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A Prefeitura de São Paulo lançará no início do mês de outubro 
um edital de chamamento público para a seleção e financiamento de novos projetos de tecnologia da informação e da comunicação, com foco na mobilidade urbana da cidade. A iniciativa foi apresentada a jovens programadores e representantes de startups na tarde desta segunda-feira (21), no Centro Cultural São Paulo (CCSP), durante o evento “Mobicidade e Governo Aberto”, que faz parte das atividades da Semana da Mobilidade 2015.

Os projetos, que poderão ser aplicativos para smartphones e computadores, ferramentas digitais ou softwares, deverão apoiar o município na gestão de temas relevantes para a cidade, como a contagem volumétrica em ciclovias, planejamento participativo do trânsito, além de sistemas de monitoramento de transporte coletivo privado ou de operação de semáforos de tempo fixo. Outros projetos poderão ser um aplicativo móvel para registrar reclamações de usuários dos ônibus e um sistema de atendimento à pessoa com deficiência que deseja se cadastrar no serviço Atende ou táxi acessível. Veja a descrição dos projetos.

“Esses aplicativos, ferramentas ou dispositivos são essenciais para que a gente, além de ter as informações, também possa tomar decisões e tenha controle do sistema. Isso é ainda melhor se for feito com um preço mais adequado, que é o que queremos com esse edital”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.

“A gente observa o setor privado inovando, apresentando novos produtos, serviços mais rápidos e com mais qualidade. Entregando mais por menos. Enquanto isso, o setor público não vem inovando. As maneiras tradicionais que o setor público vem contratando tecnologia não garantem a inovação e além disso, não garantem a participação popular e a transparência”, afirmou o chefe de gabinete da São Paulo Transportes (SPTrans), Ciro Biderman.

O objetivo é que esses projetos sejam apresentados somente por microempreendedores individuais, micro, pequenas e médias empresas em três categorias de financiamento, de R$ 50 mil a R$ 200 mil reais. Eles deverão ser desenvolvidos por um período de 6 a 24 meses, priorizando o sistema open-source ou código aberto. As criações serão desenvolvidas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade da Secretaria Municipal de Transportes (SMT).

“Essas startups tem uma molecada de boas ideias, que fazem com três ou quatro pessoas, montam uma empresa e, em dois ou três meses, o projeto está pronto. É isso que queremos trazer para o setor público e mudar a forma como se contrata tecnologia, para que ela traga inovação efetivamente”, disse Biderman, que coordena o MobiLab.

MobiLAB

O Laboratório de Tecnologia e Protocolos Abertos para Mobilidade Urbana foi lançado em março do ano passado, para incentivar a criação de aplicativos para smartphones e tablets, desenvolver softwares e dispositivos para semáforos, radares, GPSs e para todos os demais aparelhos usados com o propósito de contribuir para a solução e modernização dos sistemas existentes. A proposta, inédita no gerenciamento do setor no poder público, reúne elementos de uma experiência concreta de governo aberto: inovação, transparência e participação da sociedade civil.

No laboratório foram formados grupos de pesquisa, cada qual com um foco diferente em mobilidade no transporte e no trânsito. Foram oferecidas bolsas de pesquisa para estudantes do ensino médio até especialistas em Tecnologia da Informação (TI). Os bolsistas recebem um apoio financeiro da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP), que varia de R$ 351,90 a R$ 5.908,80, de acordo com o currículo, experiência na área e horas de dedicação semanais ao projeto. 
 
 

A primeira atividade promovida pelo laboratório foi a Hackatona, realizada em março pela CET em parceria com a FUSP. Participaram da maratona 51 hackers e 15 projetos relacionados à área. O aplicativo 'Como estou dirigindo?' foi o vencedor da hackatona. O dispositivo avalia como motoristas desconhecidos estão dirigindo a partir da inclusão de dados como placa do veículo e modelo, bem como críticas ou elogios da forma de condução por meio de #hashtags pré-definidas. Pelo projeto, a equipe Mil Diálogos, responsável por sua execução, recebeu um prêmio no valor de R$ 10 mil.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.

