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Conhecido nacionalmente, o arquiteto paisagista Benedito Abbud defende programas de arborização de vias e praças públicas, e alerta para o cuidado com o projeto, que segundo ele deve ser sempre bem detalhado, mesmo que a obra seja uma singela calçada. Nesta entrevista reproduzida pelo Mobilize*, o profissional sugere ainda que, para enfrentar os efeitos da mudança climática e a crise hídrica, os projetos devem incorporar soluções de pavimentos drenantes, que permitem à chuva correr até as reservas de água do subsolo. 
 

Crise da água, falta de vegetação... as cidades viraram lugares hostis? 

Cinquenta anos atrás, as cidades brasileiras tinham grandes áreas arborizadas. Hoje, há muito mais área construída, com a consequente impermeabilização do solo e poucas áreas verdes. As árvores que restaram nas calçadas estão pavimentadas até o pescoço. Daí o fenômeno das ilhas de calor, que provoca mudanças importantes no clima das cidades. Em São Paulo, dentro da área urbana, há diferenças de temperatura de até 10 graus entre os parques e as regiões muito edificadas. 

Como melhorar o paisagismo nas ruas e calçadas? 

Em primeiro lugar, hoje temos enorme variedade de materiais e técnicas que permitem a pavimentação sem a impermeabilização do solo. Podemos pegar a água da chuva e em vez de mandá-la por um tubo direto para a rede de águas pluviais, e dali para os rios, gerando enchentes, podemos controlar e conduzir essa água para realimentar as reservas subterrâneas de água. Mas não há soluções universais, nem espécies vegetais, que sirvam para qualquer lugar. É possível e recomendável a combinação inteligente entre pedras, madeira, placas de concreto, piso intertravado etc. 

 

Você quer dizer pisos de concreto poroso? 

Sim. Há alguns anos nós desenvolvemos um sistema de placas de concreto drenantes, que deixam a água penetrar no solo. O trabalho foi feito em parceria com uma empresa de pré-fabricados de concreto e já é aplicado em inúmeras obras do país. É um produto simples, que utiliza agregado graúdo, permitindo a formação dos poros que deixam a água passar. Há também pisos de pavimentos intertravados fabricados com essa característica. Pisos drenantes podem ter vários formatos, em várias espessuras, para receber diferentes cargas. As peças drenantes de concreto devem ser assentadas sobre areia, mas com um filtro de brita embaixo, para permitir a passagem da água para o subsolo. 

Esses sistemas drenantes podem ser usados em qualquer situação? 

Insisto, não existem soluções universais. Cada lugar tem um tipo de solo, um certo nível de chuvas, clima diferente e também uma cultura específica. Cada solução precisa ser estudada em um projeto bem-detalhado. Uma calçada, por exemplo, parece ser uma construção simples, mas para se ter uma obra de boa qualidade, durável, é necessário estudar o solo, talvez incluir um sistema subterrâneo de drenagem, e eleger os tipos de pavimento que poderão ser combinados. É preciso um projeto. 

Projeto de calçada? 

Sim, um projeto bem-detalhado. Veja o caso daquelas rampas de garagens em ruas muito íngremes. Elas acabam gerando degraus, que dificultam a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebês. Falta um projeto que defina como serão essas rampas, que resolva os problemas de drenagem, estabeleça a largura dos canteiros e defina a posição das árvores e eventuais mobiliários urbanos. O projeto deve definir as faixas que serão pavimentadas com pavers, com pedras, as áreas a serem cimentadas e as formas de evitar que a água se acumule e atrapalhe as pessoas. 

Marcelo Lima no Estadão.

 


Mais da metade dos brasileiros que adotam a bicicleta como principal meio de locomoção (54%) afirma que o principal motivo é esse ser o meio mais rápido para seus destinos. Outros 22% alegam usar a bicicleta por ser um meio saudável e 13% por ser o único meio de locomoção disponível.
 
É o que aponta pesquisa feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) que traz uma panorama dos deslocamentos em todo o território nacional, e até a avaliação por parte dos passageiros do transporte público.
 

Os dados revelaram também o perfil de deslocamento de ciclistas e a importância do meio de transporte na mobilidade e na saúde. Nos deslocamentos dos brasileiros de casa ao trabalho ou à escola, a bicicleta foi apontada como principal meio de locomoção em 7% das respostas. A maior parte dos deslocamentos são feitos por ônibus e a pé, com 24% e 22%, respectivamente.

