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São Paulo, megalópole que ultrapassa os 12 milhões de habitantes, apesar do frenético ambiente de quem transita diariamente pela cidade no intenso vai e vem, esconde muitos mistérios aos olhos de quem passa por seu solo.

Diferentemente do artigo , agora temos uma seleção de locais subterrâneos desconhecidos pela maior parte do público e que resguardam parte da história da cidade. Teatros, aquário, estação de metrô não concluída, instituições artísticas e culturais são alguns dos quase secretos espaços. Confira nossa seleção a seguir:

1. Salão dos Arcos / Theatro Municipal

Foto: Tiago Queiroz/AEFoto: Tiago Queiroz/AE

Como ícone arquitetônico e história que se confunde à da própria cidade, o Theatro Municipal de São Paulo é um dos mais importantes edifícios culturais paulistanos. Com estilo eclético e arquitetura concebida pelos arquitetos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi e execução pelo escritório de Ramos de Azevedo, foi inaugurado em 1911, após dezesseis anos de construção. Com seus interiores palacianos, grandiosos salões e escadarias, o edifício foi tombado em 1981 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT) e resguarda uma série de segredos e espaços desconhecidos pelo público.

2. Teatro do Centro da Terra

Foto: Divulgação.Foto: Divulgação.

Localizado a 12 metros abaixo do solo da cidade, nos cruzamentos dos bairros do Sumaré e Perdizes, o teatro foi inaugurado em 2001 após cerca de dez anos de obras e escavações. O nome em homenagem ao espetáculo Viagem ao centro da Terra faz menção à peça teatral apresentada em 1992 pela Companhia de teatro Multimídia de São Paulo.

Junto ao auditório com capacidade para 100 pessoas, palco italiano, coxias e urdimento, há um conjunto de salas de ensaios, pesquisas, música e teatro distribuídas pelos quatro andares.

Endereço: R. Piracuama, 19 - Sumaré, São Paulo - SP, 05017-040.

3. Cripta da Catedral da Sé

Foto: Marcia Minillo.Foto: Marcia Minillo.

Localizada a 7 metros abaixo do altar da catedral em estilo neogótico, o espaço possui cerca de 620 metros quadrados. Nos interiores, o piso em mármore Carrara em variantes de preto e branco e abóbodas ogivais com revestimento cerâmico resguardam quinze túmulos de bispos brasileiros e portugueses que atuaram na capital. Da quantidade de sepulturas, há a capacidade para o dobro, e além dos bispos, também se encontra a sepultura do cacique Tibiriçá, pertencente à lista dos primeiros indígenas a serem catequizados na cidade.

As visitas guiadas ao subterrâneo da Igreja ocorrem com agendamento prévio. Leia também: .

Endereço: Praça da Sé - Sé, São Paulo - SP, 01001-000.

4. Casa das Caldeiras

Foto: Andreia Reis / Flickr.Foto: Andreia Reis / Flickr.

Localizada no bairro da Água Branca, lateralmente à linha 7-Rubi da CPTM, o terreno com históricos galpões e três torres cerâmicas contribuíram à geração de energia para a indústria paulistana pertencente à família Matarazzo. O complexo foi fechado entre as décadas de 1970 e 1990 para restauro, após tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).

No espaço subterrâneo, os túneis que conduziam a fumaça até as chaminés, atualmente deram lugar a um centro cultural destinado a exposições e atividades artísticas, preservando resquícios da memória paulistana. O espaço subterrâneo pode ser percorrido pelos visitantes do Centro Cultural.

Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 2000 - Água Branca, São Paulo - SP, 05001-200.

5. Passagem literária da Consolação

Foto: Murilo Pagani / Volto Logo.Foto: Murilo Pagani / Volto Logo.

O túnel localizado abaixo da esquina da frenética Avenida Paulista e Rua da Consolação, que anteriormente interligava os pedestres pelo cruzamento subterrâneo, transformou-se há alguns anos em um espaço dedicado à Arte e Cultura. A priori, apresentava condições precárias, marcadas pela sujeira e mal odor. Após manutenção e reformas deu lugar a um sebo, exposições e apresentações musicais.

