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Em sua sexta edição, a Mostra SP de Fotografia, toma conta das ruas da Vila Madalena com imagens de 81 fotógrafos de todo o Brasil. 

A partir de 11 de junho bares, galerias, lojas, restaurantes, ruas e muros estarão repletos de fotografias e ” até quadrilha vai ter”, garantem os organizadores Monica Maia e Fernando Costa Netto.

Trata-se da exposição “Quadrilha” , uma homenagem feita aos fotógrafos brasileiros para comemorar os três anos da DOC Galeria – um fotógrafo clicou o outro, formando uma corrente de 20 autores, entre eles Autumn, Bob Wolfenson, Roberta Dabdab, Cris Bierrenbach, João Wainer, Daniel Klajmic e Claudia Jaguaribe. 

Entre os 34 espaços expositivos espalhados pelo bairro, exposições como “Malditos Fios”, sob curadoria de Leão Serva e as convocatórias da Galeria Nikon e do Olhavê estarão entre os destaques desta edição. A Feira do Cavalete, que será inaugurada dia 27 de junho, permitirá um espaço de troca onde fotógrafos profissionais e amadores, editores e artistas independentes, produtores e representantes de galerias irão comercializar diversos itens que remontam ao universo fotográfico – publicações, fotozines, livros, fotos avulsas, etc. 

Destaques

Nair Benedicto mostra uma seleção bem peculiar na ImãFotoGaleria (Rua Fradique Coutinho,1239) com sua exposição FÉ MENINA. Nela, o curador Egberto Nogueira buscou, através da ideia do feminino e da fé, o poder que a mulher tem em si mesma e selecionou do seu precioso arquivo inúmeros momentos que sintetizam seu pensamento através de fortes imagens. Seleção imperdível!

Safra Nova 

Entre alguns dos novos talentos, teremos no Espaço Cult, o fotógrafo Rafael Roncato com a polêmica quadrinista Laerte, que posou nua para os retratos. Já a exposição do fotógrafo Antonio Emygdio apresenta cliques de haitianos recém-chegados à cidade. Alisson Louback soma à mostra com uma criação singular: o artista desenvolveu um projetor autossustentável que coleta energia durante o dia e funciona à noite. Ele irá transmitir suas projeções nas paredes do Beco do Batman, local conhecido pelos grafites a céu aberto. Entre 2008 e 2015, o fotógrafo e diretor de arte João Linneu percorreu São Paulo registrando janelas e fachadas de prédios, num trabalho que compreende mais de 2700 fotografias. Chamada Barril de Amontillado, esta série será exposta pela primeira vez nesta edição da Mostra. 

Mônica Zarattini, fotógrafa, em seu Blog no Estadão.

Programação completa

Site da DOC Galeria – Escritório de Fotografia – Rua Aspicuelta,662 Vila Madalena – São Paulo/SP: http://bit.ly/1QjwLF1


Você já ouviu falar do Capão Redondo, em São Paulo? Localizado a cerca de 18 quilômetros ao sudoeste do marco zero da cidade, o bairro por muito tempo só aparecia em manchetes devido a episódios de violência. Porém, há 14 anos um grupo de pessoas criou um evento que hoje é a principal referência para a literatura marginal brasileira.

Faça chuva ou faça sol, o Sarau da Cooperifa acontece toda semana. Costumava ser às quartas-feiras, mas agora mudou para as terças. Dezenas e às vezes até centenas de pessoas vão ao espaço que já se tornou tradicional: o Bar do Zé Batidão. Mais do que apenas um bar, o lugar é um ponto de referência cultural no extremo sul da cidade, pois abriga uma biblioteca e volta e meia também recebe sessões gratuitas de cinema em sua laje.

O sarau foi criado em 2001, a partir da iniciativa do poeta e agitador cultural Sérgio Vaz com alguns parceiros seus. De lá para cá, o objetivo se manteve sempre o mesmo: levar conhecimento literário para jovens da periferia como forma de ajudar a formar seu caráter cidadão.

