Projeto lança manual para construção de parklets com novas funções - São Paulo São

O projeto Parklets Art Lab colocou à disposição um manual digital que ensina a dar novas caras, funções e formatos às mini praças que ocupam espaços públicos da metrópole.


A publicação busca incentivar a expansão de parklets em bairros e regiões predominantemente residenciais e é baseada nos 8 modelos do Circuito Artístico de Parklets, criados por 5 artistas e coletivos de arte brasileiros e localizados no Parque Burle Marx, na zona Sul da cidade.  

Link para o manual: http://bit.ly/2hNElIF

O manual conta com instruções detalhadas, fornecendo ao público a dimensão de cada peça utilizada na construção dos parklets. Regulamentadas pela prefeitura de São Paulo desde 2014, as mini praças podem ser construídas em diferentes áreas, mediante autorização.

“Qualquer pessoa pode pleitear a instalação de um parklet em sua vizinhança, basta seguir a regulamentação da prefeitura”, explica Thais Rensi, criadora do projeto. “A ideia é que esses espaços de convivência possam se espalhar ainda mais pela cidade, em formatos que incorporem as necessidades de cada região, reforçando o conceito de cidade para as pessoas”, detalha Rensi.

Para conseguir o aval da prefeitura, é necessário que as ruas de localização dos parklets tenham inclinação inferior a 8%, vagas de estacionamento, sombra de árvores, iluminação pública durante a noite e limite de velocidade de até 50km/h, além de fluxo de pessoas.

Também conhecido como mini praça, o conceito de parklet surgiu em São Francisco (Califórnia/EUA), na forma de uma estrutura instalada na rua como extensão da calçada, ocupando a vaga de um carro, num movimento de retomada do espaço público que propõe uma cidade que priorize as pessoas, e não os veículos.

Parklet em Rua de São Francisco. Foto: San Francisco Planning Department / Flickr.Parklet em Rua de São Francisco. Foto: San Francisco Planning Department / Flickr.

 

Freewheel Parklet em São Francisco. Foto: Mark Hogan / Flickr.Freewheel Parklet em São Francisco. Foto: Mark Hogan / Flickr.

“Os parklets chegaram ao Brasil ampliando áreas destinadas à convivência das pessoas, permitindo que o público ocupasse o espaço urbano”, lembra Thais. “Mas em São Paulo parte deles acabou sendo usado como extensão de bares e restaurantes, com espaços para sentar e mesinhas de apoio. Por isso nossa ideia foi criar um laboratório de parklets, ampliando as possibilidades de usos e convívios, priorizando a utilização de material sustentável”, conta.

Atualmente a cidade de São Paulo conta com parklets em 126 pontos da cidade, totalizando 94 parklets de iniciativa privada e 32 parklets municipais, concentrados no centro expandido da capital, além de muitos servirem como extensão de bar. “Os projetos também podem dar visibilidade a artistas locais que se proponham a construção ou pintura de uma mini-praça”, ressalta Rensi.

Ainda dá tempo

Durante todo o verão, os moradores de São Paulo podem desfrutar do Circuito Artístico de Parklets, com versões especiais de espaços de ocupação urbana como os parklets redário, academia, meditação, musical e playground, entre outras, no Parque Burle Marx. O Circuito envolveu artistas e coletivos de arte como Bijari, Binho Ribeiro, Matias Picón, Douglas Okura e SHN/Coletivo. O Parque abre de segunda-feira a domingo, das 7h às 19h.

 

Página no Facebook: https://www.facebook.com/parkletsartlab

 

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Com informações da Agência Lema. Lema.