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O Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, em S.Paulo, foi totalmente refeito. Após mais de 10 anos, a obra entregue ficou muito diferente do projeto. Sem árvores, sem bancos, sem bicicletário, sem abrigo para os passageiros de ônibus, com blocos de concreto separando carros de pedestres. 

Apesar disso, um fenômeno interessantíssimo aconteceu: as pessoas da região começaram a demandar as melhorias, junto à subprefeitura e ao Grupo Gestor da Operação Urbana Faria Lima. Houve outros grupos que se organizaram em movimentos de ocupação da praça, com uma programação fixa e até construindo eles mesmos equipamentos no lugar dos que não foram entregues. Houve até quem plantasse árvores. O bicicletário foi construído, assim como dois abrigos de ônibus. 

O fato é que descobrimos que não existe um responsável no poder público a quem cobrar. O governo estadual constrói o metrô mas não se preocupa com a integração com a praça. A subprefeitura cuida da manutenção mas não manda no projeto. A Operação Urbana determina o uso da verba da venda dos CEPAC´s mas não está preocupada com a implantação. A CET, a SP Obras, etc etc. 

Mas também descobrimos que existem muitas pessoas a fim de se responsabilizarem. E elas estão lá, na praça! 

Este vídeo, (na trilha sonora, 'Choro Novo') feito pelo fotógrafo Mauricio Cremonini em agosto último, mostra os dois lados dessa história. Em um minuto, um fim de semana inteiro e suas cenas: – o movimento dos bares à noite. – o vazio da praça nas áreas que não tm sombra, nem banco. – os poucos que vem jogar ping-pong numa mesinha no canto direito da cena. – o fluxo incessante de carros ao redor da praça, inclusive na rua do meio, que foi motivo de discussão com a CET para a implantação de uma faixa de pedestres – e até um baile no sábado à noitinha, que junta um grupo grande de pessoas que vêm dançar forró. 

Essa é uma história que não se acabou. Nos próximos meses, vai começar a terceira fase das obras. O resultado não sabemos, mas dá para ter certeza de que vai ter gente conferindo, cobrando. 

A urbanidade em São Paulo está sendo resgatada, não por decreto, mas por demanda.

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Mauro Calliari é administrador de empresas, mestre em urbanismo e consultor organizacional. 
*Este artigo foi publicado originalmente no Blog Caminhadas Urbanas em O Estado de S.Paulo.
 
 


O Teatro Municipal de Santo Amaro Paulo Eiró será reaberto à população na próxima segunda-feira (28), às 19h,  com um concerto especial da Orquestra Experimental de Repertório e o Coral Paulistano. A casa será devolvida à cidade totalmente modernizada, após reforma que instalou nova iluminação, melhorou a acústica e possibilitou acessibilidade total a pessoas com deficiência.

Em coletiva de imprensa na manhã de quarta-feira (23), o prefeito Fernando Haddad anunciou que a casa da zona sul receberá apresentações dos corpos artísticos do Theatro Municipal. “Este teatro não deve absolutamente nada ao teatro mais moderno na cidade. Os quatro corpos estáveis da cidade irão se apresentar aqui, inclusive porque este teatro tem a infraestrutura necessária. Podemos ter até uma ópera aqui tranquilamente, fazendo o povo da zona sul assistir com o mesmo conforto e qualidade que no Theatro Municipal”, afirmou.

Na apresentação de reinauguração, a orquestra será regida pelos maestros John Neschling, Carlos Moreno e Martinho Lutero Galati. No programa, obras de Carlos Gomes e Händel, entre outros compositores. “É um teatro muito importante na cidade e faz parte de um ciclo de projetos dos anos 50, criados com a preocupação de levar eventos culturais para bairros em que não havia programação. Isso continua atual e nós devemos ter aqui uma programação muito qualificada”, disse o secretário Nabil Bonduki (Cultura).

Ao longo de 2015 e 2016, estão programados eventos do projeto Municipal na Cidade, com destaque para os concertos matinais da Orquestra Experimental de Repertório, que se apresentará no teatro no terceiro domingo de cada mês, às 11h. A programação de reabertura conta também com peças de teatro, espetáculos infantis, dança, circo e música popular brasileira. Todas as atrações são gratuitas. 
 

Estrutura

O teatro tem a segunda maior plateia entre os equipamentos municipais, com 476 lugares, incluindo espaços reservados e adaptados para pessoas com deficiência e obesos. No total, o teatro tem 2,6 mil metros quadrados e recebeu investimentos de R$ 14,4 milhões. Nas obras, foram reformados todos os camarins e instaladas varandas em estrutura metálica de cenotecnia. Os espetáculos serão também favorecidos com o novo isolamento acústico em todas as paredes e teto do palco e plateia.Na área do proscênio foi instalado um elevador de palco, equipamento que permite apresentações de ópera, por criar um fosso para a orquestra. “Além do Theatro Municipal, somente aqui temos sistema de elevador. A estrutura com sistema spiralift foi importada do Canadá, porque é totalmente peculiar, usa uma técnica que a gente consegue baixar toda a estrutura do palco, com movimento lento e silencioso”, explicou o secretário Roberto Garibe (Infraestrutura Urbana e Obras).A plateia foi completamente remodelada, com a criação de rampas acessíveis e desníveis apropriados entre as filas das poltronas para dar melhor visibilidade do palco. Com a intervenção, o equipamento passa a ter acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusive com elevador para acesso ao palco e ao mezanino superior. O teatro recebeu ar condicionado e sistema de prevenção e combate a incêndios, com detectores de fumaça, alarmes e hidrantes.Foi também realizada a completa substituição das instalações elétricas e hidráulicas e de toda estrutura metálica de sustentação do telhado, com a instalação de novas telhas com isolamento térmico e acústico de toda a cobertura.A praça localizada em frente ao teatro foi remodelada, com a instalação de fonte interativa. A ideia é criar um espaço de convivência com bancos e iluminação especial. O painel “Homenagem às Artes”, de Julio Guerra, também foi restaurado. Sua posição na praça foi modificada para favorecer a visualização da fachada do teatro e a circulação de pessoas pelo espaço público.O teatro foi inaugurado em 23 de março de 1957 e é um bem tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo. Seu nome homenageia o professor, poeta, escritor e dramaturgo Paulo Eiró, nascido em Santo Amaro.

Clique aqui e confira a programação.

Serviço
Teatro Municipal Paulo Eiró.
Endereço: Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro (Zona Sul).
Telefone: 5546-0449 e 5686-8440.

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura.

 


As primeiras cinco ruas que serão fechadas aos domingos no novo programa de abertura para pedestres da gestão Fernando Haddad (PT) foram divulgadas neste fim de semana. Além da Paulista, integram a lista as Avenidas Sumaré (zona oeste), Carlos Caldeira Filho (Campo Limpo) e do Mar Paulista (zona sul), além da Rua Benedito Galvão, na zona leste.

Segundo nota da Prefeitura, as vias foram definidas em cinco audiências públicas, que contaram, ao todo, com 320 pessoas – isso incluindo o evento realizado no sábado, 19, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em que 150 pessoas debateram o fechamento daquela via.

O menor trecho do programa, que se chama Rua Aberta, terá apenas 130 metros, na Rua Benedito Galvão, na Subprefeitura de Aricanduva. Esse percurso na zona leste é percorrido a pé em menos de dois minutos. E fica no meio de uma área verde, a Praça Albino Francisco Figueiredo. “A sugestão foi apontada por um técnico de Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que alegou que afeta menos o trânsito, pois a via é larga, tem 10 metros de largura, facilitando a ocupação das pessoas”, diz a nota da Prefeitura.

Enquanto isso, a Avenida do Mar Paulista, que também fica em um trecho cercado de verde, às margens da Represa Billings, terá 1,1 quilômetro fechado – a via também não tem cruzamentos importantes para o fluxo local, o que facilitará o bloqueio total de carros.

