Prefeitura de São Paulo lança programa 'Clube Amigo do Refugiado' para incentivar prática esportiva - São Paulo São

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME), assinou nesta última quarta-feira (20) acordo de cooperação com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para o lançamento do Programa Clube Amigo do Refugiado.

A iniciativa, lançada no Dia Mundial do Refugiado, tem como objetivos incentivar neste público a prática esportiva e promover sua integração e inclusão. A data mostra a importância de acolher as pessoas que precisaram deixar seus países devido a guerras, perseguições e violações de direitos humanos.

"Este programa é uma forma de integrar e acolher melhor os refugiados por meio do esporte na cidade, que já oferece uma série de iniciativas e é pioneira nesse tema. São Paulo se orgulha de ter sido construída por inúmeros imigrantes que para cá vieram e transformaram a cidade na força e na pujança econômica que é hoje e nada mais justo do que acolhermos essas pessoas num momento de dificuldades", disse o prefeito Bruno Covas.

A implantação do programa se dará de forma gradativa e dividida em três fases, em todos os 46 equipamentos esportivos da SEME. Primeiramente, o programa será implantado em regiões prioritárias como Sé, Itaquera, Penha, Mooca, Vila Prudente, Aricanduva, Vila Formosa e Carrão. Outras regiões devem receber o programa posteriormente.

A iniciativa, lançada no Dia Mundial do Refugiado, tem como objetivos incentivar neste público a prática esportiva e promover sua integração e inclusão. Foto: ONU / ACNUR.A iniciativa, lançada no Dia Mundial do Refugiado, tem como objetivos incentivar neste público a prática esportiva e promover sua integração e inclusão. Foto: ONU / ACNUR.

Os funcionários dos clubes passarão por treinamento e capacitação para promover a rápida adaptação das pessoas refugiadas. Os equipamentos receberão, por exemplo, placas com mensagens de boas-vindas em cinco idiomas: português, inglês, francês, espanhol e árabe.

Para tirar a carteirinha e poder aproveitar os espaços, basta apresentar o Documento Provisório de Registro Nacional Migratório, o Protocolo de Solicitação de Refúgio ou a Carteira de Registro Nacional Migratório.

“Estamos sempre preocupados em acolher todos os cidadãos e queremos contribuir para uma política efetiva de apoio aos refugiados que procurarem por atividades físicas e lazer nos centros esportivos”, afirma Jorge Damião, secretário municipal de Esportes e Lazer.

Fac símile de Documento Provisório de Registro Nacional Migratório. Imagem: Procuradoria Geral de República ; Divulgação.Fac símile de Documento Provisório de Registro Nacional Migratório. Imagem: Procuradoria Geral de República ; Divulgação.

A expectativa é realizar ações efetivas e direcionadas que vão de encontro com o Programa de Metas da Secretaria do Esporte, que é aumentar em 20% a taxa de atividade física na cidade, e o Projeto São Paulo Cidade Ativa, de alcançar 30% a mais de participantes nos programas de atividade física orientada e crianças e adolescentes ativos no Programa Clube Escola.

Os 46 centros esportivos da Secretaria contam com a estrutura de campos de futebol, ginásios esportivos, quadras poliesportivas abertas, piscinas, quadras de tênis, cancha de bocha, playgrounds, brinquedotecas, salas de ginástica e salão de jogos. Esses espaços buscam oferecer diversas atividades para saúde, bem-estar, lazer e recreação, e estão distribuídos em todas as regiões da cidade.

Em 2018 será realizada a quinta edição da Copa dos Refugiados em São Paulo. Foto: ONU / ACNUR.Em 2018 será realizada a quinta edição da Copa dos Refugiados em São Paulo. Foto: ONU / ACNUR.

Segundo Abdulbaset Jarour, refugiado sírio e coordenador da Copa dos Refugiados, a iniciativa é muito importante por diminuir a burocracia para o acesso aos clubes, uma das principais dificuldades que eles encontram para se adaptar ao novo país. "O esporte é uma linguagem universal e uma maneira muito boa de nos integrarmos na sociedade", afirmou.

"A situação dos refugiados hoje não é apenas uma questão entre Estados e deve ser tratada também por cidades, entidades e organizações, e São Paulo é um exemplo nesse sentido", destacou Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório da ACNUR na capital.

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Fonte: Secretaria Especial de Comunicação / PMSP.