 


A prefeitura de São Paulo decidiu abrir a Avenida Paulista exclusivamente para pedestres e ciclistas a partir deste domingo, 18 de outubro das 9h às 17h. Daqui para frente, a medida deve ser estendida para todos os domingos.
 
O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, anunciou a medida, hoje, em entrevista à Rádio CBN. O projeto faz parte do programa “Rua Aberta”.

A administração municipal testou em dois domingos o fechamento da Paulista para veículos. Técnicos e Engenheiros da CET constataram que o trafego foi absorvido pelas vias paralelas. A região ainda dispõem de três linhas de metrô; uma delas corre por debaixo da avenida.
 
A ação foi questionada pelo Ministério Público e a Prefeitura realizou audiências públicas para tomar a decisão. Entre os presentes, a maioria se mostrou favorável a medida.  Pesquisas também apontaram que a maior parte da população e dos comerciantes é favorável a abertura da avenida para os pedestres. Os hospitais instalados na região também não se opuseram à medida. 
 

Segundo a mais recente pesquisa da Rede Nossa São Paulo, Fecomercio e Ibope, 64% dos paulistanos são favoráveis à medida. Acesse a pesquisa completa: http://bit.ly/1Lmj40G

Com informações CBNVá de Trôlebus e Rede Nossa São Paulo.


O crescente número de ciclistas incentivados pela expansão da malha cicloviária é uma realidade, não mais uma projeção. É o que dizem estudos de entidades do setor. Um dos exemplos mais recentes é a avenida Paulista, que viu o número de pessoas pedalando dobrar após a construção de uma via destinada para as bicicletas.
 

O futuro é promissor, uma vez que o meio de deslocamento atinja novos adeptos. Surge então a demanda da conscientização por parte dos ciclistas para entender melhor a cidade e seus agentes, e sobretudo pedalar de maneira segura, uma vez que, em eventual colisão, o pedalante pode levar a pior.

A publicação logo de cara mostra os benefícios da bike como meio do deslocamento, desde o espaço que ocupa na via em relação aos automóveis, que ocupam 80% do viário e transportam apenas um terço de quem se desloca. É informado também que muitas vezes a bicicleta pode ser mais rápida que o carro. Este que vos escreve, se fosse de carro da Mooca até o Jabaquara no deslocamento casa/trabalho em 12 km de distância, gastaria 1h40 em média; de bicicleta, são 60 minutos.A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal dos Transportes junto com a Companhia de Engenharia de Trafego (CET) e com o apoio do banco Itaú, distribuiu na semana do Dia Mundial Sem Carro (22/9) alguns exemplares da “Cartilha do Ciclista”. Trata-se de uma manual ilustrado, com 52 páginas destinadas às boas praticas.

O manual relata também a importância dos acessórios, desde os recomendados, como luzes, paralamas e trancas, até os obrigatórios segundo o Código de Trânsito Brasileiro, como sinalizações noturnas refletivas e espelho retrovisor. O capacete não é obrigatório por lei.

Ciclista e a via
 

O manual informa dicas preciosas referentes à sinalização semafórica e horizontal. Ele se baseia na premissa de que a bicicleta é um veículo como qualquer outro, portanto deve seguir as normas de trânsito. Outra recomendação valiosa é deixar de usar fones de ouvidos enquanto pedala, para estar mais atento ao trânsito.

A publicação também explica as definições de ciclovia, ciclofaixa e calçada compartilhada, lembrando da preferência sempre do pedestre, o elo mais fraco do trânsito. Ainda do ponto de vista de segurança, a cartilha menciona sinalizações com a mão que o ciclista pode utilizar nos cruzamentos e conversões, a fim de que os demais veículos interpretem a rota da bicicleta.

Versões online e para download
 
Capa da Cartilha do CiclistaCapa da Cartilha do Ciclista
 

O manual foi apresentando a cicloativistas em 21 de setembro, durante evento de divulgação do resultado da pesquisa que levantou o perfil das pessoas que pedalam em São Paulo, e foi distribuída nos eventos da Semana da Mobilidade. O lançamento oficial ocorreu em 5 de outubro, em evento no centro da cidade.

Leia a cartilha aqui ou faça download da versão em PDF.

Fonte: Vá de Bike e CET.

 


“As bicicletas nos dias de hoje vieram para ficar” é uma destas frases de senso comum que, além de conter uma ideia vazia em si, carrega equívocos de interpretação historiográfica. Desde o início do século 20 as bicicletas estão presentes em nossas cidades. Em maior ou menor quantidade, com mais ou menos visibilidade, mas sempre estiveram presentes. 
 
Se nas grandes cidades ou nas cidades em crescimento os automóveis ainda dominam a paisagem e a ocupação da maior parte das vias públicas, o mesmo não pode ser dito sobre algumas cidades brasileiras de pequeno porte – até 100 mil habitantes, de acordo com o IBGE. 
 
No último final de semana de Setembro, a convite da UCB – União de Ciclistas do Brasil, Rede Bicicleta para Todos, Aliança Bike e da Rede Bike Anjo, a cidade de São Paulo recebeu a visita de representantes de nove prefeituras de cidades pequenas que possuem uma ampla e disseminada cultura da bicicleta. Prefeitos, vice-prefeitos e secretários que vieram conhecer a maior feira nacional do setor de bicicletas, a Brasil Cycle Fair, bem como visitar e analisar algumas das políticas públicas em implantação na cidade de São Paulo. 
 
O diálogo e a troca de informações foram tão enriquecedores que as organizações realizadoras, juntamente com estas prefeituras, já estão estruturando uma ampla pesquisa sobre a cultura da bicicleta em cidades de pequeno porte, visando a investigar profundamente as características locais que fazem destas cidades nossas pequenas “Amsterdans tupiniquins”. Confira as características principais destas cidades que mantém a cultura da bicicleta no Brasil presente, aquecida e difundida: 
 
Tarauacá (Acre)
 
Foto: Prefeitura Municipal de TarauacáFoto: Prefeitura Municipal de Tarauacá
 Foto: Prefeitura de Tarauacá.
 
População (2014): 38.201 habitantes, sendo 52% urbana e 48% rural.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): entre 40 e 60%.
Quantidade de bicicletas: 3 a 4 bicicletas por domicilio.
Características: Cidade centenária, localizada no extremo noroeste brasileiro, na confluência dos rios Tarauacá e Muru. De geografia plana, estabelecida no vale do Juruá, Tarauacá ainda faz fronteira com o Perú. “No município são 27 mil bicicletas contra 800 automóveis. Este ano fizemos uma audiência pública para implantação da primeira linha de ônibus municipal e veja só o que aconteceu: a população rejeitou a ideia. Disseram que já se sentem contemplados usando bicicleta, moto e caminhando”, revelou o vice-prefeito da cidade de Tarauacá.
 
Cáceres (Pernambuco)
 
Foto: Bicicletaço em Cáceres / Assessoria.
 
População (2014): 90.106 habitantes.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): Entre 60 e 70%.
Quantidade de bicicletas: 130 mil bicicletas.
Características: Localizada no alto Pantanal, Cáceres faz fronteira com a Bolívia. Com temperatura média anual de 22,6 graus, sua geografia é predominantemente plana, contando também com planícies pantanosas. É considerada a “cidade das bicicletas”.
 
Tamandaré (Pernambuco)
 
Foto: Prefeitura Municipal de TamandaréFoto: Prefeitura Municipal de Tamandaré
 Foto: Prefeitura de Tamandaré.
 
População (2014): 22.323 habitantes.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 30%.
Características: Cidade litorânea com intensa atividade turística. Localizada no litorial sul de pernambuco, a cerca de 100 km da capital Recife.
 
Ilha Solteira (São Paulo)
 
Foto: Prefeitura Municipal de Ilha SolteiraFoto: Prefeitura Municipal de Ilha Solteira
 Foto: Prefeitura de Ilha Solteira.
 
População (2014): 26.242 habitantes.
Quantidade de bicicletas: 17 mil bicicletas (para 8 mil residências).
Características: Cidade erguida as margens da sexta maior usina hidrelétrica do mundo. De topografia plana, a construção da cidade seguiu padrão arquitetônico único, com conceito linear e retilínio. 
 
Venda Nova do Imigrante (Espírito Santo)
 
Foto: Rádio FMZFoto: Rádio FMZ
 Foto: Rádio FMZ.
 
