O que melhor define a marca de uma cidade? Arquitetura e comida, mostra campanha - São Paulo São

Se empresas podem criar suas marcas e até profissionais e celebridades podem ter sua marca pessoal (o “personal branding”), cidades também podem ter marcas? Se sim, o que poderia defini-las? Uma simples campanha de marketing interativa com consumidores parece ter chegado perto da resposta.

A companhia de viagens Traveloka, empresa da Indonésia, pediu a 100 pessoas que desenhassem o que grandes cidades ao redor do mundo representavam para elas. Entre as cidades da campanha “City Scrawl”, estava Nova York, Berlim, Paris, Tóquio e Rio de Janeiro, entre outras. Ao falar o nome daquela cidade, o que vinha em mente?

Os desenhos revelaram os dois fatores-chave que definem uma cidade na mente das pessoas (ou seja, a marca daquela cidade): arquitetura e comida. Também ilustram uma tese importante: categorizamos as cidades através dos nossos olhos e estômagos, através do ambiente construído e das receitas alí cozinhadas.

Imagem: Reprodução.Imagem: Reprodução.

Talvez isso não seja surpresa. Antes da recente instabilidade, o Egito recebia 15 milhões de turistas por ano em suas pirâmides (e agora está fazendo campanha para recuperar esses turistas). Cerca de 7 milhões de turistas visitam a Torre Eiffel todos os anos. E todos têm de comer. Para representar Paris, 78% desenhou a Torre, o restante desenhou alimentos: uma baguete, um croissant, um queijo, um vinho.

Outras cidades seguiram lógicas parecidas. Para Tóquio, desenhos, na maioria, de sushis e sashimis. Em Berlim, desenhos de canecas de cerveja, salsichas e pretzels, ao lado do Portão de Brandemburgo e da torre de TV Fernsehturm.

Sobre o Rio de Janeiro, a esmagadora maioria desenhou o Cristo Redentor. Em menor frequência, apareceram caipirinha, bola de futebol e passista de escola de samba.

Claro que, através de outra lente, há também algumas impressões sutis no que não se vê representado nestes desenhos. O mais notável é em Londres, que suscita esboços do Big Ben, do The London Eye (a monumental roda gigante) e até mesmo da Rainha. Mas a cidade não tem desenhos de estereótipos globais que espelham a comida sobre a cozinha inglesa.

Na mesma linha, Veneza não tem muita comida nem arquitetura em suas representações colaborativas. Em vez disso, é tudo gôndolas. Mas houve quem tenha desenhado um vinho e também um gelatto (sorvete).O que é bom para os condutores de gôndolas, que ganham uma vida surpreendentemente boa com os turistas, enquanto a cidade se afunda lentamente na água dos canais ao seu lado. 

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Fonte: Fast Company (Inglês).