Não há restrições para quem quer participar com sua poesia. Basta chegar, dar o nome e aguardar a vez. O único limite é para o tamanho da obra, que deve ter no máximo uma lauda. É uma medida democrática para que todos tenham vez no microfone. Outra regra de convivência respeitada é que as apresentações devem ser ouvidas em silêncio e aplaudidas no final.

Resistindo de forma independente ao longo dos anos, o projeto se tornou a principal porta de entrada para muitos tomarem gosto pela literatura. E inclusive já serviu de inspiração para a multiplicação de outras iniciativas semelhantes em regiões periféricas distintas, como por exemplo o Sarau da Brasa (na Brasilândia) e o Sarau de Paraisópolis.

Acompanhe as atividades do Sarau da Cooperifa por aqui.

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Por Daniel Boa Nova. Hypness.

 

Pelo terceiro ano seguido, jornalista faz listagem para reunir todas as festas juninas da cidade.

Junho está aí e não é lá uma má ideia passar todos os fins de semana do mês em festas juninas, não é verdade? Com certeza, essa é uma ideia que passa pela cabeça do jornalista Luiz Pattoli.


Em seu blog Churrasco Grego, ele mais uma vez promove a ambiciosa ideia de listar o maior número possível de festas juninas que acontecem em São Paulo, concorrendo seriamente com sites especializados em agenda cultural.

Como sempre, Pattoli cuida da listagem por puro amor ao esporte, já que não ganha um real pelo trabalhoso processo de checagem e busca – e de vez em quando até tem o trabalho “roubado” na cara dura por outros sites. Conversamos um pouco com Pattoli sobre sua missão: 

Quando pintou a ideia de fazer o guia e quantas edições você já fez? É um material que ganha muito acesso todo ano, te pedem sempre, não? 
Esse é o terceiro ano que eu faço. Há oito anos eu comecei, no blog também, a fazer um guia de blocos de carnaval de São Paulo. Na época, ainda não se falava tanto em carnaval de rua, mas eu já acompanhava alguns blocos que rolavam no centro e na zona norte. Como eu sempre gostei de festas populares, comecei a perceber que além dos blocos de carnaval, também faltava informação sobre as festas juninas. Na verdade, algumas até saem nos Guia de jornais e sites especializados em programação cultural, mas diversas outras não conseguem espaço. De longe, essas duas programações são as páginas mais acessadas dos sites e tem uma turma que sempre pede e me cobram a fazer.

Você recebe muita dica, como é o processo de achar tanta festa junina? 
Tenho a tola ambição de fazer a lista mais completa possível, mas sei que é praticamente impossível. Eu faço a lista basesada no ano anterior e também ligo nas igrejas perguntando quando vai ser a festa junina da paróquia. Nesse ano, tirei um dia de folga para conseguir ligar para todas. O Facebook também ajuda um pouco, pois muitos lugares criam eventos. Eu só deixo de fora as festas escolares, pois ficaria uma lista muito grande e porque também essas festas normalmente atendem somente o público da própria escola.

Seu material é plagiado às vezes, né? O que acha disso, já que faz o lance por “amor a causa”?
É sim. Tanto o guia de blocos quanto o de festas juninas costumam ser copiados em outros sites, inclusive da grande imprensa. Eu acho que isso seria resolvido – como alguns fazem – me citando como fonte, me dando o crédito. Não custaria nada e seria simpático.

Veja a programação completa das festas juninas de 2015, separadas por Pattoli: http://bit.ly/1EW0HuP 

Fonte: Revista Brasileiros. 

 

A Prefeitura de São Paulo cede ao Sesc, terreno do São Vito, o Treme-Treme, perto do Mercadão, para que se construa nova unidade.

A criação de uma unidade do Sesc (Serviço Social de Comércio) no terreno do extinto prédio São Vito, no centro paulistano, deve sair do papel. A prefeitura assinou na tarde desta quinta-feira (28) a cessão do terreno para a entidade por um período de 99 anos.

