No ‘Castelinho‘, escola criada por voluntários vai formar jovens líderes da periferia

Serão selecionados 30 jovens com idades entre 16 e 19 anos de todo o Brasil que tenham concluído ou estejam cursando o ensino médio na rede pública ou na particular, como bolsista. Também é necessário ter alto rendimento acadêmico e pertencer a famílias com renda per capita mensal de até dois salários mínimos.

Para se inscrever, os candidatos devem enviar documentos pessoais, duas a três cartas de recomendação, um texto com uma apresentação e um vídeo com duração máxima de dois minutos que responda a pergunta: “Se você pudesse mudar o mundo o que você faria?” A segunda etapa do processo seletivo será uma entrevista.

O recrutamento vai ficar por conta de Elaine Lizeo, que desenvolveu pesquisas de pós-graduação sobre liderança no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Elaine afirma que já foi feita uma primeira rodada de entrevistas com jovens pré-selecionados e que o resultado a surpreendeu muito.

“São jovens muito engajados que sabem o que querem. No Brasil, faltam programas que ampliem a visão de mundo dos jovens não só na periferia. Nós buscamos fechar esse gap no Brasil. A escola não tem cunho partidário ou religioso. Queremos jovens que desenvolvam a capacidade de influenciar e liderar”, afirma Elaine Lizeo.

Rosana Pinheiro-Machado, antropóloga e fundadora coordenadora do projeto, diz que a Escola Comum vai funcionar como as escolas de governo que existem pelo mundo, mas será voltada aos saberes populares e à lógica local. “Será um curso de um ano que vai discutir política no sentido amplo, mostrar o que um líder precisa ter, discutir o que é desigualdade, desenvolvimento. Vai formar um líder que saiba solucionar problemas e buscar recursos.”

Rosana já lecionou no departamento de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e será uma das docentes da Escola Comum.

“Cada aula será com um especialista, elas serão dinâmicas. Haverá a ajuda de professores para a solução de problema tema de cada aula. Também haverá visitantes com trajetórias parecidas com as dos alunos para servir de inspiração”, diz Rosana.

As aulas serão sempre aos sábados, das 10h30 às 16h30, no Castelinho da Rua Apa, imóvel tombado como patrimônio histórico, que fica nas esquinas da Rua Apa com a Avenida São João, no Centro de São Paulo. Depois de um ano de aulas, os alunos terão mais um ano de tutoria para multiplicar o conhecimento na comunidade local.

O projeto é uma parceria da ONG Clube de Mães do Brasil e é desenvolvido por uma rede autônoma de professores, estudantes e ativistas voluntários.

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Por Vanessa Fajardo, G1 / São Paulo.

 

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