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Um conteiner instalado numa praça pouco conhecida na região da Avenida Paulista tem chamado a atenção de quem está acostumado a passar às pressas por lá.
 
A Praça dos Arcos é mais um espaço gastronômico da cidade, mas com uma proposta um pouco diferente. Quem está à frente da cozinha industrial montada na caixa metálica são jovens da periferia de São Paulo que sonhavam em ter o próprio negócio no ramo da gastronomia e não cozinheiros profissionais. A comida vendida é produzida com alimentos orgânicos provenientes de pequenos produtores também da periferia da capital e com preços não superiores a R$ 15.
 
O projeto Cozinha São Paulo é uma iniciativa do Instituto Mobilidade Verde, que trabalha eventos de ativação de espaços públicos. A proposta levou um ano para ser viabilizada e tem apoio da iniciativa privada e da prefeitura. Por um ano, o conteiner terá a cada mês um cozinheiro diferente. Jovens da periferia com vocação e interesse na área gastronômica estão sendo recrutados. Eles estão passando por treinamento e recebendo orientações que vão desde a execução dos pratos idealizados por eles à gestão do próprio negócio. Todo o dinheiro arrecadado ficará com o cozinheiro, segundo o presidente do Instituto Mobilidade Verde, Lincoln Paiva.
 
- "A gente quis juntar duas ideias que eram como transformar aquele espaço público subutilizado em algo para a população e como ajudar aquelas pessoas que têm vontade de empreender no ramo da gastronomia, mas não têm condições financeiras" - explicou Paiva.

 
 
Ele contou que o conteiner de gastronomia colaborativa é um contraponto à onda dos food trucks. Os donos de food trucks são, em sua maioria, pessoas que amam cozinhar, que estavam exercendo outra profissão e decidiram abrir o próprio negócio. Na periferia está cheio de pessoas com esse mesmo perfil, mas com a diferença de que não têm o dinheiro necessário para levar isso adiante. Eu tenho dito que esse projeto, além de um novo espaço gastronômico na cidade, é uma fábrica para ajudar a realizar os sonhos desses cozinheiros amadores. A proposta é seja comida boa a barata.

A instalação da cozinha na Praça dos Arcos começou há cerca de uma semana. O valor investido até o momento foi de R$ 350 mil vindos de apoiadores da iniciativa privada. O custo total do projeto está estimado em R$ 600 mil. Ao final de um ano de atividade, o conteiner todo equipado será doado à prefeitura.

Como a base do cardápio é de produtos vindos de pequenos produtores, os pratos não serão fixos. Haverá sempre uma opção para vegetarianos e não-vegetarianos. Mas o menu será decidido a cada dia de acordo com a oferta dos alimentos. Outra ideia é informar no cardápio a procedência dos produtos.

- "O fato de ter que trabalhar com o alimento que estiver disponível no dia será um aprendizado e tanto para os cozinheiros. Já pra os clientes, será garantia de estar comendo um alimento sempre fresco. Também estaremos dando visibilidade a esses pequenos produtores dentro da cidade e incentivando as pessoas a conhecerem essa possibilidade de consumo. A ideia é resgatar aquela coisa de saber o que se está comendo, de onde vem os alimentos que estão no prato. Isso é algo que se perdeu principalmente nas grandes cidades" - disse Paiva.

O site: www.cozinhasp.org

Endereço: Praça dos Arcos (cruzamento das Avenidas Paulista e Angélica e Ruas Minas Gerais e Itápolis).

Fonte: O Globo / Silvia Amorim.

 


Criadores do projeto Login Cidadão foram à Estônia entender como o país conseguiu se criar sobre plataforma digital.

Durante o desenvolvimento do Login Cidadão pelo governo do Rio Grande do Sul, foi organizada uma viagem para a Estônia, com o apoio do Banco Mundial, Há duas décadas, o país do leste europeu é tido como um dos maiores exemplos – ao lado de outros como Reino Unido, Israel, Nova Zelândia – quando o assunto é governo eletrônico.

Entre os seletos membros da viagem, estava o analista de sistemas da Procergs, Ricardo Fritsch, que lembra da surpresa de se deparar com um país “montado sobre tecnologia”. A digitalização do governo e a oferta de serviços, segundo ele, só foi possível por existir um sistema integrado, no qual o cidadão tem uma identidade que o autentica no meio online ou fora dele. “É um sistema de vida baseado no digital.”