População (2015): 23.744 habitantes. 
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 50%.
Quantidade de bicicletas: 12 mil bicicletas (1 para cada 2 habitantes).
Características: Município com 120 anos de colonização italiana, fica localizado a 103 km da capital Vitória. Parte central da cidade é plana e seu entorno cercado por montanhas.
 
Pomerode (Santa Catarina)

Foto: Prefeitura de Pomerode.
 
População (2014): 31.181 habitantes.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 15,5%.
Quantidade de bicicletas: 17 mil bicicletas (para 8 mil residências).
Características: Localizada no Vale do Itajaí, Pomerode é cercada de morros e se desenvolveu ao longo de eixos e fundos de vale. Com forte influência alemã em decorrência dos imigrantes vindos da Pomerânia, foi considerada a cidade mais igualitária do país, em levantamento do Atlas da Exclusão Social.

São Fidelis (Rio de Janeiro)
 Foto: Prefeitura de São FidelisFoto: Prefeitura de São Fidelis
 Foto: Prefeitura de São Fidelis.
 
População (2014): 37.710 habitantes.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 70%.
Quantidade de bicicletas: 1 bicicleta por habitante.
Características: Localizada à beira do rio Paraiba do Sul, o município de São Fidelis pertence à região norte fluminense. Com topografia bastante acidentada, é também nas parte mais planas que a cidade se desenvolve. Com histórica e intensa cultura local da bicicleta, São Fidelis foi a primeira cidade no Estado do do RJ a destinar uma ponte para trânsito exclusivo de pedestres e ciclistas.
 
Pedro Leopoldo (Minas Gerais)
 
Foto: acervo da Prefeitura de Pedro Leopoldo.
 
População (2014): 58.740 habitantes. 
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 17%. Quantidade de bicicletas: 20 mil bicicletas. 
Características: O uso da bicicleta na cidade de Pedro Leopoldo foi bastante difundido desde o início do município, devido ao fato do terreno ser plano no centro da cidade, o que favoreceu a utilização deste meio de transporte de forma intensa. A implantação da Fábrica de Tecidos e da Cimento Cauê, nos extremos da área central, favoreceu a cultura no uso da bicicleta e, nas décadas de 70 e 80, Pedro Leopoldo era conhecida como a cidade das bicicletas no Estado de Minas Gerais. 
 
Gurupi (Tocantins)
 
Foto: Prefeitura de GurupiFoto: Prefeitura de Gurupi
Foto: Prefeitura de Gurupi.
 
População (2014): 78.525 habitantes. 
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 35%. Quantidade de bicicletas: 25 mil bicicletas. 
Características: Conhecida como a “capital da amizade”, Gurupi fica a 223 km da capital Palmas e está localizada entre os rios Araguaia e Tocantins. Com topografia, geografia e clima extremamente favoráveis, a cultura da bicicleta em Gurupi é uma tradição que já perpassa inúmeras gerações.
 
Daniel Guth é consultor de políticas de mobilidade urbana e diretor do Ciclocidade. Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo.
 


As grandes cidades e metrópoles que registram as menores taxas de morte no trânsito no mundo adotam limites de velocidade inferiores a 50 km/h em vias urbanas. Os dados são da World Resources Institute (WRI) Cidades Sustentáveis, que mantém escritórios e projetos em mais de 50 países para auxiliar governos no desenvolvimento de soluções sustentáveis para os problemas de mobilidade urbana. De acordo com o levantamento, a cidade de Tóquio (Japão), que tem limite de velocidade de 50 km/h, tem cerca de 1,7 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes. Paris (França) e Londres (Inglaterra), que também adotaram a redução da velocidade máxima, tem taxa de letalidade no trânsito de, respectivamente, 3,1 e 2,7 mortes para cada 100 mil habitantes. 

Na França, em uma década de adoção da medida, os dados apontam que mais de 14 mil acidentes foram evitados e 580 vidas preservadas. No chamado Périphérique, o anel viário da capital francesa, um ano após a implantação da nova velocidade, os acidentes e vítimas caíram em 15%. Na capital inglesa, a redução da velocidade máxima foi aplicada em 48 km de vias principais e o objetivo é reduzir em 40% o número de pedestres, ciclistas e motociclistas mortos ou feridos seriamente.

