Cidades começam a dar mais importância a pedestres e ciclistas do que a motoristas - São Paulo São


São seis horas da manhã de um domingo sufocante e o centro de Gurgaon, uma cidade ao norte da Índia, está alvoroçada. Crianças fazem fila para pegar bicicletas gratuitas para um passeio em um trecho de 4 km da estrada que vai ser isolada do tráfego nas próximos cinco horas.

Adolescentes pedalam por perto fazendo selfies; homens e mulheres de meia-idade se preparam para correr. Em um palco, um faixa-preta de karatê faz demonstrações; a prática de yoga está reservada numa parte mais tranqüila no final da rua. Circulando pela multidão e dispensando dicas de segurança rodoviária vê-se um guarda de trânsito com seu majestoso bigode. Esse ("jamboree") encontro semanal de Gurgaon é chamado "Raahgiri" (recuperar as ruas).
 
Amit Bhatt da EMBARQ, uma Instituição voltada para causas de sustentabilidade, deu início ao evento em 2013, inspirado pela ciclovia de Bogotá, onde a capital da Colômbia fecha 120 quilômetros de ruas aos domingos e feriados. Esses eventos são parte de um movimento que está se acelerando em todo mundo.
 
Passando por Guangzhou, indo a Bruxelas e Chicago, as cidades estão tirando sua atenção dos carros em movimento para formas de tornar mais fácil o andar a pé, de bicicleta e o brincar em suas ruas. Algumas avenidas centrais estão sendo convertidas em passeios para pedestres e outras cercadas de ciclovias. Os limites de velocidade estão sendo reduzidos. Mais de 700 cidades em 50 países agora têm esquemas de empréstimo de bicicletas; o número cresceu mais da metade do que existia, nos últimos três anos.

Leia a íntegra do artigo em inglês na The Economistecon.st/1O0z10J



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