A passagem tem entrada pela Rua da Consolação, ao lado do Cine Belas Artes. Apesar de aspecto sombrio à quem passa pela calçada, descendo pelas escadas, o aspecto transforma-se em prol da Cultura.

Endereço: R. da Consolação - Consolação, São Paulo - SP, 01301-000.

6. Aquário subterrâneo do Parque da Luz

Foto: Cauê Lage / Cosmos Fotografia.Foto: Cauê Lage / Cosmos Fotografia.

 Inaugurado em 1825, o Parque Jardim da luz é o mais antigo da cidade de São Paulo. Rodeado por importantes edifícios para a história municipal, como o antigo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo – atual Pinacoteca do Estado de São Paulo, projetada pelos arquitetos Ramos de Azevedo e Domaziano Rossi em 1900, reformado em 1990 por Paulo Mendes da Rocha e ainda, a Estação da Luz, projetada pelo arquiteto britânico Charles Henry Driver em 1867. O jardim dispõe de importantes espécies vegetais, espelhos d’água, fonte e esculturas de Victor Brecheret, além do valor histórico e artístico, ainda mantém um dos tesouros da cidade: um aquário subterrâneo.

Com entrada por meio de uma pequena caverna em forma de túnel, possui vidros laterais criados intencionalmente à visualização dos peixes do lago. Infelizmente, o aquário natural e passagem subterrânea aberta ao público apresentam mal estado de conservação, pela falta de manutenção na água, vidros e iluminação.

Endereço: R. Ribeiro de Lima, s/n - Bom Retiro, São Paulo - SP, 01122-000.

7. Trilhos do Metrô de São Paulo

Foto: Divulgação.Foto: Divulgação.Longe da agitação do Metrô de São Paulo, as madrugadas com a presença de funcionários que trabalham intensamente para manutenção dos trilhos e estações, escondem um ambiente desconhecido pelos passageiros. Ocasionalmente, são oferecidos diferentes modelos de visitas monitoradas às estações, entre o centro operacional e processos técnicos da madrugada, permitindo que o público conheça os bastidores da rede metroviária.

8. Estações abandonadas do Metrô de São Paulo

Foto: Alexandre Giesbrecht.Foto: Alexandre Giesbrecht.

A pouco mais de oito metros abaixo do solo da Estação Dom Pedro II, há resquícios de parte da estação do metrô que começou a ser construída na década de 1960 e que nunca foi finalizada. Estruturas em concreto, treliças, túneis e linhas sem acesso ao público, escondem o que viria a ser uma nova plataforma de embarque. Atualmente, a área serve como área de manutenção dos trens.

Longe da agitação do Metrô de São Paulo, as madrugadas com a presença de funcionários que trabalham intensamente para manutenção dos trilhos e estações, escondem um ambiente desconhecido pelos passageiros. Ocasionalmente, são oferecidos diferentes modelos de visitas monitoradas às estações, entre o centro operacional e processos técnicos da madrugada, permitindo que o público conheça os bastidores da rede metroviária.

9. Túnel Quartel da ROTA

Foto: Estadão.Foto: Estadão.

Inicialmente com cerca de 3 quilômetros de extensão, o túnel de tijolos cerâmicos e terra batida que interligava o prédio do quartel de Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) à antiga penitenciária da Avenida Tiradentes e ainda à outras bases de segurança da Polícia, atualmente com apenas 100 metros, ainda guarda parte de suas histórias.

Como uma pequena galeria, junto a outras salas que contam parte da história do quartel e segurança paulistana, dispõe fotografias de época, cartazes e objetos que propicia entendimento aos visitantes. Construído com materiais importados da França (telhas), Itália (tijolos) e Letônia (pinho), atualmente o prédio do quartel é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT).

Endereço: Av. Tiradentes, 440 - Luz, São Paulo - SP, 01101-010.

Parte dos locais aqui apresentados e alguns outros, podem ser conferidos através de um tour virtual por meio de vídeos e fotografias através do site Tab Subterrâneos.

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Por Matheus Pereira no Arch Daily.

A Casa das Caldeiras abre suas portas para a programação do TODODOMINGO Musical em SP 2018. E a série de atividades artísticas será aberta com a festa "Samba do Sol" neste domingo, dia 21 de janeiro. A agenda do programa, com ações confirmadas até 8 de abril, conta com produtores de diferentes linguagens e tem como foco a produção cultural independente.

Neste domingo, a festa "Samba do Sol" contará com a participação do Grupo Xirê, de samba e jongo; Lei Di Dai; Dj Seu Osvaldo Pereira, o primeiro DJ do Brasil; Dj Kim Cotrim e Marina Lopes; Dj Dubstrong, da Festa Chocolate; Dj da Matta, de Berlim, Alemanha; Dj Magrão, da Festa Fresh; e Dj Vinnie, do Gueto pro Gueto. No dia, também acontecerá a roda de samba Clara Nunes com mestre Toninho Nascimento e conjunto 4x4, além de uma homenagem ao Samba Rock feita pelo Jeito Pirituba com participações de Kuba (Farufyno), Zé Eduardo (Samba Soul), Tito Amorim (Sandália de Prata) e Andrea Rodeguero (Sambasonics). As projeções e vídeo mapping será de VJ Foga.

Já nos dias 28 de janeiro e 18 de fevereiro, a Casa das Caldeiras será invadida pela "For Fun Party", uma festa feita ‘por diversão’, que promove um ambiente onde os DJ’s ficam à vontade para tocar estilos dentro do contexto da cultura Hip-Hop, passeando pelo Rap, Original Funk, Soul, Breakbeats, entre outros estilos. Ainda em fevereiro, no dia 25, acontece a "Calefação Tropicaos", uma festa de cultura brasileira que contará com discotecagem Karaokê, gastronomia, Exposição no Túnel das Chaminés e bazar com diversos expositores.

A equipe da Casa das Caldeiras tem como prioridade trabalhar na construção do território da afetividade. Foto: Divulgação.A equipe da Casa das Caldeiras tem como prioridade trabalhar na construção do território da afetividade. Foto: Divulgação.

No próximo domingo é dia de receber a festa Samba do Sol. Foto: Divulgação.No próximo domingo é dia de receber a festa Samba do Sol. Foto: Divulgação.
No primeiro domingo de março, dia 04, é a vez da festa "Samba Rock Plural", que contará com a ginga, swing e as batidas sonoras do movimento. Na sequência, acontecem os eventos "Pratododia", dia 11 de março; "Tempo Forte II – CAOS Arte", dias 18 e 19 de março, que apresenta todo o programa de residência artística da Casa das Caldeiras; "FNMH2 - Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop", no dia 25 de março; "Festival ODD", dia 1 de abril; e "Samba do Sol", dia 08 de abril.

A Casa das Caldeiras, que abriga o TODODOMINGO, desde 1999 abre suas portas para a cidade. Entre seus programas também está o Obras em Construção e projeto Manual da Família – A difícil arte de educar no Séc. XXI”, que começou com a elaboração de um e-book com apoio da Fundação Itaú Social, e cresceu com a conquista do Edital CONDECA 2015.

O aplicativo do projeto Manual da Família - A Arte de Educar no séc. XXI, está disponível para download gratuito, no IOS. O acesso a todo o conteúdo do projeto também está disponível no  site www.manualdafamilia.com.br.

Serviço

TODODOMINDO Musical em SP
Samba do Sol - dia 21 de janeiro, das 15h às 23h
Entrada Gratuita e Censura Livre.
Local: Casas das Caldeiras
Endereço:  Av. Francisco Matarazzo, 2000 - Água Branca, São Paulo - SP, 05001-200
Mais informações: (11) 3873-6696 / www.facebook.com/casadascaldeiras ou casadascaldeiras.com.br/blog

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Com informações de Luciana Gandelini / Assessoria de Imprensa.

Imagem aérea do Central Park em Nova York. Foto: Getty Images. Imagem aérea do Central Park em Nova York. Foto: Getty Images.

Há muitos anos, os parques têm desempenhado um papel fundamental para o êxito das cidades. Os primeiros parques formais, como o Central Park, em Nova York, foram criados no séc. XIX, com o intuito de serem agradáveis e acolhedores, para contrastarem com a realidade densa e suja da vida urbana da era industrial.

Na Europa, os parques públicos surgiram até um pouco antes, ocupando espaços que haviam sido campos de caça ou destinados a feiras. O Hyde Park, em Londres, por exemplo, era um campo de caça que, com o passar dos anos e com as transformações da cidade, aos poucos foi abrindo suas portas para o público geral.

Gradualmente, os espaços públicos exteriores e os seus benefícios foram evoluindo como elementos importantes na estratégia urbana. Os planos de Haussmann em Paris e de Cerdá, em Barcelona, também de meados do séc. XIX, já levavam em conta a criação de parques e espaços públicos. Incluíam quase tudo o que não fosse um edifício como: ruas, largos, praças, faixas de verde e eram planejados como parte integrante de um grande sistema urbanístico.

O Central Park em Nova York. Imagem de 1990 / Reprodução.O Central Park em Nova York. Imagem de 1990 / Reprodução.

Segundo Fred Kent, presidente da Project for Public Spaces, um parque e a sua área envolvente não precisam existir apenas para nos relacionarmos com a natureza, podem e devem também ser espaços para trocas culturais e sociais. Um parque, para ser vivo, deve ter na sua programação várias atividades: mercados e feiras que lhe conferem um dinamismo comercial, incentivar a atividade física como corrida, caminhadas e yoga, proporcionar atividades culturais como cinema ao ar livre, exposições de arte e outros eventos da comunidade. No fundo, dinamizar a socialização entre as pessoas é o mais importante.

Kent defende que a maioria dos parques urbanos tem poucas atividades fora do tema do lazer e, por isso, não atraem pessoas tais como idosos, adolescentes e os que procuram apenas um lugar para caminhar ou sentar dentro da sua rotina diária. A maioria das vezes nem existe uma calçada, um lugar com sombra, nem mesmo um pequeno comércio onde comprar água ou um lanche. O maior problema de isso acontecer é que quando há poucos motivos para as pessoas irem ao parque, menos pessoas o utilizam e, portanto, deixa de ser valorizado.

Mapa do Hyde Park de Londres em 1833. Imagem: Reprodução.Mapa do Hyde Park de Londres em 1833. Imagem: Reprodução.Nos anos 70, em Nova York, o Union Square Park tornou-se um lugar perigoso. Na sua renovação foram usadas estratégias que, entre outras, incluíam a realização semanal de uma feira de produtos naturais. Isso atraiu a comunidade, o mercado propiciou oportunidades para a população vizinha ser empreendedora, fazendo parte ativa da feira, e possibilitou a ligação às fazendas dos arredores da cidade. O parque foi renovado e hoje é um dos principais pontos de visita em Manhatan.

Union Square em Nova York. Foto: Julienne Schaer.Union Square em Nova York. Foto: Julienne Schaer.

O nosso Parque Ibirapuera, inaugurado em 1954, é um bom exemplo do que pode ser um bom parque urbano. Ele é ponto de encontro por excelência. Além dos museus que atraem a parte da população interessada nas artes, conta com uma boa estrutura para práticas de esportes, proporciona uma extensa lista de atividades, o que atrai pessoas dos mais diversos perfis, criando um ciclo positivo na rotina do parque.

Parque Ibirapuera em São Paulo. Foto: El País.Parque Ibirapuera em São Paulo. Foto: El País.

Adquirido pela Prefeitura em 1939 e tombado em 1986 pelo Condephaat, o Parque da Aclimação, outro bom exemplo, fica entres os bairros da Liberdade e Paraíso, no Centro de São Paulo. Chamado antigamente de Jardim da Aclimação, o local foi sede do primeiro zoológico da cidade, no final do século 19, e chegou a acolher Maurício, um urso polar branco do polo norte, o camelo Gzar, uma sucuri, um peixe elétrico do Amazonas e hienas africanas, segundo jornais da época.