"As obras vão demorar um pouco, de dois a três anos. O que vamos fazer é a ocupação imediata do terreno", afirmou à sãopaulo Danilo Miranda, diretor do Sesc-SP. "A ação começa já nos próximos dias. Tão logo tenhamos a infraestrutura mínima abrimos a porta para atividades esportivas, culturais, oficinas, algum tipo de lazer." "Se conseguimos a partir de 2017 iniciar a construção, será um passo grande", acrescentou Miranda. "Estamos com muita esperança no sentido de valorizar aquela área de São Paulo. É uma região um pouco deteriorada, que começa a ganhar um novo olhar da administração publica e do Sesc." O espaço abrigava os edifícios São Vito e Mercúrio, em frente ao Mercado Municipal. A demolição de ambos foi concluída em 2011, na gestão Gilberto Kassab (PSD). No mesmo ano, houve o anúncio de que o Sesc ergueria uma unidade no local, como parte de um pacote de ações do Plano de Revitalização do Parque D. Pedro 2º.

Obs: Simulação mostra área do antigo edifício São Vito, em frente ao Mercadão, que deve ganhar a unidade do Sesc.

Fonte: Folha de S. Paulo. 


Helena, de 5 anos, observa atentamente. Sentada entre a mãe e o pai, concentra-se no homem de roupas coloridas, que anda de um lado para o outro a imitar vozes, tocar triângulo e fazer indagações. “Quem sabe o que é uma façanha? Quem acha que tem a ver com lasanha?”, pergunta o moço. Alguns pequenos levantam os braços, incertos. O homem é o ator e contador de histórias Márcio Maracajá; a trama, Façanhas do Zé Burraldo, do paulista Ricardo Azevedo; o cenário, a Biblioteca Parque Villa-Lobos. A cena foi essa no último domingo, 3, mas a cada semana mudam os personagens. Às sextasfeiras, sábados e domingos, as bibliotecas do Parque Villa-Lobos e de São Paulo, atreladas à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, promovem eventos gratuitos para incentivar a prática da leitura desde a infância. Cada dia um contador diferente, uma nova narrativa.

A contação de histórias está prevista também na programação de unidades do Sistema Municipal de Bibliotecas no mês de maio, como na Sérgio Milliet, do Centro Cultural São Paulo, e na Hans Christian Andersen. Fabiana Araújo, de 40 anos, a mãe da Helena, acredita que a atividade aumenta o interesse da filha pelos livros. “A gente não perde a oportunidade de assistir. Estimula a curiosidade por saber que essas histórias legais vêm dos livros”, destaca. O secretário estadual da Cultura, Marcelo Mattos Araújo, explica que a contação de histórias faz parte da programação das bibliotecas desde que elas foram inauguradas. “A ideia é promover o contato com o mundo da leitura desde cedo, numa atividade que tem o potencial de envolver não só as crianças, mas estimular a família inteira. Dessa experiência com as histórias contadas oralmente, temos a certeza de que surgirão muitos leitores de livros", afirma. Para o diretor-executivo da organização SP Leituras, responsável pela gestão das bibliotecas estaduais paulistas, Pierre André Ruprecht, iniciativas desse tipo são importantes ainda por serem fonte de conhecimento e de experiências emocionais. “Ouvir histórias é delicioso! É uma daquelas práticas que persistem desde os primórdios da humanidade e que ajudam a nos definir como humanos”, assegura, e ressalta que a experiência pode ser rica também para os adultos.

Iniciativas gratuitas são realizadas em diferentes regiões da cidade.

Atividades ao ar livre.

Aos domingos, as bibliotecas do Parque Villa-Lobos e de São Paulo levam as histórias para fora dos muros. Sentados em pufes, pais e filhos escutam as fábulas, que vêm, em geral, acompanhadas de muita musicalidade.