“Cada um deles tem um cartão com um chip que serve como identificação, passaporte, carteirinha de estudante, histórico médico, ou qualquer outra coisa necessária frente a um serviço público”, diz.

Mais do que um sistema de armazenamento de informações, a solução utilizada autentica processos. Ele dá o exemplo de um sujeito que vai ao médico e recebe um receituário. “Na farmácia, ele apresenta o seu e-ID (cartão de identidade eletrônica), que autoriza a sua compra.”

O complexo sistema, batizado de X-Road, permite ainda que o cidadão use a mesma identidade para serviços no banco ou na compra de um imóvel.

O sistema foi consolidado de tal maneira que possibilita cidadãos participarem de eleições remotamente. Apesar ter estreado em 2005, o modelo chegou a contar com 24% dos votos emitidos online nas eleições parlamentares de 2011 (inclusive de cidadãos fora do País).

A Estônia dá ainda outra lição, esta voltada para a garantia de controle dos dados pessoais pelos cidadãos. O sistema registra os indivíduos que, por alguma razão, acessarem o perfil de um estoniano. Se, por exemplo, um policial checar dados privados de um cidadão sem motivo razoável, ele poderá responder na Justiça caso o dono dos dados se sinta invadido.

“Eles também adotam uma política muito transparente por conta do digital. Por exemplo, todos os softwares que o governo usa são livres. O X-Road roda em Linux (núcleo de sistemas operacionais livres), o sistema de votação roda em Linux e o código do software usado na votação está publicado no GitHub (popular biblioteca online de softwares de código aberto)”, diz o analista.

Na viagem, ficou evidente a distância da realidade brasileira em relação a do país báltico. Fritsch aponta ainda o fato de não existir aqui uma identidade única (hoje, é possível ter um RG em cada Estado brasileiro) e termos só 48% da população com acesso à internet em casa como grandes barreiras. “Se quisermos chegar lá, essa evolução a gente vai ter que fazer.”

Por Murillo Roncolato no LINK.


Comida peruana de qualidade e a preços justos fazem o paulistano se deslocar a uma área de cidade que espanta a maioria.

Quem passa pela rua Aurora fica com uma imagem pouco agradável do centro de São Paulo. Em um dia comum, dá para ver, em poucos quarteirões, uma batida policial, pessoas ébrias num boteco de esquina, lixo espalhado pela calçada e um cartaz que diz “o crack tem solução”. Sem dúvida, o passado dessa via paulistana, entregue por hotéis e edifícios residenciais antigos que ainda existem por lá sob de camadas de poluição, foi mais dourado do que o seu presente, no coração da chamada Cracolândia. Mas nem tudo o que existe ali deixa de reluzir.

O ouro da rua Aurora é hoje um restaurante de comida típica peruana. Inaugurado há 10 anos por Edgar Villar, o badalado Rinconcito Peruano atrai funcionários de empresas instaladas no centro da cidade (sobretudo bancos) para almoçar ali durante a semana. E desloca pessoas dos mais distantes bairros paulistanos para experimentar seu menu tradicional, aos sábados e domingos, em que a casa alcança lotação máxima e ainda cria uma fila de virar quarteirão. Mas o que será que faz a classe média paulistana perder o medo da Cracolândia? A velha e abençoada fórmula da comida boa, bonita e barata, que aplicada à gastronomia peruana – para muitos especialistas, a melhor e mais elaborada da América Latina – é de fato uma bênção.

Os mais atentos já devem ter notado que nos últimos dez anos a cozinha do Peru se tornou uma espécie de moda, inclusive no Brasil, lento para assimilar a cultura da vizinhança. Esse feito se deve não só à sua qualidade intrínseca, mas ao esforço do renomado chef peruano Gastón Acurio, que se inspirou nos franceses (estudou na famosa escola de chef Cordon Bleu) para promover a cultura de seu país através da comida. Funcionou. Há uma profusão no mundo restaurantes peruanos hoje, o Peru está no mapa cultural global e os peruanos se sentem orgulhosos disso. O único problema é que raro encontrar um desses restaurantes mantenha a qualidade e a beleza dos pratos sem cobrar por isso uma pequena exorbitância.
 