“O que a gente vê é que as cidades que tem os melhores desempenhos e menos gente morre no trânsito já controlaram a questão da velocidade, porque é um ponto muito sensível e importante”, afirmou a coordenadora de projetos da WRI Cidades Sustentáveis e mestre em Transportes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marta Obelheiro.

Em oposição a isso, cidades com limites de velocidade iguais ou superiores a 60 km/h registram mais mortes, como em Miami  (Estados Unidos), que não adota o limite abaixo 50 km/h e registra taxa de dez mortes para cada 100 mil habitantes, mais que o dobro de Nova Iorque, que adotou velocidade abaixo dos 50 km/h (25 m/h) e tem taxa de 3,5 mortes para cada 100 mil pessoas. Somando ao redesenho de viários e melhorias na sinalização, feitas pelas cidade, Nova Iorque reduziu em 35% o número de pedestres feridos e com menos acidentes, o tempo de deslocamento caiu 15%.

“A recomendação do Código Brasileiro de Trânsito está ultrapassada em relação a boas práticas de segurança viária. A Organização Mundial da Saúde recomenda para vias arteriais urbanas um limite máximo de 50 km/h. Isso é prática mundial, com 114 países com a legislação adequada a essa recomendação e o Brasil ficou um pouco para trás. Só que o código recomenda esse limite, mas dá autonomia para as cidades de optarem por um limite menor e é o que São Paulo está fazendo”, disse Marta.
 
 
 
São Paulo, que vem implantando a padronização da velocidade máxima das vias para 50 km/h, tinha em 2012 taxa de letalidade de 10,4 mortes para cada 100 mil habitantes. Atualmente, o índice está em cerca de 9,5 mortes para cada 100 mil. Mas a adoção da redução da velocidade, que teve como marco as marginais Pinheiros e Tietê, iniciada em julho, já resultou em redução dos acidentes em 36%, além da diminuição de 8% da lentidão. Na região central, que há mais de um ano recebeu o projeto Área 40, para reduzir a velocidade máxima para 40 km/h, houve queda de 20% dos atropelamentos e 71% das mortes. 

“O município propõe um ambiente seguro, mas também trabalha para que as pessoas de fato tenham atitudes mais seguras. E a segurança não é só do motorista em si, mas também do pedestre para perceber o seu redor”, disse o diretor de Planejamento da CET, Tadeu Leite.

Além da redução da velocidade máxima, o município criou cerca de 400 km de faixas exclusivas para ônibus, quase 300 km de ciclovias e amplia espaços para pedestres com mais sinalização em programas como Centro AbertoCET no seu Bairro, projeto piloto da faixa verde na avenida Liberdade e a criação de 319 bolsões para motociclistas.
 
“Temos tido uma relação estreita entre o desenho urbano e as necessidades da engenharia de trânsito, por isso todas as ações foram feitas para permitir que as pessoas se sintam mais seguras e consigam conviver melhor com os espaços públicos”, disse Luís Eduardo Brettas, da São Paulo Urbanismo (SP Urbanismo).“Há diversas pesquisas que mostram que quanto mais viagens são feitas por transporte individual, por carro ou motocicleta, maiores são as taxas de mortes no trânsito, porque são modos mais perigosos e que aumentam a exposição ao risco”, disse a coordenadora de projetos da WRI.
 
Os dados apresentados pela WRI apontam que os acidentes de trânsito são a principal causa de mortes na população mais jovem, entre 15 a 29 anos de idade, com mais de 1,2 milhão de vítimas em 2010. O Brasil ocupa o quarto lugar de países com a maior letalidade no trânsito, com mais de 42 mil mortos por ano ou 116 por dia, mais da metade entre os mais jovens. O custo estimado dos acidentes de trânsito no Brasil, incluindo despesas médicas, hospitalares, danos materiais e perda de produtividade, gira em torno de R$ 39 bilhões por ano.Entre todas as causas de morte e em todas as idades, os acidentes de trânsito estão em nono lugar, mas a previsão é que até 2013, passe para o quinto lugar. “O município propõe um ambiente seguro, mas também trabalha para que as pessoas de fato tenham atitudes mais seguras. E a segurança não é só do motorista em si, mas também do pedestre para perceber o seu redor”, disse o diretor de Planejamento da CET, Tadeu Leite.
 
