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Todas as regiões da cidade de São Paulo receberão, entre os dias 6 e 9 de fevereiro, cerca de 30 atrações gratuitas do Carnaval 2016, que estarão espalhadas em cinco palcos organizados pela Secretaria Municipal de Cultura. Na programação, estão apresentações musicais de blocos carnavalescos tradicionais e artistas renomados como Fernanda Abreu, Samuel Rosa, Sandra de Sá, Elza Soares, Pepeu Gomes, Fafá de Belém, Otto e Moraes Moreira.

Na zona sul, o palco será instalado em frente à Casa de Cultura de M’Boi Mirim; na zona norte, a festa será na Cohab de Taipas e, na zona leste, o palco ficará na rua Giácomo Quirino, em Itaquera. Haverá ainda atrações no Vale do Anhangabaú, na região central, e no Largo da Batata, na zona oeste.

No caso do Largo da Batata, é o segundo ano em que o palco auxilia na dispersão do público que pula o carnaval na região de Pinheiros e Vila Madalena. No pré-carnaval, a estrutura montada no Largo da Batata recebeu cerca de 40 mil pessoas no último final de semana. Em 2016, o destaque da programação são as Orquídeas do Brasil, nome dado por Itamar Assumpção à banda que o acompanhava no início dos anos 90.

Com a cantora Anelis Assumpção, filha do artista, o grupo apresenta um show carnavalesco com repertório especial para os dias 6 e 9 de fevereiro, às 21h. No sábado (6), a banda recebe no Largo da Batata a cantora Alcione e, no domingo (7), o músico baiano Moraes Moreira. Na segunda-feira (8), é a vez de Fernanda Abreu e, na terça (9), último dia do Carnaval, a cantora Tulipa Ruiz.

No centro, o público terá na programação música paraense, pernambucana e jamaicana. No sábado, o público será transportado para o Carnaval do Recife, com uma apresentação especial do Festival Recbeat, que trará atrações como Dona Onete, Karina Buhr e Batida DJ Set, projeto que reúne músicos portugueses e angolanos. No dia seguinte, é a vez da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (OBMJ) comandar um baile recheado de convidados especiais, como Samuel Rosa, da banda mineira Skank.

Na terça-feira (9), a partir das 21h, o palco do Vale do Anhangabaú receberá artistas do Pará, como Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Fafá de Belém e Beto Barbosa. No repertório, ritmos da região norte do Brasil como lambada, guitarrada, carimbó e tecnobrega, entre outros.
 
Orquídeas do Brasil e Anelis Assumpção convidam Alcione (dia 6); Moraes Moreira (dia 7); Fernanda Abreu (dia 8) e Tulipa Ruiz (dia 9)Orquídeas do Brasil e Anelis Assumpção convidam Alcione (dia 6); Moraes Moreira (dia 7); Fernanda Abreu (dia 8) e Tulipa Ruiz (dia 9)
 
Orquídeas do Brasil e Anelis Assumpção convidam Alcione (dia 6); Moraes Moreira (dia 7);
Fernanda Abreu (dia 8) e Tulipa Ruiz (dia 9) para o palco do Largo da Batata.
 
 
Zona Norte
Para os foliões da zona norte, o palco de Taipas programou shows para os quatro dias. No local, a festa começa no dia 6, com o bloco do Chocolatte. Em seguida, das 20h às 22h, a banda Os Opalas convida o músico Bebeto para comandar a festa. A banda volta a se apresentar, sempre das 20h às 22h, com Nereu, no domingo; Paula Lima, na segunda; e Sandra de Sá, na terça. 

A programação do Carnaval em Taipas ainda conta com os blocos Vem Pro Trem das Onze, Aí se Me Perdeu e Bateria na Mesma Batida. Cada um deles se apresentará em um dia, das 18h30 às 19h30.

Zona Leste
No palco montado em Itaquera, o destaque fica para as apresentações da Banda Glória, que terá como convidados a cantora Elza Soares, no sábado; Pepeu Gomes, no domingo; e Otto, na terça-feira. O Carnaval na zona leste ainda conta com os blocos Bateria Descontrole Folia, Batuq do Glicério, Partideiros do Maria Zélia, Carnabelém e do Baião, que se apresentarão até terça-feira (9), cada um em um dos dias de Carnaval.

Zona Sul
A banda de samba rock Sandália de Prata agitará a festa no M’Boi Mirim, levando ao público Ellen Oléria, no sábado; Simoninha e Max de Castro, no domingo; e B Negão, na terça-feira. Todas as apresentações acontecem das 20h às 22h. A festa na zona sul ainda contará com os blocos da Unidos do J.D. Primavera, Samba da Cultura, Acadêmicos do Campo Limpo, do Beco e Arrastão da Vila Guarani, que se apresentarão de forma alternada até o último dia do Carnaval.

Pré-carnaval
No fim de semana de pré-carnaval, o Largo da Batata recebeu apresentações de cinco blocos e bandas de carnaval. No sábado (30), o Jegue Elétrico abriu a programação do palco com marchinhas autorais de letras bem humoradas. Em seguida, foi a vez dos cariocas da Orquestra Voadora, com sua mistura das tradicionais fanfarras com repertório moderno e eclético.

No domingo (31), o palco foi animado pela Banda Carnavalesca Macaco Cansado, que apresentou sambas cadenciados e marchinhas carnavalescas. Depois, o Largo da Batata recebeu o Bloco Bastardo e a percussão do bloco carioca Quizomba.

Confira a programação em Carnaval de Rua, hotsite da Secretaria Municipal de Cultura.

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Fontes: Secretaria Executiva de Comunicação e Secretaria Municipal de Cultura.
 
 


Se tudo tem alma, a das ruas é encantadora. O escritor João do Rio já dizia, no seu livro quase homônimo à primeira frase, A Alma Encantadora das Ruas: “A rua é a eterna imagem da ingenuidade; para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o despertar triste, quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é no encanto da vida renovada”. A rua, tão ou mais larga que uma escola, está sempre aberta para receber quem quer nela sentar, brincar e aprender.

As ruas da comunidade do Morumbizinho serpenteiam ao longo da Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. Elas são estreitas, e às vezes desembocam como rios em becos, escadarias ou ladeiras. As crianças as ocupam, sempre suas legítimas donas, no caminho para a escola ou jogando bola.

O poeta Giovani Baffô já foi uma delas e teve dificuldades para encontrar o lírico e o lúdico dentro de sua comunidade. Como qualquer bairro de periferia, o Jardim Boa Vista pressupõe deslocamentos: se o morador quer ir a um show, tem de atravessar pontes; se quer assistir um filme, deve pegar ônibus; se tem de dizer onde mora, diz que é no Butantã e não em uma das favelas da cidade.

Foi domando, conhecendo e trilhando as ruas, sem medo de suas mordidas e belezas, que Giovani teve a ideia de criar o coletivo Vie La En Close, misturando a sagacidade poética de Paulo Leminski com a música de Edith Piaf. É qualidade da rua, fazer todo mundo brincar junto: “A ideia é levar a arte para a comunidade. Tentar colocar o bairro na geografia artística da cidade e fazer isso com qualidade”, explica o poeta.

 

O que antes eram encontros esporádicos de saraus, varais de poesia e música, em São Paulo, culminaram na criação da Vielada Cultural.O que antes eram encontros esporádicos de saraus, varais de poesia e música, em São Paulo, culminaram na criação da Vielada Cultural.

Teatro de sombras no Beco do Aprendiz. Coletivo Vie la en Close + Membrana Experimental Fiat Lux. Foto: Leo Eloy.

 

A periferia como centro cultural

O que antes eram encontros esporádicos de saraus, varais de poesia e música, que geralmente aconteciam nas terças e quartas-feiras, culminaram na criação da Vielada Cultural. O festival, que acontece quando o dinheiro permite e sempre com a colaboração de pessoas de dentro e fora da comunidade, transforma a periferia em um centro cultural e inverte o fluxo comum das cidades. “É um movimento inverso e lindo quando as pessoas saem do centro e dos lugares mais privilegiados da cidade para irem até a periferia atrás de eventos culturais”, conta Mafuane Oliveira, também conhecida como Mafu, contadora de história da Cia Chaveiroeiro e assídua participante das Vieladas.

