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Mais de 100 editoras independentes vão montar um verdadeiro acampamento e expor suas produções recentes na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, amanhã a partir das 10h, na segunda edição da feira Miolo(s), uma parceria da Biblioteca com a editora Lote 42.
 

A feira pretende reunir e dar a espaço a editoras tão distintas quanto, por exemplo, a Patuá e a Dublinense (mais afeitas a livros ‘comuns’ de literatura) até iniciativas que se debruçam sobre edições experimentais, como os “três Ps do mundo independente”: Pipoca Press, Polvilho Edições e PINGADO-PRÉS.

Um dos organizadores da Miolo(s) é João Varella, sócio da Lote 42, editora independente que tem chamado atenção com suas edições caprichadas e promoções criativas na web. Ele acredita que o mercado independente passa por um momento interessante. “Há uma retomada da cultura do zine, e mais pelo lado do design”, diz – tradicionalmente, o zine é uma publicação com temáticas divergentes das mídias tradicionais e com impressão menos profissional, muitas vezes em máquinas de fotocópias. Atualmente, soluções editoriais criativas se destacam pelos formatos experimentais de seus livros – às vezes, “quase livros” – que têm o capricho no design como atrativo fundamental.

A seleção de 112 editoras que participarão da feira, segundo Varella, é um bom panorama de casas que muitas vezes não se encaixam no padrão comercial de edição. “Existe um movimento que será estudado daqui a 50 anos”, acredita. Por questões logísticas, a maioria das editoras é do Sul e do Sudeste, mas Varella ressalta que a produção em outras regiões também é profusa – semana passada, ele visitou o festival Publique-se, no Recife, e disse ter ficado impressionado com a qualidade e quantidade de bons trabalhos por lá.

Uma das seções da feira destacada pelo organizador é a seção de risografia, uma técnica japonesa de impressão digital que pelo baixo custo e pela versatilidade que oferece tem atraído editores independentes (a tecnologia da máquina não delimita impressões exatas, como uma off set faz, dando a ideia de que cada impressão é única).

A Miolo(s) deste ano homenageia Fabio Zimbres, “uma das poucas unanimidades” no cenário independente. Uma exposição com trabalhos do ilustrador será montada na feira.

Outra novidade desta edição, que dobrou de tamanho em relação ao ano passado, são as oficinas de encadernação e serigrafia (com as inscrições esgotadas) e palestras sobre o mercado, estas a partir das 12h, no auditório da Mário de Andrade.

Nesta semana, seis editoras independentes levaram prêmios da Biblioteca Nacional – a Arte & Letra, de Curitiba, vencedora na categoria projeto gráfico, vai trazer seus trabalhos para a Miolo(s).

A ideia inicial da feira surgiu em 2014 quando São Paulo foi a cidade homenageada na Feira Internacional do Livro de Buenos Aires. Quem organizou a comissão brasileira foi a Biblioteca, e uma das sócias da Lote 42, Cecilia Arbolave, de origem argentina, se aproximou dos produtores da instituição. O clique veio durante o evento portenho, nas semanas seguintes as duas partes sentaram para conversar e em novembro do ano passado o projeto virou realidade, e chega com força à segunda edição. Boa oportunidade para o leitor ter contato direto com os editores de publicações.

Guilherme Sobota no Estadão.

 

 

 

O II Congresso de Escritores da Periferia de São Paulo, iniciativa criada em 2014 pelo coletivo de comunicação Desenrola E Não Me Enrola, chega a sua segunda edição com o objetivo de destacar temas que estão em evidência na literatura periférica, reunindo escritores e articuladores culturais para discutir a produção literária na periferia de São Paulo. O evento acontece no dia 7 de novembro na Fábrica de Cultura do Jardim São Luis, bairro localizado na zona sul dacidade.

O Congresso apresenta quatro temáticas para as mesas de debate, que estão ligadas diretamente a forma de atuação dos escritores e coletivos literários da periferia, são elas: Escritores e o Empreendedorismo Cultural; Rap e Literatura; Políticas Públicas para a Literatura; e Identidade Cultural e Literatura Feminista. Em paralelo ao evento, acontecerá uma feira de livros que dará ênfase as obras publicadas por autores e editoras independentes.

