Encontros - São Paulo São

São Paulo São Encontros


O Tomorrowland 2016 acontece entre os dias 21 e 23 de abril em Itu, interior de São Paulo. A segunda edição brasileira do maior festival de música eletrônica do mundo, terá o mesmo tema do aniversário de 10 anos comemorado no ano passado junto a 360.000 pessoas em Boom na Bélgica, sua cidade natal: “The Key to Happiness“.
 
fada-tomorrowlandfada-tomorrowland

Foto: divulgação.
 
O Brasil irá cediar o terceiro capítulo da temática comemorativa da Tomorrowland, o segundo acontece em setembro de 2015 em Atlanta/EUA. The Key to Happiness seria uma chave mítica que só poderia ser encontrada por aqueles de coração puro, que poderiam utilizar um instrumento, construído na forma de um enorme trabalho de arte, para libertar todo o mundo da escuridão, devolvendo a criatividade e a alegria. Mais tarde, todas as “pessoas do amanhã”, como são chamados os participantes da festa, descobririam que este enorme trabalho de arte era na verdade o palco do festival, ao receberem em suas casas a chave da felicidade literalmente.
 
key-to-happines-tomorowlandkey-to-happines-tomorowland

Foto: divulgação.
 
Poucos dias antes do início da 10ª Tomorrowland na Bélgica, os ingressos foram enviados para os compradores dentro de pequenas caixas. A chave então era utilizada para abrir o “Mágico Baú do Tesouro”, que guardava a pulseira que permitia a entrada na festa e ainda serviria de carteira. Feita de couro e equipada com um chip RFID de identificação por radiofrequência, a pulseira registrava as compras feitas na “terra do amanhã”, dispensando o uso de dinheiro ou cartão, bolsa ou carteira durante o evento.
 
dreamville1dreamville1

Dreamville. Foto: divulgação.
 

Em 2015 a Tomorrowland teve entre suas atrações Steve Aoki, Dimitri Vegas & Like Mike, Armin van Buuren e David Guetta. Os ingressos da primeira edição no Brasil esgotaram-se em 3 horas. Para garantir seu lugar é possível realizar um pré-registro, que permitirá comprar os ingressos três horas antes da abertura geral das vendas.

Serviço

Ingressos Tomorrowland Brasil 2016 – 'The Key to Happiness'
Pré-registro no site: tomorrowlandbrasil.com

Quando: dias 21, 22 e 23 de abril.
Onde: Parque Maeda, Itu/SP.
Quanto:
R$ 399 pista.
R$ 799 vista vip.
R$ 899 pista full madness (válido para os três dias).
R$ 1.899 pista full madness vip.

Para quem pretende comparecer aos três dias de Festival, é possível encontrar acomodações dentro do próprio Parque Maeda. Acesse: tomorrowlandbrasil.com/dreamville.

Pacotes de viagens também podem facilitar sua jornada à Tomorrowland. Saiba mais: tomorrowlandbrasil.com/global-journey

***
Fonte: Visite São Paulo.

 


Os nômades digitais podem praticar o trabalho diretamente de sua casa, mas se a distração do lar está atrapalhando o seu rendimento ou a inspiração necessária não vem, nada melhor do que buscar novos ares para fazer o trabalho render mais. O trabalho home office permite que qualquer lugar com internet se torne seu novo escritório. Para ajudar na escolha, selecionamos 10 lugares grátis em São Paulo para levar seu notebook e colocar a mão na massa.


“Você tem medo de altura?”, pergunta o fotógrafo Bruno Fernandes, enquanto veste o cinto de proteção amarelo, com seus vários encaixes e ganchos anti-queda. Há mais de dois anos, Bruno frequenta a obra que ocupa um trecho estreito da fileira de prédios da Av. Paulista, quase na Consolação. Na época, a obra não passava de um terreno plano, e estava longe de ser esta estrutura de vários andares que visitamos e que virá a compor, em 2017, o novo IMS de São Paulo. O novo centro cultural, apesar do pequeno terreno, terá um espaço expositivo maior que o IMS do Rio, com três salas de pé-direito elevado, além de cinema, biblioteca, restaurante e muito mais.
 

Bruno Fernandes veste o cinto de segurança para alturas. Foto: Antônio Xerxenesky.
 
Bruno chega cumprimentando os trabalhadores que abrem a porta e cuidam dos equipamentos de segurança. Apesar da aparente intimidade, o fotógrafo não conhece boa parte dos funcionários: “Tento ser apenas um observador silencioso. Venho, pego a câmera, tiro as fotos, vou embora, sem atrapalhar ninguém”.
 
 
Começamos o percurso pelo subsolo. Há inúmeros elementos interessantes, geometrias inesperadas, um local de reuniões que parece uma capela. Comento que há muito o que pode ser fotografado. Bruno, que visita mensalmente a obra, me garante que, no início, as coisas mudavam com maior frequência. Agora, nesta parte do subsolo, por exemplo, tudo já está mais ou menos igual. Tubos empilhados formam círculos abstratos. Bruno foca em detalhes mínimos e explica: “Procuro sempre alternar entre o macro e o micro. Registro um detalhe, uma forma, e depois tiro uma foto geral.”
 
 
Nossa presença chama a atenção de alguns trabalhadores. Bruno é um velho conhecido na obra, e está vestido de forma adequada ao ambiente. Já eu, de trajes de escritório, sou claramente uma criatura estranha ali. Bruno afirma que não costuma fotografar os trabalhadores, ao menos não diretamente. Evita imagens de rosto e retratos – até por questão de autorização. Mas captura detalhes, como um funcionário soldando metal, instalando parafusos. Uma mão em movimento, um golpe de martelo.
 

Tomamos o elevador até o andar mais alto que ele nos leva. O resto do caminho será por uma escadaria que, para quem sofre de acrofobia, pode se revelar um pavor. A luz das quatro e meia da tarde é forte e amarelada. Bruno diz preferir vir um pouco mais tarde, pelas cinco, ainda mais com o horário de verão. “Não é por causa da cor da luz”, explica, “mas porque no fim do dia as sombras são mais tênues, menos marcadas”.
 
 
Subimos um andar de escadaria e obtemos uma visão privilegiada da av. Paulista. O prédio, quando ficar pronto, terá 44 metros de altura. Para mim, tudo é novidade, e comento mais uma vez: como há coisas para se fotografar! É quando Bruno revela o maior desafio da tarefa: recondicionar o olhar. Sim, a obra está sempre em movimento, mas ao avançar, também passa a se tornar mais estática, repetitiva aos olhos. Até as mudanças se tornam previsíveis. É preciso esquecer o que já foi fotografado e enxergar a obra como se nunca tivesse estado antes ali.
 
 

Clique aqui para ver algumas das imagens já captadas da obra.

O fotógrafo Michael Wesely também está registrando a obra do IMS através de imagens de longa duração. Saiba mais sobre o projeto.

***

Antônio Xerxenesky, assistente de coordenação do IMS e escritor no blog do IMS (Instituto Moreira Salles).

 
 

A transformação de alguns bairros, a renovação de casas decadentes e o melhor aproveitamento de espaços públicos deram nova cara à cidade – como a Av. Paulista fechada para o trânsito aos domingos, a abertura de novos espaços na Mooca e a revitalização da Praça Dom José Gaspar.  Confira um roteiro com dez lugares – e dicas de endereços no entorno – que vão mudar seu jeito de olhar cada um deles.


São Paulo teve o maior Carnaval de rua de sua história. Foram 355 blocos seguidos por aproximadamente 2 milhões de pessoas. As vias da maior cidade do país foram tomadas: foliões fantasiados, carros de som, cerveja.

O ressurgimento do Carnaval de rua paulistano não aconteceu de repente. Alguns dos maiores blocos deste ano já desfilam há pelo menos meia década. Com o passar do tempo, a festa foi aumentando. Em 2016, se tornou grande. Aqui estão alguns fatores que possibilitaram essa mudança:

As pessoas estão ansiosas por retomar a rua
Nos últimos anos, as grandes cidades do país assistiram ao crescimento de movimentos independentes que pregam a ocupação e a retomada do espaço público. Cidadãos estão reivindicando a gestão de atividades coletivas em praças públicas, pedindo mais parques e organizando festas de rua, por exemplo.

São Paulo tem sido um dos grandes palcos desse movimento. De acordo com especialistas, essa vontade de ocupar a rua com mais pessoas, em detrimento dos carros, fez crescer o Carnaval na cidade.

Os paulistanos deram uma chance aos blocos
A origem do Carnaval está na rua. A festa, porém, migrou com o tempo para clubes ou foi institucionalizada em sambódromos.

Alguns blocos tradicionais se mantiveram firmes no interior do Estado, como em São Luiz do Paraitinga. Depois, a tradição foi sendo restabelecida na capital. Em 2009, a primeira nova leva de blocos começou a desfilar pelas ruas paulistanas e a ocupação se tornou crescente. Em 2016, foram 100 blocos a mais do que em 2015, por exemplo.

Além da oferta maior de diversão, a procura também aumentou. Umapesquisa da SPTrans (empresa municipal de transportes) realizada neste Carnaval detectou que 64% dos foliões paulistanos deste ano participavam pela primeira vez da festa nas ruas.

A maioria, quase 80%, disse que evita viajar na época do Carnaval para poder aproveitar o feriado na cidade. E apenas 2% dos foliões são de fora de São Paulo.
 
“É o resgate de um espírito carnavalesco mais puro de descontração, de espontaneidade, de fuga do carnaval mercantilizado dos abadás e das escolas de samba. É sair para a rua para brincar.” Chico Santana, músico e pesquisador da história do samba, em entrevista ao "El País."
 
Tentativa de organização pelo poder público

A Prefeitura de São Paulo tem encorajado a presença de blocos nas ruas da cidade. Desde o início do mandato, a atual gestão vem adotando medidas para cadastrar os blocos e dar uma organização mínima para a festa.  Em 2016, proibiu o uso de abadás e cordas nas festas - algo que o Rio de Janeiro já havia proibido. Neste ano também, a Secretaria Municipal de Cultura gastou R$ 10 milhões para apoiar blocos independentes e oferecer estrutura para a festa.

A estrutura inclui banheiros químicos nas concentrações e dispersões dos blocos, além de panfletos e totens com datas e horários de todos os blocos. Há também o apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego, da Secretária da Saúde, que está promovendo ações contra o HIV e distribuindo camisinhas e da Polícia Militar.

O retorno econômico é alto. Na estimativa da Secretaria de Turismo, a festa em 2016 vai girar cerca de R$ 400 milhões - quase o dobro do Sambódromo, que a cada Carnaval movimenta em torno de R$ 250 milhões.

O crescimento do Carnaval de rua, porém, também recebe críticas. Na Vila Madalena, bairro boêmio da zona oeste de São Paulo, associações de moradores fizeram um abaixo-assinado no qual pedem a redução do número de blocos. As entidades reclamam do barulho, do consumo de drogas e do lixo acumulado durante a festa.

***
Ana Freitas no NEXO.

 

Ranking de público nos principais blocos de São Paulo

BLOCOS Mínimo (em mil) Realista(em mil) Máximo (em mil)
Acadêmicos do Baixo Augusta 120 150 180
Bangalafumenga e Sargento Pimenta 50 55 60
BlocON com Sidney Magal 50 55 60
Monobloco 40 45 50
Tô de Bowie 35 40 45
Ilú Obá De Min (dois desfiles) 35 40 45
Domingo ela não vai 30 40 45
Desmanche 30 40 45
Tarado ni você 25 30 35
Bastardo (foram 4 desfiles) 20 30 36
Casa Comigo 20 25 30
Pilantragi 20 25 30
Agrada gregos 18 20 25
Maluco Beleza (Alceu Valença) 15 18 20
Gambiarra 15 18 20
Chá da Alice 15 18 20
Unidos do BPM 15 18 20
Ritaleena 10 15 18
Bregsnice 10 15 18
Confraria do Pasmado 10 12 15
Espetacular Charanga do França 10 12 15
Bloco Urubó 8 10 12
Agora vai 8 10 12
TOTAL 609 741
856



Fonte: Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.


Até dia 2 de março, artistas e produtores interessados em participar do evento, que neste ano acontece entre os dias 21 e 22 de maio, podem preencher o formulário do chamamento com os dados de seu projeto, que será analisado por uma curadoria colegiada.

Um dos maiores eventos de rua do mundo, a Virada Cultural, está recebendo até dia 2 de março, propostas de projetos artísticos e culturais para integrar a sua 12ª edição, marcada para os dias 21 e 22 de maio de 2016, na cidade de São Paulo. 

Por meio de um formulário específico, poderão ser enviados projetos que serão analisados por uma comissão curadora, cujos membros ainda serão anunciados.  Não serão aceitos projetos enviados por e-mail e nem entrega de materiais pessoalmente. 

Acesse aqui o formulário 

O objetivo deste chamamento é ampliar ainda mais a pluralidade da Virada Cultural, sendo esta uma das características mais marcantes deste evento. Serão analisadas propostas de quaisquer áreas da cultura: dança circo, cinema, teatro, artes visuais, gastronomia, espetáculo infantil, cultura popular, artistas de rua etc., direcionadas para públicos de todas as idades. Somente os proponentes dos projetos selecionados serão contatados pela organização do evento.

A Virada Cultural é promovida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio e adesão de outros parceiros institucionais.

Ao longo de sua história, a Virada Cultural aliou programação diversificada, de qualidade, com acesso gratuito a toda a população.

***
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura.