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Fachada da igreja projetada e construída por Santo Antonio de Sant’Anna Galvão guarda patrimônio histórico, cultural e religioso, na Luz. Foto: Luciney Martins / O SÃO PAULO. Fachada da igreja projetada e construída por Santo Antonio de Sant’Anna Galvão guarda patrimônio histórico, cultural e religioso, na Luz. Foto: Luciney Martins / O SÃO PAULO.

Uma marreta, livros, objetos e vestes litúrgicas, imagens dos séculos XVIII em papel machê, uma mesinha de madeira, gamelas, os pregos utilizados para a construção da igreja e do mosteiro. Todos esses objetos e muitos outros estão no Memorial de Frei Galvão e fazem parte da história de Santo Antonio de Sant’Anna Galvão e do Mosteiro da Luz.

O corredor que abriga o Memorial foi pensado à época da canonização de Frei Galvão, em 2007, e está provisoriamente fechado para manutenção, mas reabrirá em breve ao público.

“Quem disse que uma andorinha só não faz verão?” O comentário de um popular na internet sobre o Parque Linear Tiquatira resume bem a história por trás do verde de uma das principais áreas de lazer e recreação da Zona Leste de São Paulo. Às margens do córrego que dá nome ao bosque, as mais de 25 mil árvores presentes surgiram, em sua maior parte, da perseverança de um único cidadão.

Fato estranho: aos 29 anos, Rodrigo Yudi Honda não tem pressa. Ele não liga de demorar um mês para pintar um cenário que câmeras levariam segundos para retratar. Para esse artista paulista, as fotos, os cliques e os likes não bastam. “Não acho que sou ultrapassado”, diz, ao ser provocado pelo repórter. “Muito pelo contrário: pinto como resposta ao tempo em que nossa relação com as imagens parece banalizada.”

A maior parte dos paulistanos apoia a ampliação de políticas públicas de assistência social como caminho para melhorar as condições de vida da população em situação de rua, crianças e adolescentes, dependentes químicos e mulheres vítimas de violência. A constatação é da pesquisa Viver em São Paulo, realizada pelo Ibope e a Rede Nossa São Paulo.

“Assim como o motoqueiro solitário que não recebeu ajuda, quem se deita sobre o cimento de São Paulo depende muito mais de si do que dos outros para se levantar.” Na fatura de uma frase como esta, o leitor percebe que Corações de Asfalto (Patuá) é um livro com um pé na calçada da reportagem e outro na rua da literatura.

A frase também sintetiza a ética de muitos personagens aqui retratados: pessoas solitárias que, aos trancos e barrancos, foram encontrando seu lugar em São Paulo. Repórteres e escritores, Bruna Meneguetti e André Cáceres transformaram seu amor pela cidade em investigação sobre as vidas de pessoas anônimas que tocam a vida no meio do redemoinho que engole 22 milhões de pessoas. O asfalto não é mera metáfora: o livro traz histórias de pessoas transformadas pelas ruas, como veremos.