"Nós temos o objetivo de criar perspectivas de organização, projeção cultural e formação de público, para os coletivos literários e escritores independentes ampliarem o impacto das suas iniciativas culturais desenvolvidas na periferia", afirma Ronaldo Matos, diretor de conteúdo do Desenrola E Não Me Enrola, coletivo de comunicação que produz reportagens sobre a cena cultural da periferia e desenvolve oficinas de educomunicação para jovens provenientes de diferentes regiões da cidade, por meio do projeto Você Repórter da Periferia, outra iniciativa criada pelo coletivo. 

Matos argumenta que a literatura periférica é um movimento cultural que impacta diretamente na educaçãoe na personalidade dos jovens e por isso merece toda a atenção da sociedade. “O movimento dos saraus agrega valores sociais e culturais que impactam diretamente na formação dos jovens e moradores da periferia, por isso é de extrema importância reunir poetas, artistas e articuladores culturais para debater e sugerir formas de fortalecer ainda mais esta cultura”, explica.

O coletivo conta com o apoio do Programa de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, uma lei de fomento a projetos culturais da periferia que tem empoderado a atuação do coletivo e ajudado na realização do Congresso, que esse ano tem previsão de atrair mais de 500 participantes para interagir com as mesas de debates, apresentação de pocket shows, intervenções artísticas e uma exposição de quadros e artes plásticas.

Serviço

II Congresso de Escritores da Periferia de São Paulo
Data: 7 de Novembro.
Local: Fábricas de Cultura do Jardim São Luiz.
Endereço:R. Antônio Ramos Rosa, 651 - Jardim São Luís, São Paulo - SP.
Horário: 13h as 20h
Informações:[email protected] 
Entrada Gratuita

Flyer de temáticas do CongressoFlyer de temáticas do Congresso

 

Sobre o Desenrola E Não Me Enrola

O Coletivo tem o objetivo de atuar na veiculação de informação sobre os fatos socioculturais que acontecem na periferia de São Paulo. A partir desta premissa, buscamos destacar um olhar positivo nas reportagens escritas e em vídeo que abordam o que de melhor acontece na música, teatro, esporte, literatura e ações desenvolvidas por articuladores culturais das comunidades.A cada reportagem realizada, construímos um relacionamento com articuladores e artistas para entender quais as suas necessidades e pontos fortes a serem destacados na sociedade. Com o amadurecimento destas informações, desenvolvemos a proposta do Congresso de Escritores da Periferia de São Paulo, um evento que visa destacar a literatura periférica e seus escritores.Além do olhar jornalístico, o coletivo desenvolve o Você Repórter da Periferia, projeto de Educomunicação voltado para jovens da periferia de São Paulo, que ressalta a importância do jornalismo comunitário para a formação de cidadãos mais conscientes e integrados com a realidade sociopolítica do país.

Fonte: Assessoria de Imprensa.

 


O fim de semana chega e apesar de ter inúmeras coisas para se fazer, parece que não há nada de diferente. Em São Paulo, uma nova atração pode te tirar da mesmice: o BTNK (ou Beatnik), bar que fica na área de uma estação de trem na Mooca, contando ainda com um restaurante dentro de um vagão de 1918, banda e discotecagem. 

BTNK (97)


O projeto pop up tem data para terminar: 14 de novembro. Segundo Marco Assub, sócio da empreitada junto com Mariana Bastos e Ian Haudenschild, há chances de estender o dia do grand finale devido o sucesso que vem fazendo. Apesar de hype, este não é um endereço só para descolados, já que o Hypeness esteve por lá e observou o ambiente descontraído e eclético do local, sediado numa antiga estação de trem de 1922, em trilhos atualmente desativados mas logo ao lado daqueles que circulam normalmente na CPTM.

BTNK (11)


Pagando R$ 20 de couvert artístico na entrada, o público deve retirar fichas para consumação nos caixas e já pagar na hora, o que acaba facilitando a saída depois. As cervejas long neck Sol e Heineken saem pelo preço pouco amigável de R$ 12, enquanto os drinques custam R$ 28 e o ponche Timothy Leary (vodca, licor de morango, espumante, suco de cranberry e cítricos) sai por R$ 18. A cozinha, comandada pelo Z Deli, serve duas opções de lanches a R$ 26 e R$ 28, além da ótima porção de batatas rústicas que custa R$ 12.

