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Nossa homenagem à criadora da calçada que virou símbolo de São Paulo, Mirthes Bernardes, que faleceu nesta sexta-feira (18 de dezembro de 2020. Foto: Rene de Paula / Flickr.Nossa homenagem à criadora da calçada que virou símbolo de São Paulo, Mirthes Bernardes, que faleceu nesta sexta-feira (18 de dezembro de 2020. Foto: Rene de Paula / Flickr.

No CalçadaSP estávamos animados com a conquista da Placa da Memória Paulistana para a nossa querida Mirthes Bernardes. A criadora do piso mais famoso da cidade de São Paulo está prestes a ganhar a sua plaquinha azul, consagrando um reconhecimento há tempos a ela devido.

Nossa melhor forma de homenagear a Marina é reafirmar nosso compromisso com a luta por cidades que protejam a vida. Foto: LabCidade.Nossa melhor forma de homenagear a Marina é reafirmar nosso compromisso com a luta por cidades que protejam a vida. Foto: LabCidade.

É com muita tristeza e pesar que o LabCidade (FAU / USP) lamenta profundamente a morte de Marina Kohler Harkot na madrugada do dia 08/11/2020. Marina foi pesquisadora do laboratório, grande colaboradora de nossos trabalhos e nossas pesquisas. Aluna, companheira querida nas disciplinas, nos cursos de pós graduação e em seminários. De uma sensibilidade incrível e sorriso fácil, suas pesquisas, extremamente rigorosas, apontavam para uma nova forma da academia olhar para a cidade e transformá-la, engajando-se diretamente em temas candentes do cotidiano das mulheres que passam despercebidos pelas análises frias das políticas que abstraem as diferenças dos diferentes corpos no espaço urbano.

 

Uma família armênia, em Damasco, na Síria, em 1925. Foto extraída do site do livro Presença Armênia em São Paulo.Uma família armênia, em Damasco, na Síria, em 1925. Foto extraída do site do livro Presença Armênia em São Paulo.

Doutora em história pela USP, a pesquisadora Sônia Maria de Freitas lançou o livro Presença Armênia em São Paulo – Imigração, Negócios, Identidade, Religião e Interação Social. Na obra, Sônia reconstitui a trajetória dos armênios no último século, destacando a quase esquecida história da comunidade armênia na capital paulista. Com 236 páginas, que incluem depoimentos, documentos e fotografias, a obra está disponível para compra neste site.

Zuza Homem de Mello durante as gravações do álbum "Copacabana: Um Mergulho nos Amores Fracassados". Foto: Felipe GiubileiZuza Homem de Mello durante as gravações do álbum "Copacabana: Um Mergulho nos Amores Fracassados". Foto: Felipe Giubilei

O escritor, jornalista e contrabaixista, José Eduardo Homem de Mello, mais conhecido como Zuza, morreu ontem (4), enquanto dormia em seu apartamento, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Considerado o maior pesquisador de música do país, ele tinha 87 anos de idade. Segundo a família, a causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio.

Lúcio Kowarick foi pioneiro em expor a lógica entre crescimento e pobreza. Foto: Acervo da família.Lúcio Kowarick foi pioneiro em expor a lógica entre crescimento e pobreza. Foto: Acervo da família.

Mais uma perda nesse triste ano, o professor Lúcio Félix Frederico Kowarick (São Paulo, 1938 - 2020), um dos mais importantes pensadores sobre a cidade brasileira. Entre muitos, seu texto a "Lógica da Desordem", que integrou o memorável livro "São Paulo 1975: Crescimento e Pobreza", desvendou a lógica urbana no capitalismo periférico, onde a desordem é um expediente para garantir o funcionamento de uma cidade tremendamente desigual.