Na Bahia, arquiteto cria empresa focada em projetos para a classe C - São Paulo São

O arquiteto Márcio Barreto é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Assim que se formou, participou da seleção de uma multinacional e se  tornou o responsável pelos projetos de escritório da empresa, na região Norte e Nordeste do Brasil, mas a vontade de ter o negócio próprio foi maior e Márcio criou a Arquitetura do Barreto, empresa que está se especializando em projetos econômicos a partir de R$ 300 por cômodo projetado. 

“Iniciei meu primeiro estágio ainda no primeiro ano de faculdade em um escritório de desenvolvimento de maquete 3D, depois outro estágio voltado para arquitetura predial, residencial e interiores”, explica o arquiteto.

“O luxo na arquitetura não é diferente do luxo na vida. Luxo é ter em sua casa aquilo que te deixa feliz”. Foto: Divulgação.

Por quais motivos você teve ideia de colocar seu foco profissional no segmento de projetos mais baratos, para a classe C?

Durante a faculdade, no curso de cada disciplina, eu percebia cada vez mais a importância da profissão que escolhi, e me questionava por que os serviços de um arquiteto não atingiam  todas as classes sociais. Todos deveriam ter acesso ao profissional que é responsável por levar conforto, estética e funcionalidade aos ambientes. Famílias com menor poder aquisitivo têm adquirido apartamentos cada vez menores, pelo alto custo dos imóveis, e acabam ocupando o tão sonhado “lar doce lar” de forma equivocada, comprando móveis de dimensões erradas, fazendo obras sem o reaproveitamento de materiais, e diante de retrabalho e mais retrabalho, acabam tornando o seu sonho em pesadelo.

Quando percebeu que era o momento de investir nesse segmento?

Assim que me formei, o mercado para o arquiteto era favorável e acabei me inserindo em uma empresa multinacional e fazendo projetos como autônomo para o conhecido “cliente-padrão” da arquitetura. Durante esse tempo, desenvolvi projetos de casas, interiores de apartamentos novos, alguns projetos de reformas e ampliações de escolas. Porém, o mercado vem demonstrando sinais de esgotamento de serviço. Percebi que era a hora de reinventar, que era a hora de voltar a pensar nos meus questionamentos enquanto estudante.  Então alinhei a minha formação com a experiência que adquiri de atendimento ao cliente, desenvolvimento de projeto e agilidade no uso dos programas utilizados pelos arquitetos e criei o lema: “O projeto dos seus sonhos agora cabe no seu bolso”.

Qual a sua intenção?

A minha vontade é permitir que aquela família que não acreditava ser possível contratar um arquiteto, agora tenha esse serviço de qualidade. Os projetos desenvolvidos têm a personalidade de cada contratante e sempre levam em conta o custo de execução dos serviços e a compra de mobiliários. A ideia também é que o projeto não fique apenas no papel, e sim, seja executado de acordo com a situação financeira do cliente.

Qual o principal público alvo?

Todas as famílias que tenham o sonho de ter uma casa bonita, confortável e funcional, mas que até o momento não pensavam em adquirir o serviço do arquiteto por limitações financeiras.

“Meu público são todas as famílias que tenham o sonho de ter uma casa bonita, confortável e funcional.“ Foto: Divulgação.

Qual o ambiente que as pessoas mais procuram para fazer as consultorias?

Com certeza o quarto do bebê ganha em quantidade e devido às dimensões dos imóveis atuais, inserir um berço, um trocador, guarda-roupa, poltrona de amamentação e muitas vezes uma banheira, é um exercício de criatividade que só um profissional consegue resolver. Além disso, por se tratar de um momento mágico na vida das famílias, elas sempre desejam um quarto lindo e aconchegante para o seu bebê. Na sequência, os sanitários e lavabos são os mais pedidos, tanto os clientes que adquirem um apartamento novo e os que compram o imóvel usado acabam dando grande atenção a esses espaços. Seguida por salas, cozinhas e quartos.

Qual a principal tendência que você segue na hora de sugerir a ambientação do espaço?

Primeiramente o uso. Começo a desenvolver o projeto sem me apegar às cores e aos acabamentos, priorizo a funcionalidade do espaço visando atender à necessidade do cliente. Depois de tudo resolvido, começo a parte encantadora de colocar cores, materiais e decoração, sempre aliada ao gosto do cliente. Devido à importância que dou ao uso dos espaços, posso dizer que a tendência utilizada é: menos é mais, assim tudo que estiver no ambiente, tem um motivo.

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Fonte: Correios.



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