Mortes de ciclistas caíram quase pela metade em São Paulo - São Paulo São

 

A prefeitura de São Paulo divulgou, no último dia 29 de setembro, um balanço das mortes no trânsito na cidade, com dados referentes ao primeiro semestre. E as mortes de ciclistas caíram drasticamente: de 28, nos primeiros seis meses de 2014, para 15, no mesmo período deste ano – uma redução de 46,4%.

No geral, considerando também motoristas e passageiros, motociclistas e pedestres, a redução foi de 18,5%, comparando o primeiro semestre de 2014 com o de 2015. Junto ao anúncio da estatística, foi iniciado o plantio de 118 mudas de árvores, simbolizando as mortes evitadas no tráfego da capital: 30 serão plantadas na Chácara do Jockey, 3o no Parque Ceret, 20 no Tietê, 18 no CDC Brasilândia, 10 no Pelezão e 10 no Vila Alpina. Presente ao evento, o prefeito Fernando Haddad prometeu manter o plantio na divulgação dos próximos balanços.

“O ciclista está mais seguro, caiu praticamente 50% o número de mortes. Isso é malha cicloviária. Onde tem ciclovia tem mais segurança”, afirmou Haddad. No início de junho do ano passado, a cidade possuía 64,7 km de ciclovias. Até o final de junho de 2015 foram implantados 270,2 novos quilômetros, de acordo com informações da CET, totalizando 334,9 km de vias e faixas exclusivas para bicicletas. Atualmente, são 356,8 km de estrutura cicloviária na cidade.

A redução quantitativa se dá em um momento em que a capital paulista vive um grande crescimento no uso da bicicleta, o que torna o número ainda mais relevante. De 2013 para 2014 a queda nas mortes foi de 10%, quando computado esse crescimento, apesar de um aumento quantitativo de 34% (o uso da bicicleta nesse período aumentou 50%, segundo o Ibope). Não há dados de uso da bicicleta referentes aos primeiros semestres de 2014 e 2015 que pudessem viabilizar um cálculo seguro, mas supondo que a taxa de aumento tenha se mantido em 50%, a queda de mortes levando em conta esse crescimento terá sido de 64,3%.

 

Fonte: CET / SP.

 

Programa de Proteção à Vida

Iniciado em 2013, o Programa de Proteção à Vida inclui várias frentes, como a implantação de Áreas 40, bolsões de parada para motos e bicicletas junto aos semáforos (moto/bike box), faixas de pedestres diagonais em cruzamentos de grande movimento e redução de velocidade máxima para o padrão de 50 km/h nas vias arteriais. A secretaria informa também ter revitalizados semáforos em 4.537 cruzamentos na cidade.

O índice de mortes a cada 100 mil habitantes caiu 8,7% em junho de 2015, passando de 10,35 para 9,45. A meta da ONU é reduzir em 50% o número de mortes no trânsito. “Quando começou o programa da ONU em 2011, o índice da cidade era 12 mortes a cada 100 mil veículos”, explica o secretário de Transportes, Jilmar Tatto. “Vamos trabalhar para atingir 6, que é a nossa meta junto à ONU até 2020.” Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice nacional é superior a 20.

A redução nas mortes de pedestres no período analisado foi de 16,1%; as de ocupantes de veículos caíram 26,1%; e quanto aos motociclistas, a redução foi de 14,1%.

Willian Cruz no Vá de Bike.



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