Ana Carolina Laet, pedagoga e também integrante do coletivo, não demorou a perceber: ainda que o evento fosse aberto para todos, eram os pequenos e pequenas que mais se comoviam com os tecidos que coloriam as ruas ou cliques dos fotógrafos. “Fiquei impressionada com a energia deles, de perceber como é a criança quando está livre e na rua. Quis continuar fazendo as coisas com a molecada, e então comecei o Vielinha”.

O Vielinha acontece paralelamente ao Sarau da VieLa, no terceiro domingo do mês. As atividades montadas para as crianças são também por elas protagonizadas, que querem participar de tudo e botar a mão na massa. Se um fotógrafo vai trabalhar, já estão com as mãos nas lentes, no desejo de registrar tudo. Se um tecido é espalhado no chão, vão rolar nele como se fosse grama. E se for para sentar e ouvir umas histórias, vão fazer dessa roda um pequeno Carnaval.

Oferecer cultura faz as crianças ficarem na rua por outros motivos além de ser seu hábitat natural. “Na periferia, o quintal é a rua e não existe o medo. Temos que levar jogos, circos, grafites, porque as crianças já estão lá, e se deixar, viram a noite nas calçadas”, diz Giovani Baffô.

Pedagogia da vida cotidiana

Mas o que essas ruas tomadas ensinam sobre as crianças, ou o que essas crianças aprendem estando na rua? Para o educador espanhol Jaume Martínez Bonafé, “o currículo está na rua”. Quando as crianças se apropriam dos espaços urbanos, em especial a rua onde se desenha a amarelinha ou onde se quer mandar ladrilhar, ajudam a torná-la cada vez mais da parte de um bairro e de uma cidade educadora. Como Ana afirma, a Vielinha é uma experiência de convívio, que amplia as percepções do mundo e faz as crianças aprenderem e imaginarem novas formas de vida.

“Viver na comunidade é muito duro e enrijece, e a criança pode perder a referência de sonho. Mas quando os meninos e meninas veem os fotógrafos chegarem, eles falam, ‘nossa, quero trabalhar com vídeo, como faz?’. Quando assistem a apresentação de um MC, perguntam, ‘como eu aprendo essa profissão?’. Não estamos dando nada, tudo é das pessoas e nasce de dentro delas, mas ajudamos o despertar”, explica Mafuane.

Giovani também ressalta que, trazendo esses espaços de cultura e convivência para dentro da periferia, quem nasce nela não sente vergonha de seu bairro. A autoestima cresce ao ver que eles fazem parte de um lugar que é roteiro cultural e que ferve com manifestações artísticas. “Levamos grafiteiros que intervém nos centros. Quando os moleques veem os grafites comuns, eles acreditam que seu bairro faz parte da cidade também”.

E a cultura brota de dentro do bairro quando as pessoas se engajam, quando um poeta sai de sua casa na viela e pega o microfone, quando alguém se dispõe a cozinhar uma panelada para alimentar os artistas. Ana acredita que a importância da ação cultural vem justamente desse movimento. “Eu não escolho uma ação, levo lá e falo, ‘olha, isso daqui é cultura’. Estamos vivendo esse movimento juntos!”.

No fim da entrevista, antes dos pais Giovani e Ana me convidarem para um café gostoso na companhia de sua bebê Mafalda, da contadora Mafu e de um cachorro cabeçudo chamado Poema, pergunto o que eles desejam para Vielada Cultural e para as crianças que vivem no Jardim Boa Vista. E o poeta responde, sem delongas: quer mais é passar o bastão. “Penso em continuar até chegar um ponto em que não dependa mais da gente. Essa gurizada que está com 12, 13 anos e está sendo atendida pelo projeto, devem assumir e continuar tocando”. Que eles continuem a perpetuar o encanto que se aprende nas ruas.

Assista o video da 6ª Vielada Cultural aqui.

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Por Cecília Garcia, do Promenino, com Cidade Escola Aprendiz.

