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Os praticantes de esportes radicais da cidade de São Paulo ganharão nas próximas semanas um espaço específico com equipamentos de primeiro nível para desenvolver manobras e superar obstáculos. Até o fim do primeiro trimestre, a Prefeitura de São Paulo irá entregar para a população o Centro de Esportes Radicais, um dos maiores da América Latina, que contará com circuitos e pistas voltadas para a prática de skate, bike BMX, patins inline, patinete e Parkour.

O equipamento público, que tem investimento estimado em R$ 13,4 milhões, contará ainda com ciclovias, pista de caminhada, área para shows e playground, em local de fácil acesso, na Marginal Tietê, se tornando mais um espaço de lazer e diversão para os paulistanos. O local se soma a áreas como o Clube Esportivo Tietê e o Parque Chácara do Jockey, também alvos de ação da atual gestão. 

Novo Centro de Esportes Radicais. Foto: Fernando Pereira / Secom.

 

O Centro de Esportes Radicais ocupa uma área de 38 mil m²  e terá acesso gratuito para cidadãos. “Os esportes radicais cresceram em todo o País, em especial, com os títulos conquistados por grandes atletas, e uma cidade da grandeza de São Paulo merecia um lugar adequado para não só atender os profissionais que são da cidade –e são muitos–, mas também fomentar o surgimento de futuros campeões”, afirmou o coordenador de esportes radicais da Coordenadoria de Gestão das Políticas e Programas de Esporte e Lazer, da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (SEME), Carlos Preto.

Todo o planejamento das pistas contou com apoio e envolvimento de atletas profissionais, que pensaram nos circuitos e até ajudaram na construção. As obras foram iniciadas no fim de julho do ano passado. Antes, o terreno abrigava barracões de duas escolas de samba, que não poderiam ocupar mais o espaço.

 

Novo Centro de Esportes Radicais. Foto: Fernando Pereira / Secom.

Pump track
Um dos destaques do Centro de Esportes Radiciais é o circuito de Pump track, pista com início, meio, mas nunca um fim, onde o frequentador anda "bombeando", sem impulsionar, apenas ganhando velocidade na medida em que passa pelos obstáculos. Por ter piso asfáltico, uma novidade de São Paulo, o espaço pode ser utilizado pelas modalidades de skate, Bike BMX, patins inline e patinete.

“Não pensamos em criar algo unicamente profissional. Tudo foi pensado para ser um espaço democrático. No Pump track, temos níveis, e o primeiro nível fica ao lado do playground, para que a criança veja, se interesse e progrida. Não só elas, mas os adultos. Como está pensado, esse espaço não será importante só para a prática, mas para a revolução do nosso esporte”, disse o atleta de BMX Blue Hebert, que está construindo uma das pistas do centro.

No Centro de Esportes Radicais, a pista foi planejada para atender pessoas de qualquer idade e também de diferentes tipos físicos, onde é possível circular não somente colado ao chão, mas saltando um ou outro obstáculo, em três níveis: iniciante (com 100 metros lineares, para praticantes que nunca andaram em um Pumptrack, no qual se conhece os movimentos e embalos do equipamento, intermediário (com 130 metros lineares, voltada para praticantes que já dominaram os movimentos de embalo e curvas do nível iniciante) e avançado (com 220 metros lineares, para atletas que já dominaram os movimentos de embalo e curvas do nível intermediário). Em todo esse circuito será obrigatório o uso de capacetes, e orienta-se o uso dos outros equipamentos de segurança, como joelheira, cotoveleira e proteção de punho.

“São Paulo tem uma grande ausência e falta de espaços para a prática de esportes urbanos e, por isso, locais como a Praça Roosevelt foram invadidos e teve de ser repensada para servir de pista de skate. O centro será importante, porque as pessoas se sentirão à vontade para começar no esporte e não ser desestimulado porque se machucou ou porque é difícil. Isso irá mudar o esporte aqui na cidade”, acrescentou Blue Hebert, que há 21 anos é atleta de BMX.

Novo Centro de Esportes Radicais. Foto: Fernando Pereira / Secom.

 

Parkour e skate
Com uma área de 650 m², o circuito de Parkour do Centro de Esportes Radicais contará com uma série de obstáculos horizontais e verticais de diferentes níveis, para que o praticante os transponha utilizando apenas o corpo, com técnicas de corrida, salto, equilíbrio e escalada.O centro ainda apresentará uma pista de skate com 480 m², chamada “Mini-Ramp”, que é um equipamento em formato de “U”, voltado para pratica da modalidade Vertical. O espaço poderá ainda ser utilizado pelas modalidades de skate, BMX e Inline, com foco para crianças de até 12 anos.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação / Portal da Prefeitura.

