CPTM libera embarque de bicicletas nos trens durante a semana - São Paulo São


Desde a última quarta-feira, 19 de agosto, data considerada como “Dia Mundial da Bicicleta”, os usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) poderão embarcar com bicicletas também durante a semana, após as 20h30. São permitidas quatro bicicletas por viagem, embarcadas no último carro de cada trem.

Como na regra anterior, elétricas não estão contempladas (um dos itens especifica que a bicicleta não pode ter motor) e a bike tem que estar limpa (“sem barro, lama, graxa”). É permitido embarcar até 4 bicicletas por trem, sempre no último vagão. As regras completas de uso estão disponíveis aqui.

Valendo desde 2007, a regra anterior permitia o transporte de bikes nos vagões apenas aos finais de semana, das 14h do sábado até o encerramento da operação no domingo, e nos feriados durante o dia todo – horários que permanecem os mesmos.

Crescimento do uso estimulou mudança
RANKING DAS ESTAÇÕES
LinhaEmbarques
9-Esmeralda 126.340
10-Turquesa 73.355
12-Safira 55.708
8-Diamante 40.381
11-Coral 40.286
7-Rubi 23.423

 

De acordo com a CPTM, a liberação de embarque durante a semana é consequência do aumento da demanda dos usuários. Em 2007 foram embarcadas 15.090 bicicletas nos finais de semana e feriados; em 2014, esse número saltou para 57.828 bikes; no primeiro semestre desse ano, já foram 31.663.

A linha com mais embarques é a 9-Esmeralda, com 126.340 registros – muitos atraídos pela ciclovia Rio Pinheiros, que fica ao lado da linha. Veja no quadro ao lado.

Hoje o sistema conta com 28 bicicletários distribuídos em estações das seis linhas, somando juntos mais de sete mil vagas, com cerca de 20 mil ciclistas cadastrados. Com exceção dos bicicletários de Mauá, administrado pela Ascobike, de Santo André, administrado pela EMTU, e de Pinheiros, administrado pela Via 4, os demais são de responsabilidade da própria CPTM. Todos são gratuitos, exceto a unidade de Mauá, que cobra mensalidade de R$ 20 dos sócios e diária de R$ 2 de eventuais usuários.

Medida beneficia a periferia

“A CPTM tem um alcance nas periferias que o metro não tem”, esclarece Alex Gomes, do grupo Bike Zona Sul. “E a questão da intermodalidade [conjugar o uso da bicicleta com outro meio de transporte] é muito mais frequente na periferia que no centro expandido”, completa.
 

Gomes também aponta que a liberação vai ser útil para moradores da Zona Sul que deixam de ir de bicicleta porque a Ciclovia Rio Pinheiros fecha às 18h30. O trabalhador que não consegue sair do serviço a tempo de pegar a ciclovia aberta muitas vezes deixa esse meio de transporte de lado. 

Roberson Miguel, ciclista da Zona Norte da cidade, aponta o mesmo benefício. “Quem sai da região de interlagos e pedala até a Berrini, por exemplo, agora pode voltar com o transporte público, economizando 20 km de pedaladas. Isso vai permitir que pessoas que ainda não usavam a bicicleta devido à distância possam usá-la de manhã, voltando à noite de trem. É uma economia de uma passagem por dia, que pode fazer diferença no orçamento familiar”, explica.

Fonte: William Cruz / Vá de Bike.



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