e bolivianos.

Smith Street em Melbourne, Austrália. Foto: Josie Withers.Smith Street em Melbourne, Austrália. Foto: Josie Withers.

Para o ranking, foram entrevistados 27 mil pessoas que opinaram sobre cultura, diversão e gastronomia de diversos cidades pelo mundo. O primeiro lugar ficou com a Smith Street, em Melbourne, na Austrália. “Todas essas ruas têm ótimas histórias para contar. São microcosmos de tudo o que amamos nas cidades: restaurantes incríveis, cultura local vibrante, muita história”, diz um trecho do anúncio.

Rua Três Rios

Como destaca a Time OutTime Out, a Três Rios fica localizada em um bairro histórico em “constante evolução”. Na região, está a Pinacoteca de São Paulo e o centro cultural Casa do Povo. A revista ainda indica o restaurante de comida coreana, Hwang To Gil e o Acropóles, especializado em pratos gregos fundado em 1959, para fazer refeições. 

E continua com uma sugestão: “Apoie os artistas locais e saiba mais sobre a cena artística paulistana visitando uma das muitas feiras e eventos independentes de zines que acontecem no lendário centro cultural Casa do Povo. Em seguida, explore as lojas de tecidos coloridos onde jovens designers brasileiros compram seus materiais”.

Confira as 10 primeiras:

Passeig de Sant Joan, Barcelona. Foto: Kauka Jarvi / Shutterstock.Passeig de Sant Joan, Barcelona. Foto: Kauka Jarvi / Shutterstock.

1. Smith Street, Melbourne.
2. Passeig de Sant Joan, Barcelona.
3. South Bank, Londres.
4. San Isidro, Havana.
5. Sunset Boulevard, Los Angeles.
6. Witte de Withstraat, Rotterdam.
7. Rua Três Rios, São Paulo.
8. Haji Lane, Singapura.
9. Rua Rodrigues de Faria, Lisboa.
10. Calle Thames, Buenos Aires.

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Fonte: Time Out (Inglês).

A erupção do Monte Tambora na Indonésia, em abril de 1815, é considerada a explosão vulcânica mais poderosa da história. Imagem: NYT / reprodução.A erupção do Monte Tambora na Indonésia, em abril de 1815, é considerada a explosão vulcânica mais poderosa da história. Imagem: NYT / reprodução.

A erupção em Abril de 1815 do Monte Tambora, um vulcão localizado no que é hoje a Indonésia, foi uma das maiores já registradas na história. Uma vasta nuvem de poeira e cinzas espalhou-se pelo mundo, bloqueando o sol e reduzindo as temperaturas globais. Na China, o tempo frio matou árvores, colheitas e búfalos d'água. Na América do Norte, um "nevoeiro seco" avermelhou o sol e houve queda de neve em pleno verão em Nova York.

Uma vasta nuvem de poeira e cinzas se espalhou pelo mundo. Imagem: Luton Anderson.Uma vasta nuvem de poeira e cinzas se espalhou pelo mundo. Imagem: Luton Anderson.

Motins e saques estouraram na Europa com o fracasso das colheitas. Os preços dos alimentos dispararam e dezenas de milhares de pessoas morreram de fome e doenças. Os cavalos morreram de fome ou foram abatidos, pois o alto preço da aveia forçou as pessoas a escolher se alimentavam seus animais ou a si mesmas.

Karl Drais.Karl Drais.Esta última situação levou Karl von Drais, um inventor alemão, a conceber uma máquina de transporte pessoal para substituir o cavalo: uma engenhoca de madeira de duas rodas a quem ele chamou Laufmaschine (literalmente, "máquina de corrida"). Sentado numa sela, Drais impulsionou-a plantando os seus pés no chão e empurrando-a a cada poucos metros, enquanto a conduzia utilizando uma espécie de leme. Um passeio de demonstração, no qual percorreu 40 milhas em quatro horas, mostrou que era tão rápido como um cavalo trotador, e podia ser movido pelo seu cavaleiro sem muito esforço. A parte complicada era manter-se equilibrado enquanto deslizava, o que exigiu alguma prática.

A invenção de Drais não substituiu o cavalo: o tempo voltou ao normal, levando a uma colheita abundante em 1817. Mesmo assim, os entusiastas continuaram a melhorar a sua concepção. A adição crucial de pedais ocorreu na França, na década de 1860. Outros aperfeiçoamentos incluíram melhores freios, uma estrutura de aço, rodas metálicas leves e uma corrente para os conduzir. No final da década de 1880, estes elementos tinham sido combinados num design reconhecidamente moderno: a bicicleta.