 


No segundo dia do pré-carnaval paulistano, blocos atraíram mais de 300 mil pessoas para as ruas da cidade. Durante a noite de sábado (30) e neste domingo (31), 63 grupos animaram todas as regiões da cidade. Somente no domingo foram onze desfiles na zona leste, oito na zona norte e cinco na zona sul, além de 14 na subprefeitura Pinheiros e 11 na região central. Dados da São Paulo Turismo mostram que 95% dos foliões perceberam melhorias na organização da festa.

No total, o fim de semana de pré-carnaval atraiu 410 mil pessoas. O Observatório de Turismo da SPTuris entrevistou este público para conhecer o perfil dos foliões e sua opinião sobre a estrutura organizada para este ano. O estudo mostra que quase todo o público (98%) é formado por pessoas que moram em São Paulo e que a ampla maioria (78%) escolheu ficar na cidade para curtir a festa. O perfil aponta também para uma maioria de mulheres (66%) e para uma faixa etária diversificada: os foliões de 18 a 24 anos são 21%, aqueles com 25 a 29 anos são 27% e o público de 30 a 39 anos são 32% da festa, enquanto as pessoas com 40 a 60 anos ou mais somam 21%.

Outra novidade desta pesquisa é que uma parcela grande do público (64%) se animou a participar do carnaval de rua pela primeira vez em 2016. Quase todos os entrevistados (99%) opinam que a Prefeitura deve continuar apoiando a festa, cujo crescimento foi apontado por 80% dos participantes do estudo. O levantamento entrevistou 1259 pessoas durante todo o fim de semana. No sábado (30), foram ouvidos foliões dos blocos Bangalafumenga, Sargento Pimenta, do Fico, Fuzuê SP, Pimentas do Reino, Boêmios do Arouche, A Ema Gemeu de Canto a Canto e Moocarnaval. No domingo (31), o levantamento aconteceu no Quizomba, Monobloco, Confraria do Pasmado, Acadêmicos do Baixo Augusta, Gambiarra, Banda do Fuxico e Pilantragi.

Sobre a estrutura preparada para o pré-carnaval, 95% dos entrevistados relataram que se sentem seguros, 96% avaliaram positivamente a organização do bloco, 78% acreditam que os banheiros são suficientes e 92% viram ambulâncias para atendimento. A limpeza também foi elogiada: 96% apontaram que as ruas estavam limpas para a passagem do bloco. O acesso ao local dos desfiles também agradou, porque 96% do público relatou que chegou com facilidade ao local e 92% teve facilidade de circular pelas ruas. A festa neste final de semana de pré-carnaval contou com o monitoramento da Central de Operações, que reúne representantes de 14 secretarias municipais e da Polícia Militar.

Os amigos Alex Ribeiro, 25 anos, e Alexandre Deliperi, 24 anos, estão entre os foliões que perceberam melhorias na organização de 2016. “A localização aqui no Ibirapuera é bem melhor, porque não é residencial. E é mais fácil de chegar. O carnaval tem que ser na rua e aqui estamos em um dos ícones da cidade. E também a festa está bem melhor do que nos bailes fechados”, opina Alexandre, que mora no Jardim Santa Adélia, na zona sul. “A organização está de parabéns, foi um ótimo trabalho”, completa Alex, que veio de Santo André, no ABC paulista, para aproveitar o pré-carnaval.

A programação deste domingo (31) teve a estreia no carnaval de São Paulo do grupo carioca Monobloco, que animou mais de 40 mil pessoas na região do Ibirapuera. Lá a folia começou com concentração no Obelisco do Ibirapuera às 10h e seguiu pela avenida Pedro Álvares Cabral. O grupo colocou o público para dançar ao som de 160 percursionistas, quatro cantores, um cavaco e uma guitarra, que tocaram um repertório que mistura ao samba diversos ritmos musicais. Não faltaram também marchinhas de carnaval tradicionais, como “Mamãe eu Quero” e “Me Dá Um Dinheiro Aí”.

A apresentação atraiu o público jovem e também famílias. Adilson Luiz Orlando, 41 anos, levou sua filha Ana Clara, 8 anos, para conhecer a tradição do carnaval de rua. “Eu sou paulistano da gema, nasci no Ipiranga, e é muito bom ver aquele carnaval de antigamente aparecer de novo, com aquela festa que a gente fazia na rua. Vim com a minha esposa e a minha filha e a segurança está boa. É um carnaval de todas as tribos, de todas as idades, dá orgulho de ver", conta Adilson.

O bloco com maior público neste domingo (31) foi o Acadêmicos do Baixo Augusta, que atraiu 90 mil foliões ao desfile na rua da Consolação, na região central da cidade. O bloco foi criado por donos e freqüentadores de casas noturnas da região da rua Augusta. O grupo tem o cantor Wilson Simoninha como puxador de samba, o escritor Marcelo Rubens Paiva como porta-estandarte, a atriz Alessandra Negrini como rainha da bateria e é apadrinhado pela cantora Tulipa Ruiz.

Além dos blocos, o pré-carnaval têm também neste final de semana atrações no palco do Largo da Batata, em Pinheiros, montado pela Secretaria Municipal de Cultura. Das 18h às 23h30, haverá apresentação da Banda Carnavalesca Macaco Cansado (18h) e dos blocos Bastardo (20h) e Quizomba (22h).

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.



Os blocos de rua do carnaval paulistano estarão distribuídos em 29 regiões diferentes da cidade, reunindo cerca de 2 milhões de pessoas, segundo estimativa da prefeitura de São Paulo. Entre dezembro e janeiro, as subprefeituras coordenaram a distribuição dos grupos pelo território, assim como os locais que receberiam os palcos principais. A proposta de espalhar os blocos pela cidade objetiva facilitar a dispersão dos foliões.

Serão 355 agremiações no carnaval deste ano. Elas contarão com apoio logístico da prefeitura, como banheiro químico, gradil, segurança, isenção de taxas e ambulâncias.

A Vila Madalena – bairro tradicional e boêmio da capital paulista – foi um dos que mais reuniu foliões nos últimos anos e, em 2016, receberá atenção especial do Poder Público. Para ajudar na conservação da região, a Secretaria de Serviços programou coleta de lixo antes e depois dos desfiles.

O carnaval paulistano contará com um investimento de R$ 10,5 milhões, sendo R$ 7 milhões de aporte direto e indireto da prefeitura e outros R$ 3,5 milhões de patrocínios. Pesquisa da São Paulo Turismo (SPTuris) sobre a festa no ano passado mostrou que 78% do público carnavalesco é de paulistanos. Turistas somaram cerca de 20%.

De acordo com os dados, o carnaval de rua e o sambódromo movimentaram mais de R$ 278,6 milhões, somando gastos de turistas e paulistanos.

Programação

Além do desfiles dos mais de 300 blocos de rua, serão instalados cinco palcos, um em cada região da cidade. Entre as atrações, no palco Largo da Batata, na zona oeste, destacam-se Orquídeas do Brasil e Anelis Assumpção, que terão como convidados Alcione, Fafá de Belém, Moraes Moreira, Beto Barbosa e Tulipa Ruiz. No centro, o Vale do Anhangabaú receberá artistas paraenses como Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Fafá de Belém e Beto Barbosa.

A programação dos blocos de rua de São Paulo já pode ser consultada no site da Prefeitura.

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Fonte: Agência Brasil.

 


Os paulistanos já podem preparar a pipoca para a nova temporada de cinema ao ar livre da Casa das Rosas, no Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Em sua segunda edição, o evento Jardim Paradiso é inspirado no longa do diretor Giuseppe Tornatore, Cinema Paradiso (1988), clássico que celebra a magia do cinema.

O sucesso do evento em 2015 fez com que passassem pelo espaço mais de 2.000 espectadores. Novamente às quintas-feiras – 28 de janeiro e 4 e 18 de fevereiro, às 20h –, a Casa exibirá filmes com a temática das questões migratórias no mundo. A programação inclui, pela ordem, Gran Torino (2008), de Clint Eastwood; A Boa Mentira (2014), de Philippe Falardeau; e O Terminal (2004), de Steven Spielberg. Lembrando que a classificação indicativa dos dois primeiros filmes são de 14 e 12 anos.