 


O que era bom está melhor. Com o objetivo de descentralizar e democratizar o acesso à cultura, a Prefeitura de São Paulo apresentou nesta terça-feira, 23, a programação do Circuito Municipal de Cultura 2016. Nomes dos mais relevantes do cenário cultural brasileiro se apresentarão em todas as regiões da cidade, do centro ao bairro. O Circuito Municipal de Cultura chega ao seu terceiro ano com programação cultural em toda a cidade, contemplando linguagens artísticas como dança, teatro, música, além das “Viradinhas”, que são eventos voltados especialmente para o público infantil, por meio de uma parceria com o programa São Paulo Carinhosa. Ao todo, serão aproximadamente 3.000 atividades, alcançando mais de 130 espaços, entre eles centros culturais, casas de Cultura, teatros, parques e a rede de Centros Educacionais Unificados (CEUs) – ação conjunta com a Secretaria Municipal de Educação–, com um investimento total de R$ 9,5 milhões.

Segundo o secretário Nabil Bonduki (Cultura), a programação deste ano é mais ampla. “A programação cultural  foi ampliada para fora do centro expandido e expressa uma politica que é de expansão da cobertura territorial da Secretaria Municipal da Cultura e da programação da cidade como um todo. Temos uma ação integrada com a Secretaria Municipal de Educação, porque se compartilha esporte, educação e cultura e, com isso,  a programação nos CEUs passam a ter uma politica cultural”, afirmou.

A edição deste ano traz novidades que incluem uma  programação cultural para as 13 Ruas Abertas; “Choro no Mercadão”; 20 apresentações de choro no Mercado Municipal Paulistano; espetáculos premiados em teatros municipais; 5 palcos temáticos com  hip hop, samba, rock, forró e cultura tradicional, além da diversidade para o público infantil, com 16 “Viradinhas”, que serão realizadas em diferentes bairros, e levarão shows e espetáculos dedicados às crianças.

“Houve um esforço da Secretaria Municipal de Cultura para descentralizar as atividades do circuito cultural, deixá-las mais constantes e continuas ao longo do ano, e houve também um esforço para selecionar uma programação bastante diferenciada para o publico infantil. Nós temos os territórios da SP Carinhosa, são aproximadamente dez territórios na cidade em extrema vulnerabilidade, que são priorizados com atividades culturais, e isso vem crescendo num processo de construção de escuta com a comunidade, com a escolha das próprias atividades culturais que vão ser desenvolvidas”, afirmou a primeira-dama, Ana Estela Haddad, coordenadora da SP Carinhosa.    

A programação do Circuito foi aberta no domingo, 21. Até o dia 3 de julho, mais de 3.000 atividades gratuitas como shows musicais, peças teatrais, espetáculos circenses e de dança, além de mostras audiovisuais serão realizadas. As atrações se darão em todas as regiões de São Paulo, alcançando mais de 130 espaços como centros culturais, casas de cultura, teatros, parques e os Centros Educacionais Unificados (CEUs). 

Espetáculos teatrais
Um dos grandes destaques da programação deste primeiro semestre, pois serão apresentados com entrada franca. Em março, estreia no Teatro Cacilda Becker a montagem de “Visitando o Sr. Green” com direção de Cassio Scapin e Sergio Mamberti no elenco. A temporada se estende até abril. Um dos principais sucessos nos palcos paulistanos em 2015, o espetáculo “Galileu Galilei”, estrelado por Denise Fraga, será encenado em 4 teatros municipais em maio. De 8 a 21 de maio, é a vez do premiado “Urinal, o Musical” estrear na programação municipal. Concebido pelo Núcleo Experimental, o espetáculo é dirigido por Zé Henrique de Paula e teve supervisão das versões musicais de Claudio Botelho.

Música
Sempre foi um dos pontos altos da programação do Circuito Municipal de Cultura. Neste semestre, estão programados shows com Carlos Lyra, Osvaldinho da Cuíca, Alice Caymmi, Raimundos e Nação Zumbi em março. Os destaques de abril são Funk como Le Gusta, Tom Zé, Maria Gadú e Leila Pinheiro. Em maio, quem se apresenta é Marina Lima, que lançou o disco “No osso” em 2015 e Elza Soares, que também traz um novo trabalho, “A mulher do fim do mundo”, além de Tony Tornado e Rita Benneditto. Os palcos municipais recebem, ainda, Renato Teixeira, Lia de Itamaracá e Vanusa em junho.