Laufmaschine von Karl Drais. Imagem: Deutsches Museum.Laufmaschine von Karl Drais. Imagem: Deutsches Museum.Uma invenção motivada pelos desafios de uma crise global há muito esquecida acabou assim por se espalhar por todo o mundo e tornar-se parte da vida cotidiana. Que inovações poderia o surto de coronavírus de 2020 provocar? A pandemia irá certamente inspirar novas abordagens para a educação on-line, digamos, ou à entrega de pacotes por drone - e, sem dúvida, algumas ideias menos óbvias. Quem teria adivinhado, afinal de contas, que um vulcão daria origem a uma bicicleta?

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Por Tom Standage na The Economist (Inglês).

A Prefeitura de São Paulo inaugurou no último sábado, 5, data em que se é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Centro de Inovação Verde Bruno Covas – Hub Green Sampa, primeiro espaço com a temática na Capital. O espaço tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de startups que atuam no setor de tecnologias sustentáveis, por meio de residência, mentorias e acelerações.

O Hub Green Sampa é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, operado pela agência Ade Sampa, e está instalado no histórico prédio do Incinerador, onde antigamente era realizada queima de lixo na Capital e agora passa a ser um local de sustentabilidade, localizado na Praça Victor Civita, zona oeste, que também está sendo revitalizada pelo Instituto Idemas por meio de parceria com a Farah Service, referência em recuperação de áreas verdes, públicas e melhorias urbanas em geral.

O prédio, que já foi sede do Museu da Sustentabilidade, agora está pronto para ser reutilizado como um grande centro de inovação para o desenvolvimento de negócios ambientais e tecnologias verdes. "A partir de agora as startups verdes da cidade contam com um espaço para alavancar seus projetos, contribuindo com uma cidade mais verde, limpa, renovável e sustentável", declara a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso.

O hub, que conta com três pavimentos, recebeu investimento de R$ 1,7 milhão para uma grande reforma de adequação do prédio, que durou 17 meses, além da compra de equipamentos. O espaço térreo conta com 25 posições de trabalho, uma área de eventos para 50 pessoas, além de comedoria e espaço de interação. O primeiro andar oferece 50 estações de trabalho, sala de reuniões para 16 pessoas, uma varanda para realização de eventos com linda vista para a Praça, um estúdio para produção de materiais de áudio e três phone booths – áreas reservadas dentro do escritório, com o objetivo de criar um ambiente privativo e garantir o sigilo de conversas e informações.

O Hub Green Sampa é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, operado pela agência Ade Sampa. Foto: SECOM / Divulgação.O Hub Green Sampa é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, operado pela agência Ade Sampa. Foto: SECOM / Divulgação.

No segundo andar os empreendedores terão 40 posições de trabalho, três phone booths, uma sala de reuniões com capacidade para oito pessoas e a segunda varanda para a realização de eventos.

O complexo conta também com um Teia, coworking gratuito da Prefeitura de São Paulo, que apoiará empreendedores com posições fixas e livres de trabalho, computadores com internet, wi-fi, networking com empresas de grande porte e participação em eventos, além de conteúdos de apoio ao empreendedorismo. O espaço também inicia o funcionamento em 7 de junho, mediante agendamento pelo site https://www.bit.ly/greensampaagendamento.

O local promoverá também ações para a incubação e a aceleração de 20 negócios sustentáveis e tecnologias verdes levando em conta especialmente a inovação e modelos colaborativos. "Criamos o Hub Green Sampa para que ele seja o centro de desenvolvimento de uma nova economia, mais sustentável e geradora de emprego e renda", declara o presidente da Ade Sampa, Frederico Celentano. "Nosso propósito é apoiar o ecossistema de tecnologias verdes, criando sinergia entre os diferentes atores, gerando a conexão entre grandes empresas e startups verdes, aproximando-os de centros de pesquisas, universidades, aceleradoras e fundos de investimento, convergindo para a criação de uma cidade e um país mais sustentável", complementa.

O Hub Green Sampa está com o seu plano de atividades em fase de desenvolvimento onde serão executadas, com o apoio de parceiros, desafios de inovação aberta envolvendo tanto grandes empresas quanto o poder público na área de governança ambiental, webinars e workshops com foco em atração de investimentos de impacto, dentre outros. Também serão realizados encontros de mercado para debater temas que envolvem a sustentabilidade, cenários futuros e novas tecnologias, além de promover o networking entre o ecossistema de inovação verde de São Paulo.

O complexo conta também com um Teia, coworking gratuito da Prefeitura de São Paulo. Foto: SECOM / Divulgação.O complexo conta também com um Teia, coworking gratuito da Prefeitura de São Paulo. Foto: SECOM / Divulgação.

Para ser uma das 20 residentes fixas, que utilizarão toda a infraestrutura do local de forma gratuita por um ano, as startups que produzem tecnologias verdes aplicáveis às demandas das grandes empresas e concessionárias que fornecem serviços para São Paulo puderam se inscrever até esta sexta-feira, 4.