Tempo de deslocamento
 

O estudo aponta que os maiores municípios concentram os maiores tempos de deslocamentos rotineiros para trabalho ou instituição de ensino. Por exemplo, em cidades com até 20 mil habitantes, a maior parte dos entrevistados gastava até 15 minutos nas viagens. Já em municípios com mais de 100 mil habitantes, na maior parte dos deslocamentos o tempo gasto varia de 30 minutos a uma hora.

Por esta questão, a pesquisa mostra que mais da metade dos brasileiros que adotam a bike como principal meio de locomoção (54%) afirmam que o motivo é esse ser o meio mais rápido. Outros 22% alegam usar a bicicleta por questões de saúde e apenas 13% por falta de outros meios de transporte.

Ainda em relação ao tempo de viagens, os dados coletados mostram que 81% dos ciclistas entrevistados gastam até uma hora em seus deslocamentos, sendo o segundo maior grupo de pessoas ouvidas que gastam menos tempo nas viagens. O grupo mais numeroso é o formado por pedestres, com 86%. Por outro lado, os entrevistados que usam o ônibus são os que passam mais tempo no trânsito. Nesse grupo, 22% levam mais do que duas horas nos coletivos.

Foto: Isabella Marinelli / Bolsa de Mulher.

Diferenças de gênero na locomoção

Seguindo tendência nas capitais brasileiras, o índice de mulheres ciclistas é menor em relação aos homens. De acordo com pesquisa da CNI, 4% das entrevistadas usam a bicicleta em seus deslocamentos, enquanto entre os homens esse percentual é de 9%.
 
O estudo foi feito com 2.002 pessoas em 142 municípios. Acesse aqui a pesquisa completa.
 
Com informações CNI e Renato Lobo no Vá de Bike.
 
 


A Prefeitura de São Paulo lançará no início do mês de outubro 
um edital de chamamento público para a seleção e financiamento de novos projetos de tecnologia da informação e da comunicação, com foco na mobilidade urbana da cidade. A iniciativa foi apresentada a jovens programadores e representantes de startups na tarde desta segunda-feira (21), no Centro Cultural São Paulo (CCSP), durante o evento “Mobicidade e Governo Aberto”, que faz parte das atividades da Semana da Mobilidade 2015.

Os projetos, que poderão ser aplicativos para smartphones e computadores, ferramentas digitais ou softwares, deverão apoiar o município na gestão de temas relevantes para a cidade, como a contagem volumétrica em ciclovias, planejamento participativo do trânsito, além de sistemas de monitoramento de transporte coletivo privado ou de operação de semáforos de tempo fixo. Outros projetos poderão ser um aplicativo móvel para registrar reclamações de usuários dos ônibus e um sistema de atendimento à pessoa com deficiência que deseja se cadastrar no serviço Atende ou táxi acessível. Veja a descrição dos projetos.

“Esses aplicativos, ferramentas ou dispositivos são essenciais para que a gente, além de ter as informações, também possa tomar decisões e tenha controle do sistema. Isso é ainda melhor se for feito com um preço mais adequado, que é o que queremos com esse edital”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.

“A gente observa o setor privado inovando, apresentando novos produtos, serviços mais rápidos e com mais qualidade. Entregando mais por menos. Enquanto isso, o setor público não vem inovando. As maneiras tradicionais que o setor público vem contratando tecnologia não garantem a inovação e além disso, não garantem a participação popular e a transparência”, afirmou o chefe de gabinete da São Paulo Transportes (SPTrans), Ciro Biderman.

O objetivo é que esses projetos sejam apresentados somente por microempreendedores individuais, micro, pequenas e médias empresas em três categorias de financiamento, de R$ 50 mil a R$ 200 mil reais. Eles deverão ser desenvolvidos por um período de 6 a 24 meses, priorizando o sistema open-source ou código aberto. As criações serão desenvolvidas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade da Secretaria Municipal de Transportes (SMT).

“Essas startups tem uma molecada de boas ideias, que fazem com três ou quatro pessoas, montam uma empresa e, em dois ou três meses, o projeto está pronto. É isso que queremos trazer para o setor público e mudar a forma como se contrata tecnologia, para que ela traga inovação efetivamente”, disse Biderman, que coordena o MobiLab.

MobiLAB

O Laboratório de Tecnologia e Protocolos Abertos para Mobilidade Urbana foi lançado em março do ano passado, para incentivar a criação de aplicativos para smartphones e tablets, desenvolver softwares e dispositivos para semáforos, radares, GPSs e para todos os demais aparelhos usados com o propósito de contribuir para a solução e modernização dos sistemas existentes. A proposta, inédita no gerenciamento do setor no poder público, reúne elementos de uma experiência concreta de governo aberto: inovação, transparência e participação da sociedade civil.

No laboratório foram formados grupos de pesquisa, cada qual com um foco diferente em mobilidade no transporte e no trânsito. Foram oferecidas bolsas de pesquisa para estudantes do ensino médio até especialistas em Tecnologia da Informação (TI). Os bolsistas recebem um apoio financeiro da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP), que varia de R$ 351,90 a R$ 5.908,80, de acordo com o currículo, experiência na área e horas de dedicação semanais ao projeto. 
 
 

A primeira atividade promovida pelo laboratório foi a Hackatona, realizada em março pela CET em parceria com a FUSP. Participaram da maratona 51 hackers e 15 projetos relacionados à área. O aplicativo 'Como estou dirigindo?' foi o vencedor da hackatona. O dispositivo avalia como motoristas desconhecidos estão dirigindo a partir da inclusão de dados como placa do veículo e modelo, bem como críticas ou elogios da forma de condução por meio de #hashtags pré-definidas. Pelo projeto, a equipe Mil Diálogos, responsável por sua execução, recebeu um prêmio no valor de R$ 10 mil.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.

 


A prefeitura de São Paulo decidiu abrir a Avenida Paulista exclusivamente para pedestres e ciclistas a partir deste domingo, 18 de outubro das 9h às 17h. Daqui para frente, a medida deve ser estendida para todos os domingos.
 
O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, anunciou a medida, hoje, em entrevista à Rádio CBN. O projeto faz parte do programa “Rua Aberta”.

A administração municipal testou em dois domingos o fechamento da Paulista para veículos. Técnicos e Engenheiros da CET constataram que o trafego foi absorvido pelas vias paralelas. A região ainda dispõem de três linhas de metrô; uma delas corre por debaixo da avenida.
 
A ação foi questionada pelo Ministério Público e a Prefeitura realizou audiências públicas para tomar a decisão. Entre os presentes, a maioria se mostrou favorável a medida.  Pesquisas também apontaram que a maior parte da população e dos comerciantes é favorável a abertura da avenida para os pedestres. Os hospitais instalados na região também não se opuseram à medida. 
 

Segundo a mais recente pesquisa da Rede Nossa São Paulo, Fecomercio e Ibope, 64% dos paulistanos são favoráveis à medida. Acesse a pesquisa completa: http://bit.ly/1Lmj40G

Com informações CBNVá de Trôlebus e Rede Nossa São Paulo.


O crescente número de ciclistas incentivados pela expansão da malha cicloviária é uma realidade, não mais uma projeção. É o que dizem estudos de entidades do setor. Um dos exemplos mais recentes é a avenida Paulista, que viu o número de pessoas pedalando dobrar após a construção de uma via destinada para as bicicletas.
 

O futuro é promissor, uma vez que o meio de deslocamento atinja novos adeptos. Surge então a demanda da conscientização por parte dos ciclistas para entender melhor a cidade e seus agentes, e sobretudo pedalar de maneira segura, uma vez que, em eventual colisão, o pedalante pode levar a pior.

A publicação logo de cara mostra os benefícios da bike como meio do deslocamento, desde o espaço que ocupa na via em relação aos automóveis, que ocupam 80% do viário e transportam apenas um terço de quem se desloca. É informado também que muitas vezes a bicicleta pode ser mais rápida que o carro. Este que vos escreve, se fosse de carro da Mooca até o Jabaquara no deslocamento casa/trabalho em 12 km de distância, gastaria 1h40 em média; de bicicleta, são 60 minutos.A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal dos Transportes junto com a Companhia de Engenharia de Trafego (CET) e com o apoio do banco Itaú, distribuiu na semana do Dia Mundial Sem Carro (22/9) alguns exemplares da “Cartilha do Ciclista”. Trata-se de uma manual ilustrado, com 52 páginas destinadas às boas praticas.

