Prefeitura de São Paulo tomba obras de Paulo Mendes da Rocha, Gregori Warchavchik e outros 32 imóveis - São Paulo São

A Prefeitura Municipal de São Paulo homologou ontem o tombamento de sete obras modernistas, seis das quais projetadas por Paulo Mendes da Rochae uma por Gregori Warchavchik. Além dessas, foram tombados outros 32 imóveis na capital paulista.

Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE) tombado pelo  CONPRESP. Foto: André Seiti.Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE) tombado pelo CONPRESP. Foto: André Seiti.

Muito do que Mendes da Rocha aplica em seus projetos está na casa construída entre 1964 e 1967, em São Paulo. Foto: Leonardo Finotti / UOL.Muito do que Mendes da Rocha aplica em seus projetos está na casa construída entre 1964 e 1967, em São Paulo. Foto: Leonardo Finotti / UOL.

Aprovados em março do ano passado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), os tombamentos incluem as casas Paulo Mendes da Rocha, Mario Masetti e James Francis King, respectivamente nos bairros Butantã, Pacaembu e Santo Amaro, a Escola Presidente Roosevelt, no bairro da Liberdade, o Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), nos Jardins, e o Ginásio do Clube Paulistano, no Jardim América, projetado em parceria com João De Gennaro.

O Ginásio do Clube Atlético Paulistano recebeu o primeiro lugar, “Grande Prêmio Presidente da República”, na premiação da VI Bienal de Arte e Arquitetura, em 1961 (ano de sua construção). Imagem: Brutalist Connections.O Ginásio do Clube Atlético Paulistano recebeu o primeiro lugar, “Grande Prêmio Presidente da República”, na premiação da VI Bienal de Arte e Arquitetura, em 1961 (ano de sua construção). Imagem: Brutalist Connections.

A Sede Social do Clube Atlético Paulistano, projetada por Warchavchik em 1948 e inaugurada em 1957, também faz parte da lista de bens modernistas preservados.

Sede do Clube Atlético Paulistano, projeto de Gregori Warchavchik em 1948. Foto: Acervo José Lira.Sede do Clube Atlético Paulistano, projeto de Gregori Warchavchik em 1948. Foto: Acervo José Lira.

O órgão justificou o tombamento destes edifícios devido à "importância do conjunto da contribuição arquitetônica paulista e paulistana à história da Arquitetura Moderna Brasileira que se intensifica a partir de meados dos anos 50". A estratégia prevê a salvaguarda das obras de modo a "transmiti-las como herança às sociedades futuras".

Praticamente desconhecida dos paulistanos a Vila Holandesa foi inaugurada por volta de 1952. Foto: Fotos:  Carolina Mossin.Praticamente desconhecida dos paulistanos a Vila Holandesa foi inaugurada por volta de 1952. Foto: Fotos: Carolina Mossin.

Entre os demais imóveis tombados, que não se inserem na produção do período moderno, estão a Vila Holandesa, na região de Santana, o Parque Lina e Paulo Raia, no Jabaquara, e o Instituto Pasteur, na Avenida Paulista. Com a homologação, qualquer intervenção realizada nos edifícios tombados deverá ser autorizada pelo Conpresp.

O edifício original teve projeto do arquiteto Carlos Milanese, de 1895, e foi construído para ser uma clínica de saúde. Foto:Tiago Queiroz/Estadão. O edifício original teve projeto do arquiteto Carlos Milanese, de 1895, e foi construído para ser uma clínica de saúde. Foto:Tiago Queiroz/Estadão.

Parque Lina e Paulo Raia, localizado na Vila Guarani, Jabaquara, Zona Sul da Capital. Inaugurado em 1981 tem por volta de 15.700 m² de área total. Foto: Áreas Verdes SP.Parque Lina e Paulo Raia, localizado na Vila Guarani, Jabaquara, Zona Sul da Capital. Inaugurado em 1981 tem por volta de 15.700 m² de área total. Foto: Áreas Verdes SP.

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Fonte: Estadão Conteúdo. Edição: São Paulo São.

 



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