Parcerias

A WRI é parceira da Prefeitura na Iniciativa Global de Segurança Viária, da Bloomberg Philanthropies, que selecionou dez cidades no início deste ano para receber apoio técnico e financeiro com ações de combate à violência no trânsito. O objetivo da iniciativa, que tem duração de cinco anos, é diminuir os números de acidentes e vítimas. Além de São Paulo, na América Latina, apenas Fortaleza e Bogotá integram a ação. Os parceiros da ação, como a WRI, cooperam com as cidades com consultorias, capacitações, estudos e auditorias.
 
Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.
 
 

 

A prefeitura de São Paulo divulgou, no último dia 29 de setembro, um balanço das mortes no trânsito na cidade, com dados referentes ao primeiro semestre. E as mortes de ciclistas caíram drasticamente: de 28, nos primeiros seis meses de 2014, para 15, no mesmo período deste ano – uma redução de 46,4%.

No geral, considerando também motoristas e passageiros, motociclistas e pedestres, a redução foi de 18,5%, comparando o primeiro semestre de 2014 com o de 2015. Junto ao anúncio da estatística, foi iniciado o plantio de 118 mudas de árvores, simbolizando as mortes evitadas no tráfego da capital: 30 serão plantadas na Chácara do Jockey, 3o no Parque Ceret, 20 no Tietê, 18 no CDC Brasilândia, 10 no Pelezão e 10 no Vila Alpina. Presente ao evento, o prefeito Fernando Haddad prometeu manter o plantio na divulgação dos próximos balanços.

“O ciclista está mais seguro, caiu praticamente 50% o número de mortes. Isso é malha cicloviária. Onde tem ciclovia tem mais segurança”, afirmou Haddad. No início de junho do ano passado, a cidade possuía 64,7 km de ciclovias. Até o final de junho de 2015 foram implantados 270,2 novos quilômetros, de acordo com informações da CET, totalizando 334,9 km de vias e faixas exclusivas para bicicletas. Atualmente, são 356,8 km de estrutura cicloviária na cidade.

A redução quantitativa se dá em um momento em que a capital paulista vive um grande crescimento no uso da bicicleta, o que torna o número ainda mais relevante. De 2013 para 2014 a queda nas mortes foi de 10%, quando computado esse crescimento, apesar de um aumento quantitativo de 34% (o uso da bicicleta nesse período aumentou 50%, segundo o Ibope). Não há dados de uso da bicicleta referentes aos primeiros semestres de 2014 e 2015 que pudessem viabilizar um cálculo seguro, mas supondo que a taxa de aumento tenha se mantido em 50%, a queda de mortes levando em conta esse crescimento terá sido de 64,3%.

 

Fonte: CET / SP.

 

Programa de Proteção à Vida

Iniciado em 2013, o Programa de Proteção à Vida inclui várias frentes, como a implantação de Áreas 40, bolsões de parada para motos e bicicletas junto aos semáforos (moto/bike box), faixas de pedestres diagonais em cruzamentos de grande movimento e redução de velocidade máxima para o padrão de 50 km/h nas vias arteriais. A secretaria informa também ter revitalizados semáforos em 4.537 cruzamentos na cidade.

O índice de mortes a cada 100 mil habitantes caiu 8,7% em junho de 2015, passando de 10,35 para 9,45. A meta da ONU é reduzir em 50% o número de mortes no trânsito. “Quando começou o programa da ONU em 2011, o índice da cidade era 12 mortes a cada 100 mil veículos”, explica o secretário de Transportes, Jilmar Tatto. “Vamos trabalhar para atingir 6, que é a nossa meta junto à ONU até 2020.” Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice nacional é superior a 20.

A redução nas mortes de pedestres no período analisado foi de 16,1%; as de ocupantes de veículos caíram 26,1%; e quanto aos motociclistas, a redução foi de 14,1%.

Willian Cruz no Vá de Bike.

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