 

BTNK (25)


Tudo pode ser consumido tanto no vagão quanto no espaço logo ao lado, decorado com peças vintage, remetendo a Geração Beat e a vanguarda artística de ícones como Jack Kerouac eNeal Cassady, que fizeram parte do grupo conhecido como Beatniks. Seguindo a  cultura da não-conformidade e da criatividade espontânea, encontraram seu lugar no mundo de maneira boêmia-hedonista, como pretende ser o bar em questão.

BTNK (42)


Uma banda que toca releituras de jazz dos anos 1950/1960 dá o tom da noite, enquanto o público se divide entre as mesas da área aberta e algumas poltronas confortáveis. A partir da 1h da manhã é a vez de um DJ convidado montar uma pistinha e dar novos ares ao espaço até a hora de fechar as portas, às 3h.

BTNK (106)


Para garantir uma ida nesta temporada, esteja ciente de que só funciona aos sábados e que, teoricamente, não há chances de reserva, embora eu tenha presenciado o contrário, inclusive com placa de “reservado” sob uma das mesas. Sabe como é, coisas de São Paulo....

Serviço

Bar e restaurante pop up BTNK
Rua Visconde de Parnaíba, 1253 - Mooca, São Paulo.
Aberto somente aos sábados, das 19h às 3h.
Temporada limitada, com encerramento previsto para 14/11/15
Serviço de valet no local. Para quem for de Uber, coloque o código promocional BTNK.
Couvert artístico: 20 reais
Contato:[email protected]

Brunella Nunes no Hypeness.


No dia 7 de novembro, sábado, a partir das 16h, o jardim suspenso do Centro Cultural São Paulo (CCSP) abriga mais uma edição do SlowMovie, evento gratuito e ao ar livre que convida o público a desacelerar para assistir filme, shows e aproveitar delícias gastronômicas.

Esta edição conta com uma novidade, dois telões para proporcionar mais conforto para o público, o filme escolhido pelo público através de votação na página do facebook do projeto foi “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977) – com direção de Woody Allen.

 

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Dianne Keaton e Woody Allen em Cena de 'Noivo Neurótico, Noiva Nervosa' ('Annie Hall').

 

Além da exibição que acontece as 20h, o SlowMovie apresenta shows de “The Dollar Bills” às 17h e Marina de La Riva às 18h30. O Mini Market Slow Movie estará presente durante todo o evento. Ainda nesta edição, estreia a feirinha que destaca o projeto “Beaba do Câncer” que disponibilizará para venda os produtos assinados por Elisa Sassi – cujo objetivo é desmitificar o câncer e trazer informações claras e otimistas sobre a doença e seu tratamento. Além disso, também estará a venda vinis curados por Patuá Discos, flores por A Bela do Dia, achados trazidos de toda a América Latina por Achados Briante e EME acessórios. O evento ainda conta com uma oficina de “Resíduos Recicláveis” da ONG Infinito Circular e a exposição “Moradores de Rua e seus Cães”, com fotografias de Eduardo Leporo que retratam o companheirismo e amor entre moradores de rua e seus animais de estimação

A partir das 16h, o público conta ainda com opções de food bikes para todos os gostos, como a Magrella Pizza, Townpioca e A Torteria. Já os doces são oferecidos pela Brownie Affair e Pudim a Gosto. Los Mendozitos trazem vinhos e Bike Café. O Instabike, projeto móvel de fotografia, completa a programação.

Programação

16h às 19h – Oficina de “Resíduos Recicláveis” (ONG Infinito Circular) e exposição “Moradores de Rua e seus Cães” (assinada por Edu Leporo)
16h às 22h – SlowBikes: Magrella Pizza, Townpioca , Torteria, Brownie Affair, Pudim a Gosto, Los Mendozitos, Bike Café e Instabike.
17h às 18h30 – Show da banda “The Dollar Bills”
18h30 às 19h30 – Show da cantora Marina de La Riva as 18h30.
20h – Exibição do filme “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” dirigido por Woody Allen
22h – Encerramento

Serviço

SlowMovie - 
Centro Cultural São Paulo 
Data: 7 de novembro, sábado, das 16h às 22h
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo – SP
Obs: se chover, o evento será cancelado.

Fonte: Mistura Urbana.


Com mostras competitivas e não competitivas que incluem conteúdo brasileiro e de vários cantos do mundo, o Telas Festival Internacional de TV de São Paulo entra em sua 2ª edição com um novo QG: a Oca, no Parque Ibirapuera. A negociação foi feita pela Spcine, empresa de cinema e audiovisual criada pela Prefeitura de São Paulo, que assina a realização do evento junto com a Converge. O espaço será ocupado com atrações como uma mostra com storyboards do longametragem ainda inédito do Peixonauta. 
 
Uma agenda de debates sobre inovação e tecnologia também vem sendo programada para a ocasião. De quebra, arquivos de emissoras como TV Cultura e Band terão direito a uma exposição em movimento no mesmo ambiente. Os visitantes também terão a chance de experimentar óculos de realidade virtual, fazer um workshop de drones e se encontrar com celebridades do YouTube, plataforma tratada com status de grande rede. A proposta é criar um pacote de ações que provoquem interação entre público e linguagens audiovisuais. 
 
Tudo isso vai de 9 a 15 de novembro e engloba outros endereços espalhados pela cidade – Faap, MIS, Unibes Cultural e MAM – para contemplar o volume de produções nacionais e internacionais da mostra.
 
Idealizadora do Festival, a Converge unirá o evento ao Fórum de TV, encontro que este ano ela já promove pela 16ª vez, com debates, palestras e novos projetos – alguns programas nascem nos bastidores do encontro. O Fórum ocorrerá na mesma semana do Telas, no WTC, em São Paulo.
 
Cristina Padiglione no Estadão.



Prevista para acontecer neste final de semana (dias 24 e 25), a 9ª Virada Esportiva, organizada pela Prefeitura de São Paulo e também pela Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação do município, promete não deixar o paulistano parado. E opções para isso não faltarão: no total, estão programadas mais de 34 horas de atividades físicas, clínicas e oficinas de esporte espalhadas por mais de 400 endereços. Cerca de dois mil eventos irão transformar São Paulo no maior centro esportivo do mundo.
 

A programação da Virada Esportiva 2015 estará dividida por grupos específicos de atividades: aquáticos, artes marciais, atletismo, clínicas e oficinas, corrida e caminhada, dança, digitais, esportes com bola, esportes de arremesso, esportes sobre rodas, exercícios aeróbicos, ginástica, modelismo, radicais de aventura, raquetes e tacos, recreativos, saúde/estética, simuladores, skate, tabuleiro/jogos de mesa, Terceira Idade e virada paraesportiva. O link completo da programação você pode acessar aqui!

A Virada trará para o público atividades mais tradicionais aos praticantes de modalidades esportivas, como futebol, vôlei, futsal, handebol, basquete, beisebol, futebol americano e rúgbi, entre outros. Mas também haverá espaço para modalidades bastante populares nas escolas, por exemplo, como a queimada, que está prevista para acontecer em três locais: CEE Rubens Pecce Lordello (dia 24, das 10h às 11h, na Av. Lins de Vasconcellos, 804); CE Raul Tabajara (dia 24, das 11h às 13h, na R. Anhanguera 484, Barra Funda) e Centro Esportivo Juscelino Kubitschek (dia 24, Rua Inácio Monteiro 55, Cidade Tiradentes).

O grupo de esportes radicais e de aventura também promete ser uma atração à parte na Virada Esportiva. O Centro Esportivo e de Lazer Tietê (Av. Santos Dumont, 843) receberá nos dias 24 e 25 atividades de bungee jump, entre 10 e 18h. No mesmo local, também irão acontecer atividades de asa delta, sábado e domingo.

A exemplo do que aconteceu em 2014, também haverá este ano a Virada Paraesportiva, com diversas atividades voltadas para atletas com deficiência física. Estão previstos eventos adaptados de bocha, futsal, basquete, tênis, judô, golfe, capoeira, vôlei e atletismo, além de uma palestra sobre audição.

Fonte: Lance.