Ações - São Paulo São

São Paulo São Ações

Serão entregues neste sábado, 16 de dezembro, as obras de revitalização da Praça Ramos de Azevedo, realizadas no âmbito do Projeto Italia Per San Paolo.

Durante mais de meio século, os italianos foram responsáveis pela construção de grandes prédios e monumentos na cidade de São Paulo e vão restaurar alguns desses ícones da cidade. Para isso foi criado o projeto Italia Per San Paolo – Monumentando e Restaurando a Cidade, cujas ações foram idealizadas pela Embaixada da Itália, pelo Consulado da Itália em São Paulo e pela Italian Trade Agency (ITA).

Com a iniciativa, além da Praça, um dos mais importantes ícones arquitetônicos da cidade - serão restaurados outros locais na Zona Sul e Oeste. A Praça Ramos de Azevedo contém um rico conjunto escultórico, todo realizado na Itália e composto por elementos ligados a personagens das óperas de Carlos Gomes, cuja estátua figura no nível mais alto do monumento.

Um dos mais belos monumentos da cidade, a ‘Fonte dos Desejos' - presente da comunidade italiana à cidade de São Paulo e ao Brasil, por ocasião do primeiro centenário da independência - e a praça receberão benfeitorias como reposição de pedras, troca de mármores, iluminação, troca de bancos, instalação de wi-fi e novo paisagismo. 

Quase 100 anos depois de sua inauguração, novos representantes da comunidade italiana, que fez de São Paulo uma pequena Itália, devolverão aos paulistanos um de seus espaços mais ricos de história.  

A história da Praça

Teatro Municipal e Praça Ramos de Azevedo, 1911. Foto: São Paulo Antiga, Teatro Municipal e Praça Ramos de Azevedo, 1911. Foto: São Paulo Antiga,

A obra mais conhecida do arquiteto Ramos de Azevedo fica na Praça Ramos de Azevedo, evoca o nome de Ramos de Azevedo, mas não é do arquiteto Ramos de Azevedo. A obra em questão, o Teatro Municipal, foi projetada pelo italiano Domiziano Rossi, que trabalhava no escritório de Ramos de Azevedo. Nem por isso Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928) deixou de se envolver profundamente no empreendimento, executado por encomenda do prefeito Antônio Prado e inaugurado em 1911. Ele até montou uma tenda no local, para acompanhar pessoalmente os trabalhos, em nome do escritório de engenharia e arquitetura que comandava.

Em 1922, a comunidade italiana residente em São Paulo inaugurou na praça, em frente ao Theatro Municipal, um conjunto de esculturas, em homenagem ao compositor brasileiro de óperas, Carlos Gomes. A entrega das peças fazia parte das comemorações do centenário da Independência do Brasil. O “Monumento a Carlos Gomes”, como ficou conhecido, de autoria do escultor italiano Luigi Brizzolara, foi colocado na fonte que já existia no local, desde a inauguração do Theatro Municipal, em 1911. As 12 obras, feitas em mármore, bronze e granito e executadas na Itália, pela oficina Camiani e Guastini Fonderia Artística in Bronzo, representam a música, a poesia, além de alguns dos principais personagens das canções do artista.[

O Projeto Italia Per San Paolo

Praça Ramos de Azevedo. Imagem: Italia Per San Paolo.Praça Ramos de Azevedo. Imagem: Italia Per San Paolo.A parceria com empresários ligados à comunidade italiana irá recuperar importantes locais da cidade. As melhorias serão feitas nas praças Ramos de Azevedo, no Centro histórico da capital paulista, na Cidade de Milão, na Zona Sul, e na Imigrante Italiano, na Zona Oeste. As ações foram idealizadas pela Embaixada da Itália, pelo Consulado da Itália em São Paulo e pela Italian Trade Agency (ITA), que possibilitaram os contatos entre a Prefeitura e as empresas.

Os imigrantes italianos foram responsáveis pela construção de grandes prédios e monumentos na cidade que ajudaram a construir. Desta forma, foi firmada a parceria entre empresários em revitalizar monumentos importantes da cidade, historicamente ligados à Itália ou sua comunidade.