Desde o princípio, o projeto era oferecer o que ele sabia fazer bem e sem frescuras: ceviches e outros pratos com peixes e frutos do mar, receitas de todos os dias no Peru como o lomo saltado (filé em tira com tomate e cebola roxa servido com batata frita e arroz), o arroz chaufa (espécie de arroz chinês com legumes e carne, à moda peruana) e as papas a la huancaína (batata servida com um molho à base de queijo e pimenta). Tudo isso e mais faz parte do cardápio da casa, a preços que variam de 10 a 15 reais para as entradas e de 20 a 40 reais, em média, para os pratos principais. O ceviche de pescado, por exemplo, que em muitos peruanos gourmetizados custa em média 50 reais (ou mais, afinal o céu é o limite) em versão individual, no Rinconcito custa 28 reais.

Edgar sabe bem quem é Gastón Acurio. “Admiro muito seu trabalho. Ele colocou muitos grãos de areia no caminhão da comida peruana. Meus respeitos”, diz. Mas, à frente do Rinconcito, que em setembro inaugura dois novos endereços (um ainda no centro e outro no Tatuapé), ele preferiu manter a conta de um tamanho amigável. Ainda por cima, só emprega em seu staff (que de hoje é de mais de 40 pessoas) imigrantes peruanos que, como ele, chegam a São Paulo com o sonho de prosperar.

Serviço:
Rinconcito Peruano - R. Aurora, 451, Tel: 3361-2400.

Camila Moraes no El País.

 

 

De acordo com um levantamento da ABStartups - Associação Brasileira de Startups, São Paulo é o estado que mais concentra startups em todo o país, com aproximadamente 28% dos empreendimentos inovadores presentes no Brasil.

O estado atingiu a marca de 1 mil empreendimentos cadastrados no banco de dados da entidade, o StartupBase. Não é só a grande quantidade que impressiona. SP apresenta um grande crescimento no setor. Nos últimos quatro meses, por exemplo, o número de startups aumentou nada menos que 21%.

Segundo Guilherme Junqueira, gerente executivo da ABStartups, os números são frutos de uma combinação de várias características. “São Paulo agrega os principais fatores para o desenvolvimento de um ecossistema de startups, o que inclui alcance de mercado, concentração de capital e investidores, enorme mercado B2B e B2C, promoção de eventos semanais e excelentes talentos formados em universidades da região”, explica Junqueira.

O Global Startup Ecosystem Ranking 2015, por sua vez, destacou a cidade de São Paulo como um dos espaços mais promissores do mundo. Segundo ele, a capital é a 12ª melhor cidade do planeta para começar uma startup, além de ter o melhor ecossistema para empresas deste tipo da América Latina.

“São Paulo se difere dos outros ecossistemas porque tem fatores culturais e sociais únicos. Assim, a cidade se tornou abrigo de startups com potencial global em áreas como economia criativa, mobilidade urbana, finanças, educação e saúde”, finaliza Junqueira.

Redação: Administradores.com


São Paulo é a maior cidade da América Latina, reconhecida por sua cultura, entretenimento e negócios.

Segundo levantamento realizado durante a 43ª edição da WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo,pelo Observatório de Turismo e Eventos da SPTuris , a cidade também pode ser considerada a capital brasileira do conhecimento.

O evento realizado no Anhembi entre os dias 12 e 15 de Agosto, recebeu 1.189 competidores de 59 países e o resultado da pesquisa revela que para 70% do público, São Paulo é um importante polo de conhecimento em diversas áreas de estudo.As palavras mais citadas que relacionam a cidade a WorldSkills foram: inovação, oportunidade e tecnologia.

A estrutura e a localização do Anhembi foram consideradas como ótima ou boa para mais de 90% dos entrevistados. O acesso ao complexo de eventos também recebeu destaque positivo, somando 91% como ótimo ou bom, bem como a avaliação geral do espaço, que alcançou 94% de aprovação.

Os atrativos culturais e de entretenimento da cidade também foram avaliados como bom ou ótimo para 60% do público e os mais citados foram Avenida Paulista e Parque do Ibirapuera.

A cidade também teve ênfase positiva nos quesitos hospitalidade e opções de gastronomia e de compras. Na avaliação geral da cidade, 76% do publicou considerou boa ou ótima.

De acordo com a pesquisa, a maioria do público era estudante (49%), mulher (51%), com idade entre 16 e 18 anos (34%),aluno do ensino médio (31%) com renda familiar mensal de até R$ 3.940.

Quanto a procedência, 82% do público era formado de brasileiros e 18% de estrangeiros. Entre os meios de hospedagem,hotel ou flat foram as principais opções de acomodação dos turistas (70%).

Para o levantamento, 1.200 questionários foram aplicados e a pesquisa completa estará disponível no site do Observatório de Turismo e Eventos em breve.