Já a Avenida Carlos Caldeira Filho, um dos principais acessos ao Campo Limpo, será bloqueada no trecho entre as Estações Campo Limpo e Capão Redondo do Metrô. “A ausência do itinerário de ônibus não vai causar dificuldades para locomoção da população, pois a via é servida pelo metrô e tem acesso fácil ao corredor de ônibus da Estrada de Itapecerica”, justificou a gestão Fernando Haddad (PT).

Sumaré 

No caso da Avenida Sumaré, que tem ao todo 1,8 quilômetro de extensão, o trecho da interdição não foi definido. Só 20 pessoas compareceram à audiência pública. “A escolha se deu porque a via apresenta diversos comércios atrativos a pedestres e ciclistas, é de fácil acesso e possui transporte público próximo”, informa a Prefeitura. A escolha do endereço, entretanto, não foi por consenso. Entre os presentes, houve quem sugerisse outras ruas, como a Gastão Vidigal e a Rua Froben, na Vila Leopoldina. Há ainda 27 audiências públicas previstas até o dia 17 para discutir o assunto em outras subprefeituras. 

Bruno Ribeiro / O Estado de S.Paulo.


Quando Niufer Demir fotografou o corpo do menino sírio Aylan na praia, não sabia que estava fotografando um anjo, que faria o mundo olhar melhor a crise migratória. Ela estremeceu ao fazer a foto, contou numa entrevista, e com certeza estremeceu os corações dos que a olharam.

Ser fotógrafo é olhar com imparcialidade a cena e fotografar. A paixão pelo fotojornalismo vem disso.

Hoje essa arte se tornou medíocre nas mãos dos que se preocupam em fazer selfies o tempo todo para satisfazer os seus egos, mas acho valiosa a contribuição dos amadores que fotografam a cultura das suas famílias, porque isso é história e comportamento de uma época.

Como Barthes diz, a fotografia representa um instante que já morreu, porque aquele instante não se repetirá nunca mais.

Hoje, com o advento da fotografia digital, todos se acham fotógrafos e isso não é novidade. Lembro que até pouco tempo atrás, quando eu dizia que era fotógrafa, muitos se emocionavam. Agora, quando digo isso, muita gente responde de pronto: eu também sou.

Não imaginam o comprometimento que essa profissão exige, seja técnico, ideológico ou simplesmente a consciência pura do que está fazendo no momento que fotografa.

A grande paixão da minha vida é a fotografia, que me levou a lugares e situações históricas, em alguns momentos. Fotografei tudo o que eu queria ver, desde uma cirurgia do coração – uma das primeiras — até a Floresta Amazônica, em avião sem porta.

Vi plataformas de petróleo, cidades, campos, atores e músicos, muitos empresários – donos do PIB nacional –, teatro… Enfim, passei a vida olhando de tudo um pouco e me apaixonei por isso. Fiz a fotografia do Lamarca em Quitaúna quando eu tinha 19 anos, para o Jornal Última Hora.

Ninguém sabia que ele fugiria com as armas um mês depois e essa imagem viveria até hoje. Muito menos eu, que deixei os meus negativos para trás e fui encontra-los no arquivo da Folha, depois de passar pelo Arquivo do Estado, no ano passado. Só havia restado quatro tiras, dos dois filmes TRI-X que usei naquela época.

Eu sempre gostei muito de fazer retratos, porque interagia com as pessoas e assim conseguia passar a imagem que eu desejava. No retrato de Oscar Niemeyer ele está sorrindo, o que é coisa rara. Lembro que fiz alguma brincadeira sobre social democracia x comunismo e ele me deu esse sorriso.

Muitos amigos já conhecem história do retrato do Gilberto Gil. Ele agendou nossa sessão no meio de um ensaio, vestia uma camisa comum e estava inquieto com o tempo. Cobrei que não estava me dando seu retrato e ele imediatamente tirou a camisa e me deu a fotografia.