Participam da iniciativa as empresas e representantes da comunidade italiana local: Comolatti, Geodata, Luigi Bauducco, Pirelli, Sandra Papaiz, Prysmian, Tim, Enel, Grupo Gavio, BCF Solutions, Graziella Matarazzo Leonetti, Andrea Matarazzo, GM Venture, IED, Colégio Dante Alighieri, Intesa Sanpaolo, Magnetti Marelli, Lia Bridelli, Azimut, Papaiz Participações, Tozzini Freire e Zaraplast.

A história e todo o processo de restauro e revitalização poderão ser acompanhados pelo site www.italiapersanpaolo.com.br

***
Da Redação.

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, que sofreu um incêndio em dezembro de 2015, está em andamento (O que havia por lá na ocasião?). Nesta quarta-feira (6) ficou registrada a conclusão do trabalho nas fachadas e esquadrias. O tradicional relógio da torre da Estação da Luz também foi restaurado e será reativado.

A partir de agora as obras avançam para uma nova etapa: a reconstrução da cobertura do Museu e a restauração dos pátios e seus torreões. A obra está dividida em três etapas: o já concluído restauro das fachadas; a fase iniciada em setembro que trata da reconstrução da cobertura do edifício, além de restauro dos pátios e torreões; e a finalização no interior do prédio. Depois da obra será iniciada a instalação da museografia e o museu será mais moderno e interativo.

A nova cobertura de zinco vinda do Peru e que já está no Porto de Santos, vai conservar a volumetria externa do edifício e oferecer uma nova configuração no interior do prédio. As peças de madeira serão combinadas a cabos de aço na sustentação do telhado, que vai ser revestido com zinco, garantindo a leitura contemporânea desta intervenção no edifício, reconhecido como patrimônio histórico nacional. Será utilizada madeira certificada da Amazônia, atendendo às exigências de sustentabilidade do projeto, uma vez que o Museu da Língua Portuguesa pretende obter certificação internacional para construções sustentáveis.

Além da sustentabilidade, o uso da madeira em grandes espessuras na cobertura é uma recomendação dos bombeiros e de especialistas, pois o material resiste melhor a incêndios do que estruturas metálicas – em caso de exposição a fogo, apenas a camada externa das peças é afetada, o que garante que a estrutura resista por mais tempo. Essa característica ficou comprovada no incêndio que atingiu o museu, em dezembro de 2015, quando a estrutura do telhado resistiu, e as peças de madeira, depois de recuperadas, puderam ser reaproveitadas.

Na fase atual da obra serão feitos a reconstrução da cobertura do Museu e a restauração dos pátios e seus torreões. Foto: Gilberto Marques/A2imgNa fase atual da obra serão feitos a reconstrução da cobertura do Museu e a restauração dos pátios e seus torreões. Foto: Gilberto Marques/A2img

Datada de 1946, a madeira da cobertura queimada (peroba do campo) foi reutilizada na restauração das esquadrias e fachadas. Cerca de 85% da madeira necessária para a recuperação das esquadrias foi reutilizada do material já existente no edifício: dos 20m³ de madeira necessários para a restauração das esquadrias, 17m³ vieram da cobertura original do prédio.

O redesenho interno da cobertura dará mais leveza e visibilidade ao ambiente do 3º andar do Museu, além de evidenciar a intervenção – seguindo os princípios de intervenção em bens tombados, o visitante poderá reconhecer de imediato as temporalidades existentes no mesmo edifício.

Depois da obra será iniciada a instalação da museografia. Foto: Gilberto Marques / A2img.Depois da obra será iniciada a instalação da museografia. Foto: Gilberto Marques / A2img.

O projeto de reconstrução da cobertura, assim como o das fachadas, também contempla ações de conservação da cobertura da Ala Oeste, que não foi atingida pelo incêndio, de forma a garantir a integração de todo o edifício.

A reconstrução foi aprovada pelos três órgãos do patrimônio histórico: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão de âmbito estadual, e Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

Todo museu está sendo restaurado, inclusive a parte que não pegou fogo. Foto Gilberto Marques / A2img.Todo museu está sendo restaurado, inclusive a parte que não pegou fogo. Foto Gilberto Marques / A2img.

A reinauguração do Museu está prevista para 2019. Durante a reconstrução, o seu acervo – o patrimônio imaterial da língua portuguesa – continuou sendo celebrado por meio de atividades culturais e educativas, como as realizadas na comemoração do Dia Internacional da Língua Portuguesa, no saguão da Estação da Luz, em maio; na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em julho; Bienal Internacional do Livro, em agosto; Festival Que Bom Retiro, em outubro, e na Festa Literária das Periferias (Flup), em novembro, no Rio de Janeiro.

O custo total da reconstrução está estimado em R$ 65 milhões. O valor de investimento da iniciativa privada no projeto será de R$ 36 milhões. O restante vem da indenização do seguro contra incêndio.

Parlamento de Portugal pretende ajudar a reconstruir o Museu da Língua Portuguesa - notícia divulgada em janeiro de 2016.

Novo site durante a reconstrução

Como parte das ações para manter viva a conexão entre o Museu da Língua Portuguesa e seu público, durante o período de reconstrução foi lançado um novo site da instituição: www.museudalinguaportuguesa.org.br, construído com a premissa de permitir a navegação de todos os públicos – com ou sem algum tipo de deficiência –, contando com recursos de acessibilidade digital.

No site os usuários podem acompanhar as novidades da reconstrução, relembrar o histórico do Museu e ter contato com entrevistas e artigos relacionados à língua portuguesa. O histórico da reconstrução pode ser visto aqui.

***
Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo.

Reza a lenda que várias turmas de alunos da Universidade Mackenzie que esperavam utilizar a estação Higienópolis-Mackenzie já se formaram, estão empregadas e com filhos nascidos. Brincadeiras à parte, a abertura da parada, a oitava da Linha 4-Amarela, deve ocorrer nas próximas semanas – há rumores entre os funcionários que a inauguração estaria marcada para o dia 20 de dezembro, o que não é confirmado pelo governo.

Mesmo que esse prazo estoure mais uma vez não deve passar de janeiro, o que significará uma longa espera de 13 anos desde que as obras começaram em setembro de 2004. É verdade que ela e também as estações Oscar Freire, Fradique Coutinho, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia não faziam parte da primeira fase da linha, que começou a funcionar em 2010. Mas vá dizer a qualquer morador, estudante ou trabalhador da região se ver os canteiros de obras há tanto não foi uma tortura daquelas de quase sucumbir.

Em que pese o a justificativa oficial de que não havia recursos para completar toda a linha de uma vez na década passada e dos vários problemas que a fase 2 enfrentou, trata-se de um exemplo de como não fazer uma obra de metrô. Ao optar por executar apenas parte dos trabalhos, o Metrô desapropriou, montou canteiros, alterou o cotidiano das pessoas durante um tempo longo demais.

O primeiro infortúnio da obra foi o desabamento do poço da estação Pinheiro em 2007 que paralisou os trabalhos por longos meses. Após a retomada da obra, as duas primeiras estações foram abertas em setembro de 2010 – Paulista e Faria Lima tinha entre si outras três estações parcialmente construídas. O governo do estado, então, fez a licitação de conclusão dessas estações em 2011, mas o vencedor foi um tiro no pé: o consórcio espanhol Isolux Corsan-Corviam ofereceu um valor muito abaixo do esperado e não deu conta do recado.

A futura Estação Higienópolis- Mackenzie, da linha 4 – Amarela, deverá contar com um túnel que ligará a estação a Faculdade. Foto: Ernesto RodriguesA futura Estação Higienópolis- Mackenzie, da linha 4 – Amarela, deverá contar com um túnel que ligará a estação a Faculdade. Foto: Ernesto RodriguesCom muito esforço, entregaram a estação Fradique Coutinho no final de 2014 enquanto já haviam esvaziado canteiros em outras estações. Depois de várias tentativas de acordo o governo do estado rescindiu o contrato em 2015. Começava então mais um processo licitatório para finalizar a bagunça criada pela Isolux. Apenas em agosto do ano passado o consórcio TC Linha-4 retomou os trabalhos com a previsão de entregar Higienópolis-Mackenzie um ano depois.