A ideia do zoo, criado em 1882, surgiu do médico, fazendeiro e político paulista Carlos Botelho, inspirado no Jardin D'Acclimatation, em Paris, na França. O parque abriga um lago, concha acústica, jardim japonês com espelho d'água, aparelhos de ginástica, pista de cooper e caminhada, além de playgrounds infantis, paraciclo e campos de futebol, voleibol e basquetebol.

Parque da Aclimação, inspirado no Le Jardin d'Acclimatation de Paris. Foto: José Cordeiro / SPTuris.Parque da Aclimação, inspirado no Le Jardin d'Acclimatation de Paris. Foto: José Cordeiro / SPTuris.

Jan Gehl, arquiteto e urbanista dinamarquês, sublinha a importância de uma transformação gradual no desenvolvimento urbano, com o objetivo de fazer mudanças que sejam sustentáveis, no sentido de dar tempo às pessoas de se ajustarem às mudanças físicas da cidade.

Ao integrar os parques na vida cultural dos bairros, ao atribuir responsabilidades de manutenção às pessoas, ao permitir-lhes criar novos programas e, em alguns casos, até permitir que eles desenhem partes do parque, verifica-se uma renovação da área e seu entorno e mudanças positivas no comportamento da comunidade, muitas vezes em lugares que se acreditava ser impossível.

Atualmente, algumas cidades estão se dando conta de que os parques podem contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida urbana. Se os parques urbanos evoluírem da sua atual função, que é primariamente de lazer, e adotarem um novo papel como catalisadores da convivência saudável da população, tornam-se um componente essencial na transformação e melhoria das nossas cidades.

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Da Redação.

A cidade de São Paulo celebra seus 464 anos convidando a população para uma grande festa com diversos gêneros musicais, do pop ao sertanejo. A Festa da Cidade acontecerá no Vale do Anhangabaú a partir das 11h do dia 25, se estendendo até o meio-dia do dia seguinte. 

As cantoras Tulipa Ruiz, Letrux e Raquel Virgínia, da banda As Bahias e a Cozinha Mineira, participam do tributo a Rita Lee. Foto: Reprodução.As cantoras Tulipa Ruiz, Letrux e Raquel Virgínia, da banda As Bahias e a Cozinha Mineira, participam do tributo a Rita Lee. Foto: Reprodução.Para ampliar ainda mais o acesso à programação comemorativa, as atividades serão descentralizadas e acontecerão também no Centro Cultural de Cidade Tiradentes (zona leste), Centro Cultural da Juventude (zona norte), Centro Cultural do Grajaú (zona sul), Centro Cultural Tendal da Lapa (zona oeste) e os teatros Décio de Almeida Prado e Paulo Eiró (zona sul) e Cacilda Becker (zona oeste).

“Conseguimos fazer uma programação potente no Centro. Mas, para garantir que todos tenham acesso e possam conhecer espaços culturais próximos de suas casas, em todas as regiões da cidade, é muito importante que tenhamos também programação nos centros culturais e teatros. A comemoração do aniversário de São Paulo é uma oportunidade para a população conhecer estes lugares de maneira diferente e muito divertida”, ressalta o secretário municipal de Cultura, André Sturm.

A abertura das atividades no Vale do Anhangabaú, dia 25 de janeiro, ao meio-dia, fica por conta da cantora Paula Fernandes que lançou recentemente o DVD “Amanhecer ao vivo” com canções como “Eu vim te ver” e “Olhos de Céu”, além de versões de clássicos do sertanejo como “Nuvem de lágrimas” e “Desculpe, mas eu vou chorar”.

Paula Fernandes lançou recentemente o DVD “Amanhecer ao vivo”. Foto: Divulgação.Paula Fernandes lançou recentemente o DVD “Amanhecer ao vivo”. Foto: Divulgação.A partir das 15h, Letrux, Tulipa Ruiz, Raquel Virgínia e Thiago França fazem um tributo à cantora Rita Lee. A inspiradora desta homenagem é considerada ícone do rock brasileiro e também a “mais completa tradução” de São Paulo, de acordo com Caetano Veloso, por isso, terá seus principais sucessos como “Desculpe o Auê”, “Flagra”, entre outros, interpretados pelas cantoras convidadas.

A carioca Anitta, que lançou recentemente o hit “Vai malandra”, cujo clipe já alcançou mais de 120 milhões de visualizações, se apresenta às 23h15. Além desta música, a cantora deverá apresentar também “Bang”, “Deixa ele sofrer”, entre outros sucessos. Na sequência, se apresentam a Banda Uó, Jaloo e banda Glória Groove e o grupo BaianaSystem com a cantora Karol Conka.

Além dos shows, o Anhangabaú também contará com objetos infláveis lúdicos, partidas de Gaymada e Hocus Pocus, um tablado de Mágica, além de um palco de karaokê comandado pelo Blocokê. Também fazem parte da celebração de aniversário as festas Discopédia, Savana Som Sistema, Feminine Hi Fi, Calefação Tropicaos, Pilantragi e Baile dos Ratos que vão avançar madrugada adentro.

A carioca Anitta se apresenta às 23h15. Foto: Divulgação.A carioca Anitta se apresenta às 23h15. Foto: Divulgação.Quem quiser curtir a festa no centro da cidade também poderá prestigiar apresentações dos corpos artísticos do Theatro Municipal de São Paulo. A Orquestra Sinfônica Municipal, regida por Roberto Minczuk, traz um programa, dia 25, às 14h, com a abertura da ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes e também o tema e a marcha imperial do filme “Star Wars”, composições de John Williams. O Balé da Cidade apresenta, às 19h, a coreografia “Das tripas...coração”, criada e dirigida por Ismael Ivo, diretor da companhia de dança.

Já na sexta-feira, dia 26, às 12h, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta diversas aberturas de óperas, entre elas, de “Fosca”, de Carlos Gomes e “Norma”, de Vicenzo Bellini, além da 1ª Suíte de “Carmen”, de Georges Bizet.

A Biblioteca Mário de Andrade receberá apresentações musicais e atividades literárias. Às 11h, Cida Moreira e Roberto Camargo apresentam show intimista no auditório. Na parte da tarde, às 16h, a atriz Rosi Campos conduz uma leitura encenada.

A Praça da República recebe pela primeira vez a programação do Hip Hop Celebration, com a presença de Sampa Crew, Dexter, Thaíde, entre outros. As performances serão intercaladas com uma batalha de B.Boys e DJs.

A Praça da República recebe pela primeira vez a programação do Hip Hop Celebration. Foto: Divulgação.A Praça da República recebe pela primeira vez a programação do Hip Hop Celebration. Foto: Divulgação.Centros Culturais e Teatros

A programação de aniversário também estará presente nas outras regiões da cidade em teatros e centros culturais com shows, atividades infantis, apresentações circenses e também, abre espaço para a população prestigiar os artistas locais, a partir das 10h do dia 25. Rael, Gog, Mc Linn da Quebrada, Lei Di Dai são alguns nomes que se apresentarão nestes espaços.

Na Zona Leste, o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes receberá o rapper Gog. Já na Zona Sul, a população poderá assistir à peça “Arigós – Primeiros Riscos Da Borracha” no Teatro Paulo Eiró, às 21h e curtir a presença do cantor Rael no Centro Cultural Grajaú. O Centro Cultural Da Juventude, na Zona Norte, terá o rap de Lei Di Dai e Rimas & Melodias e o funk de Mc Linn da Quebrada. A Zona Oeste contará com a apresentação do grupo As Choronas no Teatro Décio de Almeida Prado, apresentação do espetáculo teatral “Mártir” no Teatro Cacilda Becker e uma programação dedicada ao circo no Centro Cultural Tendal Da Lapa, uma referência a esta linguagem artística na cidade. A programação nos centros culturais e teatros acontecem a partir das 10h do dia 25.

Mais informações, acesse: www.prefeitura.sp.gov.br/cultura

Com informações da SMC / PMSP.

Em São Paulo, empresários estão investindo em casas de jazz mesmo diante de uma das maiores crises econômicas da história do País. Apesar dos desafios impostos pela recessão, as apostas estão dando certo.

É o caso do Tupi or not Tupi, na Vila Madalena. Aberto no começo do ano passado, o espaço já recebeu Ivan Lins, Rosa Passos, João Donato e outros grandes nomes da música brasileira. “Tivemos um bom começo. Conseguimos crescer e temos muitos planos para 2018”, diz Angela Soares, sócia da Tupi.

Para manter as contas em ordem, a empresária aluga o ambiente para eventos e reuniões durante o dia. À noite, além de receber as apresentações dos artistas, a casa funciona como restaurante. “Sem essas atividades extras, não conseguiríamos segurar o orçamento”, afirma.

Na visão de Angela, há espaço para mais lugares como o Tupi em São Paulo. “Existe uma carência por casas que toquem música instrumental, choro, samba, jazz”. Prova disso, diz ela, é o desempenho do local, que ainda não completou um ano de vida. “Estamos recebendo um número relevante de espectadores e o apoio dos músicos”, afirma a empresária.

Suspensa para as festas de final de ano, a atividade noturna da Tupi volta no dia 19, com apresentação da cantora Mônica Salmaso.

Nos fundos

Foto: Ric Pereira.Foto: Ric Pereira.

O plano de Maximo Levy também parecia arriscado. Ele abriu a nova casa do Jazz nos Fundos em julho de 2016, no meio da recessão. Segundo o empresário, os primeiros meses foram difíceis, mas a situação melhorou recentemente.

“A crise não passou batido por ninguém. No começo foi complicado, tivemos que nos esforçar mais porque o consumo [na casa] estava baixo. Mas hoje as coisas já estão melhores, temos uma procura maior e mais movimento.”

E o investimento continuou durante 2017. “Trabalhamos com vários projetos, como uma cozinha nova, e agora temos expectativas felizes para 2018”, afirma Levy.

A nova casa do Jazz nos Fundos fica em Pinheiros, a alguns metros da propriedade antiga, e é bem maior que a antecessora. Assim como o Tupi, o Jazz nos Fundos depende de outras fontes de renda para sobreviver. “Às vezes alugamos o espaço, fazemos trabalhos de curadoria externa e ainda temos a venda de comidas e bebidas”, diz o empresário.

Foto: Fernando Moraes.Foto: Fernando Moraes.Levy também está à frente do Jazz B, que recebe shows em um espaço um pouco menor, na República. A casa foi aberta em 2013, quando o Jazz nos Fundos completava sete anos de vida.

Na opinião dele, existe demanda para shows do gênero em São Paulo. “[O jazz] não é uma área fácil, o público é um pouco seleto, mas com certeza há procura por esse tipo de trabalho”, afirma.

A lista de artistas que o Jazz nos Fundos e o Jazz B receberam nos últimos anos é extensa. Entre os brasileiros, já se apresentaram Hamilton de Holanda, André Mehmari, Nelson Ayres e o Trio Corrente. Do exterior, vieram, entre outros, o pianista cubano Pepe Cisneros, o guitarrista americano Mike Moreno e a clarinetista israelense Anat Cohen.

Novidade

Foto: Dominic Perri.Foto: Dominic Perri.

A quantidade de opções para quem gosta de jazz vai aumentar mais neste ano. Em junho, a Blue Note, que já tem casas em Nova York, Milão, Tóquio e Rio de Janeiro, vai abrir uma filial em São Paulo, em local ainda não definido.

“Começamos no Rio de Janeiro, no ano passado, porque boa parte dos turistas está lá e a casa tem um nome reconhecido internacionalmente”, afirma Daniel Stain, CEO da Blue Note no Brasil.

O empresário vê um “aumento vertiginoso” do número de shows e festivais de jazz pelo País, o que garantiu a vinda da casa para São Paulo. “Percebemos uma demanda bastante grande atualmente, inclusive das pessoas mais jovens.”

Segundo ele, um dos principais desafios econômicos da Blue Note é trazer grandes nomes do jazz para o Brasil com o real desvalorizado. “O dólar está muito alto e nós não podemos repassar esse valor para os clientes, que estão se recuperando da crise.”

Stain diz ainda que o investimento no período de crise é estratégico, pois ajuda a “formar” o público que acompanhará o trabalho da casa durante os próximos anos. “Quando a economia estiver mais forte, o local já terá um nome estabelecido e poderá aproveitar essa fase melhor.”

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Por Renato Ghelfi no DCI.

Se você é uma daquelas pessoas que gosta fazer amigos e provar a culinária de outros países, você vai gostar do Global Food Week. Um Festival feito por imigrantes de vários países que moram em São Paulo e gostam de cozinhar e para que visitantes de diversas nacionalidades possam matar a saudade de casa em experiências gastronômicas com anfitriões de seus países natais.

Mas é também uma oportunidade para quem quer experimentar a comida de outros países. Além da imersão cultural que só é possível em um ambiente familiar, em boa companhia e com a troca de experiências.

Os encontros do Festival são realizados pelo site Dinneer, de economia compartilhada que une pessoas que cozinham com pessoas que gostam de novas experiências gastronômicas. O site, é uma espécie de Airbnb dos jantares, e também o maior restaurante do mundo sem ter nenhum restaurante. 

O diferencial é que o Dinneer vai além de um simples jantar, oferecendo acesso a experiências únicas, como por exemplo uma onde a anfitriã, curadora cultural, oferece um jantar medieval em seu apartamento.

O Festival, que vai de 27 de fevereiro a 5 de março, já está cadastrando anfitriões e também já é possível reservar diversas experiências gastronômicas de diferentes nacionalidades. Saiba mais: www.globalfoodweek.com

Já pensou em um jantar italiano, com um chef italiano à mesa? Ou mesmo de outro país?

O Festival é uma oportunidade para quem gosta de experimentar comida de outros países. Foto: Divulgação.O Festival é uma oportunidade para quem gosta de experimentar comida de outros países. Foto: Divulgação.Entre as experiências que você encontra no festival Global Food Week, chefs profissionais e cozinheiros amadores servem em suas casas pratos típicos de países como Portugal, Argentina, Itália, Peru e México.

Muito além da comida, a proposta é uma verdadeira imersão cultural. Momento em que se pode conhecer o anfitrião, que recebe e cozinha para os visitantes, trocar ideias e experiências de vida. Você também fica sabendo um pouco sobre a história da culinária servida, a origem dos ingredientes e a paixão que o anfitrião tem pela cozinha.

O anfitrião

A Dinneer ficou conhecida como a “Arbnb da comida” por suas características de colaboração. Foto: reprodução / Facebook.A Dinneer ficou conhecida como a “Arbnb da comida” por suas características de colaboração. Foto: reprodução / Facebook.Para quem quer ser anfitrião não é necessário ser profissional. É preciso ter um espaço para receber os visitantes, mesmo que seja a casa de um amigo ou familiar, não podendo ser um estabelecimento comercial. O perfil ideal são pessoas receptivas que gostem de conversar e que enxerguem valor em compartilhar uma refeição.

A dica para quem se torna anfitrião é caprichar na descrição do menu, valorizando todos os detalhes da experiência, colocar fotos interessantes e convidativas. A plataforma ainda sugere que se faça uma “experiência piloto” através do site para criar um anúncio ainda melhor. O preço é decisão do anfitrião, mas a recomendação aqui é começar com um valor competitivo e lembrar que o anfitrião e seus co-anfitriões também participarão da experiência, o que também influencia nos custos.

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Da redação com informações Dinneer.