Posso fazer o contrário, provocar o medo, como na fotografia do Pedro Collor, que fiz logo após a entrevista que levou ao impeachment do seu irmão. Ou como fiz com esse menininho: falei que iria roubar seu pirulito e ele travou o pirulito na boca, Adorava pedir para grandes empresários fazerem coisas impossíveis, como subir num guindaste – conseguia isso apenas elogiando a gravata ou dizendo que estavam bonitos.

Existem sonhos que eu não realizei: fotografar as pernas dos jogadores de futebol, que são maravilhosas; jogar as bolinhas de gude que eu carregava nas passeatas de 1968 e derrubar a repressão. Também queria fazer um ensaio sobre Vestidos Para Festejar, mostrando que festejar é um estado de espírito, não importa se a pessoa veste Versace ou uma saia de chita. Isto tudo vai ficar só no meus sonhos.

Agora, eu resolvi fazer Fine Art e buscar o que há de estético na natureza, na arquitetura, algumas casas e lugares históricos etc. Busco naquilo que está perto de mim de forma livre, sem comprometimento com as pautas dos editoriais e sem a ajuda de nenhum curador.

Eu nunca coloquei fotografias na parede, mas agora mudei. Quando decidi buscar este caminho, passei a assistir a palestras, workshops, ir a todas as exposições, one encontrei diversos colegas que também buscaram essa alternativa.

Hoje as galerias querem a história que fotografei, para fazer alguma exposição, enquanto eu quero mais é fotografar coisas novas todos os dias, porque isso é vital para a minha existência. Observo os detalhes e busco o encanto em cada clique. Eu me sinto merecedora dessa liberdade de expressão, depois de ter trabalhado 45 anos como fotógrafa. Quem quiser montar a minha história que o faça. Para mim tanto faz, porque eu já vivi tudo aquilo.

A Feira Cavalete, que será no próximo sábado dia 19, das 11h às 19h, na Rua Harmonia, 126, em São Paulo, foi uma alternativa que encontrei para mostrar esse meu trabalho novo, livre dos editoriais e mais autoral.

Fotógrafo sem qualquer compromisso que não seja o de colocar uma fotografia na parede que agrade os olhos de quem vê. Pesquiso algumas possibilidades de alinhavar tudo isso, dentro da minha proposta de olhar as coisas mais simples do mundo e fotografar.

A Feira Cavalete é uma iniciativa da DOC Galeria e Galeria Nikon e foi idealizada pelos curadores Mônica Maia e Fernando Costa Neto. A proposta é divulgar a fotografia Fine Art, gênero já consagrado na Europa e Estados Unidos, para um público novo. Espero que gostem.

Informações: [email protected]om.br

Bia Parreiras é fotógrafa e editora de fotografia. Texto publicado originalmente no DCM.

 


O evento Respira SP – Árvores Paulistanas, será inaugurado neste domingo, 20 de setembro de 2015, às 11 horas, nas galerias do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073 – Piso Térreo). Trata-se de um projeto que vai dialogar com o grande público que circula diariamente pelo local, cerca de 35 mil pessoas, sobre a qualidade de vida na cidade de São Paulo por meio de diversas expressões culturais e mobilização ecológica. O projeto conta com uma exposição, um documentário e ações nas galerias do Conjunto Nacional e na sala do Cine Arte, onde serão realizadas reflexões sobre o tema e será exibido um documentário focalizando a carência de áreas verdes na cidade. Além de saudar o início da primavera, Respira SP – Árvores Paulistanas também está relacionado a outras datas que, no mês de setembro, são representativas da luta pela conscientização e sustentabilidade:

21 – Dia da Árvore.
22 – Dia do Rio Tietê.
22 – Dia Mundial Sem Carro.
23 – Início da Primavera.

A exposição terá a participação de 57 fotógrafos, entre profissionais e amadores, que foram a campo registrar em imagens as árvores que tem relação com a capital paulista. Com curadoria do fotógrafo Juan Esteves, e o evento terá a participação de convidados especiais, entre eles o ambientalista Mario Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica, que luta pela recuperação do rio Tietê; o jornalista Leão Serva, que desenvolve campanha pela retirada da malha de fios de eletricidade e de telefonia dos postes, pois provocam a poda indiscriminada das árvores, causando sua destruição; João Augusto Figueiró, diretor do Instituto Zero a Seis, uma organização que luta pela educação ambiental de crianças até seis anos de idade; o jornalista Gilberto Dimenstein, educador e coordenador do portal e rede social Catraca Livre, e Guto Lacaz, artista multimídia, ilustrador, designer, desenhista e cenógrafo, entre outros. As fotos serão impressas no formato 80cm x 120cm pela Canon, também parceira no evento.

Fotos do evento sendo impressas. Divulgação.
 
No domingo, dia da abertura, será exibido um documentário sobre o conceito do projeto, com depoimentos dos agentes que estão em atividade nas diversas áreas, para exaltar a importância da natureza no ambiente urbano. Durante o período da exposição (de 21 de setembro a 10 de outubro), serão realizados encontros focalizando temas que discutam como cada cidadão, instituições privadas e a administração pública podem contribuir para viabilizar e promover a sustentabilidade. Como, também trazer para o centro da questão a falta de água na capital paulista, um alerta para um problema urgentíssimo que exige soluções imediatas, pois poderá se agravar nas próximas décadas e comprometer o bem-estar da sociedade.

Segundo a idealizadora do projeto, Valkiria Iacocca, “Respira SP – Árvores Paulistanas tem a missão de ser uma identidade ambiental e, principalmente, comportamental para as pessoas que vivem intensamente a cidade de São Paulo. Com liberdade total para explorar o ambiente da cidade, os fotógrafos foram provocados a trazer seus olhares sobre a relação da cidade com as árvores, um tema essencial para a valorização do espaço público que estará sendo redescoberto pelos cidadãos.”

Além das ações envolvendo o conteúdo do projeto, será elaborado um catálogo reproduzindo as fotos da exposição. Para atingir seus objetivos, o projeto conta com uma equipe de profissionais que, mesmo com rotinas completamente diferentes, se uniram para o sentimento comum de que algo precisa ser feito, de que a cidade precisa ser olhada por outros ângulos, sob outros prismas, e de que é preciso se conciliar com ela.

Participantes
1. Ademar Bueno
2. Adriano Duarte 
3. Afonso Roperto
4. Anacélia Mateucci
5. Ana Paula Figueiredo
6. Andrea Goldschimidt
7. Arza Rose Steinmetz
8. Benjamim Sepulvida
9. Beth Gavião
10. Bruno Constantino Leonardi
11. Caio Justo
12. Carmen Dall'Igna
13. Carmen Zaglul
14. Charles Motta
15. Daniela Lourenço
16. Edna Barros
17. Edson Kumasaka 
18. Felipe Martins
19. Kiko Macedo
20. Gilberto Dimenstein 
21. GutoLacaz | Edson Kumasaka 
22. Heloisa Capasso
23. Heloisa Capasso | Muda Mooca
24. Hugo Lenzi
25. Joana Petribú
26. João Carlos (Jaozin)
27. Jorge Bevilacqua
28. Jorge Carneti
29. José Luis da Conceição
30. Keli Lambert
31. Leão Serva
32. Luciana de Paula
33. Lu Yamamoto
34. Magali Maschi
35. Marco Gonçalves 
36. Marcos Kawall
37. Mariana Seber
38. Marilia Fanucchi
39. Mário Mantovani | Juliana Freitas Lima
40. Max Rocha
41. Mitsuo Yamamoto
42. Montserrat Baches
43. NaavaBassi
44. Nair Kremer
45. Nico (José Nicodemos A. Pereira)
46. Nô Figueiredo 
47. Osiris Bernardino
48. Paula Dias
49. Rejane de Freitas Tozaki
50. Ricardo Augusto 
51. Ricardo Thomé 
52. Roberto Alves Lima
53. Rodrigo Morelli
54. SaudujasPhotography
55. Thiago Oliver | João Figueiró
56. Thiago Prado
57. Valéria Khouri 
 

Serviço
Evento: Respira São Paulo – Árvores Paulistanas.
Abertura: Dia 20 de setembro (domingo) às 11hs no Cine Arte.
Local: Espaço Cultural Conjunto Nacional.
Endereço: Avenida Paulista, 2073 – Piso Térreo – São Paulo – SP.
Abertura ao público: de 21 de setembro a 10 de outubro de 2015.
Horário: de segunda a sábado das 9h às 22h.
Domingos e feriados das 10h às 22 horas.


Fonte: Assessoria de Imprensa do Evento.

 


O projeto LATA 65 de enorme sucesso em Portugal, com destaque na mídia mundial chega a São Paulo, com oficinas que duram 5 dias no Sesc Santana.

O LATA 65, busca provar que conceitos como envelhecimento ativo e solidariedade entre gerações fazem a cada dia mais sentido, além de demonstrar que a arte urbana tem o poder de fomentar, promover e valorizar a democratização do acesso à arte contemporânea.

Ao  aproximar os menos jovens a uma forma de expressão artística habitualmente associada aos mais jovens, a proposta demonstra que a idade é só um número. Os alunos criarão coletivamente grafittis, tags e stêncils que serão aplicados no muro do jardim da unidade no final de semana.

O começo

A idealizadora Lara Seixo contou que o LATA 65, surgiu da constatação do universo que rodeava as intervenções que fizeram na Covilhã (Portugal), durante a primeira edição do Festival WOOL: havia sempre pessoas da terceira idade acompanhando o trabalho dos artistas durante horas e horas. Inclusive muitos acabavam dando fotos antigas, para inspirar os artistas.

Lara conta que depois disto, numa simples conversa de café com um colega do Cowork Lisboa, pensaram em montar um workshop de arte urbana para idosos e então tudo deslanchou.

A primeira edição do LATA 65 durou 5 dias, com uma introdução histórica sobre como surgiu o graffiti e sua evolução, o que é hoje a arte urbana, o que é aquilo que vemos pelas ruas, etc.

Depois cada senhor ou senhora criou um tag e fez o projeto do mesmo. Os dias seguintes foram de aprendizagem de todas as técnicas e trabalhos que se podem fazer na rua, desde o stencil, passando pelo marcador, ao spray e ao vídeo.

Com o projeto, eles querem mostrar o que todos deveriam saber: que a idade é só um número, que conceitos como envelhecimento ativo e solidariedade entre gerações fazem a cada dia mais sentido, que a arte urbana tem o poder de fomentar, promover e valorizar a democratização do acesso à arte contemporânea, pela simplicidade e naturalidade com que atinge as mais variadas faixas etárias, além de aproximar os menos jovens a uma forma de expressão habitualmente associada aos mais jovens.

Lara conta que eles superaram as expectativas. Os simpáticos senhores e senhoras fizeram tudo, desenho, corte co x-ato, spray. Participando da iniciativa estavam também os conhecidos artistas portugueses: Miguel Januário (MaisMenos)Adres Tosco.

No fim da primeira edição do LATA65, foi feito um mural com todo mundo. É de toda esta constatação que surgiu a proposta ao Orçamento Participativo de Lisboa, para que a galera possa repetir isto com mais grupos de idosos e por mais zonas, pela fórmula criativa (comprovada) de tratamento dos nossos idosos (que um dia também seremos).

Serviço
Oficina de grafitti / LATA 65 no Sesc Santana.
Turma I - De 29/9 a 4/10/15. 
Horário: 10h30 às 13h30.
Turma II - De 29/9 a 4/10/15.
Horário: 15h30 às 18h30.
Gratuito.

Com informações do Mistura Urbana e SESC.