Cara de estação

Croqui de novo complexo da universidade Mackenzie, que será integrada à futura estação da linha 4­ Amarela do Metrô. Imagem: Divulgação.Croqui de novo complexo da universidade Mackenzie, que será integrada à futura estação da linha 4­ Amarela do Metrô. Imagem: Divulgação.Apesar de atrasar alguns meses, o novo consórcio enfim deu ritmo à segunda fase e hoje já é possível ver os acessos de Higienópolis-Mackenzie na reta final do acabamento. Calçadas estão sendo construídas e quem passa de trem pela estação já enxerga elementos como escadas rolantes, portas de plataforma e pastilhas nas paredes. Segundo informações obtidas pelo blog, os trabalhos se concentram nos equipamentos de combate a incêndio, PSDs e na finalização dos pisos dos andares e revestimento em geral.

Não se sabe como estão outros equipamentos como bloqueios, a sala SSO e bilheteria, mas tudo isso precisará ser concluído nas próximas semanas se o governador Geraldo Alckmin quiser inaugurar mais uma estação em 2017. Ao menos os alunos do Mackenzie poderão usar a estação no ano letivo de 2018.

Visível ou invisível, a violência contra as mulheres tem estatísticas alarmantes. Uma iniciativa do Instituto Avon, em parceria com a ONU Mulheres, dá voz a histórias reais por meio de depoimentos e canções. Um dos principais objetivos da série de vídeos para a web “Quando Existe Voz” é usar o poder da música para empoderar e alertar todas as mulheres sobre os diferentes tipos de violência.

A produção conta com cinco episódios retratando mulheres que viveram e enfrentaram a violência e hoje são exemplos de superação. Cada episódio traz a participação de uma conselheira que aborda os caminhos para que qualquer pessoa possa, de alguma forma, ajudar uma mulher a sair de uma situação de violência.

Além dos depoimentos, os episódios trazem uma trilha sonora exclusiva para cada um dos temas abordados. As músicas são assinadas pelas irmãs Carol e Vitória Marcilio, duas jovens de Florianópolis que estão ganhando a Internet com respostas a músicas misóginas e machistas.

Atriz, empresária e embaixadora do Instituto Avon desde 2012, Luiza Brunet é a protagonista do primeiro episódio. Com uma história pública de violência física, ela traz em seu depoimento um outro ângulo de sua história: a violência moral.

Apesar de ser uma personalidade pública, a atriz sempre se manteve discreta em seus relacionamentos e conta como foi lidar, mesmo depois da agressão, com toda uma campanha orquestrada para manchar sua credibilidade e tornar mais difícil o processo judicial.

“Só nós mulheres podemos mudar a situação. Temos que nos unir para superar e para ajudar outras mulheres. Dois anos depois me sinto orgulhosa e, mesmo depois de ter me perdido na caminhada, posso dizer que agora me encontrei. A coragem é transformadora.”

Também participa do episódio a educadora social Bel Santos, que fala sobre seu trabalho na periferia de São Paulo com adolescentes que sofreram exposição da vida íntima na Internet, abordando as consequências disso e fornecendo estratégias para lidar com a situação.

Quando Existe Voz

Além dos depoimentos, os episódios trazem uma trilha sonora exclusiva para cada um dos temas abordados. Imagem / Reprodução.Além dos depoimentos, os episódios trazem uma trilha sonora exclusiva para cada um dos temas abordados. Imagem / Reprodução.

O lançamento da série de vídeos para web faz parte da programação oficial dos 16 dias de ativismo, movimento global pelo fim da violência contra as mulheres. O primeiro episódio está no ar nos canais do Instituto Avon.

“O trabalho de enfrentamento à violência contra a mulher é algo recorrente, pois vivemos uma realidade que assola um número cada vez maior de mulheres”, destaca Daniela Grelin, gerente sênior do Instituto Avon.

A série de vídeos foi produzida e dirigida por Bárbara Magri e Laura Zamboni e trará, a cada mês, um episódio diferente sobre violência moral, psicológica, sexual, física e patrimonial.