Fonte: Portal Radar. 
 


Fundado em 2009, o Uber chegou ao Brasil somente em 2014. Foram cinco anos para que o país entrasse no foco dessa bilionária startup californiana. Mas, como era esperado, já está causando barulho aqui nas terras tupiniquins. Assim como foi em Nova Iorque e Berlim, os taxistas de São Paulo se manifestaram contra o transporte clandestino. Foram às ruas, uniformizados, reclamar contra os motoristas que fazem transporte sem serem credenciados para tal.

A história sempre se repete. Em abril de 2014, o estado de Nova Iorque, através de seu representante legal, entrou com ação contra o Airbnb. A alegação é que a plataforma vai contra a legislação vigente para alugueis e ainda abre espaço para sonegação de impostos. O fato é que a chamada “economia do compartilhamento” veio para ficar. Transporte e estadia são os serviços mais óbvios, mas muitas outras plataformas surgirão rapidamente.

Quando será que os restaurantes vão se manifestar contra o eatwith? Talvez os donos de restaurantes ainda não saibam dessa plataforma, mas com certeza vão saber. É assim que novas empresas e tecnologias surgem e mudam o mundo.

Por trás das três plataformas de compartilhamento (Uber,Airbnb e Eatwith) existem várias características que as tornam competitivas contra o status quo, isto é táxis, hotéis e restaurantes. Todas três possuem o feedback instantâneo para o serviço prestado. Isto é, saiu do Uber, você classifica como foi sua experiência. Isso faz com que a plataforma controle a qualidade. Esse controle de qualidade não acontece com um táxi.

Quando você vai escolher uma estadia pelo Airbnb, você tem acesso à pontuação e aos feedbacks escritos dos últimos hospedes. Como estava a cama? Qual a qualidade da temperatura da água no banheiro? Para ter esse tipo de feedback para hotéis, precisa-se ler vários posts do TripAdvisor, e mesmo assim corre o risco de ter o azar de ficar no único quarto cujo ar-condicionado faz barulho.

Ano passado viajei com a família para Toronto (Canadá) e fiquei hospedado num Airbnb. A experiência foi sensacional. Nosso anfitrião, um rapaz do Cazaquistão casado com uma russa, todos os dias no final da tarde, passava em nosso apartamento para ver se estava tudo certo. Uma noite nos convidou para jantar. Contou como gosta do Brasil. No Cazaquistão ele tinha um programa esportivo de rádio, e adorava falar de jogos de futebol da seleção brasileira. Contou que se mudou para o Canadá para buscar uma vida melhor. Disse que morar em Toronto é sensacional e que os negócios da família vão muito bem.

Negócios da família? Pois é, meu anfitrião possui 5 flats alugados, pelos quais ele paga todo mês. Todos no mesmo prédio onde mora. Os 5 flats ele realoca através do Airbnb. E assim ele vive. Saí do jantar impressionado. As novas tecnologias estão aí para mudar a vida de todos, para melhor, ou pra pior. Importante saber de qual lado você quer estar.

Voltando ao assunto dos taxistas de São Paulo, a discussão contra o Uber vai se resolver, e creio que ambos coexistirão. A maior ameaça não é o Uber. Há duas semanas estive no Vale do Silício, Califórnia, região onde se encontram as sedes de Apple, Facebook e Google. É nessa região, mais exatamente em Mountain View, que nesse verão americano, estarão rodando nas ruas os carros autônomos. O governo autorizou.

Creio que antes do final desta década o transporte público será muito, muito diferente do que é hoje. Os carros autônomos terão seu computador de bordo aberto para download de softwares. Os felizes donos de um carro autônomo poderão ir ao trabalho ouvindo música e lendo jornal, no ipad é claro. Ao chegar ao trabalho, ligarão o modo “Uber” do carro, ou quem sabe o modo “99taxis”. Assim o carro seguirá na cidade transportando passageiros. O dono do carro autônomo não vai precisar de garagem no trabalho nem em sua casa, pois o carro ficará no modo compartilhamento enquanto seu dono não precisar usá-lo. Quando a bateria do carro estiver pra acabar ele vai se auto-abastecer via indução nos postos do futuro, e depois continuará sua jornada. Dica aos taxistas: ainda faltam 5 anos até o final da década, dá tempo de buscar novos desafios de carreira.

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Henrique Von do Amaral para o InnovationInsider / IBM.

 HeENRIQUE VONHENRIQUE VON DO AMARAL DO AMAR