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Em Helsinki, na Finlândia, lei determina que empresas de transporte abram dados de operação para viabilizar MaaS. Foto: hopkinsii / Flickr. Em Helsinki, na Finlândia, lei determina que empresas de transporte abram dados de operação para viabilizar MaaS. Foto: hopkinsii / Flickr.

Planejamos nossos deslocamentos diários levando em consideração múltiplos fatores: tempo, custo, conforto – e, não menos importante, a facilidade de conexão entre diferentes meios. Enquanto a frota de carros segue crescendo, quem depende do transporte coletivo tenta driblar a mobilidade deficiente fazendo melhores escolhas. Oferecer soluções integradas que levem as pessoas de um ponto ao outro com o máximo de conveniência é um caminho para cidades mais humanas e sustentáveis reconhecido por especialistas em mobilidade de todo o mundo.

Berlim é líder mundial em mobilidade urbana, de acordo com o estudo Mobility Futures da Kantar. A capital alemã está no topo devido às suas viagens econômicas e facilidade de acesso a uma ampla variedade de infraestrutura de transporte público e serviços de compartilhamento de viagens. Por outro lado, devido à infraestrutura pública limitada, São Paulo ficou em penúltimo lugar no ranking de 31 cidades, vencendo apenas de Nairóbi, capital do Quênia.

Imagine deixar de visitar um amigo ou parente, deixar de ir a um parque ou mesmo a um show gratuito do seu artista preferido por não ter dinheiro para a tarifa do ônibus. Essa é a situação de 52% dos paulistanos, segundo pesquisa encomendada pela Rede Nossa São Paulo e a Cidade dos Sonhos e realizada pelo Ibope. Para eles, visitar pessoas ou ir a parques, cinemas e outras atividades de lazer torna-se algo deixado de lado por falta de dinheiro para pagar os R$ 3,80 da condução. “É inaceitável que pessoas deixem de fazer atividades de lazer por conta do preço da tarifa. A mobilidade é um drama para os paulistanos”, afirmou o coordenador do Cidade dos Sonhos, Flávio Siqueira.

 A campanha surge como uma continuidade da ação realizada pelo Mobilize Brasil em 2012/2013 e que alcançou grande repercussão nacional. Foto: Jornal Hoje Em Dia.A campanha surge como uma continuidade da ação realizada pelo Mobilize Brasil em 2012/2013 e que alcançou grande repercussão nacional. Foto: Jornal Hoje Em Dia.

A pesquisa “Calçadas do Brasil 2019”, organizada pelo site Mobilize Brasil, classificou 27 cidades do país. As avaliadas não atingiram nota suficiente para serem consideradas como de “qualidade aceitável”. A Campanha é uma iniciativa de várias organizações que lutam para melhorar a caminhabilidade nas cidades brasileiras.

Deslocar-se de um ponto para outro, dentro de uma mesma cidade, pode ser uma tarefa mais difícil do que deveria.

Longas distâncias, centros pulverizados e um custo relativamente alto no transporte constroem algumas das dificuldades que o brasileiro apresenta ao exercer a sua mobilidade. O crescimento expansivo da tecnologia permitiu uma clara transformação em áreas consolidadas na sociedade através das novas possibilidades e dos novos arranjos socioculturais.

Em meio a essa revolução nos sistemas, novos métodos surgiram e têm modificado, ou complementado, o pensamento sobre temas como medicina, comunicação e alimentação. Com a mobilidade urbana, essa relação não é diferente.

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