Entre as personagens, estão a ativista Maria da Penha e conselheiras como Mariana Ganzarolli, da Rede Feminista de Juristas, e Maria Sylvia Oliveira, do Instituto Geledés.

Assista o vídeo! 

***
Fonte: ONU Brasil.

Foi anunciado na última terça-feira (21) o lançamento de uma plataforma própria de vídeo sob demanda da Spcine, empresa de cinema e audiovisual de São Paulo. É a Spcine Play, plataforma de vídeo sob demanda criada para celebrar a produção nacional. A iniciativa é um consórcio pioneiro entre a Spcine, empresa da Prefeitura de São Paulo para o desenvolvimento do audiovisual, a O2 Play, braço de distribuição da O2 Filmes, e o laboratório de soluções digitais Hacklab.

“Com essa iniciativa inovadora, a Spcine Play aposta em um catálogo diversificado, com filmes de diferentes gêneros e formatos, para estimular o público a consumir produções brasileiras, dando acesso a títulos muitas vezes restritos ao circuito de salas de grandes cidades”, ressalta André Sturm, secretário municipal de Cultura.  

O conteúdo fica acessível em qualquer canto do país por meio do site www.spcineplay.com.br. Dez títulos compõem o catálogo nesta primeira fase da plataforma. São eles: Mãe só há uma, de Anna Muylaert; O menino e o mundo, de Alê Abreu; Uma noite em Sampa, de Ugo Giorgetti; A batalha do passinho, de Emílio Domingos; Lira paulistana e a vanguarda paulista, de Riba de Castro; Ausência, de Chico Teixeira; Califórnia, de Marina Person; De menor, de Caru Alves de Souza; Paratodos, de Marcelo Mesquita; e As fábulas negras, de Rodrigo Aragão, José Mojica Marins (o Zé do Caixão), Petter Baiestorf e Joel Caetano.

“Está no DNA da Spcine atuar nas mais diversas frentes do mercado audiovisual. Por isso decidimos encarar o desafio de criar a primeira plataforma de VOD derivada de uma parceria público privada, envolvendo agentes de mercado com expertise na área”, afirma Mauricio Andrade Ramos, diretor-presidente da Spcine.

Show na Praça Benedito Calixto, em Pinhieros, no filme "Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista" (2013), de Riba de Castro. Divulgação.Show na Praça Benedito Calixto, em Pinhieros, no filme "Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista" (2013), de Riba de Castro. Divulgação.Os usuários poderão acessar o conteúdo alugando o título por sete dias a um preço fixo de R$ 3,90. Nesta primeira etapa, também haverá a distribuição de códigos promocionais para acessar gratuitamente os filmes. Para Thiago Taboada, gerente operacional da Spcine e responsável pelo projeto na empresa, um dos objetivos é estimular a economia do audiovisual. “A plataforma estabelece um preço popular de locação, acessível a todos os bolsos, para, na outra ponta, remunerar os proprietários dos direitos das obras, fechando o ciclo comercial do negócio”, explica.

“Estamos criando uma rede que une os produtores aos espectadores e mercado. Há um elemento inovador e que pode gerar grandes resultados no médio prazo. O produtor que apostar na plataforma será naturalmente recompensado com o sucesso do projeto. Além disso, não vamos exigir exclusividade pela licença de exibição e haverá compartilhamento das estatísticas de audiência. A plataforma ainda vai valorizar o filme em termos de conteúdo, como a apresentação dos destaques e informações complementares da obra”, defende Igor Kupstas, da O2 Play.

Como as estatísticas de lançamentos brasileiros vem aumentando nos últimos anos, a Spcine Play contribui “tanto para consolidar uma nova janela de exibição para a produção nacional quanto para estimular a formação de público para o nosso cinema”, conclui Ramos.

Experiência do usuário

Em “Califórnia“, Estela (Clara Gallo) é uma adolescente que vive os conflitos típicos da idade, de identidade, amizade e amor. Divulgação.Em “Califórnia“, Estela (Clara Gallo) é uma adolescente que vive os conflitos típicos da idade, de identidade, amizade e amor. Divulgação.A Spcine Play aposta no “boca a boca virtual” e no material extra dos filmes para atrair o público, que vai trazer desde entrevistas com os diretores até cenas de bastidores.