Rua Aberta
Entre as novidades desta edição do Circuito Municipal de Cultura, está uma programação específica para 13 vias integrantes do programa Rua Aberta. Essas ruas estarão abertas exclusivamente para ciclistas e pedestres aos domingos e feriados, entre 10 às 17 horas. 

Temáticos
Outra novidade são os cinco palcos temáticos, que contemplam o hip hop, samba, rock, forró e cultura tradicional, que serão realizados em um bairro diferente por mês. 

Os rappers Gog, Sharylaine, Caos do Subúrbio e Prodígio se apresentam em Ermelino Matarazzo no dia 27 de fevereiro. 

Em março, Leandro Lehart, Osvaldinho da Cuíca e Nega Duda homenageiam o samba em Perus. Em abril, o Parque Raul Seixas, na zona leste, recebe Saco de Ratos e Ratos do Porão. 

Em maio, a Cidade Ademar, na zona sul, terá o palco do forró com apresentações de Bicho de Pé, Chambinho e Trio Sinhá Flor. Em junho, o M´Boi Mirim abrirá espaço para a cultura tradicional com Lia de Itamaracá e Bonjour Pará.

O encerramento da programação, no dia 2 de julho, terá um show inédito em São Paulo. A cantora Gal Costa apresenta a turnê “Estratosférica” de graça, no Centro Esportivo e de Lazer Tietê, com a participação especial do cantor Milton Nascimento.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação / Portal da Prefeitura.


O Tomorrowland 2016 acontece entre os dias 21 e 23 de abril em Itu, interior de São Paulo. A segunda edição brasileira do maior festival de música eletrônica do mundo, terá o mesmo tema do aniversário de 10 anos comemorado no ano passado junto a 360.000 pessoas em Boom na Bélgica, sua cidade natal: “The Key to Happiness“.
 
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Foto: divulgação.
 
O Brasil irá cediar o terceiro capítulo da temática comemorativa da Tomorrowland, o segundo acontece em setembro de 2015 em Atlanta/EUA. The Key to Happiness seria uma chave mítica que só poderia ser encontrada por aqueles de coração puro, que poderiam utilizar um instrumento, construído na forma de um enorme trabalho de arte, para libertar todo o mundo da escuridão, devolvendo a criatividade e a alegria. Mais tarde, todas as “pessoas do amanhã”, como são chamados os participantes da festa, descobririam que este enorme trabalho de arte era na verdade o palco do festival, ao receberem em suas casas a chave da felicidade literalmente.
 
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Foto: divulgação.
 
Poucos dias antes do início da 10ª Tomorrowland na Bélgica, os ingressos foram enviados para os compradores dentro de pequenas caixas. A chave então era utilizada para abrir o “Mágico Baú do Tesouro”, que guardava a pulseira que permitia a entrada na festa e ainda serviria de carteira. Feita de couro e equipada com um chip RFID de identificação por radiofrequência, a pulseira registrava as compras feitas na “terra do amanhã”, dispensando o uso de dinheiro ou cartão, bolsa ou carteira durante o evento.
 
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Dreamville. Foto: divulgação.
 

Em 2015 a Tomorrowland teve entre suas atrações Steve Aoki, Dimitri Vegas & Like Mike, Armin van Buuren e David Guetta. Os ingressos da primeira edição no Brasil esgotaram-se em 3 horas. Para garantir seu lugar é possível realizar um pré-registro, que permitirá comprar os ingressos três horas antes da abertura geral das vendas.

Serviço

Ingressos Tomorrowland Brasil 2016 – 'The Key to Happiness'
Pré-registro no site: tomorrowlandbrasil.com

Quando: dias 21, 22 e 23 de abril.
Onde: Parque Maeda, Itu/SP.
Quanto:
R$ 399 pista.
R$ 799 vista vip.
R$ 899 pista full madness (válido para os três dias).
R$ 1.899 pista full madness vip.

Para quem pretende comparecer aos três dias de Festival, é possível encontrar acomodações dentro do próprio Parque Maeda. Acesse: tomorrowlandbrasil.com/dreamville.

Pacotes de viagens também podem facilitar sua jornada à Tomorrowland. Saiba mais: tomorrowlandbrasil.com/global-journey

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Fonte: Visite São Paulo.

