Rival do Uber, Cabify estreia em São Paulo com preços competitivos - São Paulo São


A startup espanhola de transporte individual Cabify começou a operar no Brasil no último dia 6 (segunda-feira), começando pela cidade de São Paulo. A concorrente do Uber promete preços competitivos, já que a forma como cobra por corridas é diferente da startup americana. 
 
Com o Cabify, usuários pagarão somente por quilômetro rodado, excluindo da conta o tempo de permanência no veículo. Isso significa que ao pegar congestionamentos, o usuário do aplicativo não pagará pelos minutos que permanecer parado. O serviço também se difere do Uber ao não contar com a tarifa dinâmica - quando os preços das corridas ficam mais caros por região onde há maior demanda. 
 
Porém, no Cabify o valor varia de acordo com a corrida. O serviço cobra uma taxa base de R$ 0,50 do cliente e R$ 2,50 a cada quilômetro em percursos de 0 km a 10 km; o preço cai para R$ 2 em viagens de 10 km a 25 km e sobe para R$ 3 em rotas acima de 25 km. Já no UberX, há cobrança de uma tarifa base de R$ 3, com cobrança de 35 centavos por minuto e preço por quilômetro de R$ 1,43. 
 
Vale ressaltar que apesar não contar com tarifa dinâmica, o Cabify não oferece a opção de compartilhamento de veículos como o UberX, recurso que barateia corridas. 
 
Da mesma forma que a startup americana , os motoristas que aderirem ao serviço são encarados como parceiros e não funcionários. De cada viagem realizada, 25% do valor dela é direcionado ao Cabify e o restante fica para o motorista.
 
A Cabify se mostra mais flexível que o Uber ao permitir o cadastro de motoristas de táxi preto em São Paulo (categoria de luxo de táxis criada como resposta ao Uber pela prefeitura da capital paulista). Na Espanha, aliás, o aplicativo opera com taxistas. 
 
A maior maleabilidade da empresa pode ser vista como uma estratégia para se adaptar a um mercado competitivo e cheio de carros como São Paulo. “Lógico que existe um ambiente enorme de competição em São Paulo, mas vemos que temos diferenciais para a nossa entrada no mercado brasileiro. Inclusive pensamos em trabalhar com o táxi preto aqui. Não somos rígidos quanto à forma de trabalho, nos moldamos ao mercado", explica o Head de Operações e Logística da Cabify no Brasil, Daniel M. Velazco-Bedoya, lembrando que a empresa já teve encontros com a prefeitura de São Paulo e vem acompanhando de perto as assembléias e a discussão sobre a regulamentação de serviços como Uber e o próprio Cabify na cidade. 
 
No Brasil, somente a modalidade Cabify Light, semelhante ao UberX, começa a funcionar hoje. Em outras países, a startup também conta outras modalidades de carros: Cabify Executivo (mais luxuoso e caro, para rivalizar com o Uber Black) e o Corporate, que, como o nome indica, é voltado para o uso por empresas. 
 
Como acontece no Uber, o pagamento é feito de forma automatizada. Basta cadastrar o cartão de crédito no app e ao final da viagem, a corrida estará automaticamente paga. 
 
Assim como no 99Top, da 99Táxis, e no Uber, não há taxa cobrada pela mudança de município, o que reduz o preço da corrida para quem precisa ir a uma cidade vizinha de São Paulo, como Guarulhos. 

Maior país da América Latina, o Brasil será o sexto mercado da Cabify no mundo, mas não o primeiro da empresa na região. Além da sua terra natal, a companhia também está no Chile, México, Peru e Colômbia. 
 
Apesar da Cabify não informar a quantidade de motoristas parceiros já cadastrados em São Paulo, a companhia diz que mais de 10 mil pessoas interessadas se cadastraram até o momento.  
 
As próximas cidades brasileiras que devem ofertar o aplicativo são Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
 
Durante o lançamento, a empresa oferece algumas viagens gratuitas. O código MEUCABIFY dá duas corridas de R$ 20 aos usuários na primeira vez no serviço. O aplicativo se encontra disponível para aparelhos com sistema operacional Android e iOS.

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Fonte: IDG Now.