Jovens paulistanos trocam carro por outras opções de transporte, revela pesquisa - São Paulo São

Pesquisa da consultoria Questtonó aponta mudança de comportamento da Geração Z em relação à mobilidade na cidade de São Paulo. Foto: Uber / Divulgação.Pesquisa da consultoria Questtonó aponta mudança de comportamento da Geração Z em relação à mobilidade na cidade de São Paulo. Foto: Uber / Divulgação.

Jovens estão cada vez mais aderindo à mobilidade ativa, por meios de transporte que fazem uso exclusivo de esforço físico para a locomoção, como as bicicletas e patinetes. É o que aponta pesquisa recente da consultoria de inovação e design Questtonó. A mudança de comportamento acontece em um cenário que favorece a adoção de novas práticas de mobilidade, no qual o carro deixa de ser o único modal dos sonhos.

São Paulo é uma cidade com cerca de 12 milhões de habitantes, que passam uma média de quase 3 horas por dia no trânsito. Diante de uma realidade em que as rotinas mudam constantemente, a mobilidade hoje significa ter mais destinos e opções, o que também abre espaço para deslocamentos mais curtos – a chamada micromobilidade. Nesse contexto, os meios de transporte ativo passam a ser grandes aliados da população, especialmente quando são disponibilizados por meio de serviços de compartilhamento.

A Tembici, empresa de bicicletas compartilhadas, está trazendo bicicletas elétricas compartilhadas para o Brasil. Foto: Divulgação. A Tembici, empresa de bicicletas compartilhadas, está trazendo bicicletas elétricas compartilhadas para o Brasil. Foto: Divulgação.

A pesquisa ouviu jovens da Geração Z (15 a 20 anos) das classes AB, que utilizam essas alternativas para deslocamento, e identificou que eles já crescem ambientados a esse novo cenário. A liberdade proporcionada pelo celular, grande potencializador do processo de experimentação da cidade, faz com que eles já estejam familiarizados com as facilidades do mundo digital. Aplicativos de transporte como Uber e 99, por exemplo, já fazem parte do seu dia a dia, o que ajuda a reduzir o desejo por um carro próprio (especialmente por suas responsabilidades e gastos).

A pesquisa descobriu que as principais motivações desses jovens para experimentar novas opções de mobilidade foram a oferta de caminhos seguros como as ciclovias, o apoio de familiares e amigos, o desejo por um estilo de vida mais ativo e a possibilidade de escolher diversos sistemas de transporte em um único trajeto, como iniciar o caminho de bicicleta e terminar de metrô.

Celular com aplicativo de mobilidade para bicicletas. Imagem: Divulgação.Celular com aplicativo de mobilidade para bicicletas. Imagem: Divulgação.

Conforme passam a usar os meios de transporte ativos com mais frequência, esses jovens expandem seu repertório de caminhos seguros e se integram melhor com a cidade. A descoberta de áreas e trajetos relaxantes, onde podem estar consigo mesmos, e a consciência de seu papel como transformadores da cidade ajudam a consolidar a importância desse tipo de experiência no seu dia a dia.

Essas motivações envolvem um cenário mais amplo, que permite ao jovem ter maior liberdade e movimento em sua rotina, caracterizando um modelo de vida mais dinâmico e transversal. Além disso, os meios de transporte ativos criam uma sensação de pertencimento, ao posicioná-los dentro de um grupo consciente e socialmente relevante.

Segundo Gustavo Rosa, diretor da área de Pesquisa e Estratégia da Questtonó, a relação da Geração Z com o carro está mudando. “Esse jovem não vê nenhum problema em mudar de planos ou usar ônibus, Uber e bicicleta no mesmo dia. Essa fluidez é um desejo latente que precisa ser correspondido pela oferta de serviços de mobilidade na cidade, especialmente os sistemas compartilhados de meios de transporte ativos”, explica.

Desafios e oportunidades

A Questtonó mapeou oportunidades para favorecer o uso de meios de transporte ativo e ampliar o cenário da mobilidade em São Paulo. Foto: Getty Images.A Questtonó mapeou oportunidades para favorecer o uso de meios de transporte ativo e ampliar o cenário da mobilidade em São Paulo. Foto: Getty Images.

Além das motivações, o uso dos meios de transporte ativos podem ser impactados também pelas barreiras específicas atreladas a esse novo estilo de locomoção. Alguns dos desafios são medo de conviverem com os motoristas, medo de serem roubados, falta de informação sobre regras e condutas de trânsito, falta de informação sobre a infraestrutura da cidade e, para as meninas, existe ainda o medo de serem assediadas.

Ao contrário do que o senso comum pode assumir, suor e esforço físico não são considerados uma barreira para esses jovens, pois seu estilo de vida ainda não demanda uma preocupação com formalidades. Além disso, eles enfrentam um baixo nível de dificuldade em termos de esforço físico, pois os trajetos são realizados majoritariamente em lugares planos e de pouca inclinação.

A partir desses resultados, a Questtonó mapeou oportunidades para favorecer o uso de meios de transporte ativo e ampliar o cenário da mobilidade em São Paulo. Partindo do pensamento de design sistêmico da consultoria, é possível chegar em soluções que envolvem a expansão de caminhos seguros, a integração mais profunda das bicicletas com a cidade, o estímulo do bem estar e a formação de usuários multimodais. “Essa pesquisa revelou que existe uma grande oportunidade no fomento à micromobilidade e ela pode ser explorada não só por empresas do setor, mas por todas que queiram se associar a uma experiência mais integrada e saudável na cidade”, finaliza Rosa.

Para entender mais sobre a pesquisa, acesse: https://vimeo.com/336459351

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Com informações da Profile Relações Públicas.

 



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