 


Os nômades digitais podem praticar o trabalho diretamente de sua casa, mas se a distração do lar está atrapalhando o seu rendimento ou a inspiração necessária não vem, nada melhor do que buscar novos ares para fazer o trabalho render mais. O trabalho home office permite que qualquer lugar com internet se torne seu novo escritório. Para ajudar na escolha, selecionamos 10 lugares grátis em São Paulo para levar seu notebook e colocar a mão na massa.


“Você tem medo de altura?”, pergunta o fotógrafo Bruno Fernandes, enquanto veste o cinto de proteção amarelo, com seus vários encaixes e ganchos anti-queda. Há mais de dois anos, Bruno frequenta a obra que ocupa um trecho estreito da fileira de prédios da Av. Paulista, quase na Consolação. Na época, a obra não passava de um terreno plano, e estava longe de ser esta estrutura de vários andares que visitamos e que virá a compor, em 2017, o novo IMS de São Paulo. O novo centro cultural, apesar do pequeno terreno, terá um espaço expositivo maior que o IMS do Rio, com três salas de pé-direito elevado, além de cinema, biblioteca, restaurante e muito mais.
 

Bruno Fernandes veste o cinto de segurança para alturas. Foto: Antônio Xerxenesky.
 
Bruno chega cumprimentando os trabalhadores que abrem a porta e cuidam dos equipamentos de segurança. Apesar da aparente intimidade, o fotógrafo não conhece boa parte dos funcionários: “Tento ser apenas um observador silencioso. Venho, pego a câmera, tiro as fotos, vou embora, sem atrapalhar ninguém”.
 
 
Começamos o percurso pelo subsolo. Há inúmeros elementos interessantes, geometrias inesperadas, um local de reuniões que parece uma capela. Comento que há muito o que pode ser fotografado. Bruno, que visita mensalmente a obra, me garante que, no início, as coisas mudavam com maior frequência. Agora, nesta parte do subsolo, por exemplo, tudo já está mais ou menos igual. Tubos empilhados formam círculos abstratos. Bruno foca em detalhes mínimos e explica: “Procuro sempre alternar entre o macro e o micro. Registro um detalhe, uma forma, e depois tiro uma foto geral.”
 
 
Nossa presença chama a atenção de alguns trabalhadores. Bruno é um velho conhecido na obra, e está vestido de forma adequada ao ambiente. Já eu, de trajes de escritório, sou claramente uma criatura estranha ali. Bruno afirma que não costuma fotografar os trabalhadores, ao menos não diretamente. Evita imagens de rosto e retratos – até por questão de autorização. Mas captura detalhes, como um funcionário soldando metal, instalando parafusos. Uma mão em movimento, um golpe de martelo.
 

Tomamos o elevador até o andar mais alto que ele nos leva. O resto do caminho será por uma escadaria que, para quem sofre de acrofobia, pode se revelar um pavor. A luz das quatro e meia da tarde é forte e amarelada. Bruno diz preferir vir um pouco mais tarde, pelas cinco, ainda mais com o horário de verão. “Não é por causa da cor da luz”, explica, “mas porque no fim do dia as sombras são mais tênues, menos marcadas”.
 
 
Subimos um andar de escadaria e obtemos uma visão privilegiada da av. Paulista. O prédio, quando ficar pronto, terá 44 metros de altura. Para mim, tudo é novidade, e comento mais uma vez: como há coisas para se fotografar! É quando Bruno revela o maior desafio da tarefa: recondicionar o olhar. Sim, a obra está sempre em movimento, mas ao avançar, também passa a se tornar mais estática, repetitiva aos olhos. Até as mudanças se tornam previsíveis. É preciso esquecer o que já foi fotografado e enxergar a obra como se nunca tivesse estado antes ali.
 
 

Clique aqui para ver algumas das imagens já captadas da obra.

O fotógrafo Michael Wesely também está registrando a obra do IMS através de imagens de longa duração. Saiba mais sobre o projeto.

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Antônio Xerxenesky, assistente de coordenação do IMS e escritor no blog do IMS (Instituto Moreira Salles).

 
 

A transformação de alguns bairros, a renovação de casas decadentes e o melhor aproveitamento de espaços públicos deram nova cara à cidade – como a Av. Paulista fechada para o trânsito aos domingos, a abertura de novos espaços na Mooca e a revitalização da Praça Dom José Gaspar.  Confira um roteiro com dez lugares – e dicas de endereços no entorno – que vão mudar seu jeito de olhar cada um deles.