Ao todo, 50 startups se inscreveram para participar do programa de residências. Destes, 32% fazem parte do eixo de resíduos sólidos, 22% de Indústria Limpa e Reversa, 14% de Ecoagricultura e Segurança Alimentar, 10% de Parques e Áreas Verdes, 8% de Mobilidade Urbana e Transporte, 6% de Qualidade de Água e Saneamento, 4% de Eficiência Energética e Energia Limpa e 2% de Eficiência e Clean Web e Qualidade do Ar.

Em relação a raça e cor, 64% se declararam brancos, 16 % pardos, 10% amarelos, 3 6% negros e 2% indígenas. Já no quesito gênero, 52% são homens e 48% mulheres. A faixa etária entre os inscritos varia, 84% têm 30 anos ou mais, 14% entre 24 a 29 e 2% tem entre 18 e 23 anos. Quando se fala de grau de escolaridade, 48% tem pós graduação completa, 28% com superior completo, 12% tem superior incompleto, 6% conta com pós graduação incompleta, 4% ensino médio completo e 2% com ensino médio incompleto. Com relação a renda per capita dos inscritos, 28% tem renda de 2 a 4 salários mínimos (28%), 20% de 4 a 6 salários mínimos, 16% de até 1 salário, 14% acima de 6 salários mínimos, 12% de 1 até 2 salários mínimos e 10% não declararam.

Uma banca de especialistas selecionará os projetos dentro de nove eixos: água e saneamento; ecoagricultura e segurança alimentar; eficiência e clean web; eficiência energética, energias limpas e armazenamento energético; indústria limpa e logística reversa; mobilidade urbana e transportes; parques e áreas verdes; qualidade do ar e resíduos sólidos. A banca é composta por representantes do poder público municipal e estadual, além dos parceiros do setor privado, e o resultado final dos vencedores será divulgado em 24 de junho.

As 20 startups serão selecionadas considerando a maturidade de cada negócio. Na Ideação, participam negócios que estão em fase inicial de seus projetos, construindo e levantando hipóteses, identificando o problema e a lacuna de mercado, com foco em empresas já existentes no mercado que querem desenvolver um produto ou serviço novo. A Validação é para iniciativas existentes, cujo produto e modelo estão em experimentação, testados e com MVP – Produto Viável Mínimo, pronto ou em construção. A Tração tem como objetivo acelerar negócios existentes que contam com clientes e geram receita, mas que estão em fase de identificação de áreas para crescer. E a Escala é para negócios estruturados, com espaço no mercado, com desafios de crescimento constante e investimento para expandir e replicar.

Histórico

O programa Green Sampa foi lançado em 2019 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. Foto: SECOM /  Divulgação.O programa Green Sampa foi lançado em 2019 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. Foto: SECOM / Divulgação.

Entre 1949 e 1989, o local onde está localizada a Praça Victor Civita contou com o funcionamento de um incinerador de lixo que queimava, entre outros resíduos, material hospitalar. Ele foi desativado devido ao desenvolvimento do bairro. Após esse período, cooperativas de reciclagem deram um novo uso ao local, utilizando como depósito de lixo. O contato prolongado do solo com esse tipo de resíduo fez com que a superfície da terra ficasse contaminada.

Em 2008 por meio de uma parceria público-privada entre a Prefeitura de São Paulo, Grupo Abril, Itaú, Even e Petrobrás, a Praça foi reinaugurada. Na época, a ideia era recuperar o terreno de 13.648 m² que estava abandonado e criar um espaço de convivência, além de contribuir para a revitalização da região. O local esteve ativo até 2014, atraindo mais de 200 mil pessoas por ano, mas foi gradualmente desativado.

Anteriormente, funcionava ali uma associação de catadores de lixo e o incinerador Pinheiros, conhecido como Sumidouro. Diante desse histórico, o local apresentava focos de contaminação, o que tornou a revitalização um desafio para os profissionais envolvidos.

Em 2020, a Prefeitura de São Paulo anunciou a instalação do Hub Green Sampa na Praça Victor Civita, através da assinatura de um acordo de cooperação entre a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e o Instituto Idemas e do termo de parceria para a cessão do prédio do incinerador para a Ade Sampa – Agência São Paulo de Desenvolvimento, agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, para a gestão do Hub.

A revitalização da Praça Victor Civita, conduzida pelo Instituto Idemas, por meio de parceria com a Farah Service e apoio do Carrefour e da Sabesp, está na fase final do projeto e tem reinauguração prevista para o segundo semestre deste ano.

Green Sampa

O programa Green Sampa foi lançado em 2019 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, com o mapeamento de empresas, startups verdes e stakeholders, analisando o ecossistema e aproximando startups das ações do programa. Durante o evento, a Prefeitura de São Paulo assinou um protocolo de intenções com a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, que tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento sustentável do Estado de São Paulo, por meio do Green Sampa.


Serviço

Hub Green Sampa.
Data: de segunda a sexta-feira.
Horário: 10h às 14h.
Agendamento pelo link: www.bit.ly/greensampaagendamento

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Com informações da Prefeitura de São Paulo.