Parque Augusta, no Centro de São Paulo, deve ser inaugurado em setembro - São Paulo São

Prometido para ter sido entregue até 2020, o Parque Augusta, no Centro de São Paulo, deverá ser inaugurado apenas em setembro, informou a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo.

Em agosto do ano passado, o então prefeito Bruno Covas (PSDB) havia dito que o parque municipal seria entregue até o fim de 2020. A entrega também estava prevista no Plano de Metas para a gestão de 2020, mas não foi cumprida.

Segundo a secretaria, “a nova data acontece pela necessidade de aguardar o recebimento dos materiais para o término da obra, além do andamento do paisagismo, que nessa época de estiagem se torna um serviço mais delicado a ser realizado."

"A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, informa que as obras no Parque Augusta estão em fase final e a previsão de entrega é para o mês de setembro. A nova data acontece pela necessidade de aguardar o recebimento dos materiais para o término da obra, além do andamento do paisagismo, que nessa época de estiagem se torna um serviço mais delicado a ser realizado", informa um comunicado da pasta.

Início das obras

Parque Augusta se transformou num sítio arqueológico na capital paulista. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.Parque Augusta se transformou num sítio arqueológico na capital paulista. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.

As obras do Parque Augusta começaram em outubro de 2019. Em dezembro daquele ano, a Prefeitura de São Paulo apresentou ao Ministério Público (MP) o projeto do parque. A proposta era de que ele tivesse 23 mil m² e contasse com cachorródromo, redário e academia para terceira idade.

Mas em janeiro de 2020, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) solicitou à Prefeitura a paralisação das obras para investigar um sítio arqueológico encontrado nas escavações que poderia conter vestígios de populações indígenas.As obras foram retomadas após um acordo para acompanhamento arqueológico.

Negociação difícil

Parque Augusta. Imagem: Editoria de Arte/G1.Parque Augusta. Imagem: Editoria de Arte/G1.

O terreno do Parque Augusta pertencia as construtoras Setin e Cyrela, que doaram o local à municipalidade. A escritura foi assinada em abril de 2019. Para que a doação fosse realizada, a Prefeitura de São Paulo e as construtoras firmaram um acordo. Os termos da negociação previam a transferência do terreno por doação ao município em troca de quatro declarações de potencial construtivo passível de transferência - ou seja, as empresas poderão construir em outra área aquilo que chegou a ser autorizado para ser levantado no Parque Augusta.

Em novembro do ano passado, a Justiça extinguiu a última ação popular que impedia que o acordo para a criação do Parque Augusta fosse concluído e saísse do papel.

Como fica

Imagem: Ilustração / Kruchin Arquitetura.Imagem: Ilustração / Kruchin Arquitetura.

O Parque Augusta ocupa uma área de 23 mil m² no quadrilátero formado pelas ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá. De acordo com o projeto, grande parte das árvores originais do terreno será mantida, algumas serão removidas e outras irão ser transplantadas para outros lugares do parque.

Projeto contempla uma série de propostas da Prefeitura. Imagem: Ilustração / Kruchin Arquitetura.Projeto contempla uma série de propostas da Prefeitura. Imagem: Ilustração / Kruchin Arquitetura.

De acordo com a Prefeitura, uma das principais preocupações é garantir a permeabilidade do solo, por isso, de acordo com a gestão municipal, caminhos só serão concretados se for extremamente necessário, como por exemplo, quando for para assegurar a acessibilidade. A maioria dos percursos será de terra batida ou pedrisco, ambos materiais drenantes.

O portão 1, que será o acesso principal para pedestres, levará para a sala expositiva, para o setor de informações, e para a academia da terceira idade. Já a Portaria 2 dará acesso às áreas verdes, cachorródromo, área de slackline (equilíbrio sobre fitas) e playground. Por fim, o Portão 3 dá acesso aos sanitários (públicos e destinados aos funcionários), arquibancada, deck elevado e espaços de apoio (vestiários, copa, depósitos, almoxarifado e administração). Os portões 4 e 5 são utilizados pelos funcionários.

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Fontes: G1 / SVMA.





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