A educadora, pesquisadora e contadora de histórias Rosita Flores acredita que a música ajuda o público a ficar mais receptivo. Além disso, cantigas da tradição oral trazem uma memória afetiva para os adultos. Fundadora da Cia Duo Encantado, ela frisa o potencial das narrativas de emocionarem as pessoas de todas as idades: “elas divertem, encantam, trazem uma reflexão, te ligam mais ao humano, ao ambiente, e à natureza”. A proposta no parque atrai pessoas que não tinham se programado para tal, como foi o caso da bancária Sônia de Paula Toledo, de 35 anos, mãe da Marina, de 3. “Achei bacana a proposta, primeiro porque a gente veio aqui para ela andar de bicicleta. Quando eu vi que ia ter a contação de histórias, adorei também”.

Confira a lista com 10 bibliotecas para levar as crianças e ouvir histórias:

Biblioteca Parque Villa-Lobos.
Endereço: Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001 - Alto de Pinheiros Telefone: (11) 3024-2500.
Hora do Conto Sextas das 15 às 16h Sábados e domingos das 16 às 17h Bebelê – para crianças com idades entre 6 meses e 3 anos Sábados das 10 às 12h e das 15 às 15h45 Domingos das 10 às 12h Domingo no Parque Domingos das 11 às 16h.

Biblioteca de São Paulo.
Endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 2630 - Santana Telefone: (11) 2089-0800 Hora do Conto Sextas das 15 às 16h Sábados e domingos das 16 às 17h Bebelê – para crianças com idades entre 6 meses e 3 anos Sábados das 09h30 às 12h e das 15 às 15h45 Domingos das 11h30 às 12h15 Domingo no Parque Domingos das 12h30 às 16h.

Biblioteca Sérgio Milliet – Centro Cultural São Paulo. 
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso Telefone: (11) 3397-4002 Contação de histórias Sábados e domingos às 14h30 No último final de semana do mês, há interpretação de libras.

Biblioteca Hans Christian Andersen.
Endereço: Avenida Celso Garcia, 4142 - Tatuapé Telefone: (11) 2295-3447 Shaolin, o quebrado de pedras e O vaso do imperador Com Beth Daniel e Seu Baú Encantado Dias 8 e 22 às 14h Malas Portam Histórias Com Cia. Malas Portam Dia 12 às 14h Contação de histórias para todos os gostos Com Gisele Sasaki Dia 19 às 10h Contação de histórias diversas com Dayse Dia 28 às 14h

Biblioteca Belmonte.
Endereço: Rua Paulo Eiró, 525 – Santo Amaro Telefone: (11) 5687-0408 Contar é preciso, ler é indispensável Dia 13 às 10h30 Tarde de contação de histórias Com Sabino Lopes Dia 29 às 14h30

Biblioteca Temática Direitos Humanos. 
Endereço: Avenida Inácio Monteiro, 6900 – Cidade Tiradentes Telefone: (11) 2555-2442 Contação de Histórias Com Cia Farnel de Artes Dia 7 às 10h Dia 21 às 15h Conta outra Cia Mapinguary Dia 23 às 15h Tricotando histórias Com Cia Circo de Trapo Dia 28 às 15h.

Biblioteca Mário de Andrade. 
Endereço: Rua da Consolação, 94 - Consolação Telefone: (11) 3775-0002 Imagens do Brasil Profundo Com Paulo Freire Dia 16 às 11h.

Biblioteca Monteiro Lobato. 
Endereço: Rua General Jardim, 485 - Vila Buarque Telefone: (11) 3256-4122 Contação de História Dia 14 às 14h30.

Biblioteca Jayme Cortez – Centro Cultural da Juventude. 
Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 Telefone: (11) 3984-2466 Contação de História Dia 13 às 10h30 Dia 27 de maio às 14h.

Biblioteca Milton Santos.
Endereço: Av. Aricanduva, 5777 – Aricanduva Telefone: (11) 2726-4882 Contação de História Dia 20 às 10h.

Maria Eduarda Chagas no Estadão. 

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