As sessões serão no jardim da Casa das Rosas e não há necessidade de comprar ingresso, pois a entrada é gratuita. Em caso de chuva, o evento será cancelado. O espaço pertence a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e é gerenciado pela POIESIS Instituto de Apoio à Cultura.

Serviço

Jardim Paradiso
Casa das Rosas - Avenida Paulista, 37 – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô. 
Horário de funcionamento: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 18h. 
Para mais informações: (11) 3285-6986 / (11) 3288-9447.


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Fonte: Ciclo Vivo.


Mais de 30 mil pessoas comemoraram nesta segunda-feira (25) o 462º aniversário de São Paulo com o cantor Gilberto Gil, que animou o público do Centro Esportivo e de Lazer Tietê no encerramento da programação cultural do feriado. A festa teve três dias de atrações em 12 ruas abertas, teatros, parques, centros culturais, CEUs e palcos externos na periferia. Um dos destaques foi o axé da cantora Daniela Mercury, que antecipou com carnaval e levou 150 mil pessoas neste domingo para a folia na avenida Rebouças e na rua da Consolação.

Em seu show, Gilberto Gil fez o público dançar e se emocionar, com clássicos de seu repertório, como “A Paz” e “A Novidade”, o xote “Esperando na Janela” e “Tempo rei”, canção que abriu a apresentação. O cantor fez ainda uma homenagem a Bob Marley, com os reggaes “Three Little Birds” e “Is This Love”.

A funcionária pública Roseli de Souza, 38 anos, estava curtindo a música com sua filha Ludmila, 6 anos. “Fizemos um passeio hoje no Memorial da América Latina. Quando entramos no metrô para voltar para casa, decidimos aproveitar esta tarde bonita para ver o show. Ela está adorando”, conta Roseli, que mora na Vila Guarani, zona sul de São Paulo. 
 

No Centro Esportivo e de Lazer Tietê. Foto: Leon Rodrigues / Secom.
 
Um dos momentos mais emocionantes foi quando o baiano e as milhares e pessoas da plateia cantaram juntos Parabéns para Você em homenagem a São Paulo. “Uma cidade que se esforça tanto, trabalha tanto, se preocupa tanto com o Brasil, merece uma festa com o povo”, disse Gilberto Gil. Acompanharam o espetáculo Ana Estela Haddad, primeira-dama e coordenadora do "São Paulo Carinhosa", e os secretários Nabil Bonduki (Cultura) e Eduardo Suplicy (Direitos Humanos e Cidadania).

A apresentação do cantor baiano foi aberta pelos Demônios da Garoa, que cantaram os sambas de Adoniran Barbosa. Marchinhas tradicionais de carnaval fizeram o público entrar no clima de folia. A apresentação terminou com as milhares de pessoas cantando os versos de Trem das Onze, de Adoniran. 


 Show dos Demônios da Garôa e Gilberto Gil no Centro Esportivo e de Lazer Tietê. Foto: Leon Rodrigues / Secom.


“O show está incrível. Fiquei ontem até as 21h no trio elétrico da Daniela Mercury, fui para casa e saí hoje para o show do Gil. As atrações estão muito bacanas. E coisa boa de graça não dá para perder”, avalia Beatriz Machado, 22 anos. A paulistana, que mora no Jaraguá, zona norte, conta que seu grupo de amigos teve diversão garantida no feriado, por conta da maratona cultural do aniversário da cidade.

As comemorações foram abertas oficialmente neste sábado (23) com uma festa em ritmo de samba. Um espetáculo em homenagem ao centenário do gênero musical foi realizado no Viaduto do Chá, em palco montado em frente à sede da Prefeitura. A programação começou por volta das 12h e se estendeu até às 20 horas, com rodas de samba, comunidades e apresentação do Dj Malê que levaram animação para os fãs do gênero. O espetáculo, gratuito, contou com shows de sete grupos que fazem parte da Associação de Sambistas, Terreiros e Comunidades de Samba de São Paulo (Astec), entre eles as comunidades Maria Cursi, Samba da Laje, Samba da Vela, Pagode da 27 e Rua do Samba Paulista.

A programação de shows contou ainda com atrações como Maria Gadú, que se apresentou no sábado (23) na Casa de Cultura Palhaço Carequinha, no Grajaú, e Criolo que cantou no Palco Parelheiros, na zona sul.  O CEU Aricanduva, na zona leste, recebeu a banda de hardcore Ratos de Porão e o CEU Alvarenga, na zona sul, ouviu o rock da banda Raimundos.

Além das atrações musicais, turistas e paulistanos puderam conhecer melhor a cidade de bicicleta e de transporte público. O tradicional passeio de trólebus realizou nesta segunda-feira (25) mais de 120 viagens e apresentou toda a história da região central para 4.632 passageiros. Os ônibus saíram do Pateo do Collegio e passearam pelo Centro, em locais como o Viaduto do Chá, a Praça Ramos de Azevedo, a Praça da República, o Largo São Francisco e a Praça da Sé.

No domingo (25), mais de 10 mil ciclistas participaram do Passeio Ciclístico de Aniversário da Cidade de São Paulo. Com trajeto de 15,8 km, os participantes pedalaram pela avenida Paulista e pelos bairros de Pinheiros e Pompéia, pela praça Campo de Bagatelle, terminando na Praça Pedro Lessa, próxima ao Vale do Anhangabaú.

Carnaval

A cantora Daniela Mercury foi a grande atração do domingo (24). Em trio elétrico, ela arrastou uma multidão pelas ruas da cidade em um show que durou cerca de seis horas. Muitas pessoas pularam e dançaram durante toda a tarde com a rainha do axé, em um espetáculo que teve concentração na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste, e terminou por volta das 22h30 na Praça Roosevelt, no centro.

População segue o bloco Daniela Mercury na Avenida Paulista. Foto: Leon Rodrigues / Secom.
 

"Vamos inaugurar o Carnaval em São Paulo", disse Daniela diante do público, ainda na concentração, que começou por volta das 15h30. "Eu adoro São Paulo. Há muitos anos eu sonho em voltar aqui. Vamos animar São Paulo.” Perto do horário de saída do trio elétrico, com destino à Avenida Rebouças, começou a garoar, mas a cantora avisou que a chuva era para abençoar todos.

Previsto para durar quatro horas, o show se estendeu por mais duas horas e agitou a cidade. Daniela abriu o espetáculo com a música "Swing da Cor", um de seus primeiros sucessos, e durante o percurso interpretou praticamente todo o seu repertório. Uma das canções, composta em homenagem a São Paulo, foi "Antropofágicos São Paulistanos".

"A cidade de São Paulo está feliz. A Daniela Mercury gosta muito de São Paulo e transmite muita energia para as pessoas que estão acompanhando o trio elétrico", disse a primeira-dama e coordenadora do programa São Paulo Carinhosa, Ana Estela Haddad, que acompanhou grande parte do show.

"Este show foi único em São Paulo. Nunca um trio elétrico fez um percurso tão longo pela cidade, percorrendo cerca de cinco quilômetros, ainda mais acompanhando por uma cantora tão representativa para nossa cultura", comentou o secretário municipal Nabil Bonduki (Cultura).

“Pequena Virada Cultural”

As festividades em comemoração do aniversário de São Paulo começaram no sábado (23), quando aconteceram, segundo Bonduki, mais de 60 eventos espelhados pela cidade. Para os três dias de celebração, foram programadas mais de 100 atividades culturais, de esporte e de lazer, combinados com o programa Rua Aberta, que abriu vias para pedestres e ciclistas tanto no domingo quanto na segunda (25) e também ofereceu atrações para a população, principalmente o público infantil. O objetivo foi dar oportunidade para participação de moradores de todas as regiões do município.

Como as celebrações coincidiram com o feriado prolongado, Bonduki diz que a Prefeitura promoveu uma espécie de "Viradinha Cultural", com eventos programados para três dias seguidos. "Estamos trabalhando para termos várias festividades desse tipo ao longo do ano na cidade", afirmou o secretário.

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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.