Caminhada São Paulo Negra desvenda histórias e personagens esquecidos - São Paulo São

No dia 15 de dezembro, paulistanos e turistas têm a última oportunidade do ano de conhecer o Centro da cidade sob outras perspectivas. A Caminhada São Paulo Negra convida o público a conhecer lugares importantes da história da população negra na cidade - como o Bairro da Liberdade.

A região é o ponto de partida para a caminhada, que revela histórias e personalidades que deixaram marcas e contribuíram com o desenvolvimento da cidade. Reduto negro nos séculos XVIII e XIX, o bairro abrigava o antigo Pelourinho e o Largo da Forca, no período colonial, e também algumas rotas de fuga de escravizados da cidade.

Dar visibilidade à memória da população negra é o propósito da caminhada, um tour de cerca de 2h por regiões emblemáticas da cidade, como o Largo do Paysandu, Largo do Arouche, entre outros. Em cada parada e diversos pontos da cidade, os guias Guilherme Soares Dias, Heitor Salatiel e Luciana Paulino revelam histórias esquecidas, fatos curiosos e legados de personalidades negras que marcaram a cidade, como Luiz Gama, Carolina Maria  de Jesus e o arquiteto Joaquim Pinto de Oliveira, o Tebas.

Em São Paulo, 37% da população se autodeclara de cor preta ou parda, o que soma cerca de 4 milhões de pessoas. Foto: Divulgação.Em São Paulo, 37% da população se autodeclara de cor preta ou parda, o que soma cerca de 4 milhões de pessoas. Foto: Divulgação.

“Suas marcas e histórias pela cidade são reveladas e há sempre o questionamento do porquê não conhecemos essas figuras tão importantes antes”, conta Guilherme Dias, jornalista, colunista da Carta Capital e autor do livro Dias pela Estrada.  “As histórias negras estão por toda a cidade, no centro e em todas as esquinas (inclusive na Ipiranga com São João, a mais famosa delas), apesar de muitas vezes não serem contadas”, completa.

"Indivisível": quadrinho de Marília Marz, narra a história negra e oriental do bairro da Liberdade em São Paulo. Imagem: Marília Marz / Reprodução."Indivisível": quadrinho de Marília Marz, narra a história negra e oriental do bairro da Liberdade em São Paulo. Imagem: Marília Marz / Reprodução.

Em São Paulo, 37% da população se autodeclara de cor preta ou parda, o que soma cerca de 4 milhões de pessoas, fazendo que essa seja a maior população negra em uma cidade no país. Salvador, por exemplo, tem cerca de 3 milhões de habitantes no total, sendo que mais de 80% se declaram pretos ou pardos.

Além dos pontos históricos, a caminhada também destaca a ocupação do Centro da cidade por imigrantes e refugiados africanos. Uma das paradas foca a cultura trazida pelos imigrantes, como restaurantes, lojas de roupas, músicas e centros culturais onde as comunidades se encontram.

Soda Diop segurando um peça com tecido Mandela em sua barraca no centro de São Paulo. Foto:  Freak Market.Soda Diop segurando um peça com tecido Mandela em sua barraca no centro de São Paulo. Foto: Freak Market.

Serviço

Caminhada São Paulo Negra
No dia 15 de dezembro será a última edição deste ano da Caminhada.
A saída será às 10h, com ponto de encontro no Metrô Liberdade.
Para participar, os interessados devem se inscrever no site www.diaspora.black
As inscrições custam R$ 40, e o pagamento pode ser feito com transferência ou depósito.
Facebook e Instagram: @diaspora.black
[email protected]

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Com informações da Diáspora Black.



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