O social assume papel importante no serviço. Fazendo o cadastro na rede, o usuário poderá compartilhar os conteúdos favoritos com seguidores nas redes sociais.  

Para os produtores, a Spcine Play oferece a coleta de dados e estatísticas sobre o comportamento da audiência, informações que devem auxiliar a criação de inteligência para o desenvolvimento da estratégia de marketing e formação de público.   

Os filmes também terão espaço de divulgação nas salas do Circuito Spcine (rede pública de cinema que superou 700 mil espectadores no início de novembro). Também estão sendo programadas ações de comunicação nos eventos patrocinados pela Spcine.

Rede e tecnologia

“O Menino e o Mundo“ é um filme de animação brasileiro de 2013 que foi candidato ao Oscar. Divulgação“O Menino e o Mundo“ é um filme de animação brasileiro de 2013 que foi candidato ao Oscar. DivulgaçãoO conceito de rede está impresso na tecnologia na qual o Spcine Play é baseada. Quando assiste a um filme, o espectador se torna um replicador e, desta forma, colabora para a distribuição do conteúdo. Isso é possível por conta da tecnologia utilizada, chamada peer-to-peer (P2P), que, em linhas gerais, significa distribuição compartilhada de conteúdo entre usuários.

Outro destaque é que o P2P diminui os custos de infraestrutura da plataforma, o que permite a realocação de recursos para outras finalidades, como a aquisição de novos conteúdos.  

“Colaboração é o alicerce do projeto e, com essa tecnologia, espectadores também têm a oportunidade de construir conosco um novo espaço para o cinema nacional”, ressalta Bruno Martin, sócio do Hacklab.

Durante a fase inicial do projeto, o consórcio vai analisar os resultados e o impacto provocado no setor para projetar os próximos passos do negócio.

Filmes

"Uma Noite em Sampa" (20016), de Ugo Giorgetti, capta o medo que assombra a metrópole. Divulgação."Uma Noite em Sampa" (20016), de Ugo Giorgetti, capta o medo que assombra a metrópole. Divulgação.O catálogo inicial é formado por dez títulos dos mais variados gêneros e formatos.

"A Batalha do Passinho" (2013), de Emílio Domingos.
"As Fábulas Negras" (2014), de Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf, Joel Caetano e José Mojica Marins.
"Ausência" (2015), de Chico Teixeira "Califórnia" (2015), de Marina Person. 
"De Menor" (2014), de Caru Alves de Souza.
"Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista" (2013), de Riba de Castro. 
"Mãe É uma Só" (2016), de Anna Muylaert. 
"O Menino e o Mundo" (2013), de Alê Abreu.
"Para Todos" (2016), de Marcelo Mesquita. 
"Uma Noite em Sampa" (20016), de Ugo Giorgetti.

Clique aqui e assista a vinheta SPcine Play!

***
Com informações da SPCine.

A USP inaugurou ontem (13), o Mural da Escuta, grafite que ocupará a parede externa do Espaço das Artes, antigo prédio do Museu de Arte Contemporânea (MAC), localizado na Cidade Universitária, no campus de São Paulo. O mural faz parte do projeto USP_Urbana, que tem como objetivo ampliar o diálogo da Universidade com a sociedade por meio da arte.

O projeto é uma iniciativa da Reitoria, por meio das Pró-Reitorias de Graduação e de Cultura e Extensão Universitária, com a parceria da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e do MAC, e abrange uma série de atividades que irão culminar no Primeiro Seminário de Arte Urbana, promovido em abril de 2018.

Além do grafite, as próximas ações do projeto ocorrerão em dezembro com o lançamento de um edital voltado à comunidade universitária para a promoção de intervenções artísticas no campus e a projeção mapeada na fachada lateral do prédio atual do MAC, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

“Pela primeira vez, a USP se abre para o tema da arte urbana, em um esforço multidisciplinar que envolve diversas áreas do conhecimento, como arte, arquitetura, urbanismo, economia, turismo, história, entre outras. Faculdades, professores e alunos estão sendo engajados no processo de reconhecimento da importância da arte urbana para a cidade de São Paulo e da sua história para a arte. Com essa iniciativa, a USP se conecta ainda mais com seu entorno e conecta São Paulo com uma rede internacional de cidades criativas por meio do intercâmbio com as universidades que as representam”, destaca o reitor da USP, Marco Antonio Zago. 

Mural-grafite

O Mural da Escuta foi idealizado pelo grafiteiro Daniel Melim, em colaboração com as artistas Simone Siss e Laura Guimarães. Foto: Marcos Santos / USP ImagensO Mural da Escuta foi idealizado pelo grafiteiro Daniel Melim, em colaboração com as artistas Simone Siss e Laura Guimarães. Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O Mural da Escuta foi idealizado pelo grafiteiro Daniel Melim, em colaboração com as artistas Simone Siss e Laura Guimarães, para ocupar temporariamente a parede externa do prédio do Espaço das Artes, localizado em frente à Praça do Relógio, local de encontro no campus da USP, em São Paulo. Pintado com tinta acrílica e spray, principalmente por meio da técnica do estêncil, comum aos três artistas, o mural-grafite mede cerca de 60 metros de comprimento por cinco metros de altura.

A obra evoca a importância da escuta para a valorização da voz feminina no mundo e, especificamente, no ambiente universitário. O coletivo de artistas aborda a temática a partir das experiências em seus trabalhos, nos quais a mulher é sempre a protagonista.

A principal figura retratada pela artista Simone Siss, no mural, é a atriz americana Merle Oberon. Foto: Marcos Santos / USP ImagensA principal figura retratada pela artista Simone Siss, no mural, é a atriz americana Merle Oberon. Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Melim discute a questão da imagem estereotipada da mulher na propaganda, desconstruindo na paisagem urbana espaços que eram dedicados à exploração dos estereótipos femininos pela publicidade. Simone Siss discute explicitamente as questões da insubmissão e dignificação da mulher, através das imagens e poesias que imprime em seus grafites. Já Laura Guimarães discute o protagonismo feminino por meio da palavra escrita, em poemas e microtextos impressos em cartazes e paredes da cidade.

Laura Guimarães discute o protagonismo feminino por meio da palavra escrita. Foto: Marcos Santos / USP ImagensLaura Guimarães discute o protagonismo feminino por meio da palavra escrita. Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Na obra instalada na USP, Melim compõe as áreas de cor sobre as quais se acomodam as imagens figurativas e textos poéticos que formam o conjunto do painel. As formas geométricas que se insinuam ao longo do mural foram inspiradas nas sombras geradas pelos Bichos, esculturas cambiantes de Lígia Clark. As faixas verticais, de diferentes alturas e cores, que aparecem no centro do mural, representam alguns dos índices de pesquisa sobre os vários tipos de violência contra a mulher no ambiente universitário.

Laura Guimarães focou sua pesquisa em depoimentos de alunas que estudam e moram no campus. Foto: Marcos Santos / USP Imagens.Laura Guimarães focou sua pesquisa em depoimentos de alunas que estudam e moram no campus. Foto: Marcos Santos / USP Imagens.

Simone Siss usa a máscara para simbolizar a situação de permanente discriminação a que se sujeita a mulher nos diferentes ambientes em que está determinada a conquistar espaços. A principal figura retratada pela artista no mural é a atriz americana Merle Oberon, que interpretou George Sand, pseudônimo da romancista Amandine Aurore Lucile, no filme “À Noite Sonhamos”, de 1945.

A obra evoca a importância da escuta para a valorização da voz feminina no mundo e, especificamente, no ambiente universitário. Foto: Marcos Santos / USP Imagens.A obra evoca a importância da escuta para a valorização da voz feminina no mundo e, especificamente, no ambiente universitário. Foto: Marcos Santos / USP Imagens.

Laura Guimarães mantém uma permanente pesquisa sobre a condição feminina na sociedade contemporânea, transformando os relatos em poemas. Para o Mural da Escuta, a artista focou sua pesquisa em depoimentos de alunas que estudam e moram no campus, buscando mapear aflições e alegrias, conquistas e decepções, situações e expectativas que marcam a mulher no ambiente universitário.

***
Fonte: Jornal da USP.