O manual relata também a importância dos acessórios, desde os recomendados, como luzes, paralamas e trancas, até os obrigatórios segundo o Código de Trânsito Brasileiro, como sinalizações noturnas refletivas e espelho retrovisor. O capacete não é obrigatório por lei.

Ciclista e a via
 

O manual informa dicas preciosas referentes à sinalização semafórica e horizontal. Ele se baseia na premissa de que a bicicleta é um veículo como qualquer outro, portanto deve seguir as normas de trânsito. Outra recomendação valiosa é deixar de usar fones de ouvidos enquanto pedala, para estar mais atento ao trânsito.

A publicação também explica as definições de ciclovia, ciclofaixa e calçada compartilhada, lembrando da preferência sempre do pedestre, o elo mais fraco do trânsito. Ainda do ponto de vista de segurança, a cartilha menciona sinalizações com a mão que o ciclista pode utilizar nos cruzamentos e conversões, a fim de que os demais veículos interpretem a rota da bicicleta.

Versões online e para download
 
Capa da Cartilha do CiclistaCapa da Cartilha do Ciclista
 

O manual foi apresentando a cicloativistas em 21 de setembro, durante evento de divulgação do resultado da pesquisa que levantou o perfil das pessoas que pedalam em São Paulo, e foi distribuída nos eventos da Semana da Mobilidade. O lançamento oficial ocorreu em 5 de outubro, em evento no centro da cidade.

Leia a cartilha aqui ou faça download da versão em PDF.

Fonte: Vá de Bike e CET.

 


“As bicicletas nos dias de hoje vieram para ficar” é uma destas frases de senso comum que, além de conter uma ideia vazia em si, carrega equívocos de interpretação historiográfica. Desde o início do século 20 as bicicletas estão presentes em nossas cidades. Em maior ou menor quantidade, com mais ou menos visibilidade, mas sempre estiveram presentes. 
 
Se nas grandes cidades ou nas cidades em crescimento os automóveis ainda dominam a paisagem e a ocupação da maior parte das vias públicas, o mesmo não pode ser dito sobre algumas cidades brasileiras de pequeno porte – até 100 mil habitantes, de acordo com o IBGE. 
 
No último final de semana de Setembro, a convite da UCB – União de Ciclistas do Brasil, Rede Bicicleta para Todos, Aliança Bike e da Rede Bike Anjo, a cidade de São Paulo recebeu a visita de representantes de nove prefeituras de cidades pequenas que possuem uma ampla e disseminada cultura da bicicleta. Prefeitos, vice-prefeitos e secretários que vieram conhecer a maior feira nacional do setor de bicicletas, a Brasil Cycle Fair, bem como visitar e analisar algumas das políticas públicas em implantação na cidade de São Paulo. 
 
O diálogo e a troca de informações foram tão enriquecedores que as organizações realizadoras, juntamente com estas prefeituras, já estão estruturando uma ampla pesquisa sobre a cultura da bicicleta em cidades de pequeno porte, visando a investigar profundamente as características locais que fazem destas cidades nossas pequenas “Amsterdans tupiniquins”. Confira as características principais destas cidades que mantém a cultura da bicicleta no Brasil presente, aquecida e difundida: 
 
Tarauacá (Acre)
 
Foto: Prefeitura Municipal de TarauacáFoto: Prefeitura Municipal de Tarauacá
 Foto: Prefeitura de Tarauacá.
 
População (2014): 38.201 habitantes, sendo 52% urbana e 48% rural.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): entre 40 e 60%.
Quantidade de bicicletas: 3 a 4 bicicletas por domicilio.
Características: Cidade centenária, localizada no extremo noroeste brasileiro, na confluência dos rios Tarauacá e Muru. De geografia plana, estabelecida no vale do Juruá, Tarauacá ainda faz fronteira com o Perú. “No município são 27 mil bicicletas contra 800 automóveis. Este ano fizemos uma audiência pública para implantação da primeira linha de ônibus municipal e veja só o que aconteceu: a população rejeitou a ideia. Disseram que já se sentem contemplados usando bicicleta, moto e caminhando”, revelou o vice-prefeito da cidade de Tarauacá.
 
Cáceres (Pernambuco)
 
Foto: Bicicletaço em Cáceres / Assessoria.
 
População (2014): 90.106 habitantes.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): Entre 60 e 70%.
Quantidade de bicicletas: 130 mil bicicletas.
Características: Localizada no alto Pantanal, Cáceres faz fronteira com a Bolívia. Com temperatura média anual de 22,6 graus, sua geografia é predominantemente plana, contando também com planícies pantanosas. É considerada a “cidade das bicicletas”.
 
Tamandaré (Pernambuco)
 
Foto: Prefeitura Municipal de TamandaréFoto: Prefeitura Municipal de Tamandaré
 Foto: Prefeitura de Tamandaré.
 
População (2014): 22.323 habitantes.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 30%.
Características: Cidade litorânea com intensa atividade turística. Localizada no litorial sul de pernambuco, a cerca de 100 km da capital Recife.
 
Ilha Solteira (São Paulo)
 
Foto: Prefeitura Municipal de Ilha SolteiraFoto: Prefeitura Municipal de Ilha Solteira
 Foto: Prefeitura de Ilha Solteira.
 
População (2014): 26.242 habitantes.
Quantidade de bicicletas: 17 mil bicicletas (para 8 mil residências).
Características: Cidade erguida as margens da sexta maior usina hidrelétrica do mundo. De topografia plana, a construção da cidade seguiu padrão arquitetônico único, com conceito linear e retilínio. 
 
Venda Nova do Imigrante (Espírito Santo)
 
Foto: Rádio FMZFoto: Rádio FMZ
 Foto: Rádio FMZ.
 
População (2015): 23.744 habitantes. 
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 50%.
Quantidade de bicicletas: 12 mil bicicletas (1 para cada 2 habitantes).
Características: Município com 120 anos de colonização italiana, fica localizado a 103 km da capital Vitória. Parte central da cidade é plana e seu entorno cercado por montanhas.
 
Pomerode (Santa Catarina)

Foto: Prefeitura de Pomerode.
 
População (2014): 31.181 habitantes.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 15,5%.
Quantidade de bicicletas: 17 mil bicicletas (para 8 mil residências).
Características: Localizada no Vale do Itajaí, Pomerode é cercada de morros e se desenvolveu ao longo de eixos e fundos de vale. Com forte influência alemã em decorrência dos imigrantes vindos da Pomerânia, foi considerada a cidade mais igualitária do país, em levantamento do Atlas da Exclusão Social.

São Fidelis (Rio de Janeiro)
 Foto: Prefeitura de São FidelisFoto: Prefeitura de São Fidelis
 Foto: Prefeitura de São Fidelis.
 
População (2014): 37.710 habitantes.
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 70%.
Quantidade de bicicletas: 1 bicicleta por habitante.
Características: Localizada à beira do rio Paraiba do Sul, o município de São Fidelis pertence à região norte fluminense. Com topografia bastante acidentada, é também nas parte mais planas que a cidade se desenvolve. Com histórica e intensa cultura local da bicicleta, São Fidelis foi a primeira cidade no Estado do do RJ a destinar uma ponte para trânsito exclusivo de pedestres e ciclistas.
 
Pedro Leopoldo (Minas Gerais)
 
Foto: acervo da Prefeitura de Pedro Leopoldo.
 
População (2014): 58.740 habitantes. 
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 17%. Quantidade de bicicletas: 20 mil bicicletas. 
Características: O uso da bicicleta na cidade de Pedro Leopoldo foi bastante difundido desde o início do município, devido ao fato do terreno ser plano no centro da cidade, o que favoreceu a utilização deste meio de transporte de forma intensa. A implantação da Fábrica de Tecidos e da Cimento Cauê, nos extremos da área central, favoreceu a cultura no uso da bicicleta e, nas décadas de 70 e 80, Pedro Leopoldo era conhecida como a cidade das bicicletas no Estado de Minas Gerais. 
 
Gurupi (Tocantins)
 
Foto: Prefeitura de GurupiFoto: Prefeitura de Gurupi
Foto: Prefeitura de Gurupi.
 
População (2014): 78.525 habitantes. 
Estimativa de viagens diárias feitas em bicicleta (Prefeitura): 35%. Quantidade de bicicletas: 25 mil bicicletas. 
Características: Conhecida como a “capital da amizade”, Gurupi fica a 223 km da capital Palmas e está localizada entre os rios Araguaia e Tocantins. Com topografia, geografia e clima extremamente favoráveis, a cultura da bicicleta em Gurupi é uma tradição que já perpassa inúmeras gerações.
 
Daniel Guth é consultor de políticas de mobilidade urbana e diretor do Ciclocidade. Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo.