Empresa de mobilidade levará suas bicicletas para a periferia de São Paulo - São Paulo São

“Se não atuarmos como uma plataforma de mobilidade também social, não vamos sobreviver na América Latina", diz o CEO da empresa, Marcelo Loureiro. Foto: Divugação.“Se não atuarmos como uma plataforma de mobilidade também social, não vamos sobreviver na América Latina", diz o CEO da empresa, Marcelo Loureiro. Foto: Divugação.

Patinetes elétricos e bicicletas estão entre as soluções que prometem melhorar a mobilidade nas grandes cidades brasileiras. Pesquisa realizada pela Grow - fusão das empresas de mobilidade Yellow e Grin - revelou que 39% dos usuários da marca já substituíram os carros pelos patinetes, e 59% deles usam bicicleta para trabalhar ou estudar. O estudo mostrou, porém, que 62% dos entrevistados não residem nas regiões onde a empresa atua – em geral, os centros econômicos de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Para mudar isso, a empresa planeja lançar o serviço em regiões mais periféricas das capitais.

O anúncio foi feito durante o Primeiro Summit Grow de Segurança e Convivência na Micromobilidade, realizado na última sexta-feira (03/05) no Memorial da América Latina, em São Paulo. O evento reuniu empresas, organizações e órgãos públicos para discutir as mudanças urbanas necessárias diante do surgimento de novas opções de mobilidade, como bicicletas e patinetes.

Marcelo Loureiro, CEO da Grow no Brasil no evento promovido pela empresa na última sexta-feira, 3. Foto: Divulgação.Marcelo Loureiro, CEO da Grow no Brasil no evento promovido pela empresa na última sexta-feira, 3. Foto: Divulgação.

Segundo o CEO da Grow no Brasil, Marcelo Loureiro, o primeiro passo será  levar as bicicletas para os bairros de Capão Redondo e Jardim São Luís, em São Paulo. A partir do final deste mês, 200 bicicletas estarão disponíveis nessa região, ao preço de R$ 1 por cada meia hora - os pagamentos poderão ser feitos em dinheiro, e não só por cartão de crédito. Os veículos serão personalizados com adesivos de comércios locais, parceiros do novo sistema. “Se quisermos  continuar crescendo, precisamos ir além das áreas nobres das capitais”, diz o CEO da Grow no Brasil, Marcelo Loureiro, em entrevista a Época Negócios. “Se quisermos continuar crescendo, precisamos estar em outras regiões.”

Segundo o CEO da Grow no Brasil, Marcelo Loureiro, o primeiro passo será  levar as bicicletas para os bairros de Capão Redondo e Jardim São Luís, em São Paulo. Foto: Apu Gomes.Segundo o CEO da Grow no Brasil, Marcelo Loureiro, o primeiro passo será  levar as bicicletas para os bairros de Capão Redondo e Jardim São Luís, em São Paulo. Foto: Apu Gomes.

Outras regiões devem receber as bicicletas no segundo semestre deste ano. “Se não atuarmos como uma plataforma de mobilidade também social, não vamos sobreviver na América Latina. É um desafio para nós, mas também uma oportunidade”, diz Loureiro. Ele acredita que as estações servirão para intensificar a atuação da empresa dentro das comunidades. “Não adianta só colocar os veículos dentro do bairro. É preciso se relacionar com os moradores e criar algo especifico para a realidade deles”, explica.

Os veículos serão personalizados com adesivos de comércios locais, parceiros do novo sistema. Foto: Joel Silva / Folhapress.Os veículos serão personalizados com adesivos de comércios locais, parceiros do novo sistema. Foto: Joel Silva / Folhapress.

A Grow pretende usar essa estratégia para se diferenciar dos concorrentes que já existem e dos que estão para chegar ao país. A espanhola Movo já anunciou que começa atuar em solo brasileiro ainda este ano. Outra que deve chegar por aqui é a americana Lime. “Nós entendemos a realidade local”, afirma o CEO. “Queremos estar preparados para qualquer tipo de transporte que o público queira, seja patinete, bicicleta, skate ou um modelo que nem imaginamos ainda”.

Outra tática para crescer será oferecer outros serviços dentro do app da companhia. Hoje, além de alugar bikes ou patinetes, os usuários também contam com a opção de carteira digital, na qual podem pagar contas e colocar créditos no celular, por exemplo